Inquirido sobre Sarney, Lula recomenda ‘psicanálise’

Lula é mestre em disfarçar todos os crimes através de expressões suaves. Certamente, ele foi bem agressivo e maldoso com o repórter, usando a palavrinha mágica, preconceito.
Essa canalha usa a palavra "preconceito" como manto protetor de todos os seus crimes. Amigos, vocês não podem sentir preconceito contra a bandidagem. Ora, vá tomar banho de moralidade seu crápula!
Siga o conselho de Fernando Henrique, desencarna daí.... Movcc/Gabriela

Ricardo Stuckert/PR (foto)

Coerência,a propósito, tornoua-se a mais prostituta das palavras. Virou palavrão. Já não merece entrar em casa de família .Por Josias de Souza - Folha Online
No Brasil de hoje, como se sabe, é mais fácil achar um dinossauro do que um esquerdista.

E, se por acaso, ainda existir algum neto retardatário dos antigos esquerdistas, será ele o primeiro a fingir-se direitista.

A despeito da pasteurização ideológica, a proximidade de Lula com os Sarney ainda provoca uma inevitável sensação de exílio.

Sempre que Lula prestigia a família que outrora combatia, um pedaço da platéia fica com uma brutal nostalgia do Brasil.

Pois bem. Nesta terça (30), Lula foi ao Maranhão. Visitou a hidrelétrica de Estreito. Ao seu lado, Roseana Sarney e Edison Lobão.

Súbito, um repórter perguntou a Lula se ele agradecia o apoio que recebeu da “oligarquia Sarney” ao longo de seu governo.
Digite aqui o resto do postE Lula, abespinhado: "Eu agradeço. E a pergunta preconceituosa é grave para quem está há oito anos comigo em Brasília...”

“...Significa que você não evoluiu nada do ponto de vista do preconceito, que é uma doença. O presidente Sarney é o presidente do Senado...”

“....O Sarney colaborou muito para que a institucionalidade fosse cumprida. Você devia se tratar, quem sabe fazer psicanálise, para diminuir [...] esse preconceito".

Ah, esses políticos! Querem o controle social da mídia. Mas não conseguem trazer na coleira nem mesmo a própria coerência.

Coerência, a propósito, tornou-se a mais prostituta das palavras. Virou palavrão. Já não merece entrar em casa de família.

ONU diz que traficantes brasileiros atuam em 12 países. Viva Lula!

(Foto) Reinaldo Marques -Terra

A amizade do governo brasileiro com narcoterroristas das Farc, com Armadinejad, com Chávez, com Fidel e, internamente, com bandos como o MST, explica a crescente presença de traficantes de drogas e armas no país. E, sobretudo, a guerra civil no Rio de Janeiro. A leviandade das ´autoridades` chega ao extremo de milhões de brasileiros assistirem pela TV celerados traficantes ´fugindo` do Complexo do Alemão, antes da ´ocupação` do morro...

Vale lembrar que nunca na história deste país um governo foi tão tolerante com o crime. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o apologista número 1 da impunidade ao defender notórios bandidos mensaleiros, sanguessugas e até forjadores de dossiês para chantagear aqueles que denunciam a bandalheira no governo. Blog do deputado Aleluia

LEIA MATÉRIA DO PORTAL TERRA

Assessor da ONU: Traficantes brasileiros atuam em 12 países

Todo o material apreendido pela polícia na frente da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core)

Dayanne Sousa - Terra
Os chefes do tráfico no Brasil têm negócios - até mesmo legalizados - em doze países diferentes, revela o assessor-chefe das Nações Unidas para temas de segurança, Edgardo Buscaglia. Professor de Direito do Instituto Tecnológico Autônomo do México (ITAM), ele analisa em entrevista a Terra Magazine o quadro atual do Rio de Janeiro e afirma que, além da atuação das polícias e Exército, será preciso combater as redes financeiras que sustentam o crime organizado.

- Os traficantes brasileiros estão presentes na economia formal de vários países. Você pode vê-los na Argentina, na Colômbia... Os bens de familiares de traficantes têm que ser confiscados. Isso não é feito de forma suficiente pelo governo brasileiro. Essa rede financeira é onde está o poder dos traficantes presos.

Buscaglia estuda o funcionamento de diferentes organizações criminosas, especialmente os cartéis de drogas do México. Ele diferencia o tráfico carioca do mexicano, mas aponta ligações entre os grupos dos dois países.

- As organizações criminosas brasileiras não são as maiores do mundo, são ainda limitadas se comparadas às mexicanas ou às chinesas. Mas elas estão crescendo e o motivo pelo qual elas estão crescendo é que seus bens não têm sido suficientemente confiscados.

Leia a entrevista na íntegra.

Terra Magazine - Você está ciente do que está se passando no Rio de Janeiro? Esse enfrentamento violento contra os traficantes é o ideal ou há outras formas?
Sim, eu estou acompanhando, eu tenho uma equipe que está me passando o que acontece no Brasil e eu conheço o funcionamento do crime organizado no Rio de Janeiro. A extensão do poder do crime organizado no Rio de Janeiro é em parte o consumo de drogas e outros produtos, mas é também o tecido social. É a extrema pobreza que você vê nas favelas. A surpresa é que esse problema foi atacado pelo governo Lula, uma vez que o presidente tem tentado combater a pobreza e resgatar pessoas que estão afundando na pobreza e violência. Isso é um passo na direção certa. Mandar o Exército é uma medida de curto prazo para estabelecer a lei e a ordem básicas em lugares que a polícia não podia entrar. Neste caso, o Estado tem que impor sua presença. Mas, uma vez que a polícia está lá dentro, o que você precisa fazer é trazer um exército de trabalhadores sociais. Especialistas em educação, saúde, oportunidade de emprego e desenvolvimento social. Esse exército de trabalhadores sociais tem que vir em seguida para acabar com as raízes do crime organizado. Eu espero que o governo não confie só no Exército para resolver esse problema, porque isso não se pode resolver com armas.

