Matança de colombianos na Venezuela de Chávez

Os nove jovens colombianos mortos na Venezuela eram meninos que viviam em Chururú, uma aldeia no estado de Táchira, de onde eles foram sequestrados pelos "soldados" em 11 de outubro de 2009. Seus corpos foram encontrados 13 dias depois em vários pontos, não muito longe da fronteira com a Colômbia.

O governo venezuelano se opõe que uma comissão binacional investigue esse massacre. Terá algo a esconder? Caracas esboçou a teoria de que esses jovens eram "grupos paramilitares", que foram mortos por outros "paramilitares". Mas não apresenta nenhuma evidência do que diz. No entanto, um detalhe chama a atenção. O presidente Hugo Chávez parece saber bastante sobre o assunto.
Por Eduardo Mackenzie

No dia 28 de outubro ele disse que "ninguém sabe" o que aconteceu, mas que tinha "evidências" que não poderia dar por fazerem parte de um “resumo legal”. E acrescentou: "Eram colombianos que não tinham documentação oficial, como a grande maioria dos colombianos que vivem conosco. Passaram para a Venezuela, estamos investigando suas atividades, alguém os financiava.

Para quem não sabe nada, Caracas sabe mais do que conta. Como sabe que "não tinham documentação oficial" e “que alguém os financiava"? A investigação sobre esses rapazes que viviam como ambulantes vendendo amendoim começou quando? Antes de serem assassinados?

O vice-presidente da Venezuela, Ramón Carrizalez, disse que os jovens eram "treinados na zona fronteiriça para, em seguida, infiltrarem-se em Caracas e outras cidades como parte de um plano de desestabilização", e que eles morreram em um "ajuste de contas". Desde quando os seguiam para saber que essas eram suas intenções? Como Carrizález soube de tudo isto? Interrogando as vítimas antes de se converterem em cadáveres?

Algum dia nós saberemos a verdade do que aconteceu em Chururú. Um jovem sobreviveu ao ataque. Por que ele não pode deixar a Venezuela?

Segundo Jairo Martinez, o cônsul colombiano no estado de Barinas, em agosto passado os corpos de cinco outros colombianos foram encontrados no rio Jaguar perto da cidade de Socopó.

Esse acontecimento e a matança de jovens colocam na ordem do dia um novo fenômeno: um ambiente de programa anticolombiano na Venezuela. Pois não só alguém os está matando, mas os colombianos também estão perdendo suas propriedades e fugindo da Venezuela. Isso foi o que aconteceu com Sonia Restrepo, que em 15 de maio deste ano, teve que abandonar sua fábrica de tecidos e fugir de Guarenas, perto de Caracas. Cerca de 40 homens armados invadiram sua casa em nome de um "círculo bolivariano" e a acusaram de ser uma "estrangeira exploradora”. Sem que nehuma autoridade a protegesse, ela perdeu a empresa que tinha construído ao longo de 30 anos

Quem é o responsável pela grave degradação do clima social e político nas áreas de fronteira entre Venezuela e Colômbia?

Os estados de Zulia, Táchira, Barinas e Apure são os mais afetados por esta tensão difusa. Isso foi agravado nos últimos meses, ao ponto de que nessas regiões existe um clima de pânico surdo da minoria colombiana. As constantes arengas anti colombianas de Chávez, suas ordens de enviar "dez batalhões" para a fronteira com a Colômbia, o aumento simultâneo das milícias "bolivarianas" e a misteriosa "força bolivariana de libertação", coincidem com esta degradação.

A razão de fundo é principalmente a consolidação, nessas regiões, de unidades das FARC e do ELN que fazem o que bem entendem, criando desespero entre a população. Muitas pessoas estão reclamando disso.

