Email de sogra criticando 'falta de modos' de nora vira sucesso na internet

A britânica Carolyn Bourne, 60, escreveu um e-mail criticando os modos de sua nora
O que nasceu como uma rusga familiar virou piada nacional na Grã-Bretanha depois que o email de uma mulher repreendendo os supostos modos “grosseiros” de sua futura nora foi parar na internet.

Carolyn Bourne, 60, proprietária de uma fazenda de rosas de Devon, na costa oeste da Inglaterra, está sendo chamada de “sogra dos infernos” desde que o seu puxão de orelha na nora Heidi Withers, 29, se transformou em viral na internet, foi notícia em praticamente todos os jornais britânicos e virou alvo de debate em programas matinais de TV nesta quinta-feira.

O e-mail foi escrito após uma visita de Withers e seu noivo, Freddie, à casa de Bourne, em Devon. “Já está na hora de alguém lhe explicar sobre bons modos. Os seus obviamente não existem, sinto pena de você”, escreve a sogra.

A mensagem foi encaminhada pela nora para algumas amigas, que por sua vez a enviaram a outras pessoas, que por sua vez passaram o e-mail adiante e assim sucessivamente, até que o texto se espalhou "viralmente" e caiu no conhecimento geral do público.

Ao reproduzir trechos do e-mail, como fizeram outros meios de comunicação britânicos, o jornal The Independent resumiu o espírito das reportagens que têm circulado no país sobre o caso: “O casamento já ia ser difícil. Agora promete ser excruciante."

Leia trechos do email:
“Eis alguns exemplos da sua falta de modos:

Quando estiver hospedada na casa alheia, não declare o que você come ou não come, a não ser que tenha alguma alergia.

Não comente que não teve comida o suficiente.

Não comece antes de todo mundo. Não se sirva novamente sem ser convidada por seu anfitrião.

Quando hospedada na casa de alguém, não fique na cama até o fim da manhã se a casa se levanta cedo – siga as normas da casa.

Em nenhum momento ofenda a família da qual você está prestes a fazer parte, e definitivamente não em público.

Você normalmente chama as atenções para si. Talvez deva se perguntar por quê.

Ninguém se casa em um castelo a não ser que more nele. É um comportamento ostentoso, de celebridade.

Entendo que seus pais não possam contribuir muito para pagar os custos do seu casamento. (Não há nada de errado nisso, exceto que o costume é tal que se presume que eles tivessem poupado ao longo dos anos para os casamentos de suas filhas.)

Se esse for o caso, seria delicado rever as suas expectativas e ter um casamento mais modesto, de acordo com a renda de ambos.

Pode-se pensar que Heidi Withers esteja se dando tapinhas nas costas por ter fisgado um jovem tão bom partido. Tenho pena de Freddie.”

Marta transforma o Senado em final de feira...

A última da Marta

Por Augusto Nunes - Veja Online

Nesta quarta-feira, enquanto presidia a sessão do Senado, Marta Suplicy ampliou o notável acervo de grosserias que inclui, entre as peças mais famosas, o conselho às vítimas do apagão aéreo: “Relaxa e goza”. Incomodada com o discurso do líder do PSDB, Flexa Ribeiro, Marta sussurrou o  comentário: “Ai, meu Deus do céu, que saco”. E reincidiu em seguida, sempre em surdina: “Não acaba isso?” Confira no vídeo.

Conselho de Ética da Câmara rejeita processo contra Bolsonaro

Só essa bocarra e esse polegar fechando em círculo, mostra o quanto a senadora é indecorosa. Devia morar na JAULA. Movcc/Gabriela

O Psol, da senadora Marinor Brito, queria que o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) sofresse processo no Conselho de Ética da Câmara

Foto: Márcia Kalume/Agência Senado

Terra
CLAUDIA ANDRADE - Direto de Brasília
O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados rejeitou nesta quarta-feira relatório que defendia a abertura de processo disciplinar contra o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ). O relatório foi derrubado por 10 votos a 7. O parlamentar era acusado de disseminar o preconceito e estimular a violência com declarações contra negros e homossexuais. As representações foram apresentadas pelo Psol.

O relator, deputado Sérgio Brito (PSC-BA), considerou que deveria ser dado prosseguimento ao processo, argumentando que "há programas de televisão e reportagens que relacionam a ele os fatos narrados e, ao menos em tese, o acuso da prerrogativa da imunidade parlamentar constitui ato incompatível com o decoro parlamentar. Ademais, os fatos são recentes e não evidentemente atípicos". Os argumentos, contudo, não convenceram os conselheiros. O resultado da votação arquiva o caso, a menos que haja apresentação de recurso ao plenário.

