“O símbolo da pouca vergonha nacional está dizendo que quer ser
presidente. Daremos a nossa vida para impedir que Paulo Maluf seja presidente.” (LULA, junho de 1984)
“Como Maluf pode prometer acabar com ladrão na rua enquanto ele continua
solto?” (LULA, setembro de 1986)
“Os administradores do PT são como nuvens de gafanhotos.“ (PAULO MALUF, março de
1993)
“Maluf esquece de seu passado de ave de rapina. O que ameaça o Brasil
não são nuvens de gafanhotos, mas nuvens de ladrões. Maluf não passa de um bobo
alegre, um bobo da corte, um bufão que fica querendo assustar as elites
acenando com o perigo do PT. Maluf é igualzinho ao Collor, só que mais velho e
mais profissional. Por isso é mais perigoso.” (LULA, março de 1993)
“Ave de rapina é o Lula, que não trabalha há 15 anos e não explica como
vive. Ave de rapina é o PT, que rouba 30% de seus filiados que ocupam cargos de
confiança na administração. Se o Lula acha que há ladrões à solta, que os
procure no PT, principalmente os que patrocinaram a municipalização do transporte
coletivo de São Paulo”. (MALUF, março de 1993)
A foto
abaixo informa que, em 18 de junho de 2012, sem que nenhum deles tivesse
abjurado publicamente o que disse do outro, os velhos inimigos se juntaram para
vender ao eleitorado paulistano a mercadoria que Lula contempla com o olhar
orgulhoso de criador e Maluf afaga com o olhar guloso de quem vê um novo filão
a explorar. Fernando Haddad tem o jeito hesitante do filhote que não consegue
andar sozinho.
À
esquerda, o sorriso de Rui Falcão atesta que o presidente do PT está feliz por
confraternizar com o que sempre chamou de “direita reacionária”. À direita, o
vereador Wadih Mutran, negociante de longo curso, avalia quanto vale um Haddad
fantasiado de nova esquerda.
O chefe
da seita, Aquele que Só dá Ordens, curvou-se à imposição de Maluf: além de
outro cofre no Ministério das Cidades, o dono do PP fez questão de posar para a
posteridade ao lado de Lula. É uma foto para se guardar. Desnuda a cara de um
Brasil Maravilha que não sabe o que é honra nem tem vergonha de nada. Escancara
a face horrível da Era da Impunidade.

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