Não temos que esquecer outro elemento: Caracas anunciou em novembro de 2008 que estava instalando cinco bases militares na Serra de Perijá, no estado de Zulia, "para intensificar a luta contra o narcotráfico, os paramilitares e os seqüestros." Tarek El Aissami, ministro do Interior venezuelano, dirige este projeto e foi ele quem saiu dizendo que a matança de Chururú tinha sido obra de "paramilitares" colombianos. Desde quando essas supostas estruturas operam livremente sob as barbas de Aissami?

A verdade deve ser buscada em outro lugar. O coquetel chavista consiste em ameaçar a Colômbia, mentir e proteger grupos terroristas das FARC e ELN nessas áreas de fronteira, promover o declínio social, e a sabotagem ao comércio bilateral. Só podia terminar como era suposto terminar: na criação de uma podridão humana, onde tudo pode acontecer. A histeria bolivariana que acredita numa invasão, "imperialista", a curto prazo, apoiada pelos "neogranadinos" fez o resto e impulsionou, talvez, o braço dos assassinos.

Como, então, aceitar o que dizem os chavistas no sentido de que o que aconteceu em Chururú é porque "o conflito interno colombiano derrama sobre nós"? Não. Estes jovens foram mortos provavelmente pelas hostes armadas do local, as quais tratam de "limpar" e aterrorizar a região para criar um espaço de acumulação de forças e de impunidade, no marco de uma política ofensiva sobre a Colômbia.

Dada a recusa dos juízes venezuelanos em encontrar os responsáveis e puni-los, isto vai se repetir e as autoridades continuarão apelando para a mesma explicação: a culpa é da Colômbia. A Corte Penal Internacional, que nunca se perturbou pelo que acontece na Venezuela, faria bem em intervir no assunto.
Diário da AméricaTradução de Arthur para o MOVCC



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Perito quebra sigilo e descobre voto de eleitores em urna eletrônica do Brasil

ESPECIALISTA CONSEGUIU VIOLAR A URNA ELETRÔNICA

Durante
os testes promovidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para testar a segurança da urna eletrônica a ser usada nas eleições de 2010, um perito teve sucesso em quebrar o sigilo eleitoral e descobrir, por meio de radiofrequência, o candidato escolhido pelo eleitor.

O consultor Sérgio Freitas da Silva compôs o grupo de
32 especialistas convocados pelo TSE e compareceu à sede do órgão na terça-feira (10/11), primeiro dia dos testes, com a estratégia de detectar a interferência eletromagnética que a urna exerce sobre as ondas de rádio. Por Guilherme Felitti


"Fiz meu experimento em 29 minutos e obtive sucesso no escopo que estava proposto: rastrear a interferência e gravar arquivos para comprovar a materialidade do fenômeno", que sintonizam ondas longas e curtas e estações em AM e FM.

Segundo Sérgio, o equipamento usado é encontrado em rádios convencionais vendidos nas lojas, "destes que custam 10 reais". A técnica acabou dando a Sérgio a
primeira posição no concurso de melhorias para urna promovido pelo TSE, o que lhe rendeu prêmio de cinco mil reais.

"Enquanto eu digitava na urna, rastreava através do rádio pra ver se detectava alguma interferência. Consegui rastrear a interferência que isto provocava na onda, gravando um arquivo WAV com estes sons", explica.

Sérgio explica que após gravar os ruídos que os botões da urna eletrônica exercem sobre a onda é possível decodificar os sons, o que levaria à descoberta dos candidatos escolhidos pelo eleitor, quebrando seu sigilo.

"É como se o teclado da urna eletrônica se transformasse em um teclado musical, conseguindo rastrear a tonalidade da interferência neste arquivo WAV que gravei", compara.

A técnica descrita por Sérgio é chamada de Van Eck Phreaking, segundo o especialista em segurança Marco Canut, que confirma a possibilidade de quebra do sigilo eleitor caso o método seja aplicado à urna eletrônica brasileira.