As representações referem-se à discussão entre Bolsonaro e a senadora Marinor Brito (Psol-PA), durante debate sobre o projeto de criminalização da homofobia, no dia 12 de maio. Na ocasião, Bolsonaro e Marinor trocaram insultos depois que o deputado se posicionou atrás da senadora Marta Suplicy (PT-SP), que concedia entrevista, com folhetos anti-gays, o que irritou a senadora do Psol.

O partido acusa Bolsonaro de "ofender moralmente a senadora", distribuir panfletos com afirmações "mentirosas, difamatórias e injuriantes" a respeito da causa de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais (LGBT) e também correlacionar a mulher negra à promiscuidade. Este ponto refere-se à entrevista que o deputado deu ao programa CQC, da Rede Bandeirantes em que, em resposta a uma pergunta da cantora Preta Gil sobre como ele reagiria se seu filho namorasse uma mulher negra, o deputado disse que não corria esse risco já que, ao contrário de Preta, seu filho não havia crescido em um ambiente promíscuo.

Alvo das denúncias, Bolsonaro compareceu à reunião para fazer sua defesa. "Me dá asco ser representado por questões como estas", iniciou, alegando não haver nenhuma materialidade nas denúncias e defendendo sua liberdade de expressão. O deputado também não poupou críticas ao Psol: "É um partido muito preocupado com a ética dos outros. Mas um partido que defende o kit gay não tem moral pra criticar ninguém", disse, referindo-se ao kit contra a homofobia que o governo preparava para distribuir nas escolas.

"A grande preocupação do pessoal do Psol é eu falar: 'qual o pai que tem orgulho de ter um filho gay?' Não posso ter medo dos senhores, até porque a maioria aqui são heterossexuais preocupados com a família. Se fosse LGBT. Não vou me calar com essa representação sem vergonha, com esse lixo. Sou parlamentar com P maiúsculo, não com H minúsculo de homossexual", disparou Bolsonaro.

O deputado Jean Wyllys (Psol-RJ) acompanhou a reunião, mesmo não sendo membro da comissão. Ele rebateu as declarações de Bolsonaro, afirmando que "dizer que os pais de LGBTs não têm orgulho de seus filhos é ofender a dignidade dessas famílias". "É lamentável que ele ofenda a família brasileira dessa maneira e queira sair impune. Eu tenho orgulho de ser chamado de veado por outro veado, mas não pelo senhor. O senhor tem que lavar a boca antes de falar isso. Eu sou parlamentar com H maiúsculo de homem, mais homem que o senhor que fugiu da acusação de racismo porque racismo é crime e se refugiou na homofobia", acusou Wyllys, referindo-se à entrevista de Bolsonaro ao programa CQC, na qual, em resposta a uma pergunta da cantora Preta Gil, chamou-a de promíscua.

O deputado argumentou ainda que o princípio da dignidade humana está acima da liberdade de expressão dos parlamentares. A fala veio depois da manifestação do deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que defendeu a imunidade parlamentar. "O parlamentar é inviolável, mesmo que eu não concorde com uma palavra do que foi dito. Não vou ser eu que vou apoiar a fragilização do único escudo que dá altivez a todos os indivíduos que compõem esse parlamento", disse.

Governistas impedem convocação de Mercadante para falar na Câmara sobre dossiê dos "aloprados"

Podem mostrar as imagens do dinheiro do dossiê, a prisão dos aloprados à época, tudo  acontece no imaginário para a quadrilha. Nenhum deles irá para a cadeia. Claro, que se fosse de outro partido,  o tal político estaria vendo o sol nascer quadrado. Ninguém fala mais dos inúmeros escândalos. Estamos todos delirando! Essas mãos sempre estrangulando alguém. O corpo fala, meu senhor! Movcc/Gabriela


Fábio Brandt -Do UOL Notícias
Em Brasília

O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, participou ontem de audiência pública no Senado
Deputados governistas atuaram nesta quarta-feira (29) para livrar o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante (PT-SP), de ir à Câmara para explicar seu suposto envolvimento no caso do dossiê dos “aloprados”. Na terça-feira (28), o ministro falou sobre o assunto na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.

