Está difícil acreditar : Dilma e FHC, tudo a ver

Brotou uma faísca entre os dois que pode reaproximar PT e PSDB. Seria bom para o País.

Leonardo Atuch, ISTOÉ

Pintou um clima. Ela gosta dele, ele gosta dela. A cena se deu na Sala São Paulo, na festa de 90 anos do jornal “Folha de São Paulo”.

Do encontro entre Dilma Rousseff e Fernando Henrique Cardoso, brotou aquela faísca que alguns especialistas definem como paixão. Sorrisos furtivos, coração acelerado e promessas de encontros futuros. FHC sugeriu levar a Brasília, ao Palácio do Planalto, um grupo de velhinhos, conhecido como The Elders, que, além dele, inclui outros líderes políticos, como Nelson Mandela, Jimmy Carter e Felipe Gonzalez

Dilma retrucou de imediato: “Vá também sozinho.”

Nos últimos anos, FHC sempre reclamou pelos cantos do seu sucessor, dizendo que, nesse tempo todo, Lula nunca o convidou para tomar um café no Palácio do Planalto. E Lula vivia dizendo a interlocutores que FHC não era confiável. Apostava no seu fracasso para que um dia voltasse ao poder, carregado nos braços do povo.

Essa relação tensa entre os dois determinou o distanciamento progressivo entre PT e PSDB, partidos que estiveram juntos em diversos momentos históricos, mas que migraram para polos opostos.

Mas que antagonismo é esse? Tanto PT quanto PSDB ocupam o campo ideológico da social-democracia. Ambos têm, entre seus fundadores, pessoas que lutaram contra a ditadura. No poder, lançaram mão de políticas sociais compensatórias.

Acertaram de maneiras parecidas, assumindo compromissos com a estabilidade, e também erraram de modo semelhante – quase sempre, escolhendo vencedores na economia.

Na prática, os petistas deveriam ter mais afinidades com os tucanos do que com as velhas e novas oligarquias do PMDB. Assim como o PSDB deveria estar mais próximo do PT do que do DEM.

Essa aproximação seria benéfica para o País e tem defensores no núcleo duro do governo Dilma. Um deles, o ministro Antônio Palocci, da Casa Civil, que sempre reconheceu méritos no governo FHC.

Ao mesmo tempo, boa parte do PSDB – José Serra talvez seja a única exceção – gostaria de aderir a um governo que deve passar quatro anos com crescimento próximo a 5%. No fim, pode ser bom também para os dois.

A presidente Dilma, mulher livre, carrega, com todo o respeito, um quê de Ruth Cardoso. E FHC, viúvo boa-pinta, que também anda com saudades da piscina aquecida do Palácio da Alvorada, daria um ótimo primeiro-marido. Só vai ser difícil administrar as crises de ciúme de Lula.

Dá emprego pra ele, Dilma! Blog do Emir publica texto que explica por que os judeus foram os culpados pelo nazismo e como Hitler foi vítima desse povo

Por Reinaldo Azevedo - Veja Online
Já que Dilma Rousseff deve nomear Emir Sader para a presidência da Fundação Casa de Rui Barbosa, não custa lembrar algumas contribuições do mestre à civilização.

Sader escreve num troço chamado Agência Carta Maior. Comoventes mesmo são alguns comentários de seus leitores, que ele aprovou.

Leiam este, por exemplo, que pede a expropriação dos bens dos judeus no Brasil:

Luis José Ariosto Pereira Silva diz:
04/01/2009

Prof Emir, todos sabemos que o Estado Nazista Judeu eh financiado pelos judeus no mundo todo, ok, então o governo do presidente Lula pode tomar medidas contra a agressao de Israel aos palestinos pacificos, as mesmas sendo expropriar as empresas e aplicacoes dos judeus residentes no Brasil, ok, para que o dinheiro nao financie mais o terror, pode ser criado um fundo para auxiliar a Palestina livre com esse dinheiro, ok, basta o governo ser apoiado pela populacao amante da paz do Brasil, a mesma repudia essa postura de agressao do Estado Judeu, ok, e os cúmplices devem ser punidos também, ok!!!! 

Alguém que se identifica como Pe. Alberto escreve este mimo (segue no formato original), em que Hitler aparece como vítima dos judeus (sem contar as mentiras grotescas sobre a família do facínora): 

ANTÔNIO ALBERTO (Pe.Alberto) MENDES FERREIRA diz:
02/01/2009

HABIB Prof. EMIR, PARABÉNS !!!
ALGUNS NÃO TÊM CONSCIÊNCIA CRÍTICA, MAS … NEUTRALIDADE NÃO EXISTE. > ” OS MORNOS SERÃO CUSPIDOS FORA ” - diz a Bíblia -.
OS LÍDERES DEVEM CONDENAR ESSE COMPORTAMENTO DESUMANO DO ESTADO DE ISRAEL E DE QUEM O APOIA.
RELIGIÃO À PARTE …
OS JUDEUS, APESAR DE TEREM PROVOCADO DIVERSAS TRAGÉDIAS NA HUMANIDADE, PARECE QUE AINDA NÃO APRENDERAM.
AO SEREM RETIRADOS DO EXÍLIO, A CAMINHO DA TERRA PROMETIDA, YAHWEH ” TRANSMITIU” OS DEZ MANDAMENTOS - Constituição / Regras do bem viver - A MOISÉS. ANTES, PORÉM, FEZ ESTA INTRODUÇÃO :
” LEMBRA-TE , Ó ISRAEL, QUE FOSTES ESCRAVO NO EXÍLIO, CUIDA-TE PARA NÃO OPRIMIRES, TU TAMBÉM, O TEU IRMÃO ”
PORÉM, ISRAEL TEM DEMONSTRADO TER A CERVIZ ENDURECIDA, SENÃO- dando alguns saltos na História -, VEJAMOS :