Canut é diretor geral da Tempest, consultoria de segurança contratada tanto pela iniciativa privada como pelo Governo para realizar testes de segurança em sistemas computacionais, mesmo intuito do TSE ao convocar os 32 especialistas que atacariam a urna eletrônica.

"Todo computador é uma pequena estação de rádio, emitindo ondas eletromagnéticas", explica Canut. Enquanto os humanos notam como um chiado, a interferência pode ser "entendida" por máquinas, demonstrando qual a tecla escolhida pelo eleitor.

No experimento realizado no TSE, o perito precisava estar a até 20 centímetros da urna para que sua interferência fosse sentida no receptor do rádio.

É o próprio Sérgio, porém, quem esclarece que o uso de antenas mais potentes podem fazer com que a captação seja feita a até dezenas de metros da urna, como demonstraram os pesquisadores Martin Vaugnoux e Sylvain Pasini.

No experimento, gravado em
vídeo no Vimeo, o apertar de botões em teclados convencionais poderiam ser interceptados e decifrados a até 20 metros de distância de onde a suposta vítima usava seu computador.

Se aplicássemos o modelo para seções eleitorais brasileiras, a distância seria suficiente não apenas para eleitores ou acompanhantes longe das salas onde as urnas estão, mas também para imóveis vizinhos aos prédios onde acontecem as votações.

Sérgio explica que seriam necessárias antenas mais potentes que melhorem a recepção do sinal no sistema. A estratégia quebra o sigilo do eleitor, não podendo ser aplicada para alterar os resultados de votações.

Durante a Guerra Fria, o exército dos Estados Unidos descreveu os perigos da interceptação de ondas eletromagnéticas em documentos conhecidos como Tempest, nome que acabou se tornando o apelido da técnica, explica Canut.

Desde então, as instalações militares norte-americanas usam técnicas que as blindam do vazamento eletromagnético. O especialista não vê a blindagem da urna eletrônica como uma saída plausível já que a "tornaria mais cara, mais pesada e de manutenção mais díficil".

Possíveis alterações que poderiam minimizar a emissão de onda pela urna, sugere Canut, incluiriam o uso de teclados sensíveis a toque, menos invasivos que os mecânicos usados atualmente pelo TSE.

Procurado pela reportagem, o TSE confirmou que, ao contrário do que
havia confirmado anteriormente, quando disse que nenhuma estratégia de ataque havia tido sucesso, que o teste de Sérgio foi bem sucessido, mas fez ressalvas.

"Nas condições que ele conseguiu, a repetição durante uma eleição é impraticável. Seria necessário que a pessoa ficasse a centímetros da urna, o que não é permitido. A cabine é vigiada pelos mesários. Ninguém pode ficar próximo", afirmou o o secretário de tecnologia do TSE, Giuseppe Gianino.

Questionado sobre a possibilidade de uso de equipamento mais potente, levantada pelo próprio Sérgio, Gianino afirmou que se trata "do campo teórico". "Se tivesse realmente a possibilidade, ele (Sérgio) teria apresentado um aparelho que faria isto".
IDG Now!

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Lulismo não consegue apagar o apagão da Dilma

A DAMA DO APAGÃO

O governo tentou encerrar a discussão sobre o blecaute apelando para raios simultâneos, mas a gênese do problema pode ter sido uma falha no isolamento elétrico da linha de Itaipu.

Desorientado pelo apagão que atingiu dezoito estados do país no último dia 10, o governo federal foi rápido como um raio na hora de tentar tirar o problema de seu colo. Poucas horas depois do término do blecaute, o ministro Edison Lobão – que ocupa a pasta de Minas e Energia, mas não tem a menor intimidade com volts, watts e ampères – veio a público. Ansioso para encerrar o assunto, Lobão se apressou em garantir que o apagão havia sido causado pela queda de três raios, praticamente simultâneos, nas três linhas que compõem o maior ramal de transmissão elétrica do país, entre a usina de Itaipu e a cidade de São Paulo. Os três raios teriam causado três curto-circuitos, que deram início à reação em cadeia que deixou boa parte do país no escuro. Por Fábio Portela

A explicação não é crível por três razões: o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, que monitora raios em todo o país, diz que nenhum deles atingiu o ramal de Itaipu na hora do apagão; mesmo que isso tivesse ocorrido, as linhas de transmissão são projetadas para suportar raios sem entrar em colapso; por fim, a probabilidade de três raios extremamente poderosos caírem em três linhas do mesmo ramal com diferença de milésimos de segundo é praticamente nula.