No México a chamada "guerra às drogas" não mostra resultados. Em que o Brasil é diferente?
O crime organizado no Brasil é muito diferente do crime no México. O Brasil não tem o problema do México, onde os níveis mais altos do governo foram capturados pelo crime organizado e pela corrupção. O problema do Brasil é que esses grupos conseguiram tomar conta de espaços muito específicos, onde eles contam com proteção social. A polícia e o governo estiveram ausentes desses locais até agora. Assim, você pode mandar o exército por alguns dias para reestabelecer a lei e a ordem, mas só por alguns dias. Essas pessoas não querem estar no crime, muitos deles não tem alternativa de trabalho. Além disso, da mesma forma como o terrorismo na Palestina pode ser explicado pela discriminação contra os árabes, é possível explicar esses atos pela discriminação a certos grupos. É preciso trazer essas pessoas de volta, trazê-las à economia formal e o presidente Lula já mostrou que entende isso. O Brasil não pode cometer o mesmo erro dos mexicanos. Atrás do Exército tem que vir um exército de trabalhadores sociais.

O governo avaliou a onda de ataques no Rio de Janeiro como uma resposta de traficantes ao fato de que eles perderam território em algumas regiões da cidade. Seria um ato terrorista. O senhor acha que isso é uma prática do crime organizado?

Isso é bastante possível. Os grupos de crime organizado são muito, muito violentos. Tão violentos quanto boa parte dos grupos mexicanos. Esses grupos, para controlar o tecido social, podem começar cometendo atos de terrorismo. Isso acontece na Colômbia, no México e na Rússia. É um ato de desespero, porque eles estão perdendo milhões e milhões de dólares por dia. Então, isso não surpreende. O governo deve avisar a população de que isso pode acontecer e a população deve colaborar com as autoridades.

No Brasil, há ainda problemas nos presídios. Mesmo presos, alguns líderes do tráfico conseguem enviar ordens. Como combater isso? Como outros países lidam com isso: reduzindo o contato desses criminosos com advogados ou com a família?

A melhor forma de lutar contra o crime organizado é lutar contra a corrupção de dentro do Estado. A corrupção é um dos principais pilares do crime organizado. São três pilares. Já falamos das raízes sociais, mas há ainda corrupção no Estado - que no Brasil não está nos níveis mais altos como México. Mas há corrupção nos níveis mais baixos do Estado, como na polícia e no sistema penitenciário. Então, lutando contra a corrupção, é possível lutar contra o crime organizado. Mas a forma de combater o crime organizado não é violando os direitos humanos. Limitar acesso aos advogados não é uma boa forma porque vai estimular ainda mais a corrupção. É preciso lutar contra a corrupção da polícia que permitiu que o crime organizado crescesse. Uso de telefones celulares, propina paga aos carcereiros.

E qual o terceiro pilar?
A terceira medida - já falamos de raízes sociais e corrupção - é monitorar as movimentações financeiras que envolvem todas essas pessoas, incluindo os advogados e familiares. O crime organizado brasileiro atua em 12 países. Você tem pessoas das prisões de São Paulo e do Rio de Janeiro controlando operações em financeiras 12 países. Você tem que seguir os bens e as suspeitas, como, por exemplo, uma riqueza repentina e não explicada. Os bens de familiares de traficantes têm que ser confiscados. Isso não é feito de forma suficiente pelo governo brasileiro. Essa rede financeira é onde está o poder dos traficantes presos. Eles pagam centenas de milhares de dólares para os policiais, para ter acesso a carros, a joias e a centenas de bens no Brasil, na Argentina, no Peru. Se você combater as raízes sociais, a corrupção, se atacar essas redes financeiras e facilitar o trabalho dos promotores de Justiça, ficará muito difícil para o crime organizado se manter.

Doze países? Como é essa atuação internacional?
Esse é o dado do cruzamento dos relatórios financeiros de várias nações. Os traficantes brasileiros estão presentes na economia formal de vários países. Você pode vê-los na Argentina, na Colômbia... Em torno da América do Sul. Eles não são tão grandes como os cartéis mexicanos, mas você pode encontrar registros de sua atuação em 12 países. As organizações criminosas brasileiras não são as maiores do mundo, são ainda limitadas se comparadas às mexicanas ou às chinesas. Mas elas estão crescendo e o motivo pelo qual elas estão crescendo é que seus bens não têm sido suficientemente confiscados e não tem sido atacado o problema da corrupção. A polícia não entrava naquelas áreas das favelas não só porque tinha medo, mas porque estava envolvida com o crime. Então é preciso atacar a corrupção e, claro, a raiz social.