1 - Na diáspora, provocou a destruição de Jerusalém e se tornaram escravos na Babilônia ;
2 - Há dois mil e nove anos, por questões econômicas, fanatismo religioso e legalismo, assassinaram, através de um processo viciado e arbitrário, a JOSHUA, O NAZERENO, porque o ELE disse que os homens eram mais importantes que a Lei e que não deveriam ser submetidos a juros/dízimos egoísticos, escrunchantes. > Deu no que deu… todos nós sabemos. Logo depois, espalharam-se pelo Mundo.

3 - Espalhados pelo mundo, continuaram explorando a humanidade, tanto é que, na Alemanha/Áustria, lá pelos idos de 1900 exploram tanto, através de juros escrunchantes, a um pequeno empreendedor que o levaram à falência e à miséria, inclusive à fome. As filhas daquela casa foram para a prostituição afim de sustentar a família . Seu filho, ainda criança, a tudo isso assistiu, com dor e ódio no coração. Quando esse menino assumiu o Poder, na Alemanha, achando que aqueles cruéis agiotas eram desumanos e, por isso, de raça impura, mandou eliminá-los para purificar a humanidade.

DIANTE DISSO, PODEMOS PERGUNTAR ;
O QUÊ MAIS QUEREM OS JUDEUS ? UMA NOVA TRAGÉDIA ???

Voltei
Seriam os leitores dos Emirados Sáderes apenas um tanto destemperados? Não exatamente. Sentem-se estimulados por coisas assim, escritas por seu mestre: 
“Para a imprensa, houve apenas a morte de um dirigente do Hamas. Mas se trata da longa lista de vítimas do novo holocausto, que agora tem a Israel como verdugo, como agente de crimes contra a humanidade.”

Como bem observou um leitor, caso se substituísse, acima, a palavra “judeu” por “negro”, Sader e seus leitores cairiam nas malhas do Ministério Público e seriam, com razão, processados por racismo. O site seria impedido de funcionar, e iria todo mundo em cana. Lembro que o crime é inafiançável e imprescritível.

Encerro
O post acima é de 7 de janeiro de 2009. É só para que fique claro sobre quem e o quê estamos falando. O “Blog do Emir” continua no Carta Maior, que se intitula um “portal de esquerda”. Quando as barbaridades acima foram publicadas, o “portal” era financiado pelo então governo petista do Pará — da tal Ana Júlia Carepa, lembram-se?

Pois bem: essas coisas continuam no ar — não adianta tirar que já fiz PDF. E, agora, quem financia a página é a Petrobras!

Celso Arnaldo, o caçador de cretinices, abate com um só tiro a ministra irmã do Chico e o retratista da ‘presidenta’

A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, e o ─ como direi? ─ artista plástico Romero Britto resolveram apresentar-se em dupla à saída de um encontro com Dilma Rousseff. Má ideia: entraram juntos na mira do jornalista Celso Arnaldo Araújo. Em grande forma, o implacável caçador de cretinices precisou de um só vídeo e um só tiro para abater a irmã do Chico e o retratista da Dilma. O texto publicado na seção História em Imagens avisa que o ministério da Cultura está sob o comando de um repertório com menos de 300 palavras (a mais usada é “presidenta”). E prova que cada corte tem o Velásquez que merece. Confira.


PS - Depois que você assistir o vídeo irá pensar assim: Um assunto relevante  desses para o país, deveria ter sido falado em rede nacional. Nada contra o feito bajulador do artista, mas comprar página inteira  no New York Times para divulgar o retrato da nossa "popstar" das cretinices é perder tempo mesmo de quem nem sabe a que veio. Enfim, a nossa agenda Brasil, se dedica exclusivamente a fazer marketing da ( coluna dorsal em movimento) no país das mil maravilhas. Aqui, basta andar, fazer pose de "otoridade" e contar todas as mentiras possíveis e imaginárias. Os delírios e as alucinações fazem parte do crescimento desenfreado. Meus Deus! Eu adorando escrever montes de asnices. Movcc/Gabriela

Ex-BBB integra comissão de Finanças


JEAN WYLLYS
O ex-participante do Big Brother Brasil e deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) vai integrar a comissão de Finanças e Tributação. Em seu primeiro discurso, realizado na última quinta (24), o parlamentar mencionou brevemente o tema. Segundo ele, “a ausência de recursos para as áreas sociais”, é uma “injustiça social” e uma violação aos direitos humanos no Brasil. Willys destacou em seu discurso o fato de ser homossexual e afirmou que a defesa dos direitos humanos nortearão seu mandato. ( Claudio Humberto )

PS - Estamos bem servidos de " revolucionários socialistas". Tenho certeza que todos eles, esquecem do Eu, e estão à serviço do Nós. O que mais espanta é a competência para integrar a comissão de Finanças e Tributação. Não é necessário entender do assunto, basta ser socialista de carteirinha. Para que serve o   "DIPRÔMA"?  Movcc/Gabriela

Socialismo de luxo...

