Eurodeputados querem boicote turístico ao Brasil por abrigar assassino italiano

SILVESTRI NO PARLAMENTO EUROPEU: BOICOTE AO BRASIL
O eurodeputado Sérgio Silvestris (PDL) vai propor na próxima sessão plenária do Parlamento Europeu, em Estrasburgo, que os italianos não viajem ao Brasil, em protesto contra a decisão do presidente Lula de não extraditar o terrorista Cesare Battisti. Sergio, segundo a agência italiana Ansa, distribuiu nota de repúdio propondo uma campanha contra "uma nação que hospeda um açougueiro, que deveria estar na cadeia".Claudio Humberto

O babalorixá continua a fazer despedidas com suas previsões...

Basta passar nos Hospitais do SUS e conferir como os humildes são tratados. MOVCC

Estadão.com
'Nunca os humildes foram tratados com tanta deferência e continuarão a ser com Dilma', afirma Lula

Em solenidade de despedida, Lula disse que 'vai passar para a história como o presidente que fez muito mais do que estava nos programas de governos'
Em discurso durante solenidade de despedida com servidores do governo e do Palácio do Planalto, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, fez um balanço de seu governo a afirmou que "vai passar para a história como o presidente que fez muito mais do que estava nos programas de governos". Para Lula, "o Brasil mudou na relação com a sociedade e nunca os humildes foram tratados com tanta deferência como foram tratados. E, certamente, continuarão a ser pela nossa companheira Dilma". Leia abaixo a íntegra do discurso:

Justa homenagem. Afinal, quem são os índios Tupi diante do novo descobridor do Brasil?

Feliz ano Velho . Lula 2011 (e para sempre)

Por Guilherme Fiuza - Época Online
O ano de 2011 começa com uma certeza: o Brasil mudou. E agora é para valer. A passagem de Luiz Inácio da Silva pela presidência da República refundou as raízes nacionais.

A prova inconteste deste fato está numa decisão anunciada pela Petrobras no apagar das luzes de 2010: o campo de Tupi, na bacia de Santos, passa a se chamar campo de Lula.

Justa homenagem. Afinal, quem são os índios Tupi diante do novo descobridor do Brasil?

Se índio ainda quer apito, vai ficar querendo. Na história oficial, quem apita agora é o messias do ABC.

A simbologia nacional entra, por assim dizer, na era da desinibição. A homenagem que varreu os índios Tupi para uma camada inferior ao pré-sal partiu de uma estatal comandada pelo homenageado.

Em outras palavras: Lula deu a Lula o que é de Lula – ou, pelo menos, que ele acha que é. Chega de falsa modéstia.

Pensando bem, o filho do Brasil está sendo humilde. Ele poderia, por exemplo, ter rebatizado o Banco do Brasil de Banco do Lula – o que não seria nenhum abuso, considerando toda verba que saiu dali para os cofres do PT, sob sua regência.

Chega também dessa história de esperar o sujeito morrer para botar seu nome nas placas. Se Lula já é praticamente um santo em vida (te cuida, São Bernardo do Campo), permita-se que ele assista à sua própria eternização.

A única dúvida é sobre como o ex-presidente chamará o ex-campo de Tupi: “campo de Lula”, ou “meu campo”? É esperar para ver. Será mais um momento histórico da apoteose sindical, daqueles em que o ex-operário diz que seu ego “não está cabendo dentro da calça”, e, infalivelmente, chora.

Em sua última viagem como presidente a Pernambuco, Lula chorou três vezes. Também, pudera. Estava em sua terra natal, diante de uma multidão arrebanhada com anúncios na TV pagos pelo contribuinte. É mesmo de chorar.

É o conto de fadas do presidente pobre e bondoso, o Jesus Cristo de Garanhuns, incensado pelos reis magos do marketing. Uma saga que pode até não ganhar o Oscar de melhor filme estrangeiro, mas haverá de levar o prêmio de efeitos especiais.

Steven Spielberg é um aprendiz diante da tecnologia lulista. Um projeto de poder que aterrissou em Brasília sem lenço e sem documento, trazendo apenas, além da fome por cargos, o Fome Zero – idéia revolucionária que morreu de inanição antes do primeiro prato.

Mas o ministério do ilusionismo era bom, e operou o milagre. Botou Lula sentado na mesa posta por Fernando Henrique, jogou água no feijão da estabilidade econômica e ainda convenceu a freguesia de que o neoliberalismo deixara as panelas vazias.

Foi a herança maldita mais saborosa da história.

Em entrevista ao “Manhattan Connection”, Fernando Henrique arriscou dizer que quem mudou o Brasil foi ele, não Lula. Tarde demais, prezado sociólogo. O mito do filho do Brasil chegou até o pré-sal das consciências. Os que vieram antes de Lula, hoje, não passam de uns Tupis.

