Serra rebate Dilma e diz que campanha petista usa estratégia do 'pega ladrão'

Essa desclassificada devia estar fazendo companhia ao Cesare Battisti, e não mobilizando o país para ocupar espaço circular na presidência da República do Brasil. O mais indicado seria ela ocupar a presidência da casa da mãe Joana, muito mais coerente pelo tamanho da massa inferior e o andar vadio e malandro, porque a massa cefálica está lesada definitivamente. Movcc/Gabriela

Por Silvio Navarro - Folha.com
Em meio à quebra de sigilo do Imposto de Renda de pessoas ligadas ao PSDB, o candidato à Presidência José Serra rebateu nesta terça-feira a declaração de sua principal adversária na disputa, Dilma Rousseff (PT), de que os tucanos "têm um histórico de vazamento expressivo".

Em entrevista ao "Jornal da Globo", a petista afirmou que, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, o PSDB foi responsável pelo "vazamento da dívida dos deputados federais com o Banco do Brasil nas vésperas da votação da emenda da reeleição; pelos grampos que existiram no BNDES e também pelos grampos feitos junto ao secretário do gabinete da República". A candidata afirmou que "jamais" usou esses fatos contra Serra.

Dilma diz que PSDB tem 'histórico de vazamento expressivo'

Serra, por sua vez, afirmou que a campanha petista está usando a estratégia do "pega ladrão". "O sujeito bate a carteira de alguém, enfia ela no bolso e sai gritando: 'Pega ladrão'."

O candidato disse ainda que o PT segue a linha de que as vítimas são culpadas. "Tudo o que foi feito foi para proveito da campanha dela [Dilma], organizado pela campanha dela, aquele dossiê sujo que estavam preparando, organizado pelo Fernando Pimentel [candidato do PT ao Senado], já tinha dados de quebra de sigilo", reiterou.

Na última semana, o PT declarou que entraria com medidas jurídicas contra Serra, que responsabilizou o partido e a Dilma pelo vazamento das quebras dos sigilos fiscais de tucanos.

A legenda também decidiu solicitar que a Polícia Federal investigue o vazamento do resultado da Corregedoria da Receita Federal que apontou a quebra do sigilo do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, e de mais três tucanos ligados a Serra e ao ex-presidente FHC.

Em junho, a Folha revelou que o IR de EJ constava de dossiê montado pelo "grupo de inteligência" que atuou na pré-campanha da petista ao Planalto.

Serra realizou hoje uma caminhada na região de Cidade Tiradentes, na zona leste de São Paulo, acompanhado do candidato do PSDB ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin. O tucano foi até a porta de uma Emef (Escola Municipal de Ensino Fundamental), na qual, segundo ele, era uma escola de lata reestruturada pelo seu governo.

Exaltada por pesquisas de opinião, a popularidade de Lula é duvidosa

São Tomé -

Por Ucho Hadadd - ucho.info
Há algo muito estranho e pouco convincente nas pesquisas que insistem em apontar a alta popularidade de Luiz Inácio da Silva. Desde que chegou ao poder, em 2003, Lula jamais experimentou um solavanco em sua aprovação como presidente, o que mostra que o retirante pernambucano que chegou ao Palácio do Planalto é uma espécie de reencarnação feita às pressas de Messias, o salvador da humanidade.

Para contrapor os institutos de pesquisa o ucho.info destaca o fiasco que foi o filme “Lula, o filho do Brasil”. O fracasso foi tamanho, que a imprensa deixou de dar espaço à obra dirigida por Fábio Barreto semanas depois do lançamento. O filme, que foi produzido para ser uma ferramenta para a campanha de Dilma Rousseff, caiu na vala do esquecimento.

Como se não bastasse, o projeto do Partido dos Trabalhadores de lançar um boneco do presidente-metalúrgico para amealhar dinheiro parece que também foi abandonado. O que confirma que a popularidade de Lula só existe nas pesquisas e por conta do programa “Bolsa Família”. Se os institutos de pesquisa informarem aos entrevistados sobre o eventual fim do programa, o resultado muda completamente.

Ratificando o que sempre afirmam os jornalistas do ucho.info, pesquisas de opinião não são confiáveis, pois o número de entrevistados é irrisório em comparação com o universo eleitoral. Sem contar que os institutos sempre atendem os interesses dos contratantes.

Resumindo, a aludida popularidade de Lula da Silva começará a ser checada depois de 31 de dezembro de 2010, mas o grande teste acontecerá daqui a alguns anos, quando a bolha de virtuosismo já tiver estourado.

Dilma atribui a ‘Lula’ a libertação dos presos de Cuba

O Nazismo voltou: Dilma mente com anuência do crápula Fidel. É preciso que os verdadeiros participantes da negociação que levou à libertação dos presos políticos cubanos, considerados à época da visita de Lula à Cuba bandidos comuns, tomem conhecimento da mentira nazista. Dilma segura a mentira com esse sorriso falso, e de forma deslavada considera toda a imprensa desinformada. Movcc/Gabriela

Blog Josias de Souza - Folha.com
Em entrevista concedida ao ‘Jornal da Globo’, Dilma Rousseff afirmou que Lula participou da negociação que levou à libertação de presos políticos de Cuba.

Mais que isso, a presidenciável petista disse que seu cabo eleitoral foi “responsável pela soltura”. Trata-se de uma declaração no mínimo controversa.