O escândalo remete à tentativa de compra de um dossiê contra José Serra (PSDB-SP) para ser usado na campanha de 2006 ao governo de São Paulo. Naquela eleição, Mercadante e Serra disputavam as eleições para o Estado.

Deputados do PSDB fizeram dez requerimentos para levar o caso de Mercadante a comissões da Câmara, mas não conseguiram garantir a obrigatoriedade da presença do ministro. Três requerimentos pediram convocação do petista (instrumento que torna obrigatório o comparecimento). Dois deles (na Comissão de Ciência e Tecnologia e na de Fiscalização Financeira) foram derrotados pela manhã. À tarde, o terceiro pedido nem chegou a ser apreciado pela Comissão de Segurança Pública por causa de um acordo entre oposição e governo.
O acordo, estimulado principalmente pelo PMDB, fez com que os requerimentos não votados pela manhã fossem retirados pela oposição. Em troca, os governistas se comprometeram a aprovar um convite a Mercadante na próxima semana. Mas, diferentemente da convocação, o convite não torna a presença do ministro obrigatória. O acordo não estabeleceu data para Mercadante prestar explicações.

“A Câmara merece a mesma atenção dele que o Senado”, disse o vice-líder da minoria Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG). “Teremos um ambiente de respeito para que ele possa falar.”

O tema do convite não deve ser o caso dos “aloprados”, mas algum assunto da pasta do ministro. Se Mercadante comparecer, no entanto, será instado a se pronunciar sobre o escândalo. Foi o que aconteceu no Senado: o ministro compareceu a uma audiência a pedido do senador aliado Lindbergh Farias (PT-RJ) para, originalmente, discutir “economia e competitividade”. Mas a sessão girou em torno do escândalo do dossiê.

Na ocasião, o ministro voltou a negar o envolvimento e disse que a acusação de que teria se unido a Orestes Quércia, outro candidato ao governo de São Paulo, para derrubar a candidatura de Serra só voltou à tona porque Quércia não está mais vivo. 

Viram no que deu?

Por Percival Puggina 
Era de se imaginar que maconheiros, traficantes, falsos progressistas, defensores do relativismo moral, partidários da tolerância com o intolerável, turma do politicamente correto, bem como seus assemelhados na esfera política onde todos gravitam, se encantassem com as mais recentes decisões do Supremo. Afinal, o Brasil está ficando como eles querem e o STF levando os descontentes a entender quem é que manda no pedaço.

Viva! A decisão sobre a reserva Raposa Serra do Sol foi um sucesso cívico: conseguiu lançar indígenas e colonos na miséria. Viva! No Brasil já se pode jogar embriões humanos no vaso e puxar a descarga. Viva! Battisti só não terá cidadania brasileira se não quiser, que qualificações não lhe faltam. Viva! Quando a Constituição Federal fala em homem e mulher enuncia apenas um estereótipo, um clichê em desuso, para representar qualquer tipo de encaixe. Viva! A marcha pela maconha é uma festa da cidadania patropi. E deve virar feriado nacional.

Li e reli as atribuições constitucionais do STF. Em nenhum lugar lhe foi outorgada a função de precursoria, de vanguarda social, incumbido de levar a nação, pelo nariz e a contragosto, para onde apontam os narizes e os gostos de seus membros. Já não falo em substituir-se ao Congresso Nacional que esse está nem aí para o que acontece, contanto que não faltem cargos e emendas necessárias à preservação dos mandatos. Raríssimas vozes se ouvem, ali, apontando os devidos limites às vontades da Corte.

Mas o que está acontecendo eram favas contadas. A partir de Fernando Henrique Cardoso, por 16 anos consecutivos, as indicações para o STF são buscadas no mesmo nicho. Embora a esquerda goste de dizer que FHC era neoliberal, o fato é que ele e Lula pertencem à mesma extração esquerdista, com diferenças apenas no nível intelectual. FHC é um Lula de salão nobre, com doutorado, ao passo que Lula é um FHC de piquete grevista e curso primário. Lula defende a cachaça e FHC, no melhor estilo da esquerda dos anos 60, de Woodstock, da contracultura, oitentão modernoso que é, defende a maconha. Aparta-os a política, não as ideias.