O senhor fala, inclusive, atuação em mercados legais nesses países e não apenas no tráfico, não é?
É preciso entender que os grupos de crime organizado do Brasil têm procurado alianças há muito tempo com organizações criminosas de outros países. Muita da droga que foi apreendida nas últimas horas no Rio - especialmente a cocaína - está vindo principalmente da Colômbia. E os grupos mexicanos também são muito presentes no Brasil. Nós esperamos ter mais colaboração do governo mexicano para ajudar o Brasil a identificar essas ligações. Todo o dinheiro que esses grupos usam para comprar mais corrupção e violência vem desses bens. Eles investem dinheiro em setores específicos da economia: construção e no Brasil até o setor farmacêutico. É preciso ir até esses negócios formais, legais, e confiscar seus bens, além de chegar à infraestrutura de transporte e armazenamento das drogas. O começo é investigar as famílias e advogados que são ligados aos chefes do crime que já foram identificados. O Brasil sabe fazer isso. Se você aplicar todas essas medidas ao mesmo tempo, você verá uma redução drástica da violência e do crime organizado no prazo de um ano. A experiência da Colômbia e até da Rússia mostram isso.

A segunda entrevista do bandido

Por Arnaldo Jabor, o Estado de S.Paulo
-Em maio de 2006, tu me entrevistou... Estou lembrado da tua cara... Saiu até no Harper"s Magazine... em inglês...
Agora estão me mudando de Catanduvas, acho que para Roraima, sei lá. Mas, creia que eu não ordenei ataque nenhum, que não sou burro. Você acha que eu ia queimar ônibus e jogar a população contra nós? Isso é coisa de traficas idiotas... Na época, você me perguntou como entrei no crime e eu te disse que eu era invisível desde menino... Vocês nunca me olharam durante décadas... E olha que era mole resolver o problema da miséria... O diagnóstico era óbvio: migração rural, desnível de renda, poucas favelas, ralas periferias... A solução é que nunca vinha...

O governo federal alguma vez alocou uma verba para nós? Nós só aparecíamos nos desabamentos de barracos ou nas músicas românticas sobre a "beleza dos morros ao amanhecer", essas coisas... Os policiais eram considerados bandidos e nos éramos heróis, lembra? "Vítimas da miséria." É; mas quem fez o crime crescer não foi a miséria; foi o capitalismo, cara. Com a multinacional do pó, ficamos ricos e as armas chegaram... Aí começou o "que horror!", "que medo!" entre vocês do asfalto. Nós fomos o início tardio de vossa consciência social...
- Como assim?
- Nós somos filhos tortos do crescimento econômico; e vocês também. Nosso enriquecimento e virulência obrigaram vocês a se modernizarem na repressão. De certa forma, vocês aprenderam conosco, numa espécie de "formação reativa dialética". Viu, como sou culto? ...Li centenas de livros em Catanduvas.

- Sim, mas você que viveu na barra-pesada, me diga, qual é a solução?
- Vocês só chegam a algum sucesso se desistirem de defender a "normalidade". Olha aqui, mano, não há mais solução! A própria ideia de "solução" já é um equívoco pequeno-burguês... há há ...é filosoficamente uma esperança vã!

Mas, vou ser franco contigo, na boa, na moral: estamos todos no centro do "Insolúvel". Vocês no bem e eu no mal e, no meio, a fronteira da morte, a única fronteira.
Só que nós sabemos que não há saída. Só a morte ou a merda. E nós já trabalhamos dentro delas. A morte para vocês é um drama cristão numa cama. A morte para nós é o "presunto" diário, desovado na vala... Vocês, intelectuais, não falavam em "luta de classes", em "seja marginal seja herói"? Pois é: somos nós! Há há...

Há uma terceira coisa crescendo aí fora, cultivada na lama, se educando no absoluto analfabetismo, se diplomando nas cadeias, como um monstro "Alien" escondido nas brechas da cidade. Você não ouve as gravações feitas "com autorização da Justiça"? Pois é. É outra língua. Estamos diante de uma espécie de Pós-Miséria. Isso. Há uma nova cultura assassina, ajudada pela tecnologia, celulares, internet, armas modernas. É a merda com chips, com megabytes. Meus comandados são uma mutação social, são fungos de um grande erro sujo.
- O que mudou nas periferias?

- Grana. A gente hoje tem. Você acha que quem tem US$ 40 milhões, como o Beira Mar, não manda? Com 40 milhões a prisão é um hotel. Quem vai queimar essa mina de ouro, tá ligado?
Vocês são o Estado quebrado, dominado por incompetentes.
Nós temos métodos ágeis de gestão. Vocês são lentos e burocráticos. Vocês são regionais, provincianos. Nossas armas e produtos vêm de fora; somos globais.
-
Você acha que o caminho é esse?

- Vocês estão fazendo uma crítica da própria incompetência. Esse negócio das UPPs é muito bom. É a primeira coisa imaginosa que apareceu. Mas, se não houver uma reforma geral das instituições, as UPPs podem morrer na praia. Elas mantêm o paciente vivo, mas não combatem a doença original.

Tem de haver uma reforma radical do processo penal do País, tem de haver comunicação e inteligência entre policias municipais, estaduais e federais, programas sociais e educação. Tudo bem... agora melhorou muito; aumentou o pragmatismo e a eficiência. Nós sempre estivemos no ataque; vocês na defesa. Agora tudo se inverteu. Parabéns.

