Contribuinte paga 145% a mais de IOF em 2008

O aumento da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) resultou em uma arrecadação de R$ 666 milhões em setembro deste ano, valor 145,12% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, de R$ 272 milhões. Os dados foram divulgados nesta terça-feira pela Receita Federal. A elevação na alíquota do IOF fez parte de um pacote de medidas tomadas pelo governo no início do ano para compensar o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), derrubada pelo Senado. Por Diego Casagrande. Leia também: Arrecadação federal beira R$ 500 bilhões e bate recorde até setembro



DESTINO DE R$ 50 BI DA CIDE É MISTÉRIO
O presidente Lula recebeu do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso a herança bendita da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), imposto sobre o combustível criado em 2002 para gerar investimentos para estradas e infra-estrutura de transporte. Desde 2003 até 30 de setembro deste ano, a Cide rendeu R$ 50 bilhões ao governo Lula. Apesar disso, sua aplicação se mantém um mistério.


ESCONDIDO
O Ministério dos Transportes, encarregado da contribuição sobre combustíveis, esconde como gasta essa montanha de dinheiro. Por Cláudio Humberto




"O (...)" DO TRABALHADOR VAI ENTRAR NA RODA
As pobres construtoras, as que menos ganharam no governo de Lula até agora, serão socorridas com o dinheiro do trabalhador.

Mantega diz que governo pode usar FGTS para ajudar construção civil. Leia aqui:
"Poupança e FGTS poderão financiar pacote da construção" . O governo poderá mexer nas regras de uso da poupança a fim de liberar recursos para financiar capital de giro às construtoras.




O CONFISCO ARGENTINOEditorial do Zero Hora
Sob a alegação de que é preciso preservar os fundos de pensão dos trabalhadores argentinos, seriamente golpeados pela crise global nos últimos dias, a presidente Cristina Kirchner decidiu reestatizar a previdência no país, onde apenas uma ínfima parcela continuava em poder do Estado. Na prática, porém, a iniciativa tomada pela Casa Rosada, sem qualquer discussão prévia com os contribuintes, vem sendo vista mais como uma intenção de reforçar o caixa do Tesouro do que em preservar os interesses dos contribuintes. E, mesmo num cenário mundial no qual governantes de diferentes países se mostram cada vez mais intervencionistas, a pretensão tem conseqüências preocupantes, por ratificar uma política socioeconômica mutante no país vizinho. Leia mais
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SEM DÓLARES “NO HAY” SOCIALISMO


Petróleo cai e abala plano dos anti-EUA

Com menos petrodólares, Venezuela, Irã e Rússia têm reduzida a capacidade de atrair aliados e refazem cálculos. Com sucessivas altas do preço do petróleo, nos últimos anos, os líderes da Venezuela, Irã e Rússia, fortaleceram suas posições, o que lhes permitiu ingressar no cenário mundial usando a diplomacia do talão de cheques e, dependendo da ocasião, da intimidação.

Agora, a queda violenta das receitas abre uma série de interrogações quanto à capacidade destes países arcarem com seus gastos - e com a pretensão de fazer frente à hegemonia dos EUA. Para as três nações, os petrodólares representaram um meio para alcançar um fim ideológico.

O venezuelano Hugo Chávez usou-os para dar início à revolução inspirada no socialismo, em seu país, e para fornecer apoio a líderes latino-americanos que abraçavam suas mesmas tendências, com o objetivo de minar a influência americana outrora dominante.

O Irã estendeu sua influência em todo o Oriente Médio, promovendo-se a líder do mundo islâmico, e usou seus petrodólares para desafiar os esforços do Ocidente para impedir o avanço de seu programa nuclear.

A Rússia, que sofreu um humilhante colapso econômico na década de 90, depois da queda do comunismo, reconquistou parte da posição que ocupava no mundo. Começou a reconstituir suas forças militares, recuperou o controle de oleodutos e gasodutos e repeliu as tentativas de penetração do Ocidente no antigo império soviético.

Financiar essas ambições custa muito mais quando o petróleo está cotado a US$ 74,25 o barril, seu preço de fechamento na segunda-feira em Nova York, do que quando era cotado a US$ 147, três meses atrás. Leia matéria completa aquino Estadão




COLÔMBIA DESMANTELA REDE DE NARCOTRÁFICO LIGADA AO HEZBOLLAH

Colômbia desarticulou uma rede de narcotráfico e lavagem de dinheiro em meio a uma operação internacional que resultou na detenção de 111 pessoas, entre as quais três acusados de enviar dinheiro ao grupo islâmico Hezbollah, infomou a Procuradoria Geral do país.

"Durante a Operação Titã, iniciada em julho de 2006, foram capturadas 90 pessoas no exterior e 21 na Colômbia", afirmou o órgão em um comunicado, na terça-feira, revelando que entre os detentos estavam oito colombianos com pedidos de extradição feitos pelos EUA.

A organização desarticulada lavava dinheiro dos cartéis do Norte do Vale, de Antioquia e de grupos paramilitares, operando na Colômbia, nos EUA, no Canadá, na Europa, no Oriente Médio, na África, na Ásia e na América Central.

"A organização criminosa utilizava rotas que passavam pela Venezuela, pelo Panamá, pela Guatemala, pelo Oriente Médio e pela Europa, colocando o dinheiro resultante da venda de substâncias ilegais nos mercados internacionais, por meio de várias modalidades de lavagem como transferências internacionais e comercialização de bens móveis e imóveis", disse a Procuradoria Geral.

Nas cidades de Bogotá, Cali, Medellín e Pereira foram apreendidos mais de 750 mil dólares em dinheiro, além de 360 quilos de cocaína e 5 quilos de heroína. Também foram confiscados veículos automotores, jóias, dois aviões e um bote.

Na Colômbia, foram detidos Chekry Mahmoud Harb, conhecido como "Taliban", Ali Mohamad Abdul Rahim, conhecido como "Ali", e Zacaria Hussein Harb, conhecido como "Zac". Os três coordenavam o envio de drogas para seus países de origem fazendo com que o dinheiro arrecadado ingressasse no território colombiano por meio de empresas de fachada, disseram as autoridades.

"Parte do dinheiro era distribuído em países do Oriente Médio a fim de, supostamente, financiar grupos terroristas como o Hezbollah", afirmou a Procuradoria Geral, referindo-se à organização islâmica do Líbano que mantém laços com o Irã e a Síria.

A Colômbia, principal aliado dos EUA na América Latina, continua a ser o maior produtor mundial de cocaína, e isso apesar dos últimos sete anos em que o governo norte-americano gastou 5 bilhões de dólares com assistência militar e treinamento de efetivos colombianos para enfrentar o narcotráfico e grupos armados ilegais como as Farc .

Os EUA denunciaram que, com o apoio do Hezbollah e de outros grupos islâmicos que acusam de terrorismo, organizações daquele tipo mantêm-se ativas dentro de comunidades árabes da América do Sul, como as existentes no Brasil e na Venezuela. (Reportagem de Luis Jaime Acosta) –
O Estado de São Paulo

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