O presidente que não lê nada agora é professor de tudo

Gente civilizada sabe que é dramaticamente imprecisa a fronteira que separa um gabola incontrolável de um napoleão-de-hospício.

Por Augusto Nunes - Veja Online
Com uma frase na última edição de VEJA, o jornalista Roberto Pompeu de Toledo decretou o fim do palavrório sobre os motivos do naufrágio do acordo esboçado em Teerã pelo Brasil e pela Turquia: “Ao concordar em ter o urânio enriquecido em outro país, e em seguida acrescentar que nem por isso deixaria de fazê-lo ele próprio, o Irã entrou nos anais com um caso raro, talvez inédito, de comprometimento simultâneo com uma coisa e o seu contrário”. Perfeito. Antes mesmo da divulgação do rascunho do que fora combinado, os aitolás atômicos trataram de implodi-lo com mais uma insolência.

Para quem vê as coisas como as coisas são, o Irã escalou o Brasil para o papel de otário em outra farsa forjada para que a produção da bomba nuclear siga seu curso. Para Lula, onde se enxerga um fiasco de bom tamanho deve-se contemplar um irretocável sucesso diplomático. O final feliz, tem reiterado de meia em meia hora, só não pôde ser celebrado ainda por culpa dos americanos. Sempre eles.

“A divergência do Irã com os Estados Unidos perdura 31 anos”, voltou a dedilhar a lira do delírio, nesta segunda-feira, o candidato a governador-geral do planeta. “Qual foi o mal que o Brasil e a Turquia fizeram? Foi convencer o presidente do Irã a sentar numa mesa para negociar, que era o que eles queriam que acontecesse. Aí quando o Irã topa sentar, eles falam: não vale mais”. Quer dizer: o companheiro Mahmoud Ahmadinejad é um soldado da paz que enfrenta com estoicismo de estadista a incurável belicosidade ianque.

A missão em Teerã foi a segunda proeza do ano, lembrou Lula na semana passada: em março, consumou-se a missão no Oriente Médio. “A imprensa dizia: o Lula, que veio lá de Garanhuns? O cara não fala nem inglês e quer falar com árabe? Com persa? Não vai dar certo. E nós estávamos convencidos de que era possível”. O verbo conjugado no passado informa que o que parecia impossível aconteceu. Judeus e palestinos já aprenderam o que devem fazer para se tornarem amigos de infância. No caso do Irã, só falta Barack Obama deixar de ser brigão.

“Ninguém conseguia fazer o Irã sentar na mesa para negociar”, tornou a gabar-se o maior governante desde a chegada das caravelas. “E nós conseguimos, porque essas decisões às vezes são tomadas em função de uma relação de confiança”. Se acredita mesmo que pacificou o Oriente Médio, fez o Irã renunciar à fabricação da bomba e solucionou em dois meses duas crises aparentemente insolúveis, Lula é portador de uma perigosa mistura de megalomania e mitomania. Se sabe que fracassou, e está só contando mais mentiras, passou a acreditar que é o único esperto entre os homens que governam um viveiro de bilhões de idiotas.

Nas duas hipóteses, Lula seria, mais que um case político, um caso clínico. Em qualquer nação ajuizada, estaria ameaçado de trocar a faixa presidencial por uma camisa-de-força. Mas países com juízo não se arriscam a transformar em chefe de governo alguém que, sem ter estudado nada, vira professor de tudo. Não entregam a presidência a quem resolve sair pelo mundo dando aulas a povos sobre os quais não leu um único livro, um só parágrafo, sequer uma linha.

Gente civilizada sabe que é dramaticamente imprecisa a fronteira que separa um gabola incontrolável de um napoleão-de-hospício.

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A cadeia só foi feita para ladrão de galinhas?

Paulinho da Força ataca Serra

Veja Online

Dizendo não estar preocupados com possíveis multas da Justiça Eleitoral, o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (PDT-SP), fez um ataque frontal ao tucano José Serra durante ato no centro de São Paulo.

“Eu estou falando, e vou falar o nome. Nós não podemos deixar esse José Serra ganhar as eleições. Nós estamos falando e não tem jeito. Eles podem processar e nós vamos falar”, disse Paulinho para uma plateia de cerca de mil militantes. O relato foi feito pela Agência Estado.

O deputado já foi processado quatro vezes por campanha extemporânea – perdeu duas ações, com multas de R$ 7,5 mil. Paulinho tratou o presidenciável tucano a todo momento como “sujeito” e afirmou que uma possível vitória do tucano pode causar um “conflito social”. “Como é que esse sujeito vai ser presidente da República? Vamos ter um conflito na sociedade brasileira com esse sujeito lá. Para impedir que esse conflito aconteça a gente tem de derrotá-lo para aprender a tratar trabalhador”, afirmou.

Paulinho ainda usou a tática do medo, ao dizer que Serra, se eleito, “vai tirar os direitos do trabalhador”. “Vai mexer no fundo de garantia, nas férias, na licença maternidade. Por isso temos de enfrentá-lo na rua pra ganhar dele aqui em São Paulo”, afirmou.

Serra é o criador, por exemplo, do Fundo de Amparo ao Trabalhador, o FAT, o que não foi citado por Paulinho. Deputado Federal, ele é a principal figura política do PDT, que quer a vaga de vice na chapa de Aloizio Mercadante (PT) ao governo de São Paulo.


PS - É evidente que não há preocupação com as "multas" aplicadas pelo TSE, é dinheiro de PINGA para eles. Esse Paulinho, era muito pobre, hoje é milionário, isto contado por quem conhece toda a família. Aliás, todos eles do "bando" levam vida de reis e rainhas, sem a devida educação, mantendo o chulé, e o cheiro de sovaco e a linguagem de sempre, é claro! Movcc/Gabriela

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Na ONU, Israel acusa frota de não ter objetivos humanitários


Do UOL Notícias* Com agências internacionais
Em São Paulo


A frota de seis barcos tinha pelo menos 750 pessoas a bordo; veja mais fotos

Israel afirmou nesta segunda-feira (31) na ONU que "não há crise humanitária em Gaza" e acusou a frota de ativistas que tentou entregar víveres aos palestinos de ter outros objetivos.
"Apesar de os meios de comunicação terem apresentado a frota como uma missão humanitária para entregar ajuda a Gaza, ela não tinha nada de humanitária", disse o representante israelense na ONU, Daniel Carmon.