Na USP, na PUC, no Ipea, na FGV borbulham estudos altamente criativos, cada um tentando provar mais do que o outro como o ano da graça de 2003 fundou o Brasil feliz.

Não adianta trombetear que o poder de compra do pobre é filho do Plano Real. Que plano foi esse mesmo?

Não adianta gritar que não haveria Bolsa Família se a economia nacional não tivesse sido resgatada do pântano, a duras penas, no final do século XX. Se é que existiu o século XX.

Quando o Brasil mostrou solidez financeira na crise de 2008, Lula chegou a se ufanar da tecnologia de reestruturação dos bancos. Ou seja, até o torpedeado Proer foi anexado pelo messias.

Diante disso, realmente, tomar posse do campo de Tupi é um detalhe.

Na virada para a era Dilma, os reis magos do governo sumiram com 20 bilhões de reais do livro-caixa, para fazer a gastança caber na meta de superávit primário – criada pelos Tupis pré-históricos. A lenda não pode morrer.

Feliz ano velho.

Oposição considera decisão de Lula de não extraditar Battisti uma afronta à diplomacia

Adriana Caitano - VEJA
A decisão do governo de não extraditar o terrorista italiano Cesare Battisti movimentou o meio político no último dia do ano e do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao site de VEJA, parlamentares de partidos da oposição disseram considerar “desequilibrada”, “ofensiva” e “irresponsável” a decisão de Lula, que estaria colocando em risco as relações diplomáticas entre Brasil e Itália.

Para o senador Álvaro Dias, vice líder do PSDB no Senado, o presidente passou por cima das Justiças italiana e brasileira, desconsiderando a posição do Supremo Tribunal Federal (STF) e dos tribunais italianos. “A Itália decidiu, condenou e o Lula, que não tem o conhecimento do poder judiciário, resolveu absolver. Isso é uma afronta à diplomacia, desrespeitando um dos poderes judiciários mais conceituados do mundo”, critica. “Fica difícil entender por que o presidente do Brasil precisa se arvorar de justiceiro na Itália, colocando em risco as relações diplomáticas com um país amigo, que tem empresas, acordos e até uma colônia no Brasil”.

Dias acredita que o presidente ofendeu o povo italiano com a ação. “Lá há um cidadão numa cadeira de rodas que aguarda há 30 anos por justiça e, nesse momento, deve lamentar o fato de que o presidente brasileiro, isoladamente, acabou com essa longa expectativa”, comenta. “A estratégia adotada por Lula, de deixar a decisão para o último dia, já revela a insegurança e o receio com as consequências do fato.

O senador ainda contesta a justificativa dada pelo governo do Brasil de que a extradição não seria feita porque Battisti poderia ser perseguido em seu país de origem. “Dessa forma, Lula acusa o outro país de desrespeitar os direitos humanos. Como o presidente do Brasil pode fazer esse tipo de insinuação? Com que precedentes ele se sente autorizado a fazer essa suposição?”, questiona.

Pretensão - O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra, acredita que Lula foi contrário ao padrão da diplomacia mundial. “Essa decisão não ajuda nosso país nem a democracia, é mais uma atitude do ambiente de megalomania e desequilíbrio desse governo, que é pautado por exageros equivocados como o da relação que teve com o Irã”, defende. Guerra avalia que foi “pretensamente ideológica” a decisão do presidente. “Lula se acha acima do bem e do mal, acha que o que vale é o ponto de vista dele, que ele inventou o Brasil”, pontua.

O senador José Agripino Maia, líder do DEM no Senado, acredita que os problemas decorrentes da ação de Lula estão apenas começando. “O Brasil mexeu com os brios da Itália, esse assunto faz parte de um passado que o país queria ver no passado e o conflito com a sociedade italiana está anunciado”, argumenta.

Maia afirma que, com a decisão “política, pessoal, ideológica e irresponsável” que tomou nesta sexta-feira, o presidente criou briga com o direito internacional. “A atitude do presidente tem um amparo legal discutível, o organismo de direito internacional da União Europeia já havia se manifestado negativamente sobre esse tema”, diz o senador. “Ele deixa um legado desconfortável, inconveniente e desnecessário para a Dilma”.

Palavra final foi de Lula - O STF autorizou a extradição do terrorista, pedida pelo governo da Itália, em novembro de 2009. Mas deixou para o presidente Lula a palavra final sobre o imbróglio. A votação foi encerrada após três dias de julgamento, em um apertado placar de 5 votos a 4. Os ministros entenderam que os crimes imputados a Battisti não tiveram conotação política e não prescreveram.

Battisti é acusado de quatro homicídios ocorridos nos anos 70, quando liderava a organização extremista Proletários Armados pelo Comunismo (PAC). À revelia, o italiano foi condenado à prisão perpétua no país de origem.

O julgamento terminou em 1993. No entanto, ele nunca cumpriu pena. Fugiu para a França, onde viveu até 2004, quando o então presidente do país, Jacques Chirac, se posicionou a favor da extradição.