Será que agora ele consegue dar um sorriso largo? Não existe uma notícia decente nessa "Zorra" de país. Claro que o Brasil mudou, e vai mudar muito mais.... Os assuntos relevantes há 8 anos, não saíram da "boa vida" de todos eles. O povo que se dane! O mais importante é a pança cheia e a conta bancária nas alturas, e ser socialista de carteirinha.  Movcc/Gabriela

Sorria, contribuinte
O Senado pagou R$18,2 mil por um recente tratamento dentário do ex-senador Odacir Soares (PSL-RO). Em 2008, foram R$ 18,9 mil. Claudio Humberto

Descoberto o “Homem do Barba” que tinha acesso livre ao Palácio do Planalto “em qualquer tempo e qualquer circunstância”

É o cartaz que Lula mandara afixar na portaria do Palácio do Planalto dando acesso irrestrito a seu “amigo”. Os termos são inequívocos:

“O sr. José Carlos Bumlai deverá ter prioridade de atendimento na portaria Principal do Palácio do Planalto, devendo ser encaminhado ao local de destino, após prévio contato telefônico, em qualquer tempo e qualquer circunstância”.


O PC do B se sente perseguido pelo PT porque acredita que o aliado está por trás da avalanche de denúncias que colhe o partido. A palavra “denúncia” é ruim. Há mesmo uma avalanche de fatos. De 2003 a 2007, mais de R$ 12 bilhões saíram dos cofres públicos para ONGs. O “amor” pelo estado, no Brasil, não respeita fronteiras ideológicas. Há os “apaixonados” de direita e os apaixonados de esquerda, desde que possam sangrar seus recursos, seja em nome do “bem da nação”, seja em nome do “bem do povo”. Em países em que o estado é pequeno, as empresas privadas disputam o mercado para fornecer serviços públicos; em países em que o estado é gigante, as empresas públicas satisfazem interesses privados, com a mediação dos governantes de turno.

A VEJA desta semana traz uma reportagem impressionante de Rodrigo Rangel e Daniel Pereira. Ela diz respeito a este homem.

Quem é ele. Leiam trechos. Volto em seguida:

O senhor da foto acima se chama José Carlos Bumlai. É um dos maiores pecuaristas do país, amigo do peito do ex-presidente Lula e especialista na arte de fazer dinheiro - inclusive em empreendimentos custeados com recursos públicos. Até o ano passado, ele tinha trânsito livre no Palácio do Planalto e gozava de um privilégio sonegado à maioria dos ministros: acesso irrestrito ao gabinete presidencial. Essa aproximação excepcional com o poder credenciou o pecuarista a realizar algumas missões oficiais importantes. Ele foi encarregado, por exemplo, de montar um consórcio de empresas para disputar o leilão de construção da hidrelétrica de Belo Monte, uma obra prioritária do governo federal, orçada em 25 bilhões de reais. Bumlai não só formou o consórcio - integrado pela Chesf e pelas empreiteiras Queiroz Galvão, Gaia e Contem, estas duas últimas ligadas ao Grupo Bertin, um gigante do setor de carnes - como venceu o leilão para construir aquela que será a terceira maior hidrelétrica do mundo. O homem das missões impossíveis, porém, se transformou num problema constrangedor.

(…)
Ele gosta de contar a amigos que, certa vez, durante um sonho, uma voz lhe disse para se aproximar do então candidato Lula. Na campanha de 2002, por meio do ex-governador Zeca do PT, Bumlai conheceu o futuro presidente e cedeu uma de suas fazendas para a gravação do programa eleitoral. São amigos desde então. Seus filhos também se tornaram amigos dos filhos de Lula. Amizade daquelas que dispensam formalidades, como avisar antes de uma visita, mesmo se a visita for ao local de trabalho. Em 2008, após saber que o serviço de segurança impusera dificuldades à entrada do pecuarista no Planalto, o presidente ordenou que fosse fixado um cartaz com a foto de Bumlai na recepção do palácio para que o constrangimento não se repetisse. O pecuarista, dizia o cartaz com timbre do Gabinete de Segurança Institucional, estava autorizado a entrar “em qualquer tempo e qualquer circunstância”.

Voltei
Lendo a reportagem, vocês verão que o amigão de Lula, com acesso livre ao Palácio do Planalto, foi diversificando seus interesses. No caso de Belo Monte, informa a revista, “o que era para ser uma missão de interesse exclusivamente público começou a derivar para o lado oposto. O governo descobriu que o pecuarista estava usando a influência e o acesso consentido ao palácio para fazer negócios privados. O Planalto foi informado de que Bumlai, por conta própria, estaria intermediando a compra de turbinas para a usina de Belo Monte com um grupo de chineses. A orientação do governo era exatamente contrária: em vez de importar peças, elas deveriam ser produzidas no Brasil, para criar empregos aqui.”