"Não eram ativistas pacíficos nem mensageiros da boa vontade. Utilizaram cinicamente uma plataforma humanitária para enviar uma mensagem de ódio e implementar a violência".

O embaixador israelense, cujo país não integra atualmente o Conselho de Segurança da ONU, foi autorizado a falar na reunião de emergência convocada depois do ataque de seu país contra a frota de ativistas.

Segundo Carmon, "não há crise humanitária em Gaza". Completou que esse território "é ocupado por terroristas que expulsaram a Autoridade Palestina mediante um violento golpe e que introduzem armas, incluindo por via marítima".

"Os resultados dos eventos da noite são trágicos e desafortunados, e Israel lamenta a perda de vidas inocentes", disse o embaixador. "Mas (o país) não pode passar por cima de sua própria segurança".

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas está reunido hoje em uma sessão de emergência para discutir o ataque de Israel contra o comboio de navios que levavam ajuda humanitária a Gaza.
O Conselho, órgão máximo de decisões das Nações Unidas, está reunido desde as 13h (horário de Brasília), a pedido da Turquia e do Líbano, país que exerce a presidência temporária do órgão. A Turquia, país predominantemente muçulmano, é membro temporário do Conselho de Segurança da ONU.
A reunião começou com uma breve sessão de consultas a portas fechadas e deve ser seguida por um debate público.
"Ressaltamos a importância de que se produza uma investigação completa sobre o ocorrido", disse o secretário-geral adjunto da ONU para Assuntos Políticos, o argentino Oscar Fernández Taranco, em seu discurso no Conselho de Segurança.

Entenda o ataque
A Marinha de Israel atacou nesta segunda-feira uma frota de seis embarcações com ativistas pró-palestinos que tentavam furar o bloqueio à faixa de Gaza e entregar suprimentos à região.

Segundo a TV israelense, no mínimo 19 pessoas teriam morrido na ação. Em entrevista à rádio do Exército, o ministro da Indústria e Comércio de Israel, Binyamin Ben-Eliezer, disse lamentar as mortes. Mas um porta-voz militar de Israel afirmou mais tarde que as mortes pelo ataque chegam a 9.
Segundo ativistas, os barcos estavam em águas internacionais, a mais de 60 quilômetros da costa.
Os barcos, organizados pela ONG Free Gaza, levavam 750 ativistas e cerca de 10 mil toneladas de suprimentos para a faixa de Gaza.
Imagens da TV turca feitas a bordo do barco turco que liderava a frota mostram soldados israelenses lutando para controlar os passageiros.
As imagens mostram algumas pessoas, aparentemente feridas, deitadas no chão. O som de tiros pode ser ouvido.
A TV árabe Al-Jazeera relatou, da mesma embarcação, que as forças da Marinha israelense haviam disparado e abordado o barco, ferindo o capitão.
A transmissão das imagens pela Al-Jazeera foi encerrada com uma voz gritando em hebraico: "Todo mundo cale a boca!".
A frota de seis embarcações havia deixado as águas internacionais próximo à costa do Chipre no domingo (30) e pretendia chegar a Gaza nesta segunda-feira (31).
Israel havia dito que bloquearia a passagem dos barcos e classificou a campanha de "uma provocação com o intuito de deslegitimar Israel".
O porta-voz do Exército israelense, general Avi Benayahu, afirmou que o ataque contra a frota humanitária pró-palestina aconteceu em águas internacionais.
"O comando agiu em alto mar entre 4h30 e 5h, horário local, a uma distância de 70 a 80 milhas (130 a 150 km) de nossa costa", afirmou o general à rádio pública.
* Com agências internacionais








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A ativista escreve um texto e elogia Lula, antes da viagem.

Sinceramente, não acreditei nas boas intenções dessa gente. Quando li que, a ativista, cineasta e "humanitária" Iara, enviou carta para o Senador Suplicy, pensei: estão fomentando discórdias e mentiras. Todos eles pensam que somos bobos. É, impressionante, como subestimam a inteligência alheia. MOVCC/Gabriela


Abaixo, um texto escrito por Iara pouco antes da viagem.

Por que vou a Gaza

Em alguns dias eu serei a única brasileira a embarcar num navio que integra a GAZA FREEDOM FLOTILLA. A recente decisão do governo israelense de impedir a entrada do acadêmico internacionalmente reconhecido Noam Chomsky nos Territórios Ocupados da Palestina sugere que também seremos barrados. Não obstante, partiremos com a intenção de entregar comida, água, suprimentos médicos e materiais de construção às comunidades de Gaza.

Normalmente eu consideraria uma missão de boa vontade como esta completamente inócua. Mas agora estamos diante de uma crise que afeta os cidadãos palestinos criada pela política internacional. É resultado da atitude de Israel de cercar Gaza em pleno desafio à lei internacional. Embora o presidente Lula tenha tomado algumas medidas para promover a paz no Oriente Médio, mais ação civil é necessária para sensibilizar as pessoas sobre o grave abuso de direitos humanos em Gaza. Opera mundi - Uol

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AH, ESSES HUMANISTAS!!! OU: QUERO LIDERAR UMA EXPEDIÇÃO HUMANITÁRIA AO IRÃ

Bülent Yildirim, chefe da ONG "humanitária" turca, em companhia de Ismail Haniya, um dos chefões do Hamas: eis dois grandes humanistas...

