Euronews: Haiti lembra favelas do Brasil

Repórter da Euronews visita Port-au-Prince e constata: “É uma paisagem desolada, muito semelhante a qualquer favela do Brasil”. A dica foi pega no C.Humberto.

Pois é. O Haiti é aqui, confirmando a letra de Caetano. O "repolhudo" quer aparecer como chefe de estado rico, pior, está se comportando como urubu-rei disputando a “carniça”, enquanto que aqui no Brasil, ele pouco se interessa por nossas tragédias, pois elas não dão vitrine para ele posar ao lado de figurões do mundo. Acontece, que todos já estão cientes sobre quem é Lula da Silva. Por Gabriela/Arthur

A matéria: Euronews repórter, Luis Carballo, voou para a capital haitiana, para testemunhar como as pessoas estão lidando com o desastre. De lá, enviou este relatório especial:


"Em nosso primeiro dia em Port-au-Prince, podemos ver por nós mesmos que o Haiti está cada vez mais fora de controle.

Passamos a maior parte do dia em um bairro pobre da cidade. É uma paisagem desolada, muito semelhante a qualquer favela do Brasil.

Não vimos milhares de casas destruídas nem corpos nas ruas, cinco dias após o terrível terremoto. Vimos pouca ajuda chegar a esta área. Equipes de resgate são escassas, aparecendo apenas ocasionalmente. Inclusive, se os vizinhos sabem onde os corpos estão sob os escombros, eles simplesmente não têm meios para extraí-los, e isso é um grande problema. Assim, grande parte do tempo, os haitianos estão desenterrando os próprios corpos, utilizando as ferramentas que podem encontrar ou apenas usando as mãos.

A presença do exército americano nas ruas é raro, em contraste com o aeroporto, onde os soldados enviados pelo Pentágono não param de chegar. Nas ruas, também vimos apenas alguns dos capacetes azuis da ONU, pelo menos nas zonas que poderíamos visitar.

Para se locomover com carros na capital haitiana é muito difícil. As estradas ainda estão cheias de corpos esmagados. Entramos em contato com diversas ONGs, elas afirmam que até 50 por cento dos edifícios de Port-au-Prince foram danificados de alguma forma. Não há eletricidade. Mesmo o aeroporto está usando geradores. Água e alimentos são escassos. O que está disponível é difícil de encontrar e caro.

O Estado simplesmente já não existe mais no Haiti. Alguns diplomatas nos disseram que eles se perguntam se alguma vez já existiu antes”. Copyright ©
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4 comentários:

Anônimo disse...

então ele nunca foi numa favela. Há nas favelas, roubada a conexão, mas há, tv a cabo.

Nas favelas do Brasil, ninguém come barro para matar a fome.

Anônimo disse...

Não vimos milhares de casas destruídas nem corpos nas ruas, cinco dias após o terrível terremoto.


Para se locomover com carros na capital haitiana é muito difícil. As estradas ainda estão cheias de corpos esmagados.


Afff, se dependesse dessa cara para se ter informação.....

Joana D'Arc disse...

Também não concordo com a comparação. A visão de certas de nossas favelas pode ser horrível mas, dentro de cada barraco, a grande maioria têm todos os equipamentos domésticos, celular e etc.

E, salvo exceções, não faltam a cervejinha e o churrasco nos fins de semana...

Arthur disse...

A miséria vista de cima é toda igual. Seguramente, o jornalista estrangeiro não entrou no interior de um barraco para se certificar do roubo da conexão, ou se tomam cervejinha.

Enquanto nossos militares ficam por lá, anos a fio, fazendo segurança e controlando o crime na Cite Soleil, nossas favelas são verdadeiros antros de narcotraficantes, um Estado paralelo, onde o menor dos crimes sé o roubo do sinal à cabo.

Ana Maria, leia com atenção a matéria: o jornalista ficou isolado em um bairro pobre da cidade, e retratou a situação do que viu no local.

Não adianta se ofenderem pela visão de como nos vêem lá fora. O Brasil é um cortiço, não assumido, como agravante de Lula investe lá fora, enquanto o diabo está solto aqui dentro.

O Haiti é aqui. Principalmente o nível de governo que se pratica neste país, corrupto e predador, é extremamente semelhante ao daquele país. Com o agravante de que Lula fecha os olhos para as nossas desgraças e se mete a querer fazer bonito lá fora.

A propósito: No Vale do Jequitinhonha, nem barro eles têm para comer.