Presidente
promove mudanças estruturais em curto período para estimular avanço da
indústria, mas obtém o efeito contrário. Empresários são intimidados pela perda
de previsibilidade econômica e paralisam investimentos
Ana Clara Costa e
Talita Fernandes
Dilma pede
confiança a investidor, mas suas ações acabam por afastá-lo (Fernando Bizerra Jr/EFE)
Ao
longo de 2012, o governo da presidente Dilma Rousseff empenhou-se em adotar
algumas medidas estruturais que seus antecessores, sobretudo o ex-presidente Lula,
deixaram passar. Desoneração da folha de pagamento das empresas, mudanças no ICMS dos estados, barateamento das contas de luz, queda
forçada dos juros, diversos pacotes de estímulo à indústria e privatizações
marcaram o segundo ano desta gestão petista. Por trás de todo este aparato, há
um anseio, com nuances autoritárias, de transformar o Brasil numa nação com
indústria competitiva – quer seja essa sua vocação, quer não. Neste contexto, o
setor industrial teria motivos para comemorar. Mas não é isso que se verifica.
Segundo analistas ouvidos pelo site de VEJA, as mudanças – feitas de forma
truculenta e atabalhoada, sem um período de adaptação – têm tirado do país um
bem adquirido com muito esforço desde o início do Plano Real, em 1994: o da
previsibilidade. Diante de um governo que metralha medidas, que são, em muitos
casos, protecionistas, o risco de se investir aqui aumentou. Continue lendo aqui

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