A reportagem informa que o negócio com os chineses foi abortado e que o atual governo cassou o livre acesso de Bumlai ao Planalto e aos ministérios. Um ministro afirma: “Em diversas ocasiões, Bumlai trabalhou em nome do ‘Barba’. Mas também usou o nome do ‘Barba’ sem que o ‘Barba’ tivesse autorizado”. O “Barba”, por metonímia, é o Apedeuta por epíteto… Há duas semanas, o grupo Bertin caiu fora de Belo Monte. O BNDES não aceitou as garantias oferecidas para conceder o empréstimo. Mas o amigão de Lula sempre contou com a generosidade do banco oficial. Informa a VEJA:

“Até pouco tempo atrás, o BNDES estava longe de ser um entrave para os planos de Bumlai. Alguns dos maiores negócios dos quais participou tiveram financiamento do banco. É o caso da Usina São Fernando, em Mato Grosso do Sul. Em 2008, o BNDES aprovou um financiamento de cerca de 300 milhões de reais para a usina. No papel, o empreendimento tem como proprietários os filhos de José Carlos Bumlai e o Grupo Bertin. A sociedade Bertin/Bumlai também é proprietária de um jato Citation, já utilizado algumas vezes pelos filhos do ex-presidente Lula, e de um apartamento na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, que recebeu o ex-presidente e a família no Carnaval de 2009.”

Leiam a reportagem. Bumlai conseguiu, por exemplo, vender uma fazenda para o Incra com um sobrepreço, acusa o Ministério Público, de quase R$ 8 milhões. Empreiteiras reclamam da sua interferência na Petrobras… E vai por aí. Vejam esta imagem:

É o cartaz que Lula mandara afixar na portaria do Palácio do Planalto dando acesso irrestrito a seu “amigo”. Os termos são inequívocos:

“O sr. José Carlos Bumlai deverá ter prioridade de atendimento na portaria Principal do Palácio do Planalto, devendo ser encaminhado ao local de destino, após prévio contato telefônico, em qualquer tempo e qualquer circunstância”.
Convenham: nem Marisa Letícia podia tanto! Esse é o tipo de licença que não se concede nem a um testa-de-ferro!

Por isso eles amam tanto um “estado forte”! Porque, num estado forte, a República costuma ser fraca!

Rebeliões ressuscitam imagem de "cachorro louco" do ditador líbio

Patrocinador do terror nos anos 70, Gaddafi passou mais de uma década tentando deixar condição de pária

Abertura para negócios com o exterior, porém, não modificou regime personalista e repressão violenta dos opositores

Rigério Orteg/Samy Adghirni -  Folha de São Paulo
O "cachorro louco" líbio está de volta. Nos anos 80, era essa a expressão usada pelo então presidente dos EUA, Ronald Reagan, para definir Muammar Gaddafi, patrocinador de atentados em todo o globo, como a explosão do voo da Pan Am que matou 270 pessoas em 1988.

Desde o final dos anos 90, porém, o ditador líbio vinha se empenhando em corrigir, aos olhos do Ocidente, a imagem de pária internacional.
Foi bem-sucedido nesse esforço: levantou sanções, atraiu centenas de empresas estrangeiras para explorar as vastas reservas líbias de petróleo e investiu no exterior.

Mas esse "extreme makeover" para o público externo não mudou a natureza de sua ditadura, que começou em setembro de 1969 e é a mais longeva da África: megalomania, culto à personalidade, eliminação de opositores e dissolução de limites entre o Estado e a família do líder.
Tudo isso voltou à tona com os ataques do governo aos manifestantes nos últimos dias; estimativas falam em mais de 1.200 mortos.
"Estamos livres do cão", disse um dos rebeldes que tomaram o leste da Líbia. O "cão", porém, não deu o menor sinal de que pretenda sair.

DIVIDIR PARA REINAR
Na Líbia, o Estado é Gaddafi, autonomeado "guia da revolução". O país não tem Constituição, e o ditador se apoia nas tribos que compõem a base do regime. Para evitar o surgimento de alianças capazes de enfrentá-lo, sempre estimulou divisões.

Segundo Ronald Bruce St John, analista que já publicou sete livros sobre a Líbia, o país tem hoje mais de cem tribos. "Gaddafi as cortejou oferecendo dinheiro, construção subsidiada de casas, bolsas de estudos. Mas as tribos o estão abandonando."

"Uma das marcas de Gaddafi é seu esforço para pulverizar grupos que possam ameaçar seu poder absoluto. Ele dividiu o Exército e a sociedade e até jogou os filhos uns contra os outros", diz a especialista Roxane Farmanfarmaian, de Cambridge.

Vários dos nove filhos do ditador (oito biológicos e um adotado) detêm postos-chave no governo. O segundo, Saif, tido como favorito à sucessão, disputa essa condição com Mutassim, o quarto.
Em 2008, de acordo com despacho dos EUA que vazou para o site WikiLeaks, Mutassim pediu ao chefe da indústria petroleira líbia US$ 1,2 bilhão para montar uma milícia privada à semelhança da dirigida pelo irmão Khamis. Doze anos antes, briga entre os seguranças do irmão mais velho, Mohammad, e de Saadi, ex-jogador de futebol, deixou 20 mortes. Com fama de playboy, o quinto filho, Hannibal, pagou estimados US$ 2 milhões à cantora Beyoncé por show privado em Saint-Barthélemy, nas Antilhas, no Ano-Novo de 2010.