O mundo ficou sabendo no dia 8 de julho que Cuba decidira soltar, até outubro, 52 prisioneiros de consciência. Atribuira-se a novidade a dois fatores:

1. O êxito de uma negociação que a Igreja Católica abrira com a ditadura da ilha caribenha havia meses.

2. O constrangimento a que Cuba vinha sendo submetida graças à repercussão mundial da greve de fome de quatro meses do dissidente Guillermo Fariñas.

No dia seguinte, 9 de julho, Lula comentaria o fato. Realizava um giro pela África. Estava no último estágio da viagem, em Johannesburgo.

Em entrevista, o presidente classificou o acordo de “ótimo”. Disse ter recebido a informação com “alegria” e “felicidade”.

Na véspera, o chanceler Celso Amorim e o assessor internacional da Presidência, Marco Aurélio Garcia, haviam insinuado que o Brasil participara das tratativas.

No dizer de Marco Aurélio Lula fizera "gestões discretas" quando estivera em Havana, no mês de fevereiro. Porém...

Porém, o própria Lula transformaria as insinuações em pó ao informar aos repórteres que não estava a par das negociações da Igreja com o regime cubano.

Com as declarações da noite passada, Dilma devolve ao noticiário uma versão que o próprio presidente refugara há mais de um mês.

Os comentários da candidata foram feitos em resposta a uma questão sobre a comparação infeliz que Lula fizera.

O presidente equiparara os presos políticos de Cuba aos bandidos recolhidos às cadeias de São Paulo.

Perguntou-se a Dilma se, como ex-prisioneira política da ditadura brasileira, ela concordava com a analogia construída por Lula.

Ela saiu em defesa do patrono. Disse que sua “trajetória política e de vida” derrubam a versão de que “ele não lutou a vida inteira pelos direitos humanos”.

Depois, emendou: “O Brasil é responsável pela soltura dos presos políticos de Cuba”.

Sem descer a detalhes, disse que Lula e o Itamaraty realizaram “tratativas”. Coisa feita, segundo disse, “de forma discreta”.

Mais adiante, acrescentou: “Não acho correto [...] falar que o presidente tomou uma atitude errada nesse episódio”.

E repisou: “O presidente, eu vou repetir, foi o responsável, um dos, pela soltura dos presos políticos cubanos”.

De duas uma: ou o governo desdiz Lula e demonstra qual foi a participação brasileira no episódio ou Dilma passará por propagadora de uma inverdade.

Noutro trecho da entrevista, Dilma foi inquirida sobre a guerrilha colombiana: Por que hesita em chamar as Farc de narcoguerrilha?

E ela: “Jamais hesiteiem chamar”. Disse que, além dela, governo Lula acha que as Farc tem ligação com “o crime organizado e o tráfico de drogas”.

Nesse ponto, disse ter lido, no domingo, uma entrevista do novo presidente da Colômbia Juan Manuel Santos.

Realçou que ele próprio admitira que, como ministro da Defesa do antecessor Alvaro Uribe, dialogara com as Farc.

E acrescentou: “No Brasil, a gente tem que perder essa visão conspiadora. Se não conversar, você não consegue, inclusive, a paz”.

Perguntou-se também a Dilma se o deputado cassado José Dirceu participará de seu eventual governo. Ela poderia ter dito não. Mas preferiu rodear.

“Não tenho discutido futuro governo. Por uma questão de respeito à população. Para começar a discutir governo, teria que estar eleita. É preciso respeitar o voto do povo”.

Aproveitou para alfinetar Serra, que a acusara de “sentar na cadeira antes da hora”. Evocando FHC, disse: quem foi à poltrona antes do prazo foi “um ex-presidente”.

Pergintou-se à candidata como pretende se livrar da pecha atribuída a Lula de ter apinhado a máquina estatal de “militantes”.

Dilma repetiu o lero-lero segundo o qual só pretende nomear “políticos que tenham competência técnica”.

Voltou a negar que pretenda fazer um ajuste fiscal. Rechaçou a acusação de envolvimento na queba de sigilo do IR de tucanos.

Disse que é o PSDB quem tem tradição nessa matéria. Nem por isso, disse, acusa Serra.

Nível vergonhoso dos candidatos assusta cada vez mais os eleitores do País

Brincadeira tem hora -

Por Ucho Hadadd - ucho.info
“Vote e ajude a construir o futuro do Brasil”. É com esta assinatura que o Tribunal Superior Eleitoral finaliza o filme publicitário que tem as eleições de outubro próximo como cardápio. Não faz muito tempo, por conta da Lei da Ficha Limpa, o TSE sugeriu aos eleitores uma detalhada investigação dos candidatos. Agora, com o horário eleitoral correndo solto, o brasileiro não precisa de muito esforço para perceber que a campanha do TSE é inócua.

A primeira grande inverdade da campanha publicitária da Justiça Eleitoral está no âmbito da disputa presidencial. Com as pesquisas apontando a eventual vitória da neopetista Dilma Rousseff, o eterno país do futuro estará dando um largo passo na direção do passado. Além disso, o nível dos candidatos jamais foi tão pífio e vergonhoso.

O eleitor que por descuido acompanhar uma só vez a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão terá de enfrentar os humoristas Tiririca e Batoré e os esportistas Maguila, Marcelinho Carioca, Dinei, Maria Zeferina Baldaia, Romário, Danrlei, Vampeta e Acelino Popó de Freitas. O meio artístico também deu sua contribuição para a eleição que se avizinha. São candidatos os músicos Gaúcho da Fronteira, Kiko e Leandro (KLB), Reginaldo Rossi, Renner (da dupla Rick & Renner), Sérgio Reis, Moacir Franco, o forrozeiro Frank Aguiar, a “funkeira” Tati Quebra-Barraco e o pagodeiro Netinho de Paula, também conhecido por agredir mulheres. Como se o espetáculo circense fosse pouco, também concorrem nas eleições de outubro a Mulher Melão e a Mulher Pera.

