Mais de uma década atrás, Hugo Chávez assumiu o poder na Venezuela e iniciou a revolução bolivariana rumo ao socialismo do século XXI. O antigo golpe colocou em marcha, ao amparo de suas vitórias eleitorais, um programa minucioso cujo objetivo não é outro, senão esvaziar as instituições democráticas, ocupar todo o espaço político e social e implantar um regime socialista no país caribenho.Pese o evidente de seus desígnios autoritários, alguns "pogres" da Europa e dos Estados Unidos adulam e animam o novo caudilho. O resultado destes anos tem sido um retrocesso dramático em todas as liberdades políticas dos venezuelanos, o prático desaparecimento da separação de poderes e uma diluição do Estado de Direito, até torná-lo quase irreconhecível. Por Alberto Ovinos
As enormes receitas de petróleo, manejadas sem nenhum controle e com absoluta arbitrariedade, permitiram o estabelecimento de um regime de dádivas clientelistas que mantêm seu apoio eleitoral ao caudilho. Essa fonte caudalosa tem financiado a política de ingerência em outros países da América Latina com notável eficiência. O projeto hegemônico do chavismo tem uma dimensão regional.
Qual é o futuro da revolução bolivariana? Em que acabará o socialismo do século XXI?
Tornou-se evidente em todos esses anos de domínio chavista, que quem não cumpre seus desígnios está convidado a sair. Isto também se aplica às empresas. Algumas já decidiram se retirar.
Outros resistem para não abandonar seus clientes e funcionários. Milhares de pequenos empresários venezuelanos sobrevivem com a espada de Dâmocles do capricho bolivariano sobre suas cabeças. As expropriações são mais do que uma ameaça, como bem sabem muitos compatriotas. Ao mesmo tempo em que a corrupção campeia por seus respeitos.
Nasceu na Venezuela uma nova classe social, a "boliburguesia": hierarcas do regime, uma casta de privilegiados em um país onde a pobreza cresce mais a cada dia.
A História ensina que a riqueza das nações nasce quando há instituições que garantem os direitos, especialmente o de propriedade, e as pessoas e as empresas podem trocar bens e serviços em um mercado aberto, com liberdade e segurança jurídica.
Faz tempo que o caudilho empurra o país por um caminho de servidão política. Este caminho é um caminho de miséria. Fonte: La.razón.es – Tradução de Arthur para o MOVCC
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