Battisti fugiu de novo e veio parar no Brasil. Em março de 2007, foi preso no Rio de Janeiro e transferido para Brasília. Em 2009, o STF autorizou sua extradição para a Itália e deixou a decisão final para o presidente Lula.

O italiano nega a autoria dos crimes e afirma ser vítima de perseguição política. Chegou a dizer, reiteradas vezes, que a extradição seria um "troféu" para o governo de Berlusconi. A Itália diz que houve crime comum.

Itália chama embaixador para consultas no caso Battisti

Amigos, para você manifestar repúdio à decisão tomada por Lula da Silva, e apoiar o governo italiano e expressar a vergonha dos brasileiros que acreditam que aqui no Brasil não é refúgio de criminosos e que, todos os bandidos, inclusive, homens que são coniventes com o crime de toda espécie devem ser punidos, envie e-mail para o Ministro Conselheiro Antônio Alessandro, em Brasília. O endereço eletrônico é:
ministroconsigliere.brasilia@esteri.it


Segundo o jornal italiano 'Corriere Della Sera', o primeiro ministro italiano, Silvio Berlusconi, prometeu continuar a 'batalha' pela extradição

AE - Agência Estado
A Itália chamou seu embaixador no Brasil, Gherardo La Francesca, para consultas depois da notícia de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu que o ex-ativista Cesare Battisti, condenado à prisão perpétua por quatro assassinatos na década de 70, vai continuar no País, não sendo, portanto, extraditado para a Itália.

Segundo o jornal italiano Corriere Della Sera, o primeiro ministro italiano, Silvio Berlusconi, prometeu continuar a "batalha" pela extradição de Battisti. "Gostaria de expressar minha profunda tristeza e pesar pela decisão tomada pelo presidente Lula para negar a extradição do assassino Cesare Battisti, apesar de repetidos apelos e pressões em todos os níveis do lado italiano. É uma opção contrária ao mais elementar sentido de justiça", disse o premiê. E acrescentou: "Expresso às famílias das vítimas a minha solidariedade, minha proximidade e o compromisso de continuar a batalha para que Battisti seja entregue à justiça italiana. Consideremos a questão longe de estar fechada: a Itália não vai desistir de fazer valer os seus direitos em todos os níveis."

A notícia de que a Itália chamou seu embaixador para consultas foi dada no início da tarde por meio de nota do Ministério das Relações Exteriores, informou o Corriere. O recall não significa a retirada da delegação italiana do País e nem o rompimento de relações diplomáticas, mas é um sinal da tensão contínua entre os dois países.

Na sua declaração oficial, o Ministério das Relações Exteriores informou que o governo italiano irá "usar imediatamente todas as margens possíveis oferecidas pelo sistema jurídico brasileiro para obter mais rapidamente a extradição de Cesare Battisti. Segundo o texto, a Itália irá trabalhar para "garantir que o STF identifique a incompatibilidade da decisão presidencial com a sua própria decisão anterior, de novembro de 2009, que negou as condições para a concessão do estatuto de refugiado a Battisti".

Tchau, porco!

Nosso Blog do MOVCC recomenda esse "Tchau", devidamente acenado do mundo civilizado para o retirante do governo do submundo. Só um sujeito baixo, imoral, indecente poderia dizer essas coisas que ecoam das profundezas do seu intestino . Que homem horrível! Difícil usar uma linguagem elevada para um porco desse tamanho. Movcc/Gabriela

Coturno Noturno

"Foi gostoso passar pela Presidência da República e terminar o mandato vendo os Estados Unidos em crise, vendo a Europa em crise, vendo o Japão em crise, quando eles sabiam tudo para resolver os problemas da crise brasileira, da crise da Bolívia, da crise da Rússia, da crise do México", afirmou Lula nesta quarta-feira na Bahia, em sua última viagem oficial como presidente.

Gostoso é ver um miserável acabar o prazo de validade. Tchau, porco imundo!

Tchau, mentiroso.
Agora Lula diz que não prometeu construir 1 milhão de casas. Prometeu financiar 1 milhão de casas. Vejam alguns discursos abaixo:

Por isso é que nós lançamos o programa Minha Casa, Minha Vida, 1 milhão de casas, para ver se a gente tem capacidade de fazê-las até 2010. Não é o governo. São os empresários, são os trabalhadores, porque vai ter 500 milhões para construir casas para os companheiros do campo. E aí é preciso se organizar, utilizar as cooperativas para que a gente possa, no final de 2010, ter concluído 1 milhão e aprovar mais 1 milhão de casas. ( No Paraná, em junho de 2009)

É, na verdade, um programa extraordinário, é o maior programa habitacional já pensado neste país. São 1 milhão de casas que nós queremos construir até 2010. É um desafio aos empresários brasileiros, é um desafio à Caixa Econômica Federal, é um desafio a todo mundo que já discutiu programa habitacional no nosso país. ( Em Alagoas, em julho de 2009)