A repressão aprendeu muito conosco. A polícia e a política aprenderam com o excesso de horrores que já produzimos nos últimos 30 anos, aprenderam com os tremores da população, com os ônibus pegando fogo, com as cabeças cortadas, com os micro-ondas torrando os X-9s , aprenderam que não há mais solução e sim "processo" e por isso vocês estão ganhando terreno. Parabéns. Mas, agora como se diz no Exército, está na hora do "aproveitamento do êxito". Não adianta tomar o morro e depois sair, não adianta matar, celebrar vitórias, não adianta nada se...
- Sim, o que devem fazer as forças policiais?

- Vou dar um toque, mesmo contra mim. Escreve aí: peguem os barões do pó! Tem deputado, senador, tem generais, tem até ex-presidentes do Paraguai nas paradas de cocaína e armas.

Isso não é assunto para polícia, não. Isso é uma questão de Estado, é tão importante quanto impedir o desmatamento. Está havendo uma mudança psicológica na população. Faz parte do crescimento econômico. Não é bom para o mercado uma zorra como a nossa. A produção no mundo está nos obrigando à modernização e à democracia. Eu estou falando como um cientista político porque sou um cientista sobre mim mesmo - há, há... Meu destino está traçado, o sangue está grudado em mim, mas o destino de vocês também está. Eu vejo hoje muito mais do que via, mas vocês também têm de mudar. Estou lendo o Klausewitz - Sobre a Guerra - e digo que vocês não podem esperar uma vitória total, solução, a paz em Ipanema e o mundo voltando atrás. Nunca mais.

É com no Oriente Médio, com os homens-bomba. Nunca haverá uma vitória clássica. Dá para melhorar, urbanizar, civilizar, mas o mundo de hoje tem um preço trágico que todos terão de pagar. Todos vamos conviver com a própria miséria.
De qualquer forma, parabéns... por linhas tortas chegaram lá. A história não é uma linha reta. É um ziguezague.

Vocês nunca terão uma solução completa, mas, ao menos, já conhecem o problema...
Vamos lá... Vou vazar para Roraima... mas, olha, cara: não há mais segurança máxima na vida...
Bye bye, Catanduvas...

Polícia do Rio encontra túnel supostamente usado em fuga de traficantes no Alemão

Folha.com
Policiais civis encontraram no início da tarde desta terça-feira um túnel que teria sido usado na fuga de traficantes no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio.

De acordo com a Polícia Civil, um túnel da rede pluvial com 400 metros de comprimentos tinha abertura no final da rua Joaquim de Queiroz e saída para a rua Arapá. Moradores informaram a polícia que traficantes teriam usado o local para escapar durante o cerco realizado pelas forças de segurança.

Os policiais continuam no local em busca de armas e drogas deixadas pelos criminosos.

Os principais chefes do tráfico no Complexo do Alemão e na Vila Cruzeiro continuam foragidos após as operações de retomada das comunidades pela polícia.

Luciano Martiniano da Silva, o Pezão, que chefiava o Comando Vermelho no Complexo do Alemão, e Fabiano Atanázio da Silva, o FB, comandante do tráfico na Vila Cruzeiro, têm paradeiro desconhecido.

Também está foragido o chefe do Comando Vermelho fora da cadeia, Alexander Mendes da Silva, o Polegar, que, segundo informações da inteligência policial, estava no Alemão.

O Bope investiga denúncias de que bandidos teriam fugido do complexo por meio de galerias de esgoto.

O comandante do Bope, tenente-coronel Paulo Henrique de Moraes, disse que moradores relataram que criminosos obrigaram funcionários das obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) a fazer dutos largos para eles fugirem.

As obras no complexo foram iniciadas em março de 2008 e incluem, além da construção de conjuntos habitacionais, a recuperação de ruas e instalação de redes de saneamento e iluminação pública, além de equipamentos sociais.

O Alemão foi ocupado domingo (28), com o apoio das Forças Armadas, praticamente sem resistência dos traficantes. Na quinta-feira, policiais já tinham entrado na Vila Cruzeiro, favela vizinha ao complexo. As ocupações ocorreram após uma série de atentados ocorridos na cidade, que resultaram em mais de cem veículos queimados.

Para as autoridades, os ataques criminosos foram uma retaliação dos traficantes contra a instalação das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) nos morros e favelas.

Desde o início das ações violentas, cerca de 50 pessoas morreram durante as operações policiais. Mais de 30 toneladas de drogas foram apreendidas.

Traficantes mandaram trabalhadores do PAC fazer obras que os ajudaram a fugir

Uma das hipóteses é que a bandidagem tenha fugido do Complexo do Alemão pelas galerias pluviais. A reportagem do Jornal Nacional chegou a uma delas. Tijolo e cimento novos. Parece possível.

Custo a crer, no entanto, que eu tenha entendido direito, mas acho que sim. Vou esperar o Jornal Nacional pôr o material na Internet para confirmar. Mas tenho a certeza de que ouvi um militar afirmar à repórter da Globo que parte dessas galerias foi construída pelo pessoal do PAC sob as ordens dos… traficantes!