Considerando que a popularidade dos candidatos acima citados pode lhes garantir a vitória nas urnas, o cenário político, emoldurado pela temerosa inexperiência dos estreantes, será um atalho fácil para a instalação de uma ditadura trotskista, a exemplo do que se anuncia.

Longe de defender a eleição de políticos profissionais, mas bons tempos eram aqueles em que o plenário do Senado Federal parava para ouvir os discuros de Pedro SimonBrincadeira tem hora -

“Vote e ajude a construir o futuro do Brasil”. É com esta assinatura que o Tribunal Superior Eleitoral finaliza o filme publicitário que tem as eleições de outubro próximo como cardápio. Não faz muito tempo, por conta da Lei da Ficha Limpa, o TSE sugeriu aos eleitores uma detalhada investigação dos candidatos. Agora, com o horário eleitoral correndo solto, o brasileiro não precisa de muito esforço para perceber que a campanha do TSE é inócua.

A primeira grande inverdade da campanha publicitária da Justiça Eleitoral está no âmbito da disputa presidencial. Com as pesquisas apontando a eventual vitória da neopetista Dilma Rousseff, o eterno país do futuro estará dando um largo passo na direção do passado. Além disso, o nível dos candidatos jamais foi tão pífio e vergonhoso.

O eleitor que por descuido acompanhar uma só vez a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão terá de enfrentar os humoristas Tiririca e Batoré e os esportistas Maguila, Marcelinho Carioca, Dinei, Maria Zeferina Baldaia, Romário, Danrlei, Vampeta e Acelino Popó de Freitas. O meio artístico também deu sua contribuição para a eleição que se avizinha. São candidatos os músicos Gaúcho da Fronteira, Kiko e Leandro (KLB), Reginaldo Rossi, Renner (da dupla Rick & Renner), Sérgio Reis, Moacir Franco, o forrozeiro Frank Aguiar, a “funkeira” Tati Quebra-Barraco e o pagodeiro Netinho de Paula, também conhecido por agredir mulheres. Como se o espetáculo circense fosse pouco, também concorrem nas eleições de outubro a Mulher Melão e a Mulher Pera.

Considerando que a popularidade dos candidatos acima citados pode lhes garantir a vitória nas urnas, o cenário político, emoldurado pela temerosa inexperiência dos estreantes, será um atalho fácil para a instalação de uma ditadura trotskista, a exemplo do que se anuncia.

Longe de defender a eleição de políticos profissionais, mas bons tempos eram aqueles em que o plenário do Senado Federal parava para ouvir os discursos de Paulo Brossard, a exemplo do que ocorre atualmente com Pedro Simon. Enfim…

Jungmann: ‘Lula estimula eliminação física' de rivais

Não acreditem nas pesquisas que apontam a popularidade de Lula.
Sabemos que são mentirosas. Trocando em miúdos: Lula estimula a MORTE física de seus opositores. As eleições serão ganhas pela assassina Dilma e Lula, caso tudo esteja vendido. Essa bandida nunca será rainha da gente boa, e sim, rainha do ABISMO dos assassinos e corruptos. É a mulher mais perigosa e burra do Brasil Movcc/Gabriela

Fotos: Folha
Bog do Josias de Souza - Folha.com
Os cabeças da oposição em Pernambuco espantaram-se com a acidez das críticas que Lula lhes dirigiu em comício realizado na noite de sexta (27).

Chamado de “aquele menorzinho”, Raul Jugmann (PPS) disse que Lula porta-se “como donatário. Vê Pernambuco como sua capitania hereditária”.

Acha que Lula não se deu conta da “gravidade de seus atos”. Lembra que as pesquisas atribuem ao presidente “90% de popularidade no Estado”.

“Ao personalizar a crítica, ele submete os oposicitores ao risco de eliminação física”, disse Jungmann ao blog. Esmiuçou o raciocínio:

“Lula quer a morte civil e política da oposição. E açula seus seguidores. Um maluco pode entender que deve eliminar no sentido físico”.

Irônico, Jungmann disse que cogita pedir "garantias de vida à Polícia Federal". Insinuou que Lula mimetiza o estilo autocrático do venezuelano Hugo Chávez:

“Vou me declarar o primeiro perseguido político da era do chavismo lulista”, disse o deputado ao repórter.

Jungmann integra a chapa pernambucana de Jarbas Vasconcelos (PMDB). Ao lado de Marco Maciel (DEM), disputa uma cadeira no Senado.

No comício de sexta, acompanhado de Dilma Rousseff e aliados locais, Lula vergastou também Maciel. Disse ele é “senador desde o tempo do Império”.

Afirmou que, a despeito de ter sido vice-presidente de FHC, Maciel não fez nada por Pernambuco.

Embora avesso a contendas, Maciel viu-se compelido a responder. Evocando Joaquim Nabuco, o senador ‘demo’ disse que faz “política com ‘P’ grande”.

Afirmou que se guia por princípios “doutrinários”. Trazia nas mão uma lista de obras que ajudou a plantar no Estado. Enumerou-as.

Jarbas Vasconcelos, candidato a governador, também comentou os ataques de Lula. Chamou-o de “semideus”.

Acha que Lula quer “esmagar" a oposição. "Ele continua como uma figura extravagante, ferindo a lei”, declarou Jarbas.

“Ele se considera acima de tudo, da Constituição, da Justiça, do Tribunal de Contas, do Congresso. É um semideus. Então, acha que pode tudo".

