Por Augusto Nunes - Veja Online
Tom
Jobim garantia que alguns segundos bastavam para descobrir o caráter e o estado
de espírito de qualquer pessoa. “Os olhos contam tudo”, ouvi do grande músico
no dia em que o entrevistei pela primeira vez. “Há o olhar furtivo, o
apaixonado, o honesto, o pusilânime, o solidário, o desconfiado, o esquivo, o
sincero; são mais de trinta. Conheço todos. Nem o Marlon Brando é capaz de me
enganar”.
No comentário de 1
minuto para o site de VEJA, lembrei o método aperfeiçoado por
Tom Jobim e fiz a sugestão que agora repasso aos leitores da coluna. Desliguem
o som do aparelho de TV e acompanhem por dois ou três minutos a sessão da CPI
do Cachoeira. Contemplem com muita atenção os olhares tanto dos depoentes
quanto dos que fazem perguntas. E saibam como é o olhar de quem mente.
Nenhum comentário:
Postar um comentário