Eu quero liderar uma frota humanitária de ajuda ao povo iraniano. Se eu decidir me aproximar o Irã ali pelas águas do Golfo Pérsico, numa embarcação israelense, quais são as chances eu tenho de sair vivo desse meu ato humanitário? Ah, eu também lastimo os dez mortos da tal frota. Os “humanistas” que tentaram furar o bloqueio a Gaza, tenho de reconhecer, já saíram vitoriosos. Dez pessoas morreram. Mas o que são 10, 10 mil ou 10 milhões de mortos para esses amantes da humanidade? Nada! Os cadáveres que produzem são o sal da terra de sua luta.

É evidente que a frota humanitária, liderada por uma “ONG” turca (!!!), era uma provocação destinada a provocar o que provocou. Ainda que se possa discutir se o bloqueio é justo ou injusto, é evidente que ele não seria quebrado à força, pouco importa o pretexto — no caso, levar alimentos e ajuda humanitária.

O governo de Israel diz que a agressão partiu dos “humanistas”, que teriam sacado contra seus soldados. A chance de que essa versão seja ao menos considerada é nula. Nem mesmo se noticia que furar um bloqueio militar corresponde a provocar homens preparados para a guerra, pouco importa quem o pratique. A versão que prospera é a de que pobres inocentes levando comida para os palestinos foram assassinados por brucutus israelenses.

Quem liderava o grupo? Uma ONG turca conhecida pela sigla IHH. Quem comanda a dita-cuja? Um senhor chamado Bülent Yildirim. A IHH é mais uma dessas entidades que usam ações humanitárias para esconder o apoio ao terrorismo. Na foto acima, vemos Yildirim, que costuma comparar a situação dos palestinos em Gaza à dos judeus nos campos de concentração nazistas, em companhia de Ismail Haniya, o chefão do Hamas, grupo terrorista que governa Gaza. Há indícios de ligações da IHH com o jihadismo, especialmente a Al Qaeda. Volto ao assunto, mas encerro este post com uma indagação: por que os humanistas não tentaram furar o bloqueio à Gaza pelo lado egípcio, por exemplo?

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Brasil cansou de ser "segunda classe", diz Lula sobre Irã

O presidente Lula da Silva, só faz orientar sua vaidade e seus objetivos próprios.
A categoria ( classe) de um povo, tem tudo a ver com atitudes do representante máximo, como o governante se comporta diante do mundo. Embora uma parcela da sociedade tenha a "cara do Lula", e aprecie o seu desempenho grosseiro, tosco, presunçoso etc..etc.. Estamos longe de alcançar o assento de primeira classe no mundo, ainda mais, com essa política externa de "trombadinhas atômicos". A classe e elegância de um chefe de estado, está na maneira de não se fazer notar, mas de se conduzir de maneira a se fazer distinguir de modo sutil em grandes tiradas e ambições. O que ocorre com Lula, é o tal complexo de inferioridade, que mostra e dilata a falta de educação, por meio da sua linguagem e postura. Como pode desejar levar o país ao primeiro mundo, se nossa diplamacia sofreu um decréscimo em qualidade, assim como, a nossa política é no momento composta por homens de baixa qualidade. MOVCC/Gabriela

SAMANTHA LIMA
DO RIO
Folha Online

Um dia antes de o chanceler Celso Amorim falar ao Senado sobre o acordo Brasil, Irã e Turquia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a comentar o tema e disse que o "o Brasil cansou de ser tratado como segunda classe" e que "para fazer política internacional, é necessário respeito mútuo nas relações".

Falando no 10º Challenge Bibendum, evento que discute temas relacionados a mobilidade sustentável, no Rio de Janeiro, Lula mostrou-se crítico ao posicionamento das potências ocidentais, sobretudo os Estados Unidos, que têm criticado o acordo assinado em Teerã.

"Pega essa coisa do Irã. A divergência do Irã com os EUA perdurava por 31 anos. Qual foi o mal que o Brasil e a Turquia fizeram? Foi o de convencer o presidente do Irã a se sentar para negociar. Que era o que eles queriam que acontecesse. Quando o Irã topa sentar, eles falam que não vale mais. Não é possível fazer política internacional se não for com respeito mútuo nas relações", comentou.

Lula disse ainda que o famoso slogan usado pelo presidente americano Barack Obama nas eleições, "yes we can" [nós podemos, em inglês], cabe bem aos brasileiros. "O discurso de Obama, nós podemos, não é para eles, é para nós. O Brasil cansou de ser tratado como segunda classe". ]

Mais cedo, a imprensa iraniana noticiou que Lula teria telefonado ao presidente do Irã, indicando que pretende buscar apoio de líderes mundiais para dar força ao acordo.

Lula vai conversar com os colegas francês, russo e chinês para obter o apoio deles ao acordo tripartite Irã-Turquia-Brasil sobre a troca de urânio, anunciou a Presidência iraniana.

"Para obter o apoio de outros países à declaração (de Teerã), vou prosseguir meus contatos com os líderes", declarou Lula durante uma conversa telefônica com o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, de acordo com um comunicado do governo de Teerã.

"Esta semana terei contato com (o presidente francês Nicolas) Sarkozy, (o presidente russo Dmitri) Medvedev e o presidente chinês (Hu Jintao)", completou Lula.

O acordo de 17 de maio, assinado por Irã, Turquia e Brasil, prevê a troca na Turquia de 1.200 quilos de urânio iraniano levemente enriquecido (a 3,5%) por 120 quilos de combustível enriquecido a 20%, fornecidos pelas grandes potências, para o reator de pesquisa científica de Teerã.

Discussões

Turquia e Brasil, atualmente membros não permanentes do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), estão em um confronto cada vez mais aberto com o governo dos Estados Unidos, que criticou o acordo tripartite.

Um dia após a assinatura do acordo de Teerã, os Estados Unidos apresentaram um projeto de resolução no Conselho de Segurança da ONU para reforçar as sanções contra o Irã.

Washington considera que o acordo de Teerã não é suficiente para acabar com os temores de que a República Islâmica possa fabricar a bomba atômica.