Na semana passada, especialistas começaram a trabalhar para tentar encontrar uma explicação lógica para a gênese do apagão. Foram convocados mais de setenta profissionais que atuam no setor elétrico brasileiro. Os mais decisivos para esclarecer o caso são os da usina de Itaipu, de Furnas (a empresa que administra as linhas que entraram em pane) e do Operador Nacional do Sistema (ONS), órgão que controla, segundo a segundo, toda a eletricidade produzida, transportada e distribuída no país. Após compararem os dados gravados com o comportamento do sistema elétrico na noite do apagão, eles passaram a formular uma nova hipótese, bem mais plausível que a dos raios triplos do ministro Lobão.

A primeira contribuição desse grupo de técnicos é a seguinte: os três curto-circuitos podem ter tido sua origem em uma falha do sistema de isolamento das linhas de transmissão. Esse isolamento é fundamental porque os cabos que conduzem a eletricidade são de metal e as torres que os sustentam também.

Se os cabos tocassem as torres, o sistema viveria em curto. Para que isso não ocorra, os cabos são protegidos por peças de cerâmica chamadas de isoladores. Assim não há contato direto com as torres – e a eletricidade pode fluir ao longo da linha. O sistema de isolamento pode ter sido rompido pela água. Na hora do apagão, chovia forte na cidade paulista de Itaberá, onde as três linhas de transmissão vindas de Itaipu se encontram em uma subestação transformadora. A água da chuva pode ter formado uma película em volta dos isoladores, reduzindo a sua eficiência. "A chuva e os ventos que balançavam os cabos durante a tempestade podem ter reduzido a capacidade de alguns isoladores. A água é um condutor elétrico. Se um isolador acumula água da chuva, pode deixar de funcionar. A energia ‘escapa’ e tem-se um curto-circuito", disse a VEJA Hermes Chipp, diretor-geral do ONS. Essa hipótese se fortaleceu porque se descobriu que três isoladores do sistema ficaram chamuscados depois do apagão: dois localizados nas linhas de transmissão e um dentro da subestação de Itaberá.

Apesar disso, pode ser que a causa do blecaute não seja cravada com 100% de certeza. "Vamos finalizar nosso relatório na semana que vem. Ele deve contemplar duas hipóteses: a dos raios e a da quebra do isolamento", diz Chipp. A manutenção da hipótese dos raios é mais política do que técnica, embora o diretor-geral do ONS não diga. Serve apenas para não desmoralizar ainda mais Lobão, que foi mal nessa história. Como não poderia deixar de ser, os políticos aproveitam o episódio para fazer a dança da chuva esperando que raios e trovoadas atinjam o campo adversário. A ministra Dilma Rousseff, de quem se esperava uma atuação firme na condução das ações do governo, por ser ela uma especialista no setor elétrico, saiu de cena. Apareceu bem depois apenas para comentar, com aquela suavidade que lhe é característica, que o blecaute do governo Lula era menos grave do que o que ocorreu no governo de Fernando Henrique Cardoso. Como se dois erros produzissem um acerto.

