Serra,lembrou a frase em latim Non Ducor Duco (“não sou conduzido, conduzo”)

Serra alfineta Dilma e Lula em sua despedida do governo de SP ( Do UOL Notícias)

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), deixou nesta quarta-feira (31) seu cargo durante cerimônia no Palácio dos Bandeirantes. Seu discurso, que durou 53 minutos, foi marcado por ataques velados à sua futura adversária na disputa pela Presidência da República, a agora ex-ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Repudiamos sempre a espetacularização, a busca pela notícia fácil, o protagonismo sem substância”, afirmou Serra no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. "Este governo não cedeu à demagogia. (...) Nunca incentivamos o silêncio nem a conivência com o mal feito”, afirmou. “Já fui governo e já fui oposição, mas de um lado ou de outro, nunca me dei à frivolidade das bravatas”, declarou.

“No meu governo, nunca se olhou a cor da camisa partidária. Eu exerci o poder neste Estado sem discriminar ninguém”, afirmou Serra. "O nosso governo serve ao interesse público, e não à máquina partidária. Nós governamos para o povo", disse o governador.

Serra citou lemas da bandeira de São Paulo para falar sobre seu estilo. Ele lembrou a frase em latim Non Ducor Duco (“não sou conduzido, conduzo”), que era o lema do Estado antes de 1932. Depois, falou do lema atual da bandeira paulista, Pro Brasilia Fiat Eximia (“pelo Brasil, façam-se as grandes coisas”). Já em clima de campanha, ele finalizou dizendo: “esta é também a nossa missão. Vamos juntos, o Brasil pode mais”.

Protesto contra Serra prejudica trânsito na Paulista

Profissionais das áreas da saúde e educação de São Paulo se reúnem nesta tarde para protestar contra a administração do governador de São Paulo, José Serra (PSDB). O evento é denominado "bota-fora" porque Serra deixa hoje o cargo para concorrer à Presidência da República.

Segundo a Polícia Militar, às 11h cerca de 400 trabalhadores da saúde estiveram em frente à Secretaria da pasta, na Avenida Doutor Enéas Carvalho de Aguiar, no centro. O grupo segue para o vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, local onde os sindicatos irão se encontrar. As faixas da direita e da esquerda da Alameda Casa Branca, entre as alamedas Jaú e Santos, estão bloqueadas.

Por volta das 14h40, aproximadamente 500 professores da rede estadual já estavam no vão livre do Masp. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a faixa da direita da avenida está interditada, sentido Consolação. O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) informou que a PM obrigou o motorista do caminhão de som que seria utilizado na manifestação a retirar o veículo das imediações do Masp.

A categoria está em greve desde o último dia 8 e reivindica reajuste salarial de 34,3%, incorporação imediata das gratificações e o fim das provas dos temporários e do programa de promoção.
Confronto entre PM e professores fere 16 em SP; manifestantes recuam após bombas _ FOTOS

DANIEL RONCAGLIA
MARCIO NEVES
da Folha Online

Ao menos 16 pessoas --entre elas sete policiais-- ficaram feridas após confronto entre manifestantes e a PM, durante assembleia realizada pelos professores do ensino estadual de SP em frente ao Palácio dos Bandeirantes --sede do governo paulista--, de acordo com a Polícia Militar. Eles foram encaminhados ao hospital Albert Einstein.

Professores de SP são recebidos pelo governo
Professores aproveitam últimas dias de governo Serra para realizar protestar
Assembleia de professores fecha Giovanni Gronchi

No momento em que os professores subiam pela avenida Giovanni Gronchi com destino ao Palácio, em uma área considerada de segurança --e onde não são permitidas manifestações--, a PM jogou bombas de gás lacrimogêneo. Houve empurra-empurra e os professores decidiram recuar e voltar para a frente do estádio do Morumbi, onde estavam concentrados anteriormente. O clima é tenso e há muitas pessoas chorando por causa do gás que causa irritação nos olhos.

A tropa de choque o Águia, helicóptero da Polícia Militar, também estão no local.

O carro de som da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo) anuncia que há muitas pessoas feridas e pede ambulâncias. Um cinegrafista foi atingido e o carro de um veículo da imprensa foi totalmente destruído.

Além dos professores, há muitos estudantes e militantes partidários no protesto. Os manifestantes cantam o hino nacional a todo momento.

A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) bloqueou a avenida Giovanni Gronchi com a rua Erasmo Teixeira de Assunção, a avenida Morumbi com as praças Crepúsculo, Jorge João Saad e Santos Coimbra, e a avenida Professor Francisco Morato com a praça Jorge João Saad.

Greve continua

Terminou por volta das 18h30 a reunião entre uma comissão dos professores da rede estadual de São Paulo e funcionários do governo, no Palácio dos Bandeirantes. Não houve acordo, pois o governo disse que só haverá negociação se a paralisação terminar. Os professores alegam que acabam com a greve somente se houver acordo.

Os 11 diretores da Apeoesp negociaram o fim da greve --que começou no dia 8 de março-- com o secretário adjunto de Educação, Guilherme Bueno, e secretário adjunto da Casa Civil, Humberto Rodrigues.

Os professores, que realizaram uma assembleia nas proximidades do Palácio e decidiram manter a paralisação, entraram em conflito com a polícia. Durante a manifestação, uma pessoa chegou a desmaiar.

Na assembleia, os professores já marcaram novo ato na quarta-feira (31) no vão do Masp, na avenida Paulista, região central, às 15h, no mesmo dia que o governador José Serra deixa o cargo para ser candidato à presidência.

De acordo com os organizadores da assembleia há 20.000 pessoas. Já a Polícia Militar informou que há cerca

2 Comentários:

Joana D'Arc disse...

Bonito discurso! o Serra não joga palavras ao vento e é bem articulado...
Acredito que vá fazer um bom governo...se os esquerdoides, comunistoides e vermelhoides deixarem.

Jurema disse...

eu vou voltar no Serra, espero que ele coloque na cadeia todos os bandidos que roubaram o dinheiro do contribuinte. E que faça voltar todo dinheiro desviado. Ele será o maior presidente deste país, se conduzir a maior faxina dessa imundice toda.

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