Comunicado afirma que
"o regime iraniano patrocina o terrorismo internacional e foi acusado pela
justiça argentina por sua responsabilidade no atentado de 1994" contra a
Associação Mutual Israelita Argentina (Amia) em Buenos Aires, que causou a
morte de 85 pessoas e centenas de feridos
Organização judaica de direitos humanos pede a governantes que
"rejeitem acordos bilaterais" com ditador iraniano e que
"abandonem o recinto" quando ele falar
O Centro Simon Wiesenthal, organização judaica de direitos humanos, fez um apelo nesta segunda-feira aos governantes de todo o mundo pedindo que "rejeitem encontros bilaterais" com o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, durante a conferência Rio+20 e "abandonem o recinto" quando o iraniano tomar a palavra. Em um comunicado, a organização declarou que seu diretor de relações internacionais, Shimon Samuels, transmitiu o pedido aos governos dos cerca de 180 países que devem comparecer ao evento, que será realizado de 20 a 22 de junho.
O Centro Simon Wiesenthal, organização judaica de direitos humanos, fez um apelo nesta segunda-feira aos governantes de todo o mundo pedindo que "rejeitem encontros bilaterais" com o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, durante a conferência Rio+20 e "abandonem o recinto" quando o iraniano tomar a palavra. Em um comunicado, a organização declarou que seu diretor de relações internacionais, Shimon Samuels, transmitiu o pedido aos governos dos cerca de 180 países que devem comparecer ao evento, que será realizado de 20 a 22 de junho.
"No
passado", diz a nota, "Ahmadinejad abusou da tribuna da ONU para
negar o Holocausto e promover uma incitação ao genocídio através de seus
reiterados apelos à destruição um país membro da comunidade internacional, o
Estado de Israel".
O
comunicado acrescenta que "o regime iraniano patrocina o terrorismo
internacional e foi acusado pela justiça argentina por sua responsabilidade no
atentado de 1994" contra a Associação Mutual Israelita Argentina (Amia) em
Buenos Aires, que causou a morte de 85 pessoas e centenas de feridos.
Segundo
o Centro Wiesenthal, a política "terrorista" do Irã "continua,
(...) através do apoio militar aos crimes do ditador sírio Bashar al Assad
contra seu próprio povo".
A organização
sustentou que o líder iraniano aproveitará sua presença na Rio+20 para buscar
apoio, "romper o isolamento imposto pelo grupo 5+1 (Alemanha, China,
Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia)" e conseguir apoio a seu
programa nuclear.
"Convocamos
todos os delegados a se retirarem do recinto quando Ahmadinejad se dirigir à
tribuna. A América Latina tem a obrigação de enviar uma poderosa mensagem não
só a Teerã, mas ao resto do mundo, sobre seu compromisso com a responsabilidade
e a paz mundial", acrescentou o comunicado.
O
comparecimento do líder iraniano na Rio+20 foi confirmado pelo governo
brasileiro, que organiza a reunião com a ONU e espera a presença de delegações
de cerca de 180 países, dos quais aproximadamente 100 serão representados por
seus chefes de Estado e de governo. VEJA
(Com
EFE)

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