Contratação dos médicos cubanos: o que há por trás disso?


A vinda desses médicos cubanos ao Brasil serve a alguns fins: fazer doutrinação marxista e enaltecer a revolução cubana e, de passagem, enaltecer o governo brasileiro angariando votos para as eleições de 2014.

A propósito do burburinho que se formou a respeito da contratação de 6 mil médicos cubanos pelo Governo brasileiro, quero tecer alguns comentários e informar algumas coisas que me foram reveladas por um médico cubano, amigo meu de longa data. Por questão de segurança, pois ele ainda tem familiares vivendo na ilha-cárcere como “refém”, passo a chamá-lo de “Ernesto”. 
Ernesto formou-se em 1984 numa faculdade de medicina de Havana. Naquela época ainda não existia a Escola Latino-Americana de Medicina (ELAM), que só foi fundada em 1999 e hoje produz médicos em série, como numa fábrica. Conta-me ele que em seu tempo o curso era em 6 anos, como aqui, mas que todos os formandos se graduavam como “médico da família” e quem quisesse se especializar em outro ramo da medicina teria que cursar mais 3 anos na especialidade escolhida. Desses 6 anos, desde o primeiro até o terceiro ano constava no currículo o estudo do marxismo-leninismo, como materialismo dialético, materialismo histórico e ainda história do movimento operário cubano e da “revolução de Fidel”. Essa escola, entretanto, e apesar do ódio visceral aos norte-americanos, seguia o currículo e a bibliografia da Escola Norte-Americana de Medicina, pois Fidel seguia as política e ideologia da extinta URSS mas sabia que a medicina mais avançada era a ianque.
Quando já havia cumprido sua especialização em gastroenterologia (3 anos), Ernesto decide sair de Cuba a qualquer preço, quando uma amiga lhe fala que estavam enviando médicos para outros países. Não era condição sine qua non, mas davam preferência àqueles que fossem filiados ao Partido Comunista. Ele recebeu uma proposta de filiação e, por incentivo da família, como uma maneira de escapar da ilha, filia-se e é enviado para trabalhar em Pernambuco (PE) em 1997, num convênio firmado entre o Ministério da Saúde do governo de FHC e Cuba, o “programa médico de saúde da família”. A seleção foi feita em Miramar, num organismo estatal chamado “Colaboração Internacional” que tem vários departamentos: Departamento África, Departamento Caribe, Departamento América Latina, etc., e durante a entrevista foi-lhe dito que teria que, “nas horas vagas”, trabalhar como “comissário político”, ao qual ele recusou-se. 
Durante sua permanência em PE, ele foi alocado na prefeitura de uma cidade do interior, recebendo uma casa para morar com mais outras pessoas e uma empregada, alimentação e o salário de R$ 700,00. O governo federal pagava à Embaixada de Cuba por cada médico a importância de R$ 3.000,00, que repassava à prefeitura a parte correspondente a cada médico, ficando com um lucro de mais de 100%.
Com a criação do programa “Barrio Adentro”, criado por Chávez e Fidel Castro em 2002, conta-me Ernesto que o curso de medicina da ELAN sofreu um processo de “aceleração” e agora forma-se um médico em “Medicina familiar-comunitária” em 5 anos, quer dizer, em apenas dois anos, uma vez que os outros 3 são de doutrinação ideológica porque o objetivo não é formar médicos e sim “comissários políticos”. E as provas disto abundam, conforme pode-se ver nos vídeos que seguem.
Neste primeiro vídeo, vários estudantes brasileiros da ELAN dão seus depoimentos sobre sua experiência de estudar em Cuba. Desde 1999 o PT e Cuba, seu sócio no Foro de São Paulo (FSP), firmaram o primeiro convênio para enviar estudantes brasileiros para estudar na recém-inaugurada ELAM - talvez até tenha sido uma concepção do próprio FSP - como bolsistas, cujo edital de seleção todo ano é publicado pelo site do PT, conforme pode-se ler aqui. Para concorrer a uma dessas bolsas é condição indispensável ser filiado ao PT ou ao MST, conforme comprovam o edital e o vídeo. Aqui

2 comentários:

Anônimo disse...