O que eu estou doido é para essas casas continuarem a serem feitas logo, para ver se a gente consegue fazer 1 milhão de casas em dois anos. Se a gente fizer 1 milhão de casas em dois anos significa que, nos próximos anos, este país nunca mais vai ficar fazendo 100 mil casas, 200 mil casas, ou seja, nós vamos mudar de patamar. (Brasília, julho de 2009)

Lula perdeu completamente a vergonha na cara. Blog Coturno Noturno

Vamos fazer representação junto ao Ministério Público. Cabe também aos procuradores da República oferecerem denúncia à justiça contra Lula

Josias de Souza - Folha Online
Horas depois de a Petrobras ter anunciado a troca de nome da primeira área do pré-sal, o DEM informou que recorrerá ao Ministério Público contra a decisão.

Descoberta em 2007, a área em questão havia sido batizada de Tupi. Agora, sob a alegação de que o nome era provisório, foi rebatizada de Lula.

Os campos que compõem a megajazida Lula receberão nomes de espécimes da fauna marinha brasileira.

Coube ao deputado Ronaldo Caiado (GO), vice-líder do DEM na Câmara, anunciar a reação da legenda, hoje dividida entre oposicionistas convictos e envergonhados.

Em mensagem pendurada em seu microblog, Caiado anotou: “Vamos fazer representação junto ao Ministério Público” contra Lula.

Caiado bateu:Após defender mensaleiros e desrespeitar leis eleitorais, Lula rasga a Constituição e mais uma lei ao colocar seu nome na área de Tupi”.

Numa trinca de notas (aqui, aqui e aqui), o deputado reproduziu trechos do artigo 37 da Constituição.

Inclui entre os principíos que devem reger a administração pública o da “impessoalidade”.

Em seu parágrafo primeiro, o mesmo artigo prevê que a publicidade dos programas e obras oficiais deve ter “caráter educativo, informativo e de orientação social”.

No mesmo parágrafo, o texto proíbe o governo de lançar mão de “nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores".

Noutra mensagem levada ao twitter, Caiado invoca os artigos 11 e 12 da lei 8.429, de 1992, contra “o senhor Lula-Tupi”.

Essa lei, escreve o deputado, sujeita os gestores públicos que incorrem em promoção pessoal à perda dos direitos políticos por período de três a cinco anos.

Para EUA, o Brasil é a peça central na rota do tráfico de drogas mundial


WikiLeaks põe Brasil na rota da droga

Embaixada dos EUA em La Paz estima que, em apenas dois meses de 2009, 175 aviões suspeitos de carregar cocaína saíram da Bolívia com destino ao território brasileiro; Brasília também expôs receio de vínculos entre governo boliviano e traficantes

Jamil Chade - O Estado de S.Paulo
Para a diplomacia americana, o Brasil é peça central na rota do tráfico de drogas no mundo, segundo uma série de telegramas enviados de diversas embaixadas dos EUA e vazados pelo WikiLeaks. Os documentos ainda mostram como o Itamaraty estaria "preocupado" com a "conexão entre o governo boliviano e os produtores de coca" e revela dados alarmantes sobre o volume do tráfico entre Bolívia e Brasil.

O Estado mostrou ontem como a droga que sai do Brasil estaria ajudando a financiar as atividades da Al-Qaeda no Magreb. Agora, os telegramas indicam que as rotas são ainda mais complexas e o Brasil, para muitos traficantes, tornou-se o caminho para permitir que a droga chegue à Europa, EUA e Ásia.
Uma das preocupações centrais dos americanos refere-se ao governo do boliviano Evo Morales. Os documentos mostram um debate que chegou a contaminar a eleição presidencial brasileira: o suposto envolvimento de autoridades no tráfico.

Em um telegrama de 19 de fevereiro, o governo americano diz que o Itamaraty vê com grande preocupação a relação entre o governo boliviano e os produtores de coca. Em uma reunião entre o embaixador americano no País, Thomas Shannon, e a subsecretária de Política da chancelaria, Vera Machado, a brasileira não esconde o temor.

"(Vera) Machado acredita que a situação na Bolívia se estabilizou, mas se mantém preocupada sobre as conexões entre o governo e os produtores de coca", registra Shannon. "Ela (Vera) admitiu a ameaça para a região do tráfico de drogas, mas identificou como principal fonte o problema do consumo nos países ricos", disse.

Telegramas da Embaixada dos EUA em La Paz dão uma demonstração de como o Brasil de fato tem motivos para estar preocupado. Em 17 de dezembro de 2009, um telegrama estima em 175 o número de aviões suspeitos de carregar cocaína que cruzaram a fronteira entre Bolívia e Brasil em apenas dois meses.

Autoridades americanas teriam traçado um cenário sombrio a diplomatas americanos: "A falta de controle sobre seu espaço aéreo resulta em praticamente uma liberdade total para o narcotráfico."