O governo americano anunciou que os membros permanentes do Conselho de Segurança (Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido) apoiam o projeto de resolução.

Ahmadinejad elogiou Lula pela "posição corajosa" sobre o acordo de Teerã.

O presidente iraniano completou que uma "situação favorável" foi criada com o acordo de Teerã. Além disso, afirmou que Irã e Brasil seguirão "até o fim por este caminho

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Eleições: empresários preferem Serra

Levantamento realizado pelo UOL Eleições mostra que o pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra (PSDB), tem mais que o dobro das intenções de voto entre os empresários consultados do que sua concorrente Dilma Rousseff (PT). Dentre os 40 empresários ouvidos pelo fórum realizado nesta segunda (31) pela revista Exame, 19 disseram ser eleitores do tucano, contra oito que afirmam apoio a Dilma. A pré-candidata Marina Silva (PV) obteve apenas dois votos. Claudio Humberto

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Lula e seu irmão humanista, Ahmadinejad conversam nesta segunda-feira,31..


Lula e Ahmadinejad falam sobre proposta de troca nuclear

EFE

Em conversa por telefone, líderes discutem sobre possíveis desdobramentos da proposta

Os presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o líder do Irã Mahmoud Ahmadinejad conversaram nesta segunda-feira, 31, por telefone sobre a resposta internacional ao acordo nuclear assinado há duas semanas junto à Turquia.
Segundo a agência de notícias "Fars", durante a conversa Lula confirmou a Ahmadinejad que continua consultando os países que podem participar da troca de urânio enriquecido por combustível nuclear.

A agência "Isna" ressalta, por sua vez, que Lula reiterou que o "Irã pode contar com a cooperação e a assistência do Brasil".

Ahmadinejad insistiu que a denominada "declaração de Teerã" supõe "o início de um grande movimento internacional atrás da justiça, da paz e da segurança global, que deve se concretizar através da cooperação".

De acordo com a "Fars", o presidente iraniano louvou "a postura firme e a persistência de Lula em defesa da declaração de Teerã", ressaltou que gerou "uma situação apropriada no mundo" e garantiu que o Irã "continuará no caminho até o final".

"O Irã e o Brasil podem trabalhar para adotar medidas apropriadas e construtivas que se ajustem aos interesses de seus próprios países e de outras nações", acrescentou Ahmadinejad.

Grande parte da comunidade internacional, com os Estados Unidos à frente, acusa o regime iraniano de ocultar sob seu programa nuclear pacífico outro de ambições bélicas cujo objetivo seria adquirir um arsenal atômico, alegação que Teerã nega.

A queda-de-braço se agravou em novembro, depois que o Irã colocou impedimentos a um acordo para intercambiar urânio a 3,5% por combustível enriquecido a 20 %, nas condições que diz precisar para alimentar seu reator civil.

No dia 17 de maio, Lula e o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, conseguiram que o Irã aceitasse por escrito um compromisso para intercambiar na Turquia uma parte de seu urânio pouco enriquecido por combustível nuclear.

A proposta foi enviada formalmente a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) na segunda-feira.

Caso o documento seja aceito, o regime iraniano deverá enviar no prazo de um mês 1,2 mil quilos de urânio à Turquia e receberá um ano depois 120 quilos do material enriquecido a 20%.

Tanto o Brasil como a Turquia consideram o acordo um primeiro passo para a construção de uma confiança comum e acreditam, além disso, que fecha a porta à proposta dos Estados Unidos de impor novas sanções ao regime iraniano.

Embora tenha sido elogiado por vários países, Washington mantém abertas as discussões com o resto de membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre as medidas punitivas contra Teerã.


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O que será que Rousseff entende por estadista? Será que quer se transformar, se ganhar, na estadista do pó?

A QUEM INTERESSA ?


Por Maria Lucia Victor Barbosa


O presidente Lula da Silva, que há dois anos usa e abusa do poder político e econômico fazendo campanha para a candidata que escolheu por não ter alternativas entre petistas históricos, uma vez que todos eles foram envolvidos em escândalos e perderam os altos cargos que desfrutavam, afiançou com a certeza de um píton que Dilma Rousseff vai ganhar.
Difícil saber se isso acontecerá, em todo caso, essa certeza absoluta pode, em parte, justificar os estapafúrdios fatos que vêm ocorrendo, tanto na política interna quanto externa da governança petista.
Disse em parte porque tal certeza não estaria também alicerçada no respaldo de certas forças globais? Não seríamos tão-somente uma das peças de um jogo mais amplo?
Internamente relembro, por exemplo, o Plano de Direitos Humanos lançado por um grupo de mentores presidenciais e apresentado como plano de governo Rousseff. Logo foi transformado em decreto já assinado pelo presidente da República. Nesse Plano, o PT esquerdista de outros tempos arregaça os dentes, especialmente, contra a propriedade, a Justiça, a Igreja, a liberdade de pensamento. Algo impróprio numa campanha, pois faz da candidata uma figura assustadora, não para o povo em geral que desconhece esse tipo de assunto, mas para algumas importantes instituições sociais que interferem como formadoras de opinião nas opções eleitorais.

Para atenuar o impacto negativo do tal Plano algumas palavras foram mudadas, algumas concessões feitas, mas, a essência das diretrizes autoritárias de um possível governo Rousseff continua a sinalizar a transformação do Brasil numa gigantesca Cuba.

Na desastrosa política externa, gestada na mente de Marco Aurélio Garcia e que tem como coadjuvante Celso Amorim, um dos objetivos, segundo dizem, é fazer do Brasil potência mundial acima de todas e sentar Lula da Silva num cargo de relevância planetária depois que ele deixasse a presidência da República. Outra meta é o sonhado, há quase oito anos, assento permanente no Conselho de Segurança da ONU.