Do lado da oposição, o quadro mostrou-se ainda mais bizarro. Na semana passada, o líder dos tucanos no Senado, Arthur Virgílio, convocou um espírito conhecido como Cacique Cobra Coral, que seria especialista em meteorologia, para falar no Congresso. O tal cacique deveria encarnar em uma médium para dar sua opinião. Blague ou não, é um desrespeito para com os cidadãos. Enquanto o governo se esconde e a oposição ouve vozes, o Brasil continua no escuro – sem saber ao certo por que razão 88 milhões de pessoas ficaram sem luz no início do mês, e sem garantia de que isso não se repetirá – Revista Veja


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Senador italiano vê "patetice" de Tarso

Além do parlamentar, ministro ironiza titular da Justiça por criticar 'fascismo crescente' no país

As críticas feitas pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, ao que chamou de "fascismo crescente" na Itália, geraram reações em Roma ontem, tanto do governo como no Legislativo. "A amizade entre a Itália e o Brasil é tal que podemos ignorar mais uma vez a patetice dita pelo senhor Genro", replicou o presidente do Senado, Maurizio Gasparri. O ministro da Defesa, Ignazio La Russa, também foi irônico ao dar "parabéns" ao ministro brasileiro.

Foi Tarso Genro quem concedeu o status de refugiado político ao ex-guerrilheiro de extrema esquerda Cesare Battisti, em janeiro - o que foi considerado ilegal pelo Supremo Tribunal Federal na primeira parte do julgamento do italiano. Por Andrei Netto

Na última quinta-feira, o ministro da Justiça defendeu a permanência do ativista no Brasil. "A Itália não é um país nazista nem fascista, mas vem sendo constatado um crescimento preocupante do fascismo em parte da população italiana", afirmou Tarso, citando uma das razões pelas quais, segundo ele, o Lula da Silva deve confirmar seu parecer favorável à permanência de Battisti no País, contrariando a decisão do STF.

Ontem, o presidente da Itália, Giorgio Napolitano, o premiê Silvio Berlusconi e o ministro das Relações Exteriores, Franco Frattini, mantiveram silêncio diante das declaração do ministro de Lula. O único representante do Executivo a falar do assunto foi o ministro da Defesa, ao ser questionado por jornalistas. "Genro é livre para expressar suas opiniões, como fazemos aqui na Itália", ironizou

Ignazio La Russa. "Em governos fascistas, a liberdade de expressão é limitada." Ele ainda completou seu comentário sobre Tarso: "Parabéns."

Embora soe agressiva, a crítica a um viés fascista do governo de Silvio Berlusconi, formado em coalizão com o partido de extrema direita Liga Norte, não é exclusividade de Tarso. Na França, durante o processo de extradição da ex-guerrilheira Marina Petrella, em 2008, um dos argumentos usados pelos defensores do refúgio político era o conservadorismo do governo italiano. Na campanha por sua permanência em Paris, intelectuais como o filósofo Bernard-Henri Lévy fizeram referências ao "extremismo crescente da sociedade italiana". O Estado de S. Paulo

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Lula apoiou sequestradores de Abílio Diniz

COISAS DO DNA

Os parlamentares e ativistas de esquerda que apóiam Cesare Battisti apostam que Lula vai tomar uma decisão diferente da sentença proferida pelo STF, que mandou extraditar o italiano. Eles acham que o presidente será fiel ao compromisso com a esquerda internacional e pode repetir o gesto de 1998, quando se empenhou na campanha pela expulsão dos ativistas estrangeiros envolvidos no sequestro do empresário Abílio Diniz, ocorrido dez anos antes e à custa de prejuízos eleitorais ao então candidato.

Diniz foi sequestrado em São Paulo no dia 11 de novembro de 1989. Seis dias depois, à véspera da primeira eleição para presidente depois da ditadura militar, a polícia cercava seu cativeiro, na Zona Sul da capital paulista e dava início a um espetáculo que arranharia a imagem de Lula na disputa com o hoje senador Fernando Collor de Mello.

Os nomes de vários petistas em agendas dos criminosos – todos eles integrantes de organizações de esquerda que haviam optado pela luta armada na América Latina – levou a polícia a vincular o caso ao candidato do PT. Para complicar, os sequestradores foram apresentados à imprensa com camisetas da campanha de Lula, encontradas nas casas que haviam alugado.