Mas, em outro telegrama, de julho de 2010, o presidente do Senado boliviano, Oscar Ortíz, prefere colocar a culpa no Brasil. Em conversa com o embaixador Shannon, Ortíz "lamentou o aumento do tráfico de drogas e o fato de brasileiros e a União Europeia tolerarem isso".

Via Maputo. Mas não é apenas a droga direcionada à Europa que passa pelo Brasil. Em um telegrama de 16 de novembro de 2009, a embaixada americana da capital moçambicana, Maputo, informa Washington como "a rota principal para a cocaína por via aérea que chega em Maputo vem do Brasil".

Segundo a informação, a queda no volume de droga confiscada no aeroporto de Maputo nos últimos meses não seria motivada pela redução do tráfico, mas pelo aumento do controle da polícia e das autoridades de imigração. "Domingos Tivane, o diretor da Aduana, está diretamente envolvido em facilitar o transporte da droga", acusa o telegrama americano.

Parte importante do tráfico seria feito pelo empresário Mohamed Bashir Suleiman, que usaria ainda o porto de Dubai e contêineres com televisão e mesmo carros para esconder a droga. Segundo os americanos, ele teria conexões na Somália, Paquistão, América Latina e Portugal.

O telegrama ainda revela que Suleiman "tem uma relação próxima com o ex-presidente de Moçambique Joaquim Chissano e o atual presidente, Armando Guebuza". "A corrupção endêmica em Moçambique leva a uma situação em que traficantes de drogas têm acesso livre ao país", aponta o telegrama.

Ainda de acordo com o documento, a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) - movimento histórico que libertou Moçambique do colonialismo português - "esconde o nível de corrupção da imprensa e da comunidade internacional".

Lula anuncia concessão de refúgio a Battisti nesta 4ª

Josias de Souza - Folha Online
Munido de parecer da Advocacia-Geral da União, Lula deve anunciar nesta quarta (29) a concessão de refúgio ao terrorista italiano Cesare Battisti.
A notícia chega a três dias do término do segundo reinado de Lula.
Longe de encerrar a polêmica que envolve o caso, a decisão deve ressuscitá-la.
O governo da Itália, que briga para obter a extradição de Battisti, cogita recorrer ao STF contra a decisão de Lula.
Em julgamento confuso, o Supremo decidiu que o pedido da Itália foi feito como manda o figurino constitucional. Porém...
Porém, delegou a Lula a palavra final sobre a matéria. Ao esmiuçar sua (não)decisão, o STF informara que o presidente teria de se guiar pelo tratado firmado entre Brasil e Itália.
No mês passado, o ministro Gilmar Mendes, do STF, previra que a eventual permanência de Battisti no Brasil poderia devolver o caso ao tribunal.
Detido no presídio da Papuda, em Brasília, Battisti carrega na biografia a condenação por quatro assassinatos cometidos na Itália na década de 70, época em que fazia política de armas na mão.

Profético e embusteiro, Lula chora e fala em Deus, mas esquece as diabruras da corrupção

Esse senhor transformou a presidência da Repúbica do Brasil em devassidão, indecência, pobreza de toda espécie. Vai logo, Big Brother da Rede Nacional de TV, especializada em corrupção e desfile de vagabundos e analfabetos falando abobrinhas. Quem disse que Deus é protetor de bandidos? Existe uma lei Cósmica, e esse o trapaçeiro irá experimentar.
O tempo mostrará o dedo de Deus. Pois é. Movcc/Gabriela

Ucho Hadadd - ucho.info
Bem ensaiado – Em mais um capítulo de sua milionária e absurda despedida, que custou ao contribuinte R$ 20 milhões somente em publicidade, Luiz Inácio da Silva foi às lágrimas em Pernambuco, sua terra natal, durante a inauguração do Memorial Luiz Gonzaga. Ao relembrar sua trajetória, o messiânico presidente disse “eu não quero chorar mais do que já chorei. Vocês sabem que uma coisa que eu admiro no povo é que o povo chora para fora, o povo ‘cafunga’, lacrimeja, e político chora para dentro, fica com vergonha, e fica engolindo lágrimas, quando deveria colocar lágrimas para fora”.

Diante de uma plateia que contou com a presença do governador pernambucano Eduardo Campos (PSB), Lula creditou aos céus a sua chegada ao poder. “Eu sou agradecido a Deus em primeiro lugar, porque se não fosse o dedo de Deus não era normal que um retirante de Caetés, que saiu do sertão para fugir da fome, se transformasse em presidente da República do Brasil. Isso só pode ter o dedo de Deus”, disse o profético presidente.

A estratégia de colocar Deus para explicar o mal é típica de tiranos populistas. Lula não tem credenciais para tal, pois desde a eleição em 2002 até hoje se entregou a ações luciferianas. Supostamente cristão, o presidente-metalúrgico por certo não conhece os Dez Mandamentos.