Na opinião de Jungmann, Lula deveria dispensar um mínimo de “respeito e civilidade à oposição”.

Afirma que “a discriminação é apenas o primeiro passo". "Depois, virá perseguição política”.

Acomoda a disputa entre o tucano José Serra e a petista Dilma Rousseff em segundo plano.

“O país não vai optar apenas por um presidente. Vai decidir se haverá direitos e garantias para todos ou só para alguns, os amigos do rei e da rainha”.

Celso Arnaldo: uma das mais estarrecedoras entrevistas da curta e assombrosa história política de Dilma sobre a face da Terra (1)

Ainda bem que fui alertado com algumas horas de antecedência: “Acredite, é uma das mais estarrecedoras entrevistas da curta e assombrosa história política de Dilma sobre a face da Terra”, avisou-me Celso Arnaldo ontem à noite. Claro que acreditei. Nem por isso escapei dos sobressaltos. A coisa é tão perturbadora que, para permitir ao leitor recuperar o fôlego e recuperar-se do assombro, a coluna decidiu publicá-la em dois capítulos. A parte final entra no ar às quatro da tarde. Apertem os cintos, amigos. Estamos entrando no túnel do espanto:

Faltam 35 dias para as eleições e, a menos que seja asfixiada por um colar de anacolutos no discurso de posse, a mulher completamente desarticulada que aparece neste vídeo não é mais a candidata tosca e folclórica à Presidência, uma sátira à la Zorra Total, mas a mulher que vai receber, de mão beijada pelo bafo de Lula, um mandato pelo qual os brasileiros a autorizam a exercitar na prática o conjunto de suas sapiências, suas expertises, nas diferentes áreas da administração federal.

O assunto que Dilma Rousseff escolheu para esta “conversa” com a imprensa é a “assistência integral” à criança. A iniciativa de discorrer sobre o tema foi portanto dela, o que elimina qualquer atenuante para o assombroso teor desta entrevista. É crime doloso, é o infanticídio de um governo natimorto.

Ela chega toda animada, já com ares de presidente e aquele sorriso falso que põe um dente na calçada e logo se recolhe. E aparentemente entusiasmada com o que vira na véspera:

– Até porque, eu tive (sic) ontem na Bahia…

Da Bahia trouxe mais um subsídio para incluir no projeto que promete revolucionar a assistência à criança no Brasil, da barriga da mãe até o “ensino fundamental, mé….fundamental e médio, ensino básico”, como ela explicará mais tarde.

“Salta aos olhos uma coisa, né? Porque um país do tamanho do nosso, com a população de crianças e jovens que nós temos, é um pais que vai tê de sê medido pela capacidade que tivé de fazê uma política que inclua as crianças”.

Seja lá o que for isso, soa como um mea culpa: nos oito anos do governo Lula, os 60 milhões de crianças brasileiras de 0 a 14 anos formaram um coral de Macaulays Culkins: “Esqueceram de nós, esqueceram de nós!!!”

Mas como a presidente Dilma pretende “incluir” as crianças em seu governo?

“De uma forma especial. Que construa o cuidado com as crianças desde o momento da gestação da mãe, passano obviamente pelo parto e chegando até ao atendimento à criança nos seus primeiros anos de vida, que é um momento muito especial”.

A presidente Dilma deve ter aprendido esse “construa” com a ex-companheira Marina, mas aprendeu também que as crianças nascem — aliás depois da gestação da mãe, e não do pai, como às vezes acontecia no governo da oposição — e precisam de cuidados desde o momento em que vêm ao mundo. Ninguém ainda havia pensado nisso.

E o que a presidente Dilma vai fazer, ou já fez, para inventar no Brasil a assistência materno-infantil, que nem Lula pensou em criar? Ela explica com autoridade:

“Nós, pra isso, pra essa, pra esse cuidado, construímos a Rede Cegonha”

Olha ela aí gente!! Novidade: a Rede Cegonha já foi “construída” pela presidente Dilma. Para levar o Brasil no bico.

“A Rede Cegonha é um….primeiro, ela tá baseada num ponto de prevenção, que é o tratamento da mulher quando grávida. O acompanhamento da gravidez, todos os exames de praxe e também a avaliação do feto e todo o acompanhamento que isso requer. Será feito através de Clínicas da Mulher”

Não deu para entender muito bem. Dilma pretende criar isso? O que ela descreve como “meta de governo”, embora com outro nome, é o beabá da assistência materno-infantil, disponível em todo o Brasil. Melhorar é outra história. São Paulo, aliás, tem um programa da mulher quase modelar, em nível municipal e estadual.

“Depois tem a questão fundamental do parto. Ter maternidade de baixo risco e alto risco. E, na sequência, no tratamento dos primeiros dias, meses da criança, é a estrutura de UTIs neonatais, com hospitais de referência da criança”.

A presidente Dilma acaba de criar, por decreto, a Obstetrícia e a Pediatria Neonatal no Brasil. Começa bem. Mas o que será oferecido nesses hospitais de “referência”?

“Cê tem basicamente um atendimento que eles chamam, né, já mais sofisticado, né, com maior nível de complexidade. Então lá se trata de problemas que vão desde a questão do coração, né, por exemplo, crianças que nascem com problemas de coração, passando por todas as doenças que podem levá a risco de vida do bebê”

Nos hospitais criados por Dilma, doenças serão tratadas, bem como doenças afetivas, a tal “questão do coração”.

Mas, depois de dona Cegonha, é hora de introduzir outra pérola que a deslumbra: o SAMU, o já consagrado serviço de resgate federal.