É, faz sentido…

A polícia não pisava no Alemão havia 25 meses! Em outubro do ano passado, a então ministra Dilma Rousseff esteve no Alemão. A presença de autoridades foi devidamente negociada com o narcotráfico. O site do Ministério das Cidades informava, orgulhoso:

“02/10/2009
Dilma e Fortes visitam obras do PAC no Complexo do Alemão

O ministro das Cidades, Marcio Fortes de Almeida, e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, acompanhados do governador em exercício do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, e do presidente da EMOP (Empresa de Obras Públicas do Estado), Ícaro Moreno Júnior, visitaram nesta sexta-feira (02) obras do PAC no Complexo do Alemão. O roteiro incluiu o Morro do Adeus, o Morro da Baiana, o terreno da antiga fábrica da Poesi (aproximadamente 80 mil m² destinados a equipamentos), o Centro Integrado de Assistência à Saúde (CIAS), obras do teleférico, a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) e as novas unidades habitacionais da Avenida Itaoca, 1833.
No início da visita, foi apresentado o andamento das obras, que começaram em março de 2008 e empregam hoje 2.400 funcionários. Destes, 80% são moradores do Complexo do Alemão. Para a ministra Dilma, “o Alemão está sendo transformado em um verdadeiro bairro, de dar inveja a muitos bairros de classe média”. Fortes lembrou que a parceria entre governos federal, estadual e municipal, em obras como essa, é fundamental para a melhoria nas condições de vida das pessoas.”

Encerro
Perfeito! Já que a polícia não entrava no Alemão, o narcotráfico deu um jeito de fazer o
PAC servir a seus propósitos.

Luiz Eduardo Soares, especialista em segurança pública, no Roda Viva: por enquanto, nada mudou nos morros do Rio


Por Augusto Nunes - Veja Online
A retumbante cobertura jornalística e a visão triunfalista da ocupação de morros do Rio escondem distorções gravíssimas e crônicas do esquema de segurança pública, adverte no Roda Viva desta segunda-feira o antropólogo Luiz Eduardo Soares. No programa que a TV Cultura de São Paulo transmite a partir das 10h da noite, o entrevistado lembra que a necessidade de envolvimento das Forças Armadas, embora necessária e positiva, comprova o fracasso da política de combate à violência. E afirma que não faz sentido deduzir que, desde o fim de semana, o Estado Democrático de Direito recuperou o controle sobre as zonas conflagradas.

Por enquanto, reitera Luiz Eduardo, nada mudou nas favelas amputadas do mapa da União. E nada mudará de essencial se não forem removidos velhos tumores. “O principal problema continua sendo a corrupção endêmica que afeta a polícia há muitos anos”, diz o entrevistado, que foi coordenador da área de segurança do governo Anthony Garotinho em 1999 e 2000, secretário nacional de Segurança Pública em 2003 e é um dos autores dos livros Elite da Tropa e Elite da Tropa 2, origem dos filmes que fizeram do Capitão Nascimento um herói brasileiro.

Como nos livros, que misturam alguma ficção e muitos fatos reais, o contingente de policiais honestos é de bom tamanho. Mas a “banda podre” predomina. Sobretudo por isso, acha perigosamente equivocado supor que se consumou a vitória do Bem contra o Mal e imaginar que tudo está resolvido. Embora sem a mesma magnitude, ressalva, operações semelhantes já ocorreram nos morros cariocas, com efeitos invariavelmente efêmeros.

“Espero que desta vez seja diferente”, diz, traindo na voz e na fisionomia o pessimismo de quem combate a “banda podre” desde a virada do século. “De lá para cá, a situação piorou”, constata. Para Luiz Eduardo, o fenômeno mais alarmante é a multiplicação das “milícias”, grupos criminosos formados por policiais. “As milícias são mais eficientes e perigosas que as quadrilhas do narcotráfico”, compara.

Segundo o especialista, não existe uma política nacional de segurança pública. “Tentamos fazer isso em 2003, mas o núcleo duro do Planalto convenceu o presidente Lula de que, se assumisse a administração desse setor, teria problemas com os índices de popularidade”. Das várias ideias que apresentou, uma das poucas encampadas pelo governo foi a Força Nacional de Segurança Pública. Que acabou deformada por interesses políticos e virou um exército fantasma.

Luiz Eduardo descarta a hipótese de que os ataques do narcotráfico ocorreram em resposta à implantação das Unidades de Polícia Pacificadora, as UPPs. Ele se limita a informar que a verdade surgirá ao fim de investigações que correm em segredo de Justiça. Uma fonte da coluna revelou que uma das versões investigadas atribui a onda de violência a um impasse nas negociações entre policiais e bandidos que tentavam atualizar a tabela de propinas.

Rio: Morro dos Macacos está aliviado e incrédulo com UPP

HERMANO FREITAS - TERRA.COM
Direto do Rio de Janeiro

Instantes antes da inauguração da 13° Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) no Morro dos Macacos, no bairro de Vila Isabel, zona norte do Rio de Janeiro, os moradores parecem indecisos entre o alívio pela expulsão dos traficantes e a incredulidade. A desconfiança é de que a pacificação da favela seja efêmera e que o Estado não tenha vindo para ficar.

"Todo mundo vai dizer que é bom, não é mesmo? Então pode escrever aí que é bom", debochou uma moradora, que como quase todos preferiu não se identificar. Uma diarista de 37 anos elogiou a recente condição de limpeza pública melhor pela instalação da UPP, o que possibilita a chegada da Comlurb (departamento de limpeza da prefeitura). No entanto, coloca dúvida sobre a permanência. "Pode ser que daqui a cinco anos mude o governo e tudo isso tenha sido só pra bonito", disse.

A tomada do Morro dos Macacos tem um sabor especial para a polícia, segundo o próprio comandante de polícia pacificadora, Coronel Robson Rodrigues da Silva. Foi neste local que em outubro de 2009 um helicóptero da Polícia Militar foi abatido por traficantes da facção Amigos dos Amigos (ADA). Ele minimiza a proximidade com outra comunidade ainda não pacificada do outro lado do mesmo morro, a São João. "Temos um trabalho de inteligência e operações especiais constantes", diz.