Na primeira eleição vitoriosa para a Presidência da República, Lula cometeu alguns pecados. Prometeu aos brasileiros criar em quatro anos 10 milhões de novas vagas de empregos, o que não aconteceu. Mais tarde, já eleito, Lula admitiu que a sua fala sobre a geração de postos de trabalho foi mentirosa, mas necessária para alcançar um objetivo maior. Ainda naquela campanha, o petista prometeu combater a corrupção de forma implacável, mas não foi isso que se viu nos últimos oito anos. Na verdade, a corrupção grassou por todos os cantos do governo do PT, sem que os culpados tivessem sido incomodados em algum momento.

Durante quase duas décadas, Lula coordenou uma ruidosa grita contra os banqueiros e o Fundo Monetário Internacional, o voraz FMI. Para chegar ao poder, Lula não se incomodou em fazer conchavos com os banqueiros, que são contumazes operadores da avareza, o que é considerado pecado no catolicismo. De igual modo, o mandatário tupiniquim preferiu deixar milhares de brasileiros morrendo nas filas dos hospitais públicos, mas emprestou dinheiro ao FMI, algo que ele [Lula] classificou como “chique”.

Para finalizar, Lula continua escondendo dos brasileiros, seus verdadeiros patrões, os gastos com os malfadados cartões de credito corporativos. Para ludibriar a opinião pública, o presidente alegou questões de segurança nacional, mas permitiu que os gastos da era FHC recheassem um dossiê contra os partidos que fizeram oposição ao Palácio do Planalto. Os cartões de crédito oficiais certamente patrocinaram luxúrias diversas. E segundo os ditames do catolicismo, a luxúria é um pecado absolutamente condenável.

Em outras palavras, Luiz Inácio da Silva pode até querer enganar a população ao falar em Deus, mas inserir o Criador em uma história mentirosa e corrupta é no mínimo heresia das grandes.

CALA A BOCA : LULA FINALMENTE CONFESSA: QUER MESMO CENSURAR A IMPRENSA

Por Reinaldo Azevedo - Veja Online
Então fica combinado: Lula não pára de falar bobagem, e eu não paro de escrever que ele fala bobagem. Ele não desiste, eu também não. Nesta segunda, em dois momentos, o Babalorixá de Banânia, já nos estertores da apoteose mental, resolveu atacar a imprensa, evidenciando, pela enésima vez, que ainda não entendeu direito o que é essa tal democracia — ou, o mais provável, já entendeu, mas não gosta.

Em café da manhã com jornalistas, voltou a defender o controle da “mídia”, negando, como sempre, que pretenda censurar a imprensa. Leia esta sua fala, publicada na Folha Online:
“Temos que fazer um debate que todos participem e aprovar uma lei que seja o caminho do meio, nem o que quer a extrema direita nem o que quer a extrema esquerda. Tem que ter bom senso”.

Como as palavras fazem sentido, o que temos acima é uma confissão: Lula pretende mesmo censurar a imprensa; esta que existe não lhe serve. Por que afirmo isso? O Apedeuta defende uma lei que seja o “caminho do meio”. O meio de qual polarização? Segundo ele, entre a “extrema direita” e a extrema esquerda”.

A extrema esquerda, no que diz respeito à comunicação, é formada por aquele bando de desocupados, financiados pelo governo ou por ONGs, que participaram da Confecom (Conferência de Comunicação) e aprovaram o “controle social da mídia”. Ela seria uma das pontas dessa luta. E a extrema direita? Onde estaria?

Seria a imprensa que está aí, entenderam? Ao classificá-la de extremista, Lula pode reivindicar para si o “centro”. A lógica se impõe: se, para o barbudo, a “mídia” é hoje de extrema direita, é evidente, então, que ele está defendendo uma lei — OBSERVEM QUE ELE FALA EM “LEI” — que a force a caminhar para a esquerda. E como isso se faria sem policiamento de conteúdo? Não se faria! A proposta será inescapavelmente autoritária. Nos limites da Constituição e das leis democráticas, o único juiz aceitável do que a imprensa pública ou deixa de publicar é o indivíduo.

Trata-se de uma mentira grosseira a ilação de que a imprensa brasileira é de “extrema direita”. A verdade é bem outra, como sabem os leitores. Os valores dominantes hoje nas redações do país são majoritariamente de esquerda. Basta escolher o tema e fazer o teste. Mais ainda: a grande popularidade de Lula se deve à generosíssima cobertura que lhe dispensa a imprensa que ele quer controlar. Por que essa obsessão?

Ele tentou se explicar:
“Não defendo o controle da mídia, mas responsabilidade. [a mídia] Precisa parar de achar que não pode ser criticada, porque, toda a vez que é criticada, diz que é censura. Quando faz a matéria, diz que é liberdade de imprensa; quando recebe a crítica, diz que é censura”.