Traduzindo: é o serviço, aliás eficientíssimo e valoroso, que vem até você quando se disca 192. A presidente quer reinventar o SAMU -– lembram do debate da Band, “aquele serviço que transporta crianças”?

“Junto a isso, nós temos o SAMU. Porque o SAMU tem desempenhado no Brasil um papel fundamental, que é juntá toda a rede e olhá onde que tem disponibilidade e onde que a criança, ou o adulto, no caso, deve ser levado”

A presidente Dilma descobriu recentemente que os motoristas e atendentes do SAMU só levam seus passageiros a prontos-socorros e hospitais onde eles possam ser atendidos prontamente, depois da óbvia checagem pelo rádio, no caminho -– é isso que ela chama de “juntá toda a rede e olhá onde tem”.

Mas estava na hora de juntar SAMU com cegonha, não? Lógico:

“Para as crianças criamos o SAMU Cegonha”.

Ah, já criou? Posso chamar? A presidente Dilma aciona a sirene:

“O SAMU Cegonha é basicamente para o atendimento da mulher no momento da gravidez”

Ou seja: engravidou, já chama o SAMU Cegonha para lhe dar os parabéns. Mas espere:

“E o SAMU Cegonha da fase já do bebê é o atendimento pra levá a criança, justamente ou pruma, prum tratamento na UTI neonatal ou prum hospital de referência de alta complexidade”

Ou seja: o SAMU Cegonha fará exatamente o que já fazem as ambulâncias. Mas parece claro que, no governo Dilma, a “fase já do bebê” será coisa de gente grande.

'Veja': PT mira na liberdade de imprensa

A revista Veja que circula neste final de semana publica reportagens sobre duas novas graves ameaças à liberdade de imprensa e ao direito à informação. Na Argentina, a presidente Cristina Kirchner quer controlar a venda de papel-jornal com o objetivo de chantagear os jornais cuja independência não interessa aos detentores do poder. No Brasil, petistas como o ministro da Propaganda, Franklin Martins, desenvolvem projetos para controlar os meios de comunicação, a pretexto de "democratizar a informação". Veja também publica reportagem sobre a violação do sigilo fiscal de próceres da oposição, revelando que até mesmo cidadãos comuns foram vítimas dessa violência. ( Claudio Humberto)

A ditadura Dilma

Por Guilherme Fiuza - Época
A opinião pública brasileira chegou a um estado inédito de letargia. Do alto de seus quase 80% de aprovação, Lula pode dizer qualquer coisa. O bom entendedor está arrepiado.

Em sua excitação de Midas eleitoral, com a candidata fantasma disparando nas pesquisas, o presidente fala pelos cotovelos – e seus cotovelos andam dizendo barbaridades.

A mais grave delas, para variar, passou despercebida. Reclamando do Senado Federal, que lhe foi menos servil do que ele desejava, Lula anunciou:

“Penso em criar um organismo muito forte, juntando todas essas forças que nos apóiam, para que nunca mais a gente possa permitir que um presidente sofra o que eu sofri”.

A declaração feita num palanque em Recife, onde o presidente tornou-se uma espécie de semideus, é um escândalo. Ou melhor: seria um escândalo, se o Brasil não vivesse nesse atual estado de democracia anestesiada.

Lula está anunciando um “organismo” político para neutralizar o Congresso Nacional. É o presidente da República, de viva voz, avisando que as regras da democracia não servem mais. Quer usar a ligação direta com as massas para enquadrar o Senado. O mais famoso autor de uma idéia desse tipo foi o führer Adolf Hitler.

Se o Brasil não estivesse imerso no sono populista, Lula teria que ser convocado imediatamente ao Congresso para explicar que “organismo” é esse.

As cartas estão na mesa, e são claras. Todas as tentações autoritárias da esquerda S.A. estão fervilhando com a disparada de Dilma, a candidata de proveta, na corrida presidencial. Chegou a hora de submeter o Congresso, a imprensa e as leis à República dos companheiros.

Luiz Inácio falou, Luiz Inácio avisou: está sendo urdida uma força para-estatal para dar poderes especiais ao governo Dilma.

A vitória no primeiro turno seria o passo inicial do arrastão. Depois viria a Constituinte petista, com a enxurrada de “controles sociais” e “correções democráticas” que o país já viu sair das conferências xiitas bancadas por Lula.

Brasil, divirta-se com a brincadeira de votar na mamãe. Depois comporte-se, porque o organismo vem aí.

Quebra de sigilo é fruto de "banditismo", diz Mendes, ministro do Supremo

Felipe Seligman - Folha de São Paulo
Ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, 54, afirmou que a quebra de sigilo fiscal de pessoas vinculadas a tucanos é fruto de "banditismo político" e revela "paradigmas selvagens da política sindical".
Em entrevista anteontem à Folha, ele disse que "o servidor público não pode usar button", numa referência àqueles que usam o cargo em benefício de seus partidos.
Mendes criticou o aparelhamento político do serviço público brasileiro, ao dizer que se trata de "uma anomalia que se normalizou". "Os funcionários públicos precisam entender que não estão a serviço de uma instituição partidária", declara.
Segundo ele, o episódio do vazamento da Receita Federal é algo típico de "partidos clandestinos que utilizavam dessas práticas como um instrumento de defesa contra um regime ditatorial".
No comando do STF (2008-2010), o ministro ficou conhecido por críticas que fez ao que chamou de Estado policial e "espetacularização das prisões" pela Polícia Federal, que, segundo ele, estava fora de controle.

