Presos foram torturados para confessar complô

CLÉRIGO IRANIANO PEDE EXECUÇÃO DE “BADERNEIROS”

"Eles devem ser punidos brutalmente e de forma selvagem”

Não satisfeito com as selvagerias já cometidas pelos assassinos do regime, como esta
daqui, ou esta, além de tantas outras que não tivemos acesso, o aiatolá Khatami, quer mais sangue. Pelas leis iranianas, a punição para as pessoas condenadas por serem "mohareb" é a execução. Trata-se um termo árabe que na legislação islâmica (xariá) se aplica a quem combate contra Deus e é punido com a pena capital.

"Quero que o poder judiciário castigue os chefes dos baderneiros com firmeza e sem demonstrar nenhuma compaixão, para que sirva de lição a todos", disse o aiatolá Khatami, que também cusou os jornalistas estrangeiros de falsificar sua informação. Khatami disse que Neda foi morta pelos próprios manifestantes para propósitos de propaganda. "Ao assistir o filme, qualquer pessoa inteligente vê que os baderneiros a mataram". Leia mais
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TORTURADOS ATÉ CONFESSAREM “CONSPIRAÇÃO ESTRANGEIRA”
Opositores iranianos disseram ontem ter relatos de fontes confiáveis indicando que manifestantes presos durante os protestos foram torturados para confessar uma suposta "conspiração estrangeira" contra o regime islâmico. The Guardian

Segundo testemunhas, as confissões também teriam o objetivo de envolver o líder opositor Mir Hussein Mousavi em um plano para derrubar o governo.

Sites e blogs iranianos postaram ontem depoimentos de pessoas detidas durante os protestos que foram levadas para a prisão de Evin, em Teerã, onde teriam ouvido os gritos de vários partidários de Mousavi durante sessões de tortura.

Entre eles estariam Mostafa Tajzadeh, Abdollah Ramezanzadeh e Mohsen Aminzadeh, figuras centrais do governo do ex-presidente Mohamed Khatami. Além deles, vários professores, jornalistas e estudantes ainda estão detidos na seção 209 da prisão, reservada para presos políticos.

Segundo a Anistia Internacional, os relatos são "confiáveis" e o governo iraniano já teria usado métodos semelhantes anteriormente.

Em 2007, os professores Haleh Esfandiari, Kian Tajbakhsh e Ramin Jahanbegloo foram torturados até confessar na TV seu envolvimento em uma tentativa de golpe contra o governo.

As imagens parecem com as exibidas esta semana pela TV estatal, que mostrou opositores confessando que foram levados pela mídia estrangeira para participar dos protestos. via O Estado de S. Paulo

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