Nunca é tarde para Lula aprender alguma coisa, e eu ensino, embora, ex-professor, eu saiba reconhecer um esforço inútil. O problema não está na crítica que Lula e os petistas fazem à imprensa, mas na mobilização do aparato de estado contra a liberdade de expressão. O Apedeuta estabelece uma equivalência entre o Planalto e o jornalismo que é absolutamente falsa! Afinal, nós não podemos pressionar os poderosos com leis de sotaque discricionário, mas eles podem tentar nos intimidar. Mais: a sociedade tem a obrigação de vigiar o governo, mas um governo não pode tentar vigiar a sociedade além dos limites estabelecidos pela Constituição.

Quando a imprensa critica um governante — e é claro que a crítica pode ser injusta —, é razoável supor que estamos num regime democrático. Quando um governante critica a imprensa — sem apontar seus supostos erros —, estamos diante, quando menos, de uma tentação autoritária.

Não, Lula! Não passará!
Quem está passando é Lula.
Faltam apenas três dias.

PS: Era visível o ar compungido de Lula, triste mesmo, de quem está prestes a ser retirado do parquinho porque expirou o prazo do bilhete.

Os milionários: Ao fim de 8 anos de mandato, filhos de Lula têm 2 holdings

Os netos do Brasil foram premiados com certas regalias, além da genialidade. Movcc/Gabriela

Filhos de Lula são sócios em 2 holdings

JOSÉ ERNESTO CREDENDIO E ANDREZA MATAIS - Folha de São Paulo
Lulinha e Luís Cláudio têm participações em seis empresas, nas áreas de esporte, entretenimento e tecnologia

Único negócio com sede própria e funcionários é a Gamecorp; outros 5 não funcionam nos endereços informados

Dois dos filhos do presidente Lula, Fábio Luís e Luís Cláudio, abriram em 16 de agosto deste ano duas holdings -sociedades criadas para administrar grupos de empresas-, a LLCS Participações e a LLF Participações.

Ao final de oito anos de mandato do pai, Lulinha e Luís Cláudio figuram como sócios em seis empresas.

A Folha constatou, porém, que apenas uma delas, a Gamecorp, tem sede própria e corpo de funcionários.

Seu faturamento em 2009 foi de R$ 11,8 milhões, e seu capital registrado é de R$ 5,2 milhões. Ela tem como sócia a empresa de telefonia Oi, que controla 35%.

As demais cinco empresas não funcionam nos endereços informados pelos filhos de Lula à Junta Comercial de São Paulo. São, por assim dizer, empreendimentos que ainda não saíram do papel.

As seis empresas dos filhos de Lula atuam ou se preparam para atuar nos ramos de entretenimento, tecnologia da informação e promoção de eventos esportivos.

São segmentos em alta na economia, que ganharam impulso do governo federal -Lula, por exemplo, foi padrinho das candidaturas vitoriosas do Brasil para organizar a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016.

SÓCIOS
Na maioria desses negócios, Lulinha e Luís Cláudio têm como sócios pessoas próximas de Lula.
Um dos mais novos empreendimentos da dupla, a holding LLCS, por exemplo, foi registrada no endereço da empresa Bilmaker 600, na qual os dois não têm participação societária.

A Bilmaker tem como controlador o engenheiro Glaucos da Costamarques, 70, que é primo do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do presidente Lula.
Os outros sócios da Bilmaker, Otavio Ramos e Fabio Tsukamoto, são sócios de Luís Cláudio, filho do presidente, na ZLT 500, empresa de produção e promoção de eventos esportivos.

Assim como a holding, a ZLT também só existe no papel. Está registrada num endereço no Morumbi onde há só uma casa abandonada.

Criada em julho, a ZLT tem ainda como sócio José Antonio Fragoas Zuffo, empresário da região do ABC.

Sócio na Bilmaker e na ZLT, Otávio Ramos disse à Folha que não sabia que os filhos de Lula haviam registrado uma empresa na sede da Bilmaker.

"Isso me preocupa. Vou ligar para eles. Não sabia nem da existência dessa holding. Não sei nem do que se trata nem quero saber", disse.

Ramos afirmou que a empresa não faz negócios com o governo para não gerar especulações. "Somos amigos deles e já iriam ver maldade." A Bilmaker, disse, é uma empresa de exportação e importação de "qualquer coisa".

A outra holding criada pelos filhos de Lula neste ano, a LLF, foi registrada no prédio da PlayTV, emissora de jogos on-line.

Os programas da PlayTV só são veiculados na Sky, que distribui o canal como cortesia, e pela OiTV. A PlayTV é controlada pela Gamecorp, o maior dos empreendimentos de Lulinha.

A Folha acompanhou um dia de programação e não viu anúncios publicitários.

Inaugurada em dezembro de 2004, a Gamecorp recebeu injeção de R$ 5 milhões da telefônica Telemar (hoje Oi), num negócio investigado pela Polícia Federal há três anos -sem resultados.

