Os condoídos

CHÁVEZ AMEAÇA BOGOTÁ

Diz que seria "causa de guerra" uma incursão militar da Colômbia na Venezuela. Ele definiu como "duro golpe ao processo e acordo humanitário”, a operação aérea de ontem, que abateu o segundo terrorista mais importante das FARC, Raul Reys, além de outros 16 guerrilheiros.

A advertência de Chávez foi feita durante uma reunião ministerial no palácio de Governo, e retransmitida pela televisão estatal VTV, quando ele qualificou como "preocupante" e inédito o feito das forças colombianas que, reconheceram "alegremente" que "violaram a soberania de um país vizinho", e que entraram no território do Equador para concretizar seu objetivo de capturar o Reyes.

De sua parte, o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, felicitou hoje aos militares colombianos pela operação. "Felicito aos soldados e policiais da Colômbia por essa operação", disse o mandatário, que também agradeceu ao presidente do Equador, por sua compreensão.
El País


REAÇÃO DO PRESIDENTE DO EQUADOR

Ele ficou indignado com o massacre dos terroristas

O Rafael Correa deplorou "a agressão" ao seu país por parte da Colômbia, e afirmou que Uribe mentiu sobre a operação, a qual considera uma agressão ao Equador. O presidente afirmou que a operação foi um “massacre”:- “Foram bombardeados e massacrados enquanto dormiam, a Colômbia se utilizou de tecnologia de ponta para localizar os guerrilheiros de noite, na selva, seguramente com a colaboração de potencias estrangeiras", assegurou Correa. Por isto, o Equador exigirá uma
"desculpa formal" a Bogotá e indenizações pelos eventuais danos causados no ataque militar colombiano contra o território equatoriano, segundo um comunicado da Chancelaria do Equador.

COMENTÁRIO
Obviamente, que a postura de Rafael Correa não poderia ser diferente neste episódio. O presidente do Equador deve obediência ao Chávez que, afinal, perfilhou sua candidatura, deu-lhe apoio político e financeiro, e destinou US$ 5 milhões para financiar a TV pública equatoriana. Além do mais, o equatoriano nunca escondeu sua grande amizade com Chávez. Portanto, é simples: ele obedece ao comando do caudilho, quando este ordena que a hora é de latir. O Rafael Correa segue a cartilha de Chávez para instituir o "socialismo do século XXI".

Chávez não perderá a oportunidade de usar o submisso Rafael Correa para tentar sua guerrinha com a Colômbia, que tanto ele necessita para desviar o foco sobre o desabastecimento de alimentos e de papel higiênico na Venezuela.

Mas, certamente, que o presidente Uribe sendo o estadista que é, já devia ter previsto esta possível reação da alcatéia ao perder um dos cabeças da FARC, tão importante parceiro na condução do circo dos horrores com os reféns.

Chega a ser deplorável ouvir de um “chefe de estado”, a lamentação de que os guerrilheiros foram “massacrados, dormindo”, cobrando pelo “golpe baixo”, que foi dado em carniceiros desalmados da pior laia possível. As declarações e reações de Correa são uma ofensa para os latinos americanos, em geral. Ele se lamenta por um criminoso cruel e impiedoso, que tinha na ficha corrida, além dos assassinatos, o crime por estupro contra meninas de 12 anos que ele roubava nos povoados, e depois amarrava em árvores para violar.

Querer levar a sério os grunhidos de Hugo Chávez é perder tempo. Ele rosna sobre a invasão territorial, como se ele também não tivesse INVADIDO seus vizinhos. Por exemplo: no dia 08 de agosto do ano passado, helicópteros e outras aeronaves do Exército da Venezuela fizeram sobrevôo ilegal dentro do espaço aéreo brasileiro, e chegaram inclusive a pousar numa aldeia indígena, em Roraima. Em novembro do ano passado, soldados venezuelanos invadiram a Guiana. Isto, para não falar que, em 2006, um soldado da Guarda Nacional da Venezuela matou um garimpeiro guianense no lado da fronteira pertencente à Guiana.

Como se vê, Hugo Chávez não passa de um palhaço desesperado por armar um circo. E como ele tem dinheiro, ele comprou outros palhaços para participarem do espetáculo.

O CADÁVER
O vídeo que filmou a chegada do corpo do terrorista em Bagotá, você pode ver
aqui. A foto do cadáver de 'Raúl Reyes', é uma imagem exclusiva do Jornal El Tiempo. Quando você olhar para ela, pense fortemente que o mundo precisa se livrar desses monstros que humilham e destroem vidas, e impedem o progresso das Nações. Nosso desejo é que todos eles acabem fotografados exatamente nessa mesma posição. Por Gaúcho/Gabriela


PUTIN E A DESTRUIÇÃO SISTEMÁTICA DA DEMOCRACIA

A eleição presidencial de hoje na Rússia perdeu há muito o caráter democrático e ganhou contornos sinistros. O resultado, por exemplo, é conhecido de antemão. O candidato do presidente Vladimir Putin, Dmitry Medvedev, vice-primeiro-ministro e presidente da estatal de energia Gazprom, será eleito presidente. E convidará Putin para trocar de cargo: este passará a ser o primeiro-ministro do novo governo. Apesar de Putin não ter feito mudanças constitucionais para reforçar os poderes do cargo de primeiro ministro, é certo que ele continuará dando as cartas.

A Anistia Internacional resumiu a sistemática destruição das liberdades civis na Rússia durante os nove anos da era Putin: repressão policial a manifestações contra o governo (as favoráveis são permitidas), intimidação de críticos da administração, defensores dos direitos humanos e adversários políticos, sensível redução da liberdade de expressão, e restrições às organizações não-governamentais.

Apesar do amplo favoritismo do esquema de Putin, seu governo criou toda sorte de dificuldades para o trabalho dos monitores da Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), que costumeiramente fiscalizam pleitos na Rússia. Desta vez, a entidade desistiu de enviar suas equipes. Já o Conselho da Europa opinou que há grande risco de não ser suficientemente livre e justa uma eleição que em nada ameaça o atual esquema de poder em Moscou. Ou seja: a mensagem do Kremlin ao Ocidente é a de que fará tudo a seu jeito, mesmo que isso não pareça necessário.

Putin acaba de dar outro claro sinal da "ressovietização" de aspectos da vida política russa, ao anunciar metas até 2020, embora seu governo termine dentro de quatro anos. Ninguém duvida que ele volte a se candidatar à Presidência em 2012 e depois concorra à reeleição.

Diante disso, o jornal "The New York Times" preveniu que o próximo presidente dos EUA terá de lidar com uma Rússia muito mais rica - devido às exportações de óleo, gás e minérios - e cada vez mais autoritária. Para a comunidade internacional, é lamentável constatar que Moscou parece preferir o desafio à cooperação. O Globo

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