O mais interessante de tudo é que aos primeiros sinais de uma diarréia a bruxa Dilma Rousseff monta na vassoura e vai voando pro Sírio-Libanês em São Paulo. Se tratar com 'médico' cubano nem a pau. O mesmo serve para o pinguço mais corrupto do planeta Terra, não vai querer saber dos cubanos nem pra se tratar de um resfriado.
Raça maldita!!!

Flavio Souza disse...

Supondo que alguém neste país ainda saiba fazer contas eu pergunto o que sai mais caro: Trazer médicos de fora ou formar nossos próprios médicos?

Só queria entender ou que alguém com um censo comum me explicasse pq nosso sistema de saúde ta parecendo o de Cuba(em muitos lugares é pior). A educação não deveria servir para formar médicos? Se todos estão na escola e se não falta dinheiro para a educação pq faltam médicos? Temos uma geração de leprosos mentais que não gostam de ver sangue e não estão escolhendo essa profissão?

PQ na mídia ninguém faz esta simples pergunta? Se temos condições de formar muitos médicos no país pq então ter que contratar de fora e mandar brasileiro para fora e ainda em um país em que o sistema de saúde parece ter emergido do fundo do inferno?
Eles não fazem pq todos sabem as respostas, as escolas não formam ninguém, todas as empresas estão reclamando falta de mão de obra qualificada, isso logicamente afeta todo os setores, pois se até os menores estão afetados pela falta de profissionais o setor de saúde que é imenso sofrerá muito mais.

Nosso país é realmente o holodeck de Jornada nas estrelas, quem viu a série sabe do que estou falando, era um lugar onde vc entrava e criava um mundo com uma história do gosto do freguês, a imaginação não tinha limites, vc podia ser um cavaleiro da tábula redonda ou um gangster da antiga Chicago, o fato é que este lugar era usado como diversão na nave e um conceito de vídeo game virtual que os jovens sonham em possuir e acredito estarem a todo vapor para criar mundo a fora, embora essa tecnologia esteja longe.
Mas no Brasil já criaram, tudo aqui é fantasia, nada é real, todos vivem em seus mundinhos criados pela sua imaginação, aki tem escola mais não sai ninguém realmente formado de lá, tem hospitais mas o serviço de saúde é de brincadeirinha, temos polícia mas a segurança é como no holodeck, não mata ne prende ninguém de verdade, tudo de brincadeirinha, temos forças armadas mais elam não lutam guerras de verdade, temos governantes mas são só fachadas daqueles que verdadeiramente governam.

Só o que não é de brincadeira é o sofrimento real das pessoas, os 50 mil mortos por ano e pode colocar na conta os mortos pelo nosso maravilhoso sistema de saúde, os mortos pelas falta de segurança(muito gente anda desaparecendo e aumentou isso incrivelmente com a subida no poder do PT, coincidência?), os mortos nas estradas péssimas e medievais, se for somar tudo fica uma conta feia demais, Hitler ficaria com inveja, quem sabe não foi por isso que ele se matou? Deus deu a ele uma visão do futuro, mostrou o Brasil de hoje e a barbárie que nem ele sonhou em fazer, claro que isso desanimou o ditador, são pessoas sensíveis, vendo sua insignificância diante de lulla e dilma se matou.

O que é terrível nisso tudo é que ninguém se choca com isso, tudo o que preocupa o brasileiro é saber se alguém desviou uma verbinha federal, quem matou quem na novela e quem vai ou não vai para a seleção. Realmente está todo mundo vivendo dentro deste holodeck e não quer enxergar a realidade jamais.
O que merece um povo desse? Quando se joga fora a realidade e passam a viver na fantasia que futuro terão?
Os milhares de mortos por ano não tem futuro nenhum, mas anime-se, quem sabe o sorteado sem futuro de amanhã seja vc, assim poderás ser libertado finalmente deste vídeo game futurista capitalista maligno que escraviza sua mente.