Quando se soube em 2006 que a Oi, então Telemar, havia se associado à Gamecorp, o presidente Lula disse à Folha que seu filho era o "Ronaldinho" dos negócios.

"Eles fizeram um negócio que deu certo. Deu tão certo que até muita gente ficou com inveja", afirmou. No final de 2009, a empresa tinha capital negativo.

G4
Meses antes de a Gamecorp ser constituída, Fábio Luís se tornou sócio da G4 Entretenimento e Tecnologia Digital, tendo como parceiros filhos de um velho amigo de Lula, Jacó Bittar, fundador do PT e ex-prefeito de Campinas, hoje no PSB.

Foi por meio da G4 que Lulinha virou sócio de outra empresa, a BR4 Participações, criada em 2004, e que, três anos depois, ganhou como sócio Jonas Leite Filho, sobrinho do ex-senador Ney Suassuna (PMDB-PB).

Jonas Leite é conhecido pelo projeto que criou a versão da Bíblia lida pelo apresentador Cid Moreira, da TV Globo, um sucesso de vendas. A BR4 é, por sua vez, acionista da Gamecorp.

FHC diz ter 'dificuldade' para entender o que Dilma fala

'É uma dificuldade minha, você sabe que eu sou curto em inteligência. Às vezes eu não consigo, ela não termina o raciocínio e eu não tenho imaginação suficiente para saber o que ela iria dizer', ironizou

Anne Warth / SÃO PAULO - Agência Estado
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) afirmou ter sérias dificuldades para entender o que fala a presidente eleita, Dilma Rousseff (PT). Em entrevista ao programa Manhattan Connection, exibido no domingo, 26, à noite pelo canal de TV por assinatura GNT, FHC ironizou a petista e disse não ter "imaginação suficiente" para adivinhar o que Dilma quer dizer quando começa algum raciocínio e não o conclui.

"Não, não entendo não, eu confesso a você que tenho uma série dificuldade (para entendê-la)", afirmou. "É uma dificuldade minha, você sabe que eu sou curto em inteligência. Às vezes eu não consigo, ela não termina o raciocínio e eu não tenho imaginação suficiente para saber o que ela iria dizer."

FHC disse que Dilma assumirá um País em condições muito melhores que as que encontrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que o sucedeu no cargo. Na avaliação dele, o principal problema a ser enfrentado pela presidente eleita é a questão fiscal. "A Dilma vai pegar uma economia em bom momento, mas vai pegar uma situação fiscal bastante difícil também. Os gastos públicos aumentaram muito e é difícil você aumentar mais o imposto. Vai ter que ter algum ajuste."

Porém, o ex-presidente afirmou que não prevê um cenário pessimista para Dilma e enalteceu as conquistas que o País obteve nos últimos anos, principalmente durante seu governo (1995-2002). Ao falar de si mesmo, FHC fez um autoelogio. "Eu mudei o Brasil, vamos dizer com clareza aqui, sem falsa modéstia. O Brasil era um antes da consolidação da economia e passou a ser outro", afirmou.

"Vamos ser francos, o Brasil está melhorando, está melhorando muito, há muito tempo vem melhorando e vai melhorar mais. Depois que você põe em movimento uma máquina, você começa a pedalar e ela vai. Não sou pessimista nesse sentido, mas acho que ela (Dilma) vai ter que fazer alguns ajustes", afirmou.

FHC também aproveitou para criticar o presidente Lula. "O ano em que ele (Lula) pegou (assumiu o governo) piorou por causa dele, por causa do medo que os mercados tinham do que ele dizia que iria fazer e que, para a sorte de todos nós, não fez."

Dossiê

O tucano condenou a montagem de um dossiê sobre seus gastos e os de sua mulher, Ruth Cardoso (morta em 2008), durante sua gestão na Presidência. O dossiê teria sido feito em 2008 pela então secretária-executiva da Casa Civil Erenice Guerra a pedido da então ministra Dilma, quando o Congresso manifestou interesse em investigar os gastos do presidente Lula e de sua família com cartões corporativos.

"Realmente foi grave aquilo, porque ela (Dilma) telefonou pra a Ruth e disse que não estava fazendo nada", afirmou. "Era simplesmente para justificar os gastos que nunca foram explicados, até hoje, da primeira parte do governo Lula. Inventaram que nós tínhamos gastos que não tínhamos, não havia nem cartão corporativo, não havia nenhum gasto de coisa nenhuma, mas fizeram aquela onda, aquele chantagem toda, foi bastante desagradável."

FHC disse esperar que o ato não se repita durante o governo Dilma. "Mas se quiserem fazer espionagem da minha vida podem fazer à vontade, não tenho nada para esconder, mas espero que não", afirmou. "Eu digo não é o procedimento correto ficar fazendo dossiê." A entrevista com FHC foi a última do programa Manhattan Connection na GNT, que disponibilizou alguns trechos em seu site na internet.