A UPP do Morro dos Macacos deve beneficiar 12 mil pessoas da comunidade e mais 27 mil no entorno. Segundo o comandante da UPP, capitão Felipe Barreto, o policiamento contará com 228 homens que cumprem turnos diurnos e noturnos de 12 horas, a pé e com apoio de veículos. "Além da presença da polícia, o que é importante é abrir espaço para o poder público oferecer serviços", diz o policial.
A inauguração da UPP lotou de gente o largo da entrada da favela. Uma multidão de militares, políticos, servidores públicos e jornalistas se misturou à população local. Homens do Batalhão de Operações Especiais faziam a segurança de cima das lajes e de pontos estratégicos nas principais ruas.
A cerimônia contou com a participação do governador do estado, Sérgio Cabral, do secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, e comandante geral da Polícia Militar, Mário Sérgio Duarte. A UPP do Macacos vai beneficiar 27 mil pessoas da comunidade e entorno. Duzentos e vinte e oito policiais trabalharão na unidade, que será comandada pelo capitão Felipe Barreto.
Dos poucos a aceitar se apresentar, o atendente Antonio da Silva Costa resumiu o espírito de quem gosta da tardia presença do Estado, mas ainda está arisca a ela. "Temos que esperar o tempo passar para ver o que vai acontecer", disse.
Com informações de O Dia.

EUA apontam para corrupção na gestão de Lula

Em telegrama secreto revelado pelo Wikileaks, a crítica é feita pelo próprio embaixador americano

Jamil Chade, correspondente de O Estado de S.Paulo
GENEBRA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva concluirá seus oito anos no poder com uma gestão marcada pela corrupção entre seus "mais próximos aliados", com uma "praga" de compra de votos no PT e sem ter dado uma resposta ao crime no Brasil. Essa é a avaliação da diplomacia americana sobre a gestão de Lula e os principais elementos de seu governo, escancarando a avaliação do governo americano em relação a Lula.

Para EUA, Brasil oculta prisão de terroristas, revela WikiLeaks

Veja a íntegra dos documentos do WikiLeaks referentes ao Brasil

Em um telegrama secreto revelado pela organização Wikileaks, a crítica é feita pelo próprio embaixador americano em Brasília, Clifford Sobel.
A principal preocupação popular - crime e segurança pública - não melhoraram durante sua administração (de Lula)", afirmou o telegrama enviado entre a embaixada americana em Brasília e o Departamento de Estado norte-americano.

O documento ainda cita os vários escândalos de corrupção durante a gestão de Lula. "A Administração Lula tem sido afetada por uma grave crise política", afirma o documento, indicando que "escândalos de compra de votos e tráfico de influência" se transformaram em "pragas para certos elementos do partido de Lula, o PT".

Sobel, porém, deixa claro que a "popularidade pessoal do presidente não sofreu, mesmo depois que muitos de seus associados mais próximos foram pegos em práticas de corrupção".

O telegrama faz parte de um relatório que a embaixada americana em Brasília enviou para Washington, com vistas a preparar uma visita do ministro da Defesa, Nelson Jobim. A meta dos americanos no início de 2009 era o de se aproximar ao Brasil, propondo acordos de cooperação no setor militar e uma colaboração para garantir certa estabilidade na América Latina.

O documento ainda insinua que teria sido o Bolsa Família que o teria ajudado a se reeleger em 2006. "O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito em 2002 em grande parte diante da promessa de promover um agenda social ambiciosa, incluindo generosos pagamentos aos pobres. Diante da força da popularidade desses medidas, ele foi reeleito em 2006, ainda que um apoio diminuído da classe média", completou.

RJ: bandidos teriam fugido com uniformes do PAC, diz delegado

Terra.com
O delegado Fernando Velozo afirmou nesta segunda-feira que alguns bandidos podem ter fugido do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, vestidos com roupas de funcionários que realizam as obras de urbanização do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no complexo. "A informação que a gente tem é que eles teriam pego uniformes de agentes do PAC e de outras prestadoras de serviços para fugir", disse o delegado.

De acordo com Velozo, todas as informações sobre criminosos que estariam tentando enganar a polícia são repassadas para os agentes que fazem o controle no entorno do complexo. "Os policiais já sabem que eles vão usar todo o tipo de artifício para tentar sair. Todas as informações estão sendo apuradas o mais rápido possível", afirmou.

O delegado disse também que muitos criminosos ainda estão escondidos dentro do conjunto de favelas. "Ainda tem muita coisa para fazer aqui", afirmou. No domingo, a polícia apreendeu o traficante Vitor Roberto da Silva Leite, o Vitinho, na comunidade de Chatuba, em Mesquita. Ele havia escapado das forças policiais no Complexo do Alemão, vestido de "mata-mosquito", os agentes que fazem ações contra a dengue no Rio.
Violência
Os ataques tiveram início na tarde de domingo, dia 21, quando seis homens armados com fuzis abordaram três veículos por volta das 13h na Linha Vermelha, na altura da rodovia Washington Luis. Eles assaltaram os donos dos veículos e incendiaram dois destes carros, abandonando o terceiro. Enquanto fugia, o grupo atacou um carro oficial do Comando da Aeronáutica (Comaer).