De novo é de se estranhar que o PT pretenda concretizar essas ambições batendo de frente com os Estados Unidos, com a Europa, com a China, como está acontecendo no caso do Irã. Se internamente Lula da Silva é exaltado como “salvador do mundo” (ele gosta de se comparar a Jesus Cristo), para uso externo o esdrúxulo apoio lançou desconfiança sobre a diplomacia brasileira que dá total suporte ao tirano Ahmadinejad que ganhou eleições sob a suspeita de fraude, que tem perseguido, torturado, matado dissidentes e minorias sociais, que mantém a obsessão destruir Israel e de construir de um arsenal atômico.

Acontece que ninguém governa sozinho, ninguém faz o que quer no mundo globalizado onde tudo e todos estão interligados. Tampouco Lula da Silva comanda o espetáculo mundial, regional e nacional. Ele é apenas, digamos, um simpático e animado clown que dá cambalhotas e faz a platéia rir. Se a platéia internacional já não está achando tanta graça no piadista e sorridente brasileiro é bom perguntar: A quem interessa o comportamento ditado pelo Itamaraty a Lula da Silva? Que forças mundiais se aglutinam fortalecer o segmento da América Latina comandado por Chávez? Quem de fato deseja enfraquecer potências mundiais como os Estados Unidos, fazendo emergir os Hitler modernos, como o famigerado Ahmadinejad? Com quais poderes obscuros nosso país está agora em consonância para se expor dessa maneira, se colocando numa situação de desgaste internacional? Será que alguém duvida que, sempre existiram comandos invisíveis aos quais o homem comum obedece sem perceber? Processos que desembocam na união de interesses nos quais nós, pobres mortais, nem sonhamos interferir? Será que até os que possuem lustros de educação formal se esqueceram da existência tenebrosa dos totalitarismos do século passado, o comunismo e o nazismo?

Entretanto, não apenas bombas destroem países. Essas têm efeitos imediatos e devastadores. Mas há outros meios de atingir, desorganizar, acabar com uma sociedade: a droga. Nesse sentido o candidato José Serra tocou num ponto crucial da segurança brasileira ao se referir a enorme quantidade de cocaína que sai da Bolívia sob as vistas grossas do governo e entra no Brasil. Também é preciso lembrar que as impiedosas e terroristas Farc, compostas de narcotraficantes, já estão comodamente instaladas entre nós. A quem interessa isso?

Ao alerta de José Serra, Lula da Silva reagiu ao seu estilo, com deboche. Rousseff, conforme sua personalidade, duramente. Disse ela que a atitude de Serra não é a de um estadista. O que será que Rousseff entende por estadista? Será que quer se transformar, se ganhar, na estadista do pó? E será que queremos esse tipo de governo para nossos filhos e netos?

Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.
mlucia@sercomtel.com.br
www.maluvibar.blogspot.com

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Colômbia: O candidato governista é o mais votado neste domingo

O candidato governista Juan Manuel Santos, o mais votado nas eleições realizadas neste domingo na Colômbia, com 46,57% dos votos, disputará o segundo turno com o aspirante pelo Partido Verde, Antanas Mockus, com 21,55%. A Registradoria Nacional do Estado Civil apurou 91,80% dos votos.

Em seguida vem o candidato pelo partido Cambio Radical, Germán Vargas Lleras, com 10,24%; o esquerdista Gustavo Petro, do Polo Alternativo Democrático (PDA), com 9,22%; a conservadora Noemí Sanín, com 6,05%; e o liberal Rafael Pardo, com 4,26%.
Dos 32 departamentos do país, Santos está ganhando em todos, menos no de Putumayo, no sul, único em que Mockus tem a maioria dos votos.

O segundo turno está previsto para 20 de junho. Os resultados, considerados praticamente definitivos, não condizem com as pesquisas de intenção de voto divulgadas semanas antes das eleições, que apontavam para um empate técnico entre os dois favoritos.

Para ser eleito ainda no primeiro turno, o candidato mais votado precisa obter mais de 50% dos votos. Caso contrário, os dois mais votados se enfrentarão em um segundo turno que, se confirmado, será em 20 de junho. O sucessor de Álvaro Uribe assumirá o comando do país em agosto.
O primeiro turno da eleição presidencial do país foi marcado pelo grande comparecimento às urnas. Um total de 29,9 milhões de cidadãos estavam convocados para escolher o sucessor do presidente Álvaro Uribe.
O dia foi tranquilo, salvo alguns incidentes em zonas isolados do país ligados às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Duas pessoas morreram.
Com informações das agências Efe, AFP e Ansa - Terra Notícias

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Mercadante inicia movimento para indicar Lula ao Nobel da Paz

Tudo que Luis Inácio Lulda da Silva fez, foi em benefício próprio. O bolsa-família é o maior programa eleitoreiro do mundo. Dá vergonha dessa gente sair pedindo honrarias para Lula. Daqui a pouco o prêmio Nobel da Paz, perde seu valor se dado a qualquer UM. O mesmo aconteceu com a entrega de medalhas da Ordem de Rio Branco a ministros e personalidades. Entre os homenageados estavam a primeira dama, Marisa Letícia, e as mulheres do vice José Alencar, Mariza Gomes da Silva; e do chanceler Celso Amorim, Ana Amorim e Erenice( casa civil) , aquela dos "dossiês". Desta vez as medalhas foram dadas de "baciada". Pergunto: Quem sentir-se-á honrado daqui para frente em receber a tal medalha? O mesmo ocorre com esse "prêmio Nobel da paz" almejado por grandes homens e mulheres que praticam o bem MAIOR em benefício da humanidade. MOVCC/Gabriela

30 de maio de 2010 • 09h51 • atualizado às 10h22

VAGNER MAGALHÃES
Direto de São Paulo


Em pleno período de pré-eleitoral, o senador petista e pré-candidato ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, redigiu uma petição que será encaminhada ao Comitê Nobel Norueguês, sugerindo que o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva seja agraciado com o prêmio Nobel da Paz em 2011. O documento com as justificativas do pedido tem quatro páginas e Mercadante pretende que ele seja assinado por autoridades, chefes de Estado, parlamentares e entidades de diversas partes do mundo.