Folha - Como o sr. avalia esse vazamento de informações sigilosas da Receita Federal?
Gilmar Mendes - É algo assustador e lamentável. Sobretudo quando ocorre em uma instituição profissionalizada e profissional como a Receita Federal.

O sr. vê alguma relação com o grande número de cargos em comissão?
Claro. O aparelhamento de instituições é algo grave e nocivo ao serviço público do país. Os funcionários públicos precisam entender que não estão a serviço de uma instituição partidária. Quando fazem isso, estão descumprindo o princípio democrático.

Esse aparelhamento é tratado como algo natural no Brasil?
O servidor não pode usar button e isso é algo que se transformou em cultura ao longo do tempo. É uma anomalia que se normalizou.

Mas não existe só na Receita. É algo que se generalizou?
Para atender a interesses partidários, os interesses democráticos são desrespeitados. Isso acontece em qualquer órgão [aparelhado]. É o funcionário da Receita que quebra sigilo fiscal. É o funcionário de um banco que quebra o sigilo bancário.

Como combater isso, já que, como o sr. mesmo diz, se normalizou?
É preciso punir gravemente essa cultura de dossiês no país. Os partidos que se utilizaram disso têm que pedir desculpa. Têm que fazer um mea culpa. Porque isso é típico de partido da clandestinidade e não pode ocorrer em um regime democrático.

O aparelhamento é uma característica genuinamente brasileira?
Em outros países democráticos é pequeno o número de funcionários com ligações partidárias porque existem poucos cargos em comissão.
Aqui costumamos ver funcionários públicos a serviço de siglas partidárias. É coisa de partido clandestino que atuava contra regimes autoritários. Mas é preciso entender que não vivemos mais sob tais condições. Vivemos em um regime democrático e isso é inadmissível.

O sr. atribui o vazamento na Receita apenas à cultura de clandestinidade partidária?
Não. A cultura do vale-tudo da política sindical também pode estar ligada a tudo o que vem acontecendo. Não se pode transpor ao mundo político institucional os paradigmas selvagens da política sindical. Também vejo isso como outra fase do patrimonialismo. Aqueles que estão no poder acham que podem fazer tudo por estarem lá.

E eles podem?
Hoje a Receita Federal pode, por exemplo, quebrar sigilo bancário em procedimentos administrativos sem uma autorização judicial. Isso é permitido por uma lei complementar [a 105 de 2001] que inclusive foi contestada no Supremo [Ação Cautelar 33, atualmente sob um pedido de vista da ministra Ellen Gracie]. Mas quem confiará em um órgão que age dessa maneira?

Por episódios como esse, é possível que o Supremo derrube essa lei?
O Supremo pode discutir isso e deve fazer. Mas, como eu venho dizendo, é preciso que se edite uma lei de abuso de autoridade para punir quem age dessa maneira. Neste caso, porém, o fenômeno é ainda mais grave. É preciso punir tanto aquele que passa as informações como aquele que recebe. Porque quem pega essas informações e as utiliza está estimulando esse tipo de prática.

E como é possível punir aquele agente partidário que recebe as informações?
É como no crime de receptação. Tanto participa do crime aquele que furta como aquele que compra o objeto furtado. Por isso que as agremiações políticas também devem ser responsabilizadas por receber essas informações. Ou então devem ir a público e repudiar esse tipo de prática de banditismo político. Porque isso não tem nada a ver com política partidária.

O sr. vê o PT envolvido nesse vazamento?
Isso eu não posso dizer, mas é preciso verificar quem está por trás disso. Se for partido de governo é algo ainda mais grave. Quando a Receita é aparelhada, os Correios são aparelhados, quem é que vai confiar nessas instituições? E quando elas ficam desacreditadas, abre-se espaço para aventuras antidemocráticas.

Lula: um brucutu discursa no Recife e rebaixa, de novo, a democracia e as instituições

Por Reinaldo Azevedo - Veja Online
No post acima, vocês viram que Dilma Rousseff, a candidata do PT à Presidência, tentou virar a página das lambanças dos petistas na Receita Federal estendendo a mão ao adversário, muito “generosa” que é. Poucas horas antes, ela tinha sido a coadjuvante de um comício em Recife, de que a estrela foi, como vocês podem supor, Luiz Inácio Lula da Silva, o Babalorixá de Banânia. E Lula mergulhou fundo da indignidade política. Em vez de “mão estendida”, o que se viu foi uma declaração de guerra e a clara disposição de eliminar os adversários.

Lula, como sabem, vai a comícios “como petista”, não como “presidente”, embora todo o custo do deslocamento do “petista” seja pago pelo “presidente” — nós todos. O homem também discursa, nessas ocasiões, “como militante”, não “como chefe do governo”, embora sejamos obrigados a convir que, se um pombo passa por ali e faz cocô na cabeça do petista, vai acabar carimbando a cabeça do presidente.

Essa distinção, pois, é pura conversa mole. Lula está investido de seu cargo 24 horas por dia, onde quer que esteja, aonde quer que vá. Até mesmo num comício de sua candidata à Presidência. E isso significa que ele está, ou estaria, obrigado a se pautar por algumas regras do decoro. Mas quê… Em Recife, ele foi muito além do que seria o tolerável numa democracia. Tomou o microfone e, naquele seu estilo um tanto circense, atacou em termos inaceitáveis três políticos que lhe fazem oposição: Jarbas Vasconcelos, candidato ao governo do Estado pelo PMDB, o deputado Raul Jungmann, candidato ao Senado pelo PPS, e o senador Marco Maciel, que disputa a reeleição pelo DEM.

