Filme que conta a história de Lula foi patrocinado por empreiteiras investigadas na Lava Jato

Cena do filme "Lula, o Filho do Brasil" (Foto: Reprodução)

ÉPOCA
Felipe Patury

No início do filme Lula, o Filho do Brasil,dirigido por Luiz Carlos Barreto e lançado em 2010, anuncia-se que a obra “foi produzida sem o uso de qualquer lei de incentivo fiscal federal, estadual ou municipal, graças aos patrocinadores”. Na lista de patrocinadores, no entanto, constam as empreiteiras Odebrecht, Camargo Corrêa e OAS, as três maiores do país e que são investigadas na Operação Lava Jato, da Polícia Federal e do Ministério Público. Policiais e promotores apuram desvios de até R$ 10 bilhões no esquema do petrolão. A cinebiografia também foi patrocinada pela EBX, do empresário Eike Batista.

Em VEJA desta semana - Sobrinho de Lula faz fortuna com negócios em Cuba e na África . Taiguara Rodrigues dos Santos é filho de Lambari, irmão da primeira mulher do ex-presidente. De pequeno empresário de Santos, ele se tornou milionário graças a privilégios obtidos na agência do governo para o comércio exterior

O empresário Taiguara Rodrigues: para funcionários do governo e executivos de empreiteiras, ele é ‘o sobrinho do Lula’
O empresário Taiguara Rodrigues: para funcionários do governo e executivos de empreiteiras, ele é ‘o sobrinho do Lula’(Reprodução)
Daniel Pereira e Hugo Marques

O personagem ao nesta página, com ar de Che Guevara playboy, se chama Taiguara Rodrigues dos Santos. É figura conhecida na rede de negócios de empresas brasileiras em Cuba, na África e na Europa. Até 2009, ele ganhava a vida em Santos, no litoral de São Paulo, onde se estabelecera como pequeno empresário, dono de 50% de uma firma especializada em fechar varandas de apartamentos. Taiguara tinha uma rotina compatível com seus rendimentos. Seu apartamento era um quarto e sala. Na garagem, um carro velho. A partir de 2009 a vida dele começou a mudar para melhor — muito melhor. De pequeno empresário do ramo de fechamento de varandas, ele se reinventou como desbravador de fronteiras de negócios no exterior. Abriu duas empresas de engenharia e, em questão de meses, fechou negócios em Angola. O primeiro contrato no país africano destinava-se a construir casas pré-moldadas e tinha o valor de 1 milhão de dólares, conforme registro no Ministério das Relações Exteriores. No segundo, de 750 000 dólares, comprometia-se a construir uma casa de alto padrão. Até aqui o que se tem é um empreendedor ambicioso que vislumbrou oportunidades de mudar de patamar vendendo seus serviços em países com os quais o governo Lula estabelecera inéditos laços de cooperação comercial. Mas a história de Taiguara é, digamos, bem mais complexa.
Conta o advogado Rafael Campos, representante da proprietária de um imóvel alugado por Taiguara: “Ele me falou que estava indo para a África no vácuo das grandes empreiteiras que expandiam negócios por aquele continente”. A vida além-mar, pelo jeito, ofereceu a Taiguara grandes dificuldades práticas. Tendo recebido o dinheiro, as obras não saíram. Seus clientes angolanos acionaram a Justiça brasileira em busca de reparação, o que combinou com um inferno astral em que ele teve dezenove títulos protestados e passou 25 cheques sem fundos. Se 2009 foi de esperança, os anos seguintes, 2010 e 2011, foram de amargura com o fracasso na África, e Taiguara teve o desgosto adicional de ver seu nome no Serviço de Proteção ao Crédito. Mas...
...a maré mudou, e mais tarde Taiguara reemergiu em glória. Havia comprado uma cobertura dúplex de 255 metros quadrados em Santos, dirigia um Land Rover Discovery de 200 000 reais e tomou gosto por viagens pelas capitais do mundo, hospedando-se sempre em hotéis de alto luxo. VEJA perguntou a Taiguara como ele explica a reviravolta em sua vida empresarial. Não obteve resposta.
Taiguara é filho de Jacinto Ribeiro dos Santos, o Lambari, amigo de Lula na juventude e irmão da primeira mulher do ex-presidente. Funcionários do governo e executivos de empreiteiras costumam identificá-lo como “o sobrinho do Lula”. Em 2012, uma de suas empresas de engenharia, a Exergia Brasil, foi contratada pela Odebrecht para trabalhar na obra de ampliação e modernização da hidrelétrica de Cambambe, em Angola. O acerto entre as partes foi formalizado no mesmo ano em que a Odebrecht conseguiu no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) um financiamento para realizar esse projeto na África. Uma coincidência, certamente. Orgulhoso, Taiguara postou fotos das obras na hidrelétrica de Cambambe numa rede social. “E tome água! Vamos gerar energia!”, escreveu. A Odebrecht não quis informar o valor do contrato com a Exergia Brasil, que vigorou em 2012 e 2013. Em nota, disse que segue “padrões rigorosos de contratação de fornecedores, levando em conta sua capacidade técnica, financeira e de execução”.  Leia aqui   
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CLUBE MILITAR CRITICA LULA E CHAMA O EX-PRESIDENTE DE 'AGITADOR' . EM NOTA, ASSOCIAÇÃO DE OFICIAIS DA RESERVA REBATE DECLARAÇÕES DE LULA EM ATO PELA PETROBRAS E DIZ QUE HÁ APENAS 'UM EXÉRCITO' NO PAÍS