O pedido tem prazo de entrega até fevereiro do ano que vem para que possa ser avaliado pelo comitê. "O presidente Lula é um exemplo de empenho pela democracia e por sua luta incansável contra a pobreza. Além disso, sempre foi o seu desejo uma ordem mundial mais justa", disse Mercadante a uma platéia petista durante o 1º Encontro Estadual de Vereadores do PT-SP. O último ganhador do Nobel da Paz foi o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em outubro de 2009. O prêmio é concedido desde 1901.

No texto, Mercadante exalta o bom desempenho obtido por Lula nos indicadores sociais brasileiros. "As ações de Luiz Inácio Lula da Silva têm a marca inconfundível da busca pela paz e a justiça social. No Brasil, o seu governo teve êxito na luta contra a fome e na retirada da pobreza de cerca de 20 milhões de pessoas. Com isso, o Brasil antecipou em sete anos o cumprimento da Meta do Milênio de reduzir a pobreza extrema à metade", afirmou. Notícias Terra

O documento ressalta que durante a gestão de Lula, o Brasil combinou crescimento econômico e distribuição de renda. "Graças a programas sociais bem-sucedidos, como o Bolsa Família, o incremento real do salário mínimo e o crédito facilitado para os segmentos mais pobres, milhões pessoas ascenderam à classe média, dinamizando um mercado de consumo de massa que foi fundamental para resistir à crise mundial".

Com a ressalva da incerteza em relação ao acordo mediado pelo Brasil e pela Turquia com o Irã, na questão nuclear, o documento diz que deve-se reconhecer que ele marca uma promissora etapa da geopolítica mundial. "Embora as intenções impressas no referido Memorando possam não frutificar, é necessário enfatizar que o acordo alcançado pelo Brasil e a Turquia, dois países emergentes, demonstra que o surgimento de novos atores no cenário global abre perspectivas muito positivas para a solução de antigos conflitos que ameaçam a paz mundial".

De acordo com o texto, a atuação de Luiz Inácio Lula da Silva tem também a marca do seu compromisso "férreo" com a democracia e a solução negociada dos conflitos. "Desde o tempo em que era líder sindical, Lula se bateu, no Brasil, pelas eleições diretas, pela liberdade de expressão e de opinião, pelo direito à reunião e por todas as liberdades e direitos que conformam uma verdadeira a democracia. Além disso, já na condição de presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva pautou seu governo pelo irrestrito respeito aos demais poderes e pela transparência no trato da coisa pública".

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Programa nuclear do Brasil é investigado após acordo com o Irã

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), órgão de auditoria da Organização das Nações Unidas, iniciou em segredo neste mês uma força-tarefa para avaliar as atividades nucleares do Brasil. A operação ocorre após o acordo firmado entre os governos brasileiro e iraniano sobre a transferência de urânio do Irã para a Turquia. A AIEA reclama de áreas secretas no programa nuclear do Brasil. As informações são do jornal Le Monde.

Segundo o diretor da Agência de Energia Atômica, Yukiya Amano, que visitou o Brasil em março, é "frustrante" que seus inspetores não possam acessar todas as atividades de enriquecimento de urânio realizadas no país. O governo brasileiro justifica a parte secreta de suas centrífugas por razões de concorrência comercial. O importante papel desempenhado pelo Exército - em especial a Marinha - no programa nuclear brasileiro reforça as preocupações apresentadas pela AIEA. Algumas fontes do Le Monde consideram que o Brasil é um país "em risco" porque tem garantias suficientes e nunca mencionou a posse da bomba como um elemento crucial do poder por sua própria conta. Redação Terra

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Demora do STF em decidir engorda caixa das centrais

Enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) não decide se as centrais sindicais têm direito de receber parte da arrecadação com o imposto sindical obrigatório, o caixa dessas entidades engordam pela segunda vez consecutiva: foram R$ 84,3 milhões em 2010, quantia superior à recebida no ano passado, de R$ 80,9 milhões, quando passaram a ter direito ao rateio.
É o que mostra reportagem de Geralda Doca, publicada na edição deste domingo do jornal O GLOBO.
O valor referente ao bolo do tributo em 2010 foi pago pela Caixa Econômica Federal, responsável pelo recolhimento, há duas semanas. Os sindicatos, que ficam com a maior fatia, levaram R$ 917,3 milhões, e o restante foi dividido entre confederações e federações - de trabalhadores e patronais - e governo.
Ao todo, a contribuição obrigatória gerou receita de R$ 1,68 bilhão em 2010, do qual resta pagar só R$ 31,6 milhões. O tributo, descontado no salário dos trabalhadores em março, é recolhido até 30 de abril. O banco tem 40 dias úteis para efetuar o pagamento aos sindicatos e ao governo. Blog do Noblat

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Polícia Federal avaliza visão de Serra sobre Bolívia

Itamaraty enviou relatório à Câmara que revela crescimento na produção de cocaína sob a gestão de Morales
Aumento é resultado de política que combate o tráfico, mas valoriza a produção da folha de coca, afirma ministério

Josias de Souza: Folha de S.Paulo

Documentos oficiais produzidos pelo governo durante a gestão do presidente Lula reforçam a acusação de José Serra (PSDB) contra o governo da Bolívia.
O pré-candidato acusou o governo boliviano, na última quarta-feira, de ser "cúmplice" dos traficantes que enviam cocaína para o Brasil. Em reação, a rival petista Dilma Rousseff disse que Serra "demoniza" a Bolívia.
Dados colecionados pelo governo, porém, avalizam a versão do tucano.
Sob condição de anonimato, uma autoridade da Divisão de Controle de Produtos Químicos da Polícia Federal falou à Folha que, segundo relatórios oficiais da PF, 80% da cocaína distribuída no país vem da Bolívia -a maior parte na forma de "pasta". O refino é feito no Brasil.
Para a PF, a evolução do tráfico revela que há "leniência" do país vizinho. Serra usara uma expressão análoga: "corpo mole".
A PF atribui o fenômeno a aspectos culturais, pois o cultivo da folha de coca é legal na Bolívia. O produto é usado de rituais indígenas à produção de medicamentos. Seu excedente abastece o tráfico
Num documento endereçado à Comissão de Relações Exteriores da Câmara, em 2007, o Itamaraty disse que, "entre 2005 e 2006, a área de produção de folha de coca na Bolívia cresceu de 24.400 para 27.500 hectares".