Cartas divulgadas pela imprensa na segunda-feira levantaram a hipótese de que o ataque teria sido orquestrado por líderes de facções criminosas que estão no presídio federal de Catanduvas, no Paraná. O governo do Rio afirmou que há informações dos serviços de inteligência que levam a crer no plano de ataque, mas que não há nada confirmado.

Na terça, todo efetivo policial do Rio foi colocado nas ruas para combater os ataques e foi pedido o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para fiscalizar as estradas. Ao longo dasemana,Marinha, Exército e Polícia Federal passaram a integrar as forças de segurança para combater a onda de violência.

Desde o início dos ataques, o governo do Estado transferiu 18 presidiários acusados de liderar a onda de ataques para o Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná. Os traficantes Marcinho VP, Elias Maluco e mais onze presidiários que estavam na penitenciária de Catanduvas foram transferidos para o Presídio Federal de Porto Velho, em Rondônia.

Na quinta-feira, 200 policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) entraram na vila Cruzeiro, no Complexo da Penha. Muitos traficantes fugiram para o Complexo do Alemão. O sábado foi marcado pelo cerco ao Complexo do Alemão. À tarde, venceu o prazo dado pela Polícia Militar para os traficantes se entregarem. Dentre os poucos que se apresentaram, está Diego Raimundo da Silva dos Santos, conhecido como Mister M, que foi convencido pela mãe e por pastores a se entregar. Na manhã de domingo, as forças efetuaram a ocupação do complexo.

Desde o início dos ataques, até a incursão no Complexo do Alemão, no domingo, 28, pelo menos 38 pessoas morreram em confrontos no Rio de Janeiro e 181 veículos foram incendiados.

Celso Daniel e crimes novos

Atuação brilhante do promotor Cembranelli . Esperamos outras condenações .

Por Rubem Azevedo Lima - Correio Braziliense
A Justiça paulista condenou, à revelia, a 18 anos de prisão, Marcos dos Santos, motorista do carro que sequestrou o prefeito petista de Santo André, Celso Daniel, torturado e morto, para não revelar atos de corrupção no partido. O crime teve, pois, viés político, ao contrário da negativa da cúpula do PT e de Lula, que o diziam coisa de bandidos.

Coordenador da campanha presidencial de Lula, em 2002, Daniel fazia, entre empresários de Santo André e outras cidades, coleta de recursos, controlada por Sérgio Gomes, o Sombra, que dizia entregá-los a José Dirceu.

Sombra recebia as doações com revolver sobre a mesa, para intimidar os contribuintes, mas desviava para si parte do recolhido. Daniel reclamou dos desvios e Sérgio, segundo os autos, tramou seu sequestro, contratando bandidos que torturaram e mataram o prefeito, depois jogaram o cadáver numa estrada local.

À época, era secretário de Daniel o atual chefe do gabinete de Lula, Gilberto Carvalho. Este, no aniversário do morto, publicou necrológio elogioso do ex-prefeito e teria dito aos dois irmãos de Daniel, que chegou a conduzir em seu carro pacotes do dinheiro recolhido. Em CPI no Congresso, houve acareação entre os três. Carvalho negou esse fato, mas muitos acharam os irmãos mais firmes na acareação do que Carvalho.
A CPI não aceitou processar Lula, como o senador Álvaro Dias propôs. Os governistas insistiram na tese do crime comum, sem vinculação política. Em levantamento minucioso, o coronel reformado do Exército Roberto de Oliveira mostrou que, depois de Daniel, morreram mais sete pessoas, partícipes do episódio, numa queima serial de arquivos.

No julgamento do motorista, o promotor Cembranelli disse que não se guiou pela política. “O PT não foi julgado, mas o crime deu-se em contexto que envolvia altos membros do partido”. Portanto, fez-se justiça.

O presidente Dutra, do PT, quer processá-lo. Não seria melhor cuidar dos crimes novos na praça: nepotismo no Orçamento da União e desvio fiscal de milhões de reais do petróleo, no Rio? Nesses casos e no de Daniel, afora os bandidos, não há fantasmas, mas só gente graúda a justiçar. É o lixo das estrebarias, cuja limpeza cabe agora a Dilma exigir que se faça.

O espetáculo da incompetência:Lula festeja gestão Haddad em cerimônia no Planalto

Por Josias de Souza - Folha Online
Empenhado em manter Fernando Haddad no governo de Dilma Rousseff, Lula cede ao ministro, nesta segunda (29), os refletores do Planalto.

Ao lado do presidente, o ministro da Educação vai anunciar a entrega de 30 escolas técnicas e 25 campi vinculados a 15 universidades federais.

No melhor estilo “nunca antes na história desse país”, Haddad vai expor números que, para Lula, ofuscam as críticas aos erros que tisnaram o Enem de 2009 e 2010.

Haddad anunciará o cumprimento da meta de expansão da rede de escolas técnicas fixada em 2005. Com as 30 unidades, chega-se à marca de 214 novas escolas.

Para fechar a meta, incluíram-se na conta 12 estabelecimentos que só começam a operar em 2011, já sob Dilma.

A proliferação de escolas técnicas federais é uma espécie de menina dos olhos de Lula. Ele passou toda a campanha eleitoral se jactando do feito.

Dizia nos comícios que um presidente operário, com escolaridade primária, erigiu mais escolas do que todos os antecessores diplomados.