O Clube Militar repudia, veementemente, a infeliz colocação desse senhor, pois neste País sempre houve e sempre haverá somente um exército, o Exército Brasileiro, o Exército de Caxias, que sempre nos defendeu em todas as situações de perigo, externas ou internas." (AE)
O Clube Militar publicou em seu site nota em que critica duramente o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por seu discurso durante ato em defesa da Petrobrás, na terça-feira, 24, no Rio. O texto chama Lula de "agitador" e o acusa de incitar a discórdia. "É inadmissível um ex-presidente da República pregar, abertamente, a cizânia na Nação", diz a nota.
A associação, composta por oficiais da reserva, se queixa da fala do ex-presidente, quando disse que os petistas também sabem brigar "sobretudo quando o (João Pedro) Stédile (líder do MST) colocar o exército dele nas ruas". A declaração foi feita durante discurso a militantes que participavam do ato, cujo objetivo era defender a estatal em razão dos desgastes provocados pelas investigações de irregularidades. Stédile era um dos presentes no ato.
A fala gerou resposta dos militares. "Neste País sempre houve e sempre haverá somente um exército, o Exército Brasileiro, o Exército de Caxias, que sempre nos defendeu em todas as situações de perigo, externas ou internas", afirma o texto, repudiando a declaração do ex-presidente.
O texto questiona ainda a real intenção da manifestação de Lula e sugere que o petista teme as investigações em curso na Operação Lava Jato. "O que há mais por trás disso? Atitude prévia e defensiva de quem teme as investigações sobre corrupção em curso?".
Os petistas que protestaram no centro do Rio são criticados por mostrarem "despreparo com as lides democráticas" e acusados de reagirem fisicamente aos que gritavam 'fora, Dilma'. "Reagiram inconformados como se só a eles coubesse o "direito" da crítica aos atos de governo".
Abaixo, a íntegra da nota:
"O Brasil só tem um Exército: o de Caxias!
Ontem, nas ruas centrais do Rio de Janeiro, pudemos assistir o despreparo dos petistas com as lides democráticas. Reagiram inconformados como se só a eles coubesse o "direito" da crítica aos atos de governo. Doeu aos militantes petistas, e os levou à reação física, ouvir os brados alheios de "Fora Dilma".
Entretanto, o pior estava por vir! Ao discursar para suas hostes o ex-presidente Lula, referindo-se a essas manifestações, bradou irresponsáveis ameaças: " ..também sabemos brigar. Sobretudo quando o Stédile colocar o exército dele nas ruas". Esta postura incitadora de discórdia não pode ser de quem se considera estadista, mas sim de um agitador de rua qualquer. É inadmissível um ex-presidente da República pregar, abertamente, a cizânia na Nação. Não cabem arrebatamentos típicos de líder sindical que ataca patrões na busca de objetivos classistas.
O que há mais por trás disso?
Atitude prévia e defensiva de quem teme as investigações sobre corrupção em curso?
Algum recado?
O Clube Militar repudia, veementemente, a infeliz colocação desse senhor, pois neste País sempre houve e sempre haverá somente um exército, o Exército Brasileiro, o Exército de Caxias, que sempre nos defendeu em todas as situações de perigo, externas ou internas." (AE)