Prejudicado, Lula chegou a afirmar à época que por ele, os sequestradores que apodrecessem na cadeia. Mas dez anos depois voltou atrás e, convencido pelo advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, visitou os presos em greve de fome e passou a defender a expulsão, única forma de evitar que morressem nos presídios paulistas. Na época, Lula chegou a pedir a interferência do então presidente Fernando Henrique Cardoso. No início de 1999, os nove estrangeiros foram expulsos e o único brasileiro do grupo, Raimundo Rosélio da Costa Freire, indultado. Jornal do Brasil

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Ahmadimejad está chegando

Presidente do Irã desembarca segunda-feira em Brasília para roteiro de um dia e reunião com Lula



No encontro entre os presidentes do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva – por si só já bastante controvertido–, haverá um pedido que dará muito o que falar. Ahmadinejad buscará ajuda do governo brasileiro para desenvolver seu programa nuclear, suspeito de ter finalidade bélica. A visita, de poucas horas de duração, ocorrerá na próxima segunda-feira. Jornal Zero Hora


Negociada há dois anos, a viagem de Ahmadinejad inicialmente havia sido marcada para maio – e chegou a ser motivo de protestos por parte de grupos de defesa dos direitos humanos, de homossexuais e de judeus. Novas manifestações estão programadas para as próximas horas. O presidente iraniano nega o Holocausto – o genocídio de 6 milhões de judeus pelos nazistas – e prega a destruição de Israel.

O motivo oficial para o adiamento da visita de maio foram as eleições presidenciais que ocorreriam no Irã. Ainda hoje recaem sobre o pleito, que o levou à reeleição, suspeitas de fraude generalizada. E os protestos que se seguiram foram duramente reprimidos, com mortos e feridos.

Para a Rede Globo, a primeira entrevista

Reeleito em junho com cerca de 63% dos votos, contra 34% do principal candidato da oposição, Mir Hossein Mousavi, Ahmadinejad pretende nesta viagem mostrar que superou as restrições internas e que busca acordos internacionais que melhorem a qualidade de vida no Irã. Ele desembarcará em Brasília acompanhado de uma comitiva de 300 pessoas, especialmente empresários, em dois aviões. O líder iraniano pretende retornar a Teerã com 23 acordos bilaterais assinados, envolvendo negócios nas áreas de energia, petroquímica, alimentos e medicamentos, entre outras – e com a sinalização de que a imagem negativa que representa no cenário internacional pode ser revista.

Em entrevista veiculada ontem à noite pelo Jornal da Globo (com resumo anterior no Jornal Nacional), Ahmadinejad disse ao jornalista William Waack que é favorável a uma maior cooperação com o Brasil. Exigiu, durante a conversa realizada na capital iraniana, Teerã, sob forte esquema de segurança, que suas palavras fossem, todas elas, dirigidas ao povo brasileiro.

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Lula apoia Abbas contra o governo de Israel

E, por falar em inspiração nazista [matéria abaixo], Lula não esconde mais o que tem nas entranhas: ao lado de seu colega Mahmoud Abbas da ANP, o presidente falou que não se pode ignorar a “dignidade humana”, e exigiu recuo de Israel na faixa de Gaza. O mesmo Lula, que tempos atrás classificou como briga de torcidas o massacre de cidadãos iranianos pelas forças assassinas de Mahmoud Ahmadinejad, agora apela para um sentimento que ele desconhece completamente, em favor dos palestinos - que sabemos, vivem lançando foguetes contra Israel. A desonestidade de Lula é monstruosa. Por Arthur/Gabriela

A matéria: Brasileiro deixa claro que congelamento dos assentamentos deve ser precondição para retomada do diálogo de paz. O Lula da Silva defendeu ontem as posições do colega da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, no embate com o atual governo de Israel. Por Samy Adghirni

Após reunir-a por quase duas horas com Abbas em um museu em Salvador, Lula pediu ao colega que recue da decisão de não disputar a próxima eleição palestina e de deixar a liderança da ANP em protesto contra a dificuldade de obter concessões de Israel.