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Como age o irmão "democrata" Ahmadinejad de Lula...

Drama de Mohamad: ser opositor e homossexual no Irã
Jovem perseguido por participar de marchas contra Ahmadinejad recebe status de refugiado no Brasil

Roldão Arruda - O Estado de S.Paulo

O Comitê Nacional para Refugiados (Conare), organismo colegiado do governo federal, presidido pelo Ministério da Justiça, decidiu conceder status de refugiado a um cidadão iraniano que fugiu para o Brasil. Ele era perseguido em seu país por participar de manifestações de protesto contra o governo de Mahmoud Ahmadinejad e também por ser homossexual.

A decisão foi tomada no dia 21, quatro dias após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter anunciado o acordo nuclear com o Irã. O refugiado, de 29 anos, que está no País desde dezembro, foi informado da decisão do Conare na semana passada.

Não é o primeiro homossexual que o Brasil acolhe. Nem o primeiro iraniano. Mas é o primeiro homossexual vindo do país onde, segundo declarações de Ahmadinejad, "não existem gays". Chama a atenção na história o fato de o pedido de refúgio ter sido analisado ao mesmo tempo em que ocorria a movimentação diplomática para a mediação do acordo nuclear turco-brasileiro com o Irã.

Os problemas do iraniano em seu país começaram em junho. Em entrevista ao Estado, ele disse que, após participar das manifestações de rua e confrontos com a polícia em protesto contra o resultado da eleição que reconduziu Ahmadinejad à presidência, ele foi acusado de traição à pátria.

Em seguida, ao invadir sua casa e vasculhar o conteúdo de seu computador, a polícia descobriu que ele era homossexual. No regime dos aiatolás, os gays que forem flagrados em relações sexuais podem ser condenados à morte por apedrejamento.

Ao Estado, o refugiado pediu para não ser identificado pelo nome nem ter o rosto exposto por temor a represálias contra os parentes que ainda vivem em Teerã. Segundo suas informações, uma irmã dele foi detida e espancada por policiais que buscavam informações sobre seu paradeiro. Hoje, ela vive como refugiada em um país do Oriente Médio. Ele será identificado a seguir como "Mohamad", nome fictício.

Mohamad disse que saiu clandestinamente do Irã em outubro. Orientado por organizações iranianas de defesa dos direitos homossexuais que operam no Canadá. Seu objetivo inicial era seguir para aquele país, onde já mora seu companheiro, um rapaz de 23 anos, também iraniano, que estuda mecânica.

O plano, porém, não deu certo. Após algumas reviravoltas, com lances cinematográficos, ele acabou chegando ao Brasil em 26 de novembro. A Polícia Federal o deteve no desembarque e esteve prestes a enviá-lo de volta ao Irã, como imigrante ilegal.

Detido numa sala do Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, sem falar português e com dificuldade para se comunicar em inglês, Mohamad enfrentou seguidos interrogatórios. "Eu dizia que estava em busca de asilo porque sou gay e opositor político do regime em meu país", lembrou. "Tentava explicar que o meu destino já está decidido no Irã e não tenho chance de defesa. O sistema judiciário no Irã não tem independência."

No sexto dia de detenção, acreditando que a deportação seria inevitável, iniciou uma greve de fome. "Preferia morrer de fome a ser embarcado de volta."

Enquanto isso, no Canadá, seu companheiro procurava atrair a atenção de organizações de direitos humanos. No exterior, conseguiu alertar a Human Rights Watch, que passou a monitorar as ações das autoridades. No Brasil, o iraniano recebeu o apoio do Instituto Edson Neris, que levou o caso ao conhecimento do ministro de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi. Mohamad foi liberado após 17 dias. Recebeu uma autorização provisória para permanecer no Brasil. Se não obtivesse reconhecimento como refugiado, seria deportado.

Ele seguiu do aeroporto para a sede da Cáritas da Arquidiocese de São Paulo - organização da Igreja Católica que se dedica a acompanhar a situação de refugiados e mantém convênios com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur).

Foi por meio da Cáritas que ele fez o pedido ao Conare. A instituição também providenciou alojamento para ele nos primeiros dias em São Paulo. Mohamad disse que sua conta bancária no Irã foi bloqueada e seu dinheiro, cerca de US$ 55 mil, confiscado.


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Suborno de US$ 40 mil permite saída do país dos aiatolás

Fuga incluiu passagem por Cuba, deportação do México e longa espera por concessão de asilo em São Paulo

- O Estado de S.Paulo

Desde 26 de junho do ano passado, após a polícia procurá-lo na casa dos pais, ele passou a viver como um fugitivo em seu país. Segundo seu relato, temia ser morto: "Na segunda visita dos policiais, um deles disse à minha mãe: "Fale ao seu filho gay que nós vamos pegá-lo. Vamos apedrejá-lo e depois processá-lo por traição ao país." Fiquei apavorado. No Irã existe sempre o risco de punição por ser gay. A violência contra homossexuais é uma rotina."

Na segunda tentativa de fuga - a primeira, via Iraque, fracassou -, ele pagou US$ 40 mil a agentes portuários de Teerã para conseguir embarcar num avião da Aeroflot, rumo a Moscou. Saiu como turista, com os cabelos tingidos de loiro e um bilhete de viagem que também previa uma passagem por Cuba.