DINHEIRO DO PETRÓLEO
O mesmo ditador que, inspirado pelo pan-arabismo do egípcio Gamal Abdel Nasser (1918-1970), decretou a Líbia uma "república popular socialista" em 1977, oito anos após o golpe que o levou ao poder, chegou a 2011 com cerca de US$ 100 bilhões investidos no mundo todo.

Hoje, há dinheiro líbio na London School of Economics, no Pearson Group (que edita o jornal "Financial Times") e na Juventus, time italiano de futebol, entre inúmeros outros investimentos.
O lucro do petróleo, que explica o crescimento líbio e seu alto Índice de Desenvolvimento Humano, serviu para irrigar com bilhões de dólares, dizem estudiosos, contas secretas de Gaddafi e familiares no golfo Pérsico.

Obama diz que o ditador líbio, Muamar Kadafi, deveria deixar o poder

Declaração do presidente dos EUA foi feita em telefonema à chanceler alemã, Angela Merkel, informou a Casa Branca. estadão.com

Reuters - WASHINGTON
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou neste sábado, 26, em telefonema à chanceler alemã Angela Merkel que o ditador da Líbia Muammar Kadafi deve renunciar.
"O presidente declarou que quando a única maneira de um líder permanecer no poder é usar a violência contra seu próprio povo, ele perdeu a legitimidade e precisa fazer o que é certo para seu povo e renunciar", afirmou a Casa Branca em um pronunciamento sobre o telefonema.

Foi dito que Obama e Merker reafirmaram seu apoio à demanda do povo da Líbia por direitos universais e concordaram que o governo de Kadafi deve ser responsabilizado.

Os Vigaristas

(Dê um clique na foto para ampliar)

Por Reinaldo Azevedo - Veja Online
Desde que começou a batalha do mínimo, afirmei aqui que o valor era o que menos importava, até porque o governo tinha maioria para fazer o que bem entendesse — e com folga. A questão era, sustentei, desde sempre, política. A oposição tinha de aproveitar a oportunidade para denunciar a difícil situação fiscal em que o governo Lula-Dilma deixou o país ao fim de 2010, de modo que o debate já nem falo dos R$ 600, mas de uma mera antecipação de R$ 15 — de R$ 545 para R$ 560 —, segundo o Planalto, acenava para o caos nas contas públicas. Essa gente ainda não explicou se vai chover dinheiro feito maná nos próximos 10 meses para fazer frente ao reajuste de 14% no ano que vem. Mas vamos voltar ao ponto: a questão era mesmo política. Relembro esta foto.

É de maio de 2000. Da esquerda para a direita, vocês vêem os então deputados Aloizio Mercadante, Antonio Palocci, José Dirceu, Babá (hoje no PSOL) e Ricardo Berzoini. Todos eles protestam contra o reajuste do mínimo proposto pelo governo FHC, que passava de R$ 136 para R$ 151 — 11,11% de reajuste. A inflação de 1999 tinha sido de 8,94%. No ano seguinte, 2001, o mínimo foi para R$ 180 (19% de elevação), contra uma inflação, em 2000, de 5,97%. O salário votado para 2002 foi de R$ 200, com reajuste de 11,11%, contra uma inflação, em 2001, de 7,67%.
Publicada neste e em muitos outros sites, a imagem foi exibida no Senado no dia da votação. Vemos aí o primeiro escalão petista a protestar contra o salário mínimo definido pelo governo FHC. Pois bem. Alguns bobalhões afirmam que não reconheço a maturidade do PT; que trato o partido como se fosse aquele do passado, a dizer sempre “não” a tudo, disposto a ir até as últimas conseqüências para sabotar as iniciativas do governo a que se opõe, mesmo as mais justas. O partido, insistem alguns, teria aprendido a lição, amadurecido, mudado… Pois é. Então vamos ver.

Noticiei ontem aqui e comentei o comportamento do PT no governo Alckmin. São Paulo tem um piso salarial diferenciado, dividido em três faixas. Com a correção prevista no projeto que o governador Geraldo Alckmin enviou à Assembléia, esse piso será, segundo a divisão das categorias profissionais, de R$ 600, R$ 610 e R$ 620. Não se depender do PT!!! O partido que exaltou as glórias verdadeiramente revolucionárias de um mínimo de R$ 545, quer, em São Paulo, que essas faixas sejam, respectivamente, de R$ 660, R$ 720 e R$ 830. Um aumento em relação ao piso petista de até 52%!!!

Incoerência? Segundo o mensaleiro processado pelo STF, deputado estadual Antônio Mentor, que comanda os petistas, de jeito nenhum! Para ele, os outros estados têm dificuldades que São Paulo, porque é mais rico, não tem. Então vamos pensar. Se fosse para levar em conta o conjunto da produção de riquezas do estado para pagar o mínimo, haveria de ser o PIB per capita. O do Brasil, para o qual o PT fez aprovar um mínimo de R$ 545, é de R$ 15.989,75 (números de 2008, do IBGE, aqui). São Paulo, com efeito, tem um PIB per capita 53% maior: R$ 24.457! Mentor, o gênio mensaleiro, finge, então estar sendo justo. Mas esperem! São Paulo conta apenas com O SEGUNDO MAIOR PIB PER CAPITA DO PAÍS. Perde para o Distrito Federal. E perde feio: o do DF é 88% maior do que o paulista e 188% maior do que o nacional: R$ 45.978. Daí que o mínimo de lá, então, segundo esse juízo aloprado, deveria ser de R$ 1.569,60!