Muitos governos temem que a decisão de Abbas possa enterrar de vez o processo de paz ao selar o fim da ANP, deixando um vácuo de poder favorável ao grupo radical Hamas, que contra a faixa de Gaza há dois anos.

Lula pediu a Abbas que "continue colocando os interesses palestinos acima dos seus próprios" e disse que o colega da ANP "é parte do patrimônio do processo de paz, por sua liderança, sua moderação e pela confiança que injeta".

Os apelos de Lula, que refletem o pensamento dominante diante de um governo israelense visto como intransigente, foram feitos no segundo dia da visita de Abbas ao Brasil. Hoje ele visita Porto Alegre.

O brasileiro, cujo apoio vem sendo cortejado por vários governos do Oriente Médio, deixou claro que concorda com a exigência de que o diálogo deve ser retomado após Israel congelar a expansão das colônias na Cisjordânia -consideradas obstáculo à criação do Estado palestino. "O Brasil entende que se deve parar imediatamente qualquer novo assentamento no território palestino."

Na semana passada, o presidente de Israel, Shimon Peres, explicou, no Brasil, que não se pode impedir o "crescimento natural" das colônias.

Ao lado de Lula, Abbas disse ontem que os assentamentos violam a legislação internacional e que Israel já se comprometera a parar as construções.

Lula não quis responder à pergunta de um jornalista sobre o pedido de apoio de Abbas ao plano de decretar a independência palestina sem consultar Israel -a Folha apurou que o Itamaraty rejeita a ideia pelos riscos de retaliação violenta do governo israelense. Mas o presidente deixou claro que não haverá paz até que seja criado um Estado palestino.

"A paz justa e duradoura na região depende do estabelecimento de um Estado palestino próspero, coeso e sem restrições, que garanta a segurança de Israel e tenha os seus direitos e os de sua população respeitados", disse.

Lula também não quis falar sobre o pedido de Abbas para que aproveite a visita a Brasília do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, na segunda, para pedir o fim do apoio de Teerã ao Hamas.

O petista manteve o foco no diálogo israelo-palestino e, numa crítica velada ao governo de Israel, dominado por siglas direitistas contrárias a concessões de paz, disse que "não é possível que os interesses de uma minoria sobreponham aos interesses gerais".

Após encontro com Lula, Abbas se reuniu em seu hotel com membros da comunidade judaica brasileira a pedido do governador da Bahia, Jaques Wagner, que é judeu. Folha de S. Paulo

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O projeto de endeusamento de Lula da Silva

A INSPIRAÇÃO NAZISTA DE LULA

Quem conhece minimamente a história de Hitler, o endeusamento do nazista, não terá dificuldade em identificar mais do que traços entre o início da trajetória de um dos maiores celerados dos tempos modernos, um dos maiores criminosos do século passado, e a determinação dos goebbels de plantão no Palácio do Planalto em transformar o "presidente" Luiz Inácio Lula da Silva numa lenda viva.

O Brasil pagará caro. Aliás, já está pagando. Haja vista a desmoralização das instituições. Um exemplo: a decisão do Supremo Tribunal Federal de passar às mãos de Lula a definição sobre a extradição ou não do terrorista Cesare Battisti. Outro exemplo: a promiscuidade do Congresso Nacional, corrompido pelo mensalão forjado nos porôes da Casa Civil, comandada pelo braço direito de Lula, José Dirceu. Mais um exemplo: o uso descarado de estatais como Petrobras, Eletrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica pelos aloprados lulistas. Site do Aleluia

Leia matéria da Revista Veja de Diego Escosteguy e Otávio Cabral
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