Sobre Vasconcelos, ex-governador, afirmou que “ele vai ficar devendo pontos ao Ibope”. Referindo-se a Maciel, perguntou: “Esse que foi vice-presidente, o que ele trouxe para Pernambuco? Me contem”. Jungmann foi tratado como “aquele menorzinho”, que “parecia que tomava conta da reforma agrária”. O presidente da República classificou os políticos da oposição de “picaretas e chantagistas”. Defendendo o voto nos candidatos que são seus aliados, afirmou que “Pernambuco não pode continuar votando neste tipo de gente para o Senado da República. É preciso virar a página da história política deste Estado”.

Ontem, os três reagiram ao ataque. “Ele continua como uma figura extravagante, ferindo a lei. Ele é um semideus, então acha que pode tudo. Ele quer suprimir a oposição”, afirmou Jarbas. “Numa sociedade democrática, o juiz é o eleitor. Eu faço política com ‘P’ grande, como disse Joaquim Nabuco”, reagiu Maciel, que trazia consigo uma lista das obras feitas pelo governo FHC em Pernambuco. Jungmann foi um pouco mais duro: “O presidente deveria ter vergonha. Ele, que sempre foi discriminado por ser nordestino, pobre, não deveria nunca utilizar o discurso de ridicularizar ou diminuir a oposição”.

Rebaixamento institucional
No país em que o presidente, no exercício do cargo — porque ele continua presidente mesmo depois do encerramento do expediente —, refere-se em tais termos a políticos de oposição, as instituições estão, quando menos, rebaixadas. E isso não vai provocar reação nenhuma, a não ser essa que se vê, daqueles que foram agredidos. Eu insisto numa lembrança: quando FHC afirmou que havia gente na oposição que fazia “nhenhenhém”, o colunismo político caiu de pau nele. Lula pode tudo.

Estou pouco me lixando, reitero, para a popularidade de Lula. Ele não foi eleito para ser dono do Brasil. E me importa menos ainda se sua candidata vencerá ou não as eleições. Para a hipótese de vencer, que fique claro uma vez mais o que penso do comportamento desses caras: odeiam a democracia, odeiam as leis, odeiam o estado de direito. E eu os denuncio por isso.

Não vou aqui lembrar os muitos serviços relevantes que as pessoas atacadas por Lula prestaram ao Pernambuco e ao Brasil. Não seria difícil. Lembro apenas que este senhor é aquele que sobe no palanque dos Sarneys, no Maranhão, para exaltar as suas virtudes de grandes administradores, patriotas e pessoas preocupadas com o povo. Sim, no passado, ele os esculhambou também. Até fazer um acordo. Lula é um ogro moral — sem a simpatia e a bonomia do Shrek. E a Fiona? Já sabemos.

E Lula arrematou, na sua ignorância sempre desassombrada:
“Pernambuco de (Francisco) Julião, de Arraes, de Frei Caneca, Eduardo Campos e de Lula não pode votar neste tipo de gente para senador da República”.
Coitado do Frei Caneca nesse bolo… Sintomaticamente, o Babalorixá não lembrou Joaquim Nabuco. Se soubesse quem é, o mais provável é que não o admirasse.

Acessos a dados na Receita atingiram personalidades e empresários fora do campo tucano

Jornalista - Roberto Maltchik, em O Globo

Esse grupo é formado pelos quatro aliados de Serra - Eduardo Jorge, Ricardo Sérgio, Luiz Carlos Mendonça de Barros e Gregório Marin Preciado -, além de Gilmar Argenta, filiado ao PCdoB, Carla Argenta, esposa dele, e Amauri Baragatti, que já pertenceu aos quadros do PSDB. Quanto aos demais contribuintes, cabe à Corregedoria da Receita identificar por que tais informações foram acessadas e se houve quebra de sigilo.

A investigação revelou que o IR do suplente da senadora Marisa Serra (PSDB-MS), o pecuarista Antonio Russo Netto, também foi devassado.

De sua fazenda no interior de Mato Grosso do Sul, Russo se disse perplexo: - Não tenho negócios no ABC. Minha declaração foi feita em São Paulo. Sinceramente, não vejo motivos para que meu nome esteja nesta lista - afirmou o empresário.

A delegacia de Mauá também serviu de base para a extração dos dados fiscais de Ronaldo de Souza, ex-sócio de Ricardo Sérgio, que ocupou a direção do Banco do Brasil no governo Fernando Henrique. Dono da empresa Antares Participações, Souza já faleceu.
Entre alvos, quatro são da família Klein

Em 4 de agosto de 2009, o terminal de Adeildda foi usado para acessar e imprimir as declarações de quatro integrantes da família Klein: o fundador das Casas Bahia, Samuel Klein, o presidente da companhia, Michael Klein, a esposa dele, Maria Alice Klein, e o neto de Samuel, Raphael Klein. Até a ex-mulher de Michael, Jeanete Roizman, teve os dados analisados.

Já as informações sigilosas da apresentadora Ana Maria Braga saíram dos terminais do Fisco no ABC em 16 de novembro do ano passado, às 11h15m. Como na maioria dos casos, o acesso se limitou à declaração de 2009.