Para corroborar o chefe, o MEC de Haddad faz a seguinte conta: Em 93 anos (de 1909 a 2002), foram inauguradas no Brasil 140 escolas técnicas federais.

Nos oito anos de Lula, ergueram-se 202 escolas novas, elevando o número de unidades para 342.

O número de matrículas, diz o MEC, cresceu 148% sob Lula. Em 2003, ano inaugural da gestão petista, os alunos eram contados em 140 mil. Hoje, há 348 mil.

Quanto ao ensino superior, também trombeteado por Lula nos palanques, Haddad desfiará no Planalto um rosário de boas novas.

Criaram-se, pela conta do ministro, 126 novos campi e universidades federais. Em 2002, último ano de FHC, havia 148. Hoje, há 274.

Valendo-se do par de naufrágios do Enem, um pedaço do PT animou-se a pedir o escalpo de Haddad.

Decidido a manter a cabeça do ministro sobre o pescoço, Lula recomendou-o a Dilma. E a sucessora decidiu manter Haddad no posto.

Uma empulhação foi desmascarada; vamos ver, agora, se estamos diante de outra. Só 20 presos e 50 fuzis… “Tropa de Elite 3″ decepciona…

Por Reinaldo Azevedo - Veja Online
Uma empulhação foi desmascarada pelos fatos. A polícia de Sérgio Cabral e José Mariano Beltrame não prendia ninguém, “ocupava” os morros com suas UPPs sem reprimir o tráfico, desde que ele seguisse as regras do decoro, e a “paz” estava garantida! Passou a ser, assim, um comércio velado, mas aceitável. Sem precisar da soldadesca do crime para garantir a segurança — uma vez que a polícia passou a fazer parte da paisagem —, o lúmpen foi oferecer sua mão-de-obra em outras paragens.

Finda a primeira empulhação, vamos ver se estamos agora diante da segunda. É cedo para contar vantagem, para declarar vitória — a depender, claro, do que se considere exatamente vitória. Estimavam-se em até 500 os traficantes acoitados no Complexo do Alemão, aquele onde a polícia não punha os pés havia mais de dois anos e onde o governo federal se orgulhava de tocar obras do PAC. A segunda “operação histórica” (a primeira foi a da Vila Cruzeiro) prendeu 20 pessoas, com três mortes, e 50 fuzis. A bandidagem fugiu . Teve tempo para isso! O Alemão é do Comando Vermelho. A maioria se mandou para a Rocinha, governada pelo ADA (Amigos dos Amigos).

A polícia diz que vai lá e no Vidigal, mas na hora certa. Bem, então agora são os 500 do Alemão mais os que já estavam na Rocinha. Quantos? Mil? 1.500? Estima-se que o narcotráfico empregue 16 mil. A apreensão de armas também foi ridícula: 50 fuzis. A bandidagem manteve o seu arsenal. Estupenda é a quantidade droga: 40 toneladas de maconha e 250 kg de cocaína! E é de se supor que isso seja apenas uma parte da mercadoria. Agora, sim, acredito que os cheiradores e queimadores de mato sentirão algum impacto no bolso. Haverá uma queda no abastecimento. As leis de mercado tornarão o produto mais caro — a menos que a atividade entre com algum estoque regulador…

Recuperar o território é importante, sim — se for para valer —, mas não existe combate ao crime sem prender criminosos. Essa é uma jabuticaba que Beltrame e Cabral ainda não conseguiram cultivar. A questão vai ganhando contornos interessantes. Digamos que se decida, agora, recuperar o território da Rocinha — e espero que não seja preciso uma nova rodada de incêndio a carros e ônibus para que isso aconteça. Muito bem, caso o padrão “olha que eu vou subir” se repita, o exército de marginais migra dali para outro lugar. E assim sucessivamente.

Bem, das duas uma: ou o tráfico decide reordenar-se para absorver os seus soldados no novo esquema — uma coisa, assim, de “tráfico com consciência social” —, ou a bandidagem vai procurar oportunidades de negócios em outros estados, né? Os que fazem fronteira com o Rio, diga-se, devem se precaver desde já. Eu não aposto muito que Cabral e Beltrame mudem a escolha essencial: na forma como se dão ocupações e invasões, baixas e prisões são poucas. Preso dá trabalho e custa caro, sem contar que é preciso ter onde alojá-los…

Não foi um Tropa de Elite 3! O filme da vida foi bem mais chocho do que a expectativa gerada no público. Tanto é assim que foi preciso recorrer a um outro tipo de narrativa, bem mas intimista. Mas falo a respeito quando acordar.

A música aqueceu o shopping

Neste 5 de novembro, a programação da Semana do Bairro de Palermo incluiu um “evento-surpresa” que, cada vez mais frequente em paragens civilizadas, ocorreu pela primeira vez em Buenos Aires. Espalhados pelos corredores e escadarias do Shopping Alto Palermo, vestidos como clientes, vendedores, funcionários da limpeza ou agentes de segurança, a meio-soprano Vera Cirkovic e os tenores do Teatro Colon interpretaram La Habanera (da ópera Carmen, de Bizet), O Sole Mio (a velha canção napolitana, e Libiamo (La Traviata, de Verdi).

No meio de uma entrevista, perguntaram a Tônia Carrero se ela era feliz. “Sim, várias vezes ao dia”, ensinou a grande atriz. Em momentos como os que o vídeo mostra, por exemplo, é impossível deixar de ser feliz.