Em 2008, apenas seis estados tinham um PIB per capita superior ao do país: Distrito Federal, São Paulo, Rio, Espírito Santo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Se a conta estúpida de Mentor fizesse sentido, 17 estados deveriam reajustar o seu mínimo para baixo, certo? O Piauí, o menorzinho deles (R$ 5.373), um terço da média nacional, poderia pagar um mínimo de R$ 182!

A conta vigarista não decorre da burrice dos petistas, mas de seu caráter e de sua natureza. Respondendo, então, àquelas contraposições de alguns leitores, contato: eles não mudaram! Seguem sendo o que sempre foram. Podem recorrer à conta mais estúpida para justificar, eles sim, o seu oposicionismo sistemático. “Mas não é legítimo fazer oposição, Reinaldo? Você mesmo não vive dizendo isso aqui?” É claro que é! Mas é preciso fazê-lo com vergonha na cara! O partido que mobilizou uma verdadeira operação de guerra para aprovar o mínimo de R$ 545 não pode ter a cara-de-pau de defender um piso de R$ 830 no estado em que é oposição.

Método
Essa sem-vergonhice é método, revelado em frase célebre de Lula ainda em 2003, quando apontaram que ele seguia as regras do governo FHC: “A gente, quando está na oposição, faz muita bravata”. O PT, justiça se faça, bravateia também no governo. Eles se querem monopolistas da verdade, não importa que posição defendam. Na foto lá do alto, faziam o sinal de um reajuste mixuruca para o mínimo, embora houvesse ganho real. Neste 2011, com ganho zero, exaltam as virtudes transcendentais de sua proposta. Querem-se os progressistas, os demiurgos da classe trabalhadora, tanto ao defender os R$ 545 no Congresso como os R$ 830 em São Paulo. A coerência é uma obrigação alheia.

Não me espanta que o senador Paulo Paim, que fez uma greve de fome em defesa do mínimo em 1991 (de apenas dois dias, é verdade…), tenha sido, desta vez, “dispensado” pelas centrais sindicais de votar um valor maior para o mínimo. Afinal, ele é da turma do “bem”, pouco importa o seu voto. Na quarta, escolheu os R$ 545, junto com Fernando Collor, contra quem fez a “greve” aquela vez.

Petista não tem razão nenhuma para temer más companhias, se é que vocês me entendem…

PERSEGUIÇÃO E SINDICATO

( artigo enviado ao nosso MOVCC, por jornalistas perseguidos em Natal). Alô, Senador José Agripino Maia, (DEM) que faz oposição a esses métodos não recomendáveis a liberdade de expressão. Por quê, esses "patriotas" não vão atrás de quem rouba e desvia  dos cofres públicos em nome da boa vida? Movcc/Gabriela

Transcrito de O Jornal de Hoje (Natal, 26/2/2011)

Por Túlio Lemos
A perseguição a jornalistas que escrevem o que os políticos ou agentes públicos não gostam, não é ‘privilégio’ de Mossoró. Aqui mesmo em Natal, o ‘prefeito’ secretário Kalasans Bezerra se sentiu ‘ofendido’ com criticas feitas pelo jornalista Franklin Jorge. Diferente de Mossoró, no caso do jornalista Carlos Santos, que foi condenado, aqui a Justiça entendeu que não houve ofensa e não cabia condenação.

Por falar no jornalista Franklin Jorge, ele manda e-mail a respeito da posição do sindicato dos jornalistas em relação a perseguição da prefeita de Mossoró contra Carlos Santos: “Caro Túlio, não me surpreende. O Sindjor tem uma visão caolha e não enxerga, nesse caso, uma questão maior, a da liberdade de expressão que deve ser colocada acima de qualquer corporativismo”.

Digite aqui o resto do postSegue o e-mail do jornalista Franklin Jorge: “Anos atrás, quando fui duramente perseguido por Mário Rosado - que em sua baixeza mandou um sequaz jogar um pacote de merda na redação do Diário de Natal para desmoralizar-me -, o Sindicato tambem agiu da mesma maneira equivocada. É verdade que a presidente de então ofereceu-me apoio jurídico, mas recusei e pedi o meu afastamento de seus quadros, pois esse apoio - como ficou documentado - não se estendia aos demais jornalistas perseguidos por esse terrível Rosado, sob a alegação de que eles não eram sindicalizados…”

Franklin Jorge conclui: “Nunca mais quis reintegrar-me aos seus quadros e desde então percebi a pequeneza dessa instituição que valoriza mais as fórmulas feitas do que a liberdade de expressão que deve colocar-se acima das contingencias. É desnecessário dizer que me defendi sem a sua ajuda e todos os juizes que julgaram as inúmeras ações - ilegalmente patrocinadas pela procuradoria do município - as consideraram “improcedentes” e foram todas arquivadas…”

A turma que sonha com o extermínio dos imperialistas ianques não conseguiria viver num mundo sem os Estados Unidos

A hostilidade aos Estados Unidos é o derradeiro traço comum da tribo que junta stalinistas farofeiros, vigaristas bolivarianos, terroristas islâmicos, populistas malandros, socialistas gatunos e ditadores africanos de diferentes túnicas e contas bancárias na Suiça.