Em Cuba, os mesmos agentes portuários deveriam entrar em contato e providenciar o encontro com algum escritório da ONU, provavelmente no México. Mas ele ficou abandonado na ilha e ficou lá 50 dias até que as organizações e amigos lhe comprassem uma nova passagem. O bilhete previa passagens pelo México, Brasil, Dubai e, finalmente, Irã. A orientação era para pedir o status de refugiado na Cidade do México.

Na capital mexicana, porém, as autoridades o detiveram e o embarcaram rumo a São Paulo, poucas horas depois de chegar àquele país. "Disseram que eu não tinha visto", disse.

Mohamad aguarda agora o seu passaporte. Ele mora num quarto alugado em São Paulo e deve receber nos próximos dias a visita do companheiro. "No meu país não querem que o cidadão pense. Acham suficiente ler o Alcorão. Eu já li muitas vezes, já discuti o que está escrito ali e digo: não encontrei nada no Alcorão que justifique a violência e a falta de liberdade."

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O contribuinte é ROUBADO para financiar a candidata petista

Planalto gastou R$ 3 mi para exibir Dilma em viagens

6 meses de viagens ao lado de Lula custaram R$ 3.052 mi
Cifra inclui comida, hotel, telefone, apoio e carros alugados
Exclui os gastos do presidente, de suas comitivas e o avião
Ricardo Stuckert/PR ( foto)

Ao ungir Dilma Rousseff como sua candidata, Lula se auto-atribuiu a tarefa de convertê-la de auxiliar desconhecida em presidenciável competitiva.

Com antecedência nunca antes vista na história desse país, o presidente antecipou sua própria sucessão. Levou a ministra-candidata à vitrine já em 2009.

Exibiu-a em inaugurações e inspeções de obras, num vaivém que inspirou os rivais a acusá-lo de usar a máquina pública com propósitos eleitorais.

Uma pergunta passou a boiar na atmosfera: Quanto custou ao contribuinte brasileiro a movimentação urdida para catapultar Dilma?

Um deputado oposicionista, Raul Jungmann (PPS-PE), transformou a dúvida num requerimento de informações. Endereçou-o à Casa Civil da Presidência.

Esse tipo de requerimento é uma prerrogativa que a Constituição confere aos congressistas. Coube à sucessora de Dilma, Erenice Guerra, responder.

No questionário, Jungmann circunscreveu sua curiosidade a eventos realizados entre 1º de setembro de 2009 e 19 de fevereiro de 2010, quase seis meses.

Em pesquisa prévia, o deputado contabilizara 26 as viagens e eventos. Inquiriu sobre os custos da participação de Dilma, de Lula e dos convidados oficiais.

Na chefia da Casa Civil desde abril, quando Dilma trocou o posto pelos palanques, Erenice respondeu apenas um pedaço do questionário.

Limitou-se a informar a cifra referente à participação de Dilma nos pa©mícios: R$ 3,052 milhões. Para ser exato: R$ 3.052.870,94. Josias de Souza - Folha Online

Ou seja, noves fora o grosso dos custos (Lula e comitiva) a Viúva foi levada a torrar uma média de R$ 508,8 mil por mês para promover a candidata oficial.

As cifras incluem, segundo a resposta da Casa Civil: “Fornecimento de alimentação, diárias, hospedagem...”
“...Serviços de telecomunicações, de apoio logístico e locação de veículos terrestres [utilizados por Dilma] nas viagens”.

E quanto ao resto? “As demais despesas relacionadas a combustível das aeronaves oficiais, locação de veículos aéreos...”

“Custo estimado por convidado e número de convidados que integraram a comitiva presidencial, deixam de ser informadas”.

Por quê? “Não são da competência desta secretaria [de Administração da Casa Civil] e tampouco constam do nosso sistema de apropriação de custos”. Pena.

Só numa das viagens, a “Caravana do São Francisco”, Lula e Dilma dispuseram de um séquito de mais de cem convidados. Seria razoável saber quanto custou.

O Planalto sempre alegou que o périplo promocional de Dilma não ultrapassou as fronteiras da lei. Foram atos de governo, não de campanha.

Decisões tomadas pelo TSE deram ares de pantomima à alegação. O rol de viagens inclui, por exemplo, um deslocamento ocorrido em 22 de janeiro de 2010.

Nesse dia, Lula e Dilma foram à inauguração da sede do Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados de São Paulo. A coisa virou comício.

Em discurso transmitido ao vivo pela emissora estatal, Lula fez campanha para Dilma. Ao julgar representação da oposição, o TSE multou-o em R$ 10 mil.

Noutra viagem listada por Jungmann e incluída nos levantamento de custos da Casa Civil, Lula levou a candidatura de Dilma ao interior de Minas Gerais.

Cabo eleitoral e candidata foram a cidades do Vale do Jequitinhonha, em 9 de fevereiro de 2010. Uma visita impregnada de 2010.

Num dos discursos do dia, Lula, com Dilma a tiracolo, disse: “Vou fazer a sucessão”. Para quê? “Dar continuidade ao que nós estamos fazendo...”

“...Porque este país não pode retroceder. Este país não pode voltar para trás como se fosse um caranguejo”.

De novo, provocado pela oposição, o TSE condenou Lula por campanha ilegal e fora de época. Multou-o, nesse caso, em R$ 5 mil.

Não foram as únicas multas. Houve outras, resultantes de transgressões praticadas em viagens e eventos não listados no requerimento que a Casa Civil respondeu.

A azáfama administrativo-eleitoral foi tanta que, em 27 de janeiro, de passagem por Recife, Dilma viu Lula ser recolhido a um hospital da capital pernambucana.

O mal-estar do presidente foi passageiro. Rendeu-lhe uma madrugada no leito hospitalar e um check-up de emergência.

Permanente mesmo só a impressão de que o contribuinte –inclusive os eleitores de José Serra e Marina Silva— financiou parte do empreendimento eleitoral de Lula.

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