Condenado por morte de João Hélio é solto e vai ao Exterior

Três anos depois de participar do assalto que resultou na morte do menino João Hélio Fernandes, de 6 anos, arrastado por 7 km em ruas de bairros da Zona Norte, Ezequiel Toledo de Lima, que na época era menor de idade e hoje tem 18 anos, ganhou a liberdade no dia 10. Temendo represálias e ameaças, que sofreu inclusive no Instituto João Luiz Alves, onde estava, ele foi morar no exterior com a família.


A mãe do rapaz também teria sido ameaçada. Ezequiel conseguiu, por meio da organização não-governamental Projeto Legal, embarcar para um dos países mais desenvolvidos do mundo com garantia de casa e identidade novas para recomeçar sua vida.

"Nem quero ficar falando sobre este assunto, porque é algo que só nos traz lembranças dolorosas", afirmou o pai de João Hélio, Élson Vieites.

Após ser preso, Ezequiel confessou participação no crime. Ele teria sido a pessoa que fechou a porta com o cinto de segurança pendurado para o lado de fora, onde João Hélio ficou preso e foi arrastado pelo carro. Na audiência do dia 10, na Vara da Infância e da Juventude, o juiz determinou que ele ingressasse no Programa de Proteção à Criança e ao Adolescente, destinado aos que estão ameaçados de morte.

A Justiça também determinou que os pais do rapaz entrassem no programa por meio do Conselho de Defesa de Direitos da Criança e do Adolescente, presidido pelo advogado Carlos Nicodemos, diretor da ONG Projeto Legal. Procurado, Nicodemos não foi encontrado pela reportagem do jornal O Dia.


O caso

Por volta das 21h30 do dia 7 de fevereiro de 2007, Rosa Cristina Fernandes estava em seu Corsa com os filhos Aline, 13 anos, e João Hélio, 6, voltando para a casa. Ao parar em um sinal de trânsito na Rua João Vicente, perto da Praça do Patriarca, em Oswaldo Cruz, foi abordada por três homens armados. Todos saíram do carro, mas o menino ficou preso pelo cinto de segurança e foi arrastado pelas ruas de Madureira, Campinho e Cascadura.

Várias pessoas que passavam tentavam avisar os ocupantes do carro. Um deles teria ironizado dizendo que não era uma criança, mas sim um "boneco de Judas". Os bandidos abandonaram o carro na Rua Caiari, com o menino já morto.

Além de Ezequiel, outras quatro pessoas foram presas. Carlos Eduardo Toledo de Lima foi condenado a 45 anos de prisão, enquanto Diego Nascimento da Silva recebeu uma pena de 44 anos e três meses. Os outros dois, Carlos Roberto da Silva e Tiago de Abreu Mattos, foram condenados, cada um, a 39 anos de reclusão.


Comentário - Porque neste país o crime sempre tem que compensar?!

Um marginal que matou e ainda debochou dizendo tratar-se de 'um boneco de Judas' e mereceu as regalias proporcionadas pelos 'Direitos da Criança e do Adolescente', agora, juntamente com sua família, é premiado a viver em um país de 1° mundo quando deveria estar preso perpetuamente por tal crime!

E a família d o menino João Helio fica somente com sua imensa dor e a decepção de ver qua a justiça 'dos manos' mais uma vez triunfou! Movcc/Joana D'Arc

7 comentários:

Anônimo disse...

Ilegível

Anônimo disse...

Desde ontem alguns post inclusive este estão ilegíveis . No lugar do texto aparecem caracteres especiais.

Gabriela disse...

Eu fui verificar. Está acontecendo isto. Para muitos o blog chega normal, para outros inelegível.
Ótimo que vc esteja nos avisando. Não sei como revolver isto. Não mexemos em configuração. Vc recebe o boletim? Se inscreva - assim vc poderá ler as matérias até resolvermos o problema.
Obrigada,
Gabriela

Anônimo disse...

O garoto cumpriu o que devia a justiça e precisa de segurança para voltar a viver. Parabéns à ONG por auxiliar aqueles que não tem a quem recorrer!

Jurema disse...

O criminoso cumpriu 3 anos. E esse defensor de bandido acha que tudo bem!

Chocante!!! deve ser do PT

Anônimo disse...

Gente, é facil resolver o problema do texto ilegivel.
Basta copiar o texto e colar no word.
Depois, basta trocar a fonte.
Espero ter ajudado
Abraços

Gabriela disse...

Ao Anônimo,

Obrigada, pela orientação. Não fazemos nada sem copiar em word.
Não sei o que está acontecendo. Essa matéria chegou bem para muitos leitores, e para outros, exatamente como chegou para você.Se continuar com o problema, avise se possível.