Por Augusto Nunes - Veja Online

“Os Estados Unidos precisam usar sua influência para que os golpistas aceitem um acordo”, começou a miar o chanceler Celso Amorim no fim de 2009, depois de descobrir que o governo interino de Honduras não se dispunha a perder tempo com bravatas em mau português. Se o governo americano não tivesse articulado o acordo que restabeleceu a normalidade política no país caribenho, o companheiro Manuel Zelaya ainda estaria hospedado na pensão a que foi reduzida a embaixada brasileira em Tegucigalpa, jogando lenha na fogueira que Hugo Chávez acendeu e Lula alimentou.

A recente conversa entre Antonio Patriota e Hillary Clinton sobre a retirada dos brasileiros em perigo na Líbia atesta que o Planalto gostou tanto da fórmula inaugurada em Honduras que pretende induzir a Casa Branca a engolir uma exótica parceria: o Brasil sempre entra com o problema e os Estados Unidos entram sempre com a solução.

Confrontado com a insurreição popular que surpreendeu Muamar Kadafi, Patriota nem sequer sugeriu a Lula que conseguisse do seu “amigo e irmão”, como recitou o então presidente no encontro da União Africana em 2009, autorização para a entrada de embarcações estrangeiras em águas líbias. Tratou de pedir socorro à secretária de Estado do governo Barack Obama.

Sem a ajuda dos Estados Unidos, mais de 600 brasileiros ainda estariam a ver navios no litoral de Tripoli e Benghazi. Mas Obama não vai ouvir de Lula, quando o mais loquaz dos governantes recuperar a voz, um único e escasso tanquiú gaguejado em surdina. Tampouco deve esperar agradecimentos formais do Itamaraty. Nessa parceria à brasileira, o País do Carnaval não só entra sempre com o problema como, entre um socorro e outro, debita na conta de quem o socorreu todos os males e pecados do mundo.

É o que fez a companheirada nos oito anos do que Ricardo Setti batizou de lulalato. É o que sempre fizeram os esquerdopatas que passam a vida sonhando com o extermínio do Grande Satã, mas não conseguiriam viver sem ele. “Nós precisamos do imperialismo norte-americano, assim como um retirante precisa de sua rapadura”, ironizou o grande Nelson Rodrigues em março de 1968. “Ele é a água da nossa sede, o pão da nossa fome, é o nosso gesto, é a nossa retórica. Quem nos justifica e quem nos absolve? O imperialismo”.

Num dos parágrafos, o cronista previu o que aconteceria “se Deus convocasse as nossas elites, as nossas esquerdas, inclusive a católica; se chamasse os estudantes, se chamasse os escritores e lhes perguntasse: ‘Venham cá. Vocês querem que eu expulse o imperialismo americano?”". Nem pensar, concordariam prontamente os consultados, prontos para a cena descrita por Nelson Rodrigues: ‘”Cairíamos de joelhos, na calçada, soluçando o apelo: ‘Não faça isso, Excelência, não faça isso!’”.

A ÚLTIMA BÚSSOLA
Se as coisas eram assim há 50 anos, pioraram extraordinariamente com o sumiço de todas as demais referências que orientavam os combatentes da Guerra Fria. De lá para cá, desapareceram a União Soviética, o Muro de Berlim, a Cortina de Ferro, o Pacto de Varsóvia, a China maoísta, o Partidão, até a Albânia. Fidel Castro virou garoto-propaganda da Adidas e agoniza numa Cuba em decomposição. A última bússola é o imperialismo ianque.

A hostilidade aos Estados Unidos é o derradeiro traço comum da tribo que junta stalinistas farofeiros, vigaristas bolivarianos, terroristas islâmicos, populistas malandros, socialistas gatunos e ditadores africanos de diferentes túnicas e contas bancárias na Suiça. Neste começo de milênio, caso acordassem num mundo sem os Estados Unidos, todos se sentiriam mais órfãos que um Pedro II sem pai nem mãe, sem trono e sem José Bonifácio.

“O tal ódio aos americanos não chega a ser um sentimento, não chega a ser uma paixão. É uma defesa”, diagnosticou Nelson Rodrigues. “O imperialismo é culpado de tudo e nós, de nada”. A acreditar na lengalenga dos guerrilheiros de festim, é por culpa da nação que garantiu em duas guerras o triunfo da liberdade sobre o totalitarismo que o Brasil ainda não acabou de vez com a fome, o analfabetismo, a seca do Nordeste, o impaludismo, os naufrágios do Enem, a mortalidade infantil, o déficit público, a impunidade dos corruptos e dos assassinos, o desmatamento da Amazônia e a pouca vergonha epidêmica.

É também a Casa Branca que impede a paz planetária, avisa uma vez por semana o assessor presidencial Marco Aurélio Garcia. Enquanto o ministro das Relações Exteriores pedia ajuda a Hillary, o conselheiro para complicações cucarachas agora promovido a chanceler sem Itamaraty tirou do armário a farda e a espingarda de veterano da Guerra Fria, desta vez para fuzilar a ideia, esboçada pelos EUA, de apressar com sanções políticas e econômicas a queda de abjeções como Kadafi.