Em ato que reuniu políticos, artistas, escritores e jornalistas na sede da ABI (Associação Brasileira de Imprensa), na noite desta terça-feira (24) no Rio de Janeiro, o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva fez duras críticas à imprensa em ato pró-Petrobrás. Para Marco Antonio Villa, a fala de Lula é uma contradição. Clique no vídeo e confira o comentário!

Oliver: Não vê quem é idiota

VLADY OLIVER
Gostaria de tecer uma pequena colcha com os retalhos que podemos ler por aqui mesmo e que abundam no território da blogosfera:
Empreiteiros reclamam que o governo aproveita o Petrolão para não pagar ninguém, apostando na desordem institucional.
Ministros tentam melar o Petrolão na surdina. Ninguém sabe ao certo até agora quem são os políticos envolvidos na lambança, embora os capitalistões continuem presos preventivamente, obrigados a evacuar em reuniões constrangedoras, na frente uns dos outros.
Lula ainda é considerado “presidente” por boa parte da imprensa acocorada. Ainda não perdeu a majestade torpe nem a corte que o acompanha na vigarice.
O grande cretino faz um ato em defesa da roubalheira e pede que seus “exércitos” o defendam nas ruas.  João Pedro Stedile é nomeado general da banda podre dessa comarca.
O celerado evoca seu irmãozinho ditador Saddam Hussein como exemplo de governante a ser seguido para um buraco na decência. O problema é que não temos do outro lado o exército dos Estados Unidos para defender nossa democracia desse ditadorzinho de araque.
Nós, da tribo dos idiotas, achamos tudo isso muito exótico e engraçadinho. Não é. O que se desenha no horizonte é a vontade declarada de implodir nossas instituições e partir para o confronto armado, exatamente como estampado nas cartilhas gramscianas dos Foros de São Paulo e afins. Eles querem tomar o poder e torná-lo absoluto, evacuando em público e andando para os verdadeiros foros democráticos que não se mexem por aqui. Eles sabem que não terão outra chance de tornar a tal “Pátria Grande” um projeto hegemônico de poder e querem receber a polícia à bala, em suas casamatas e posições de defesa.
Enquanto as “oposições” que a nada se opõem dizem o que deve e o que não deve ser escrito nos cartazes das manifestações de 15 de março, apostando na capitulação antes mesmo do começo da briga por nossos direitos, a turba da mortadela se arma como pode. E dizem que isto aqui é uma república democrática. FHC foi feito refém de surpresa. Único político com um tênue discurso oposicionista, não sobra muita coisa na política brasileira para pisotear e enfrentar com porradaria e truculência.
Eles querem o confronto; ninguém entendeu ainda? Quem não enxerga nisso o desenho de um golpe de estado ou é imbecil ou é cretino; escolham um lado para ficar, meus caros leitores. Essa gente está flertando com o perigo. Com a desordem institucional. Apostam que tomarão o poder de assalto e não ofereceremos resistência, pois continuamos a confiar numa oposiçãozinha ridícula, acanhada, com suas cabeças de aves raras enfiadas na lama até o talo.
Cadê essa turma? Protagonizam o quê? Que projeto alternativo a isso que aí está estão nos oferecendo? Que caminhos legais estão discutindo para uma saída democrática para o confronto que se avizinha? Quem são seus porta-vozes? Fala serio. Nunca me senti tão traído. E pelas oposições. Bando de covardes. Dissimulados. Oportunistas. Vagabundos. Gente com fleugma e circunstância diante da guerrilha urbana que se aproxima.
Já disse e repito: o Estado Islâmico é aqui mesmo. Basta começar a faltar papel higiênico e já estamos quase lá. Ninguém está levando a serio o que está em andamento. Ninguém entende a cabeça de um ditadorzinho de lerda como Lula. Vão pagar para ver a refundação e a reafundação do Iraque aqui mesmo. O cara está escondido num esgoto. Tirem ele de lá (e sua boneca de mamulengo) enquanto é tempo. FUI.

