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Ontem, um dia antes de completar cinco anos que Sean foi trazido para o Brasil pela mãe de férias, não voltando mais para os Estados Unidos, onde morava, o pai do garoto, David Goldman, que tenta retomar a guarda do menino, deu entrevista ao programa “Good morning, America”, da ABC, dizendo que o filho, de 9 anos, está sofrendo pressão psicológica e síndrome de alienação parental (quando uma criança é treinada para romper laços afetivos). Segundo Goldman, médicos designados pela Justiça brasileira para avaliar Sean disseram que estão tentando apagar as lembranças do menino. A informação não pôde ser confirmada porque, no Brasil, o caso corre em segredo de Justiça. Goldman comparou o caso ao de outras 50 crianças americanas que, segundo ele, estão “presas” no Brasil: — Estão fazendo muita pressão, querendo apagar lembranças dele, ao mesmo tempo em que criam memórias falsas. Isso foi dito pelos três médicos designados pela Justiça para avaliar meu filho. O Globo
Goldman afirmou ter esperança de que, com a decisão do Supremo Tribunal Federal — que arquivou semana passada a ação que pedia a permanência do menino no Brasil —, ele finalmente consiga reaver a guarda: — Essa decisão do STF, que não foi só sobre o meu caso, mas também sobre outras 50 crianças americanas que estão presas no Brasil, foi para honrar a convenção de Haia (que trata de sequestro de crianças).
Segundo a Advocacia Geral da União (AGU), responsável pela aplicação da Convenção de Haia no país, há 40 ações de repatriação de crianças na mesma situação de Sean tramitando no Departamento Internacional da Procuradoria Geral.
Sérgio Tostes, advogado de João Paulo Lins e Silva, padrasto de Sean que luta pela guarda do menino desde que a mãe dele, Bruna, morreu, no ano passado, disse que as afirmações de Goldman são mentirosas: — Quem abandonou o filho foi ele, que veio ao Brasil inúmeras vezes para tratar da ação de sequestro, mas, orientado pelos advogados, não quis ver a criança. Agora que ele teve autorização para ver o menino, tem faltado a vários encontros.
Segundo ele, no dia 9, Goldman teria avisado, por um dos seus advogados, que visitaria Sean dia 12, ao meio-dia: — Às 10h26m, o advogado mandou um telegrama cancelando tudo e informando que o pai tinha voltado para os EUA.
Que vontade de ver o filho é essa? — diz Tostes, que acusa Goldman de viver às custas de recursos que coleta em campanhas para reaver Sean.
A decisão na Justiça sobre o retorno do menino ainda deverá demorar.
Ontem, amigos de Goldman promoveram vigílias públicas em seis cidades americanas para pedir a volta de Sean. A maior delas foi feita em Red Bank, em Nova Jersey, onde Goldman mora. Também foram feitas manifestações em Nova York, Boston, Chicago, Washington e San Francisco.
Em Washington, carregando velas e cartazes onde se lia “Sean tem UM pai... David” e “Tragam Sean para casa”, oito membros do site da fundação BringSeanHome.org fizeram uma vigília de uma hora em frente à embaixada do Brasil. Em Nova Jersey, a manifestação durou das 20h às 21h e reuniu cerca de 150 pessoas. Em Nova York, o ato contou com 20 manifestantes.
COMENTÁRIO
Estamos sentindo vergonha deste país que não cumpre as leis e muito menos os tratados. Afinal, pai é pai, e não padrasto OK?
Esse pai tem sido dedicado e luta incansavelmente pela guarda de seu filho que foi seqüestrado. Se for para Sean ficar com o padrasto, eu realmente não sei o que é justiça. Cabe aos juízes apenas e tão somente cumprir as leis, nada mais além disso. Aproveitamos o ensejo e indicamos o texto de Olavo de Carvalho - Usurpadores
Esses juízes na pele de simples pais e mães - despidos de suas togas - até devem fazer um exercício de consciência, e se colocarem na mesma situação desse pai americano para sentir como é ter seus filhos sendo criados por um estranho (padrasto), principalmente nessas circunstâncias, onde a enganação foi um plano elaborado pela mãe, de mentir e sequestrar a criança considerando a boa fé do pai, David Godman.
Normalmente, costumamos opinar com facilidade sobre “o que é melhor” para o filho dos outros, mas quando pensamos nos nossos próprios filhos, inevitavelmente pensaremos com a consciência de pais e mães que também somos. Por Gabriela/Arthur - Assista ao vídeo legendado sobre o caso, aqui.
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