Rio de Janeiro, 17 jun
(EFE).- Defensores dos direitos humanos, ambientalistas e membros da comunidade
judaica protestaram neste domingo no Rio de Janeiro contra a participação do
presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, na Cúpula da Rio+20 que será realizada
na próxima semana.
Está previsto que
Ahmadinejad chegue ao Rio durante esta semana procedente da Bolívia onde na
terça-feira visitará seu colega e aliado boliviano, Evo Morales.
A vereadora Teresa
Bergher, integrante da Comissão de Direitos Humanos do Rio de Janeiro, afirmou
à Agência Efe que a manifestação é um "grito contra a mentira e todo o mal
que Ahmadinejad representa".
"Não podemos
permitir que este homem venha a nossa cidade e por isso na próxima semana
apresentaremos uma iniciativa para declarar o presidente iraniano persona non
grata", disse.
No protesto participaram
também membros da comunidade homossexual que levavam a bandeira do arco íris,
assim como ambientalistas contrários ao programa nuclear do governo Iraniano.
Alguns manifestantes
destacaram que o protesto é contra a participação de Ahmadinejad na Rio+20 e
não contra o povo do Irã.
Agustín Ulaulobsky,
diretor da Comunidade Noam da Argentina, que veio ao Brasil especificamente
para participar do protesto em representação de "toda a juventude judia
argentina", declarou à Efe que Ahmadinejad "não é só uma ameaça
local, mas também mundial" e que "é importante lutar contra o
fanatismo".
Na semana passada o
Centro Simon Wiesenthal urgiu os governantes do mundo a "rejeitar
encontros bilaterais" com Ahmadinejad, durante a Rio+20 e a
"abandonar o recinto" quando ele tomar a palavra.
"No passado,
Ahmadinejad abusou do palanque da ONU para negar o Holocausto nazista e
promover uma incitação ao genocídio, através de suas reiteradas chamadas para
destruir um país membro da comunidade internacional, o Estado de Israel",
manifestou em comunicado a organização judaica de direitos humanos. EFE

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