Enquanto Lula vomitava sobre a Petrobras, a história do Brasil e a democracia — fazendo, inclusive, a defesa de Saddam Hussein (!!!) —, Moody’s rebaixava a nota da estatal; agora, ela está no grau especulativo; ações devem voltar a derreter nesta quarta. Eis o legado do fanfarrão, que estava cercado por milicianos

Enquanto Lula vomitava no ato em defesa da impunidade, com elogios ao genocida Saddam Hussein, a Moody's rebaixava a Petrobras ( Foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo)
Enquanto Lula vomitava no ato em defesa da impunidade, com elogios ao genocida Saddam Hussein, a Moody’s rebaixava a Petrobras ( Foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo)
Parecia roteiro de filme barato, mas era verdade. Nesta terça, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva, cercado por milicianos truculentos, comandava um ato no Rio contra a Operação Lava Jato, contra a imprensa e contra a decência, a agência de classificação de risco Moody’s rebaixava uma vez mais, a exemplo do que fizera em janeiro, a nota da estatal, que já estava em Baa3, o último patamar do chamado grau de investimento. Agora, na Moody’s, a estatal está no grau especulativo — ou por outra: a agência está dizendo aos investidores do mundo inteiro que pôr dinheiro na Petrobras não é seguro. A agência está dizendo ao mundo inteiro que emprestar dinheiro para a Petrobras é arriscado.
Desta feita, não foi uma queda qualquer: a Moody’s botou a Petrobras dois degraus abaixo de uma vez só. Em vez de cair para Ba1, o que já seria catastrófico, a empresa despencou para Ba2, e a agência ainda cravou um viés negativo no caso de uma futura avaliação. Só para vocês terem uma ideia: acima dessa nota, há outras… 11. Abaixo dela, apenas 9. Na Fitch e na Standard & Poor’s, a Petrobras está também a um rebaixamento apenas de passar para o grau especulativo.
A partir de agora, tudo se torna mais difícil para a empresa. A maioria dos fundos proíbe investimento em empresas nessa categoria. Pior: em alguns casos, a ordem é se desfazer dos papéis, ainda que amargando prejuízos. Para se financiar dentro e fora do Brasil, a Petrobras terá de pagar juros mais elevados. E isso se dá num momento em que a empresa já teve de reduzir ao mínimo seus investimentos na área de exploração e refino de petróleo, suas atividades principais.
O mais impressionante é que o rebaixamento veio duas semanas depois de Dilma trocar toda a diretoria da Petrobras. Isso reflete a confiança do mercado na nova equipe. A operação foi desastrada. Com ou sem razão — e nós veremos —, o juízo unânime é que a governanta escolheu um presidente para maquiar no balanço as perdas bilionárias decorrentes da corrupção e da gestão ruinosa do PT.
E não se enganem: atrás do rebaixamento da nota da Petrobras, pode vir o rebaixamento da nota do Brasil. Na própria Moody’s, já não é grande coisa. O país é “Baa2”. Ainda é “grau de investimento”, mas bem modesto. Se o país cair mais dois, vai para a categoria dos especulativos. O mesmo acontece na Fitch (BBB): um próximo rebaixamento (BBB-) poria o país a um passo da zona vermelha. Na Standard & Poor’s, a posição do país é mais preocupante: rebaixado em março, caiu de “BBB” para “BBB-“, mesma nota da Petrobras. Nessa agência, uma próxima queda conduziria o país para “BB+”, primeiro nível do grau especulativo. Foi o que já fez a agência britânica Economist Intelligence Unit na semana retrasada:  o rebaixamento, de BBB para BB, lançou o Brasil no grupo dos potenciais caloteiros.
Não obstante, naquele espetáculo de pornografia desta segunda, Lula vituperou contra a investigação e contra a imprensa e conclamou João Pedro Stedile a pôr seu exército na rua — sim, ele empregou a palavra “exército”. Aquele que a ex-filósofa Marilena Chaui disse “iluminar o mundo” quando fala ainda encontrou tempo para especular sobre a situação no Iraque. E disparou: “Já tem gente lá com saudade do Saddam Hussein, porque no tempo dele se vivia em paz”.
Lula, este celerado, tem uma noção muito particular de paz. Pelo menos 300 mil pessoas, árabes, foram assassinadas pelo regime de Saddam. Nessa conta, não estão pelo menos 100 mil curdos, vítimas dos gases mostarda, sarin e tabun. É o que Lula chama de “viver em paz”.
Foi o regime criado por esse cara que quebrou a Petrobras. Agora os brasileiros começam a pagar a conta de sua irresponsabilidade, de sua ignorância e de sua estupidez.
Texto publicado originalmente às 4h13
Por Reinaldo Azevedo