Inimigo do meu inimigo é meu amigo, acredita Garcia. Se os americanos não gostam dele, então o ditador da Líbia é gente fina. Quem deve ser tratado como tirano psicopata é o presidente da mais vigorosa e admirável democracia da História. Por coerência, o governo brasileiro tem de colocar sob suspeição qualquer figura elogiada por Barack Obama, certo? Errado, ensina o título honorífico que Lula mais aprecia.

Ao ouvir do intérprete servil que o colega americano dissera que era ele “o cara”, o alvo da lisonja deveria ter ficado tão ruborizado quanto uma virgem de antigamente: para merecer um afago da personificação do Mal, algum pecado mortal teria cometido. Que nada. Com um sorriso de candidata a Miss Simpatia, Lula amparou-se na expressão arbitrariamente atribuída a Obama para passar a enxergar no espelho o maior dos pais-da-pátria desde Tomé de Souza.

Há três anos, ele lustra o ego com a mesma gabolice: “Não fui eu quem falou que eu era o cara”. Tem razão. Foi nomeado pelo homem que a tribo acusa de chefiar o imperialismo ianque.

Temos um cachorro louco identificado, também: Nojentíssimo.

Esse cão (pitbull) raivoso, viaja na maionese direto. Movcc/Gabriela


Em texto veiculado em seu blog, José Dirceu (PT-SP) acusa os EUA de manipular o noticiário sobre a crise na Líbia para justificar uma invasão militar ao país.

Habituado a ver fantasmas escondidos atrás das manchetes publicadas no Brasil, Dirceu agora identifica uma conspiração de dimensões planetárias. Ele anota:

“Com uma vergonhosa manipulação do noticiário, sustentada pelos meios de comunicação em nível internacional...”

“...Os EUA buscam respaldar uma invasão e ocupação que pretendem fazer na Líbia”.

Numa sucessão de entrevistas, o presidente Barack Obama condenou os ataques patrocinados pelo ditador Muammar Gaddafi contra o povo líbio.

Dirceu, porém, parece descrer da sindiceridade da Casa Branca. Para ele, tudo não passa de “pretexto” para escorar a ação militar na defesa dos “direitos humanos”.

 Direitos que, até Dirceu reconhece, “realmente têm que ser respeitados”. Com “rigor”, ele escreve, mas por meio de providências “cabíveis”.

Dirceu se abstem de mencionar as medidas que considera adequadas. Prefere realçar “o vale-tudo” urdido para “justificar” os interesses norte-americanos.

O ex-chefão da Casa Civil de Lula não explica como se processa a “manipulação” da mídia mundial. Ainda assim, acha que a conspiração é clara como água de bica.

Sem entrar em detalhes, Dirceu escreve que a articulação da mídia com Washington “ficou provada [...], com a rede de TV CNN tendo de reconhecê-la”.

Dirceu sustenta que o comportamento dos EUA em relação à Líbia não é o mesmo exibido nas inssurreições que derrubaram as ditaduras da Tunísia e, sobretudo, do Egito, onde houve "um massacre".

Em resposta à crise líbia, argumenta Dirceu, os EUA envolvem a União Européia e a OTAN. Tudo para respaldar a “suposta e provável intervenção” militar.

Algo que, no dizer de Dirceu, “só reafirma e confirma o caráter deliberado e cínico da política externa norte-americana”.

O cinismo, Dirceu explica, reside no fato de que os EUA “preservam os amigos até o último momento - caso do Egito e da Tunísia”.

Porém, “se utilizam, de todos os meios, inclusive manipulando informações, para justificar seus objetivos de controlar a transição ou mesmo o desenlace na Líbia”.

Na opinião de Dirceu, a Casa Branca é movida, por assim dizer, a óleo. “A Líbia tem uma das maiores reservas de petróleo do mundo”, ele recorda.

“Daí o chamamento dos EUA à União Européia e à OTAN, para estudar uma possível intervenção na Líbia”.

Noutro texto, Dirceu discorre sobre a evolução da inssurreição contra Gaddafi: “Impossível previsão sobre o futuro líbio”, eis o título.

Dirceu acha que pode acontecer de tudo –da guerra civil à “vitória parcial do ditador”. Sim, o grão-petê ainda acredita que Gaddafi pode prevalecer.

Avalia que “a oposição líbia não tem força e, tudo indica, Gaddafi tem mais do que ela”.

Por isso, não descarta “a hipótese de uma vitória parcial e limitada de Gaddafi, que ainda conta com apoio militar e tribal considerável”.

É esse apoio, insiste Dirceu, que explica "a ânsia descarada dos norte-americanos de organizar uma intervenção na Líbia”.

Vem daí também a tentativa de “legitimar" a pretensão bélica "com a manipulação do noticiário”.

Mais um pouco e José Dirceu vai propor a Dilma Rousseff que obrigue o Itamaraty a levar à ONU um projeto de Conselho Internacional de Jornalismo.

Afinal, só o controle social da mídia global pode impedir que Obama trate Gaddafi com semelhante cinismo.