Adeildda e as outras duas analistas investigadas pela Corregedoria - Antônia Aparecida Rodrigues dos Santos Neves Silva e Ana Maria Caroto Cano - negaram em depoimento envolvimento com o episódio. Sem explicação, as declarações de Adeildda e Ana Maria também aparecem na lista de consultas feitas nos terminais sob investigação. A declaração de Adeildda foi impressa um minuto antes do acesso às informações de Mendonça de Barros, em 8 de outubro de 2009. O advogado de Adeildda, Marcelo Panzardi, disse que desconhecia o acesso ao IR da cliente, no terminal dela.
Entre agosto e dezembro de 2009, os servidores demonstraram interesse por empresários, políticos, desportistas e artistas de várias regiões do país. É o caso de um conselheiro de empresa de transporte de cargas no porto de Imbituba, em Santa Catarina, e de dois servidores públicos - um deles aposentado - que estariam em Pi

Foram acessados dados de Armando Ferreira da Cunha, dono de franquias dos Correios, e de Adalberto Nadur, presidente do PTB empresarial e candidato a deputado federal em São Paulo. O PTB apoia Serra, mas está rachado.
COLABOROU: Demétrio Weber
Uma relação de 140 vítimas
A seguir, a lista em ordem alfabética das pessoas que tiveram os dados fiscais acessados, segundo a investigação da Corregedoria da Receita Federal:

Adalberto Nadur; Adeildda Ferreira Leão dos Santos; Agnaldo Carlos de Souza; Albertino Bertino Correia Lins; Alex Assaiante Donida; Alexandre Augusto Ramos Ferreira; Aluisio José de Castro Filho; Amanda Batista de Siqueira Santos; Amauri Jacintho Baragatti; Ana Carla Voltani; Ana Maria Braga Maffei; Ana Maria Rodrigues Caroto Cano; André Maia Brasil; Antonio de Souza Bina; Antonio Russo Netto; Arcio Moniz Barbosa; Armando Ferreira da Cunha; Barbara Elisabeth Laffranchi Bettoni Malta; Bernardo Valentini; Carla Estevão de Andrade Argenta; Carlos Alberto Hailer Bocuhy; Carlos Sidney Coachman; Carmen Duarte Braz; Celso José Bellini; César Jesus Camasao; Claudia Garcia Retamero; Clayton Luiz da Silva; Clovis Celestino Pereira; Conceição da Costa; Czarda Maria Nóbrega de Mendonça; Daisy Cristina Rodrigues Conceição; Daniela Santamaria Schreiter; Darcio Tadeu Mendes; Darcy Chinelato Rossi; Denise Finochiaro; Deuzivan Alencar Aguiar; Edson Pedro dos Santos; Edson Toshiyuki Maruyama; Edson Vanderlei dos Santos; Eduardo Jorge Caldas Pereira; Eliana Aragão; Eliomar Gabriel de Pádua; Ernesto Duarte; Euclea Passarelli; Eurico de Azevedo Sodré Neto; Everaldo Gomes Ferreira; Everaldo Medeiros; Fernando Rodrigo Cano Balsanelli; Genaro Alves dos Santos; Genésio Garcia Naveros; Genivaldo José dos Santos; Geraldo Antonio Prearo; Geraldo Licinio Rosa; Giorgio Pignalosa; Gregório Marin Preciado; Heleno Pereira Neco Filho; Henrique Gomes dos Santos; Hercia Diniz Gusmão; Ilda Maria do Patrocínio da Silva; Irineu Antonio Trovo; Irineu Ballon; Ivan Salles da Silva; Jeanete Roizman; Jefferson Albarenga Alves; João Aparecido da Silva; João Batista dos Santos; Josafá Santos Brasil; José Alberto dos Santos Braz; José Bertino de Vasconcelos Filho; José Expedito Aquino Freitas; José Hildo Vieira da Silva; José Luiz Fioretto; José Luiz Lourenço; José Ramos da Silva; José Roberto de Souza; Junia Eliza da Fonseca; Junior da Silva Pacheco; Kleber Caetano; Leone Mariano; Leonel Pinto Rodrigues Figueira; Luciano Gazen; Luis Vanderlei Reis; Luiz Antonio Baptista; Luiz Antonio Cano Larios; Luiz Carlos Mendonça de Barros; Magda Rejane Chielle Barcelos; Manoel Augusto Rodrigues Foz; Manoel Batista Neto; Manoel Marques Sobrinho; Manuel Teodoro Fernandes dos Ramos; Marcelo Vanucci Leocadio; Marcio Ferreira Leão; Marcos José de Oliveira; Maria Eliane Alves; Maria Helena Ribeiro Monteiro; Marly Angela Mariano; Maurício Silva Xavier; Mauro Suaiden; Mércia Mary Diniz Gusmão; Michael Klein; Miguel Graziano Russo; Murilo Guerato; Neuza Graziano Russo; Nilo Cottini Filho; Osmar Guerato; Ozena da Silva Souza; Paula Cardoso Sabatine; Paulo Vilela Meireles; Pedro Raminelli; Pedro Victor de Oliveira Silva; Raphael Oscar Klein; Regis Gomes de Oliveira; Renata Simone Queiroz; Renato Francisco Delgado; Ricardo Sergio de Oliveira; Ricardo Soares Rocha; Ricaro Firveda Arias; Roberto Graziano Russo; Roberto Villa Real Junior; Robson Emílio da Silva; Rogerio de Napoli; Ronaldo de Souza; Rosivaldo Macedo Wanderlei; Samuel Klein; Sandra Regina Juliani; Sandra Taeko Amanuma; Sandro Rodrigo de Souza; Santuza Borges de Andrade; Sidney Paulo Alves; Silton Hugo Schreiter; Stefano Navarro de Barros Ibrahim; Thais Barros Reis; Thelma Mendonça; Thiago Ramos Pignalosa; Valdecir de Souza; Valdemir Cunha Lopes; Waldemar dos Santos Braz; Waldemar dos Santos Braz Filho; Waldemar Vicente Magalhães; Waldemir do Vale.