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ENTEDERAM AGORA?
O MILITANTE PETISTA DA FOTO É HAITIANO, NIGERIANO OU CUBANO?
É PARA ISSO QUE O GOVERNO FINANCIOU A VINDA DESSES TERRORISTAS PARA O BRASIL.

O ex-presidente Lula e os braços políticos do PT organizaram hoje um ato contra as investigações na Petrobras. Sabendo dessa infâmia, inúmeros descontentes com os rumos do país foram para a sede da ABI (Associação Brasileira de Imprensa) protestar contra a roubalheira da estatal promovida pelo PT. ReaçaBlog
Pancadaria-petista-1
Lula organiza ato violento - Vejam todas as fotos aqui

O vídeo que exibe amostras da repressão selvagem a opositores do regime chavista enquanto Lula bajula Maduro escancara o sonho do velho comparsa: transformar o Brasil numa Venezuela mais cafajeste

O vídeo começa com um trecho do Jornal da Globo deste 19 de fevereiro. “Agentes de segurança do governo de Nicolás Maduro na Venezuela prenderam de forma que equivale a um sequestro o prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, um dos principais líderes da oposição”, informa o jornalista William Waack. “Homens fortemente armados do Serviço Boliviariano de Inteligência Nacional invadiram o gabinete do prefeito e o levaram, sem mandado judicial e sem explicar os motivos da prisão”.
Mesmo prejudicada pela distância que separa a câmera do fato, a sequência de imagens confirma a narrativa — subitamente interrompida pela aparição na tela do ex-presidente Lula. Caprichando na pose de quem contempla a olho nu um  candidato à canonização, o palanque ambulante faz uma escala na TV venezuelana para ajudar o comparsa Nicolás Maduro a manter o emprego de presidente.
“Maduro destacou-se na luta pela construção de uma América Latina mais democrática e solidária”, começa outro ataque pelas costas à decência e à verdade. O som da sabujice entra em colisão frontal com o que se vê: tropas mobilizadas pelo governo esbanjam brutalidade na missão de reprimir manifestações de rua contrárias ao regime bolivariano.
Enquanto a voz roufenha bajula o herdeiro do “nosso querido e saudoso amigo Hugo Chávez”, milícias paramilitares, bandos de policiais e pelotões do Exército protagonizam ataques selvagens a opositores de Maduro. “Os dois compartilharam as mesmas ideias sobre os destinos do nosso continente”, segue em frente o palavrório sabujo. O dinheiro do petróleo foi usado para melhorar a vida dos pobres, exemplifica Lula.
Conversa de 171, não para de berrar o escândalo do Petrolão. Lá como aqui, o dinheiro do petróleo foi usado para promover a milionários os donos do país, ampliar a fortuna dos cúmplices, bancar campanhas eleitorais, financiar a miragem do partido único, irrigar contas bancárias em paraísos fiscais e patrocinar o sonho da eternização no poder, fora o resto.
Maduro jura que anda vendo Chávez em forma de passarinho. Se Lula também for apresentado à versão alada do parceiro morto, o que parece apenas uma façanha póstuma do bolívar-de-hospício talvez seja um providencial conselho aos amigos vivos demais: cuidado com a gaiola. Leia aqui