Os indicados por ambos formam 80% do Supremo e não faz muita diferença o fato de que Lula tenha escolhido boa parte dos seus no partido e no partidão. As cabeças são parecidas. As disputas que por vezes se esboçam entre eles são, essencialmente, de beleza. Temas para espelho mágico. De nada vale, então, aguardar o futuro porque o futuro não nos reserva algo melhor. Os ministros mais antigos e mais próximos da compulsória são os dois Mello - o Celso e o Marco Aurélio. Estão piorando com a idade e com a vaidade. Gravitam no mesmo círculo filosófico dos demais. E só saem, respectivamente, em 2015 e 2018.

Viram no que deu, este país ficar votando compulsivamente na esquerda? A mesma sociedade, majoritariamente conservadora, cristã, consciente da importância dos valores tradicionais, ao votar na esquerda por motivos menores, é obrigada a assistir suas posições maiores - religiosas, filosóficas e morais - serem desrespeitadas e ridicularizadas nos votos e nas decisões dos ministros do Supremo.

Bandidos foram até o prédio de Nelson Jobim em Ipanema e mantiveram reféns no apartamento o filho e a nora; levaram joias e R$ 500

Tiago Rogero - estadão.com.br
RIO - Agentes da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) da Polícia Civil do Rio aguardam imagens de circuitos internos de TV e laudos periciais para tentar identificar os dois suspeitos que assaltaram neste domingo, 27, o apartamento do filho do ministro da Defesa, Nelson Jobim, em Ipanema, na zona sul do Rio. Como o prédio não conta com câmeras, o material está sendo coletado nos sistemas de vigilância dos edifícios vizinhos.

Embora a polícia tenha divulgado ontem que o apartamento pertencia ao ministro, a assessoria de imprensa do ministério informou hoje que o proprietário é o filho dele, Alexandre Jobim. No Rio para gravar depoimento sobre os 12 anos do ministério, Jobim não quis comentar o caso, e alegou tratar-se de um assunto pessoal, que não diz respeito ao cargo.

De acordo com o delegado Fábio Arty, que comanda a investigação, os laudos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) e do Instituto Félix Pacheco (IFP), que fizeram perícia ontem no apartamento e na portaria, devem ficar prontos nos próximos dias. "O tempo é importantíssimo nessas investigações, então esperamos que cheguem o mais rápido possível", disse. Uma equipe da DRF esteve ontem no apartamento.

Segundo a polícia, os criminosos conseguiram invadir o prédio, na Avenida Vieira Souto, orla da praia de Ipanema, depois de ameaçarem um morador que saía do edifício. O apartamento de Alexandre foi o único a ser assaltado. Os assaltantes dominaram ele e a esposa, que moram em Brasília, mas passavam o feriado de Corpus Christi na capital fluminense. Os suspeitos levaram joias e R$ 500 em dinheiro. Ninguém ficou ferido.

COMEÇOU A RESISTÊNCIA

Por Ralph J. Hofmann - Prosa e Política
Recebemos na redação de P&P-GS/RJH em Belluno, Itália um vídeo em que uma figura encarapuçada, vestida de verde, amarelo e azul frente a um fundo infinito negro se apresenta falando em italiano coloquial porém com sotaque brasileiro. Basicamente este vulto declarou:

“Profundamente insatisfeitos com os caminhos antidemocráticos trilhados pelo governo do Brasil nestes últimos cento e dois meses, tendo dado ampla oportunidade para que a nova presidente do Brasil devolvesse o país ao trilho da plena e eficaz democracia resolvemos fundar o Movimento Pela Verdadeira Democracia – MPVD (Não confundir com NKVD).

Considerando o exemplo da atual presidente do Brasil, que tão bem soube arrombar cofres recheados de propriedade de ícones do regime anterior a 1964, porém dentro das limitações de nosso movimento ativista recém iniciado e que não visa lucros ou consumo suntuoso pessoal resolvemos atacar uma figura emblemática do egoísmo, cinismo, incompetência, mau caráter e maus modos nacionais.

Para tanto escolhemos como alvo o ministro da Defesa Nelson Jobim,o homem de aço oxidado.
Sua índole é comprovada pela mesquinharia que o fez humilhar o ministro Waldir Pires que lhe transmitia o cargo, que deixava por não ter conseguido solucionar o caos aéreo. Afirmando: “Nunca se queixe, nunca se explique, nunca se desculpe, aja ou saia, faça ou vá embora. Vamos enfrentar os problemas que estamos vivendo. Não temos tempo para explicação, mas para construir o futuro.”

A seguir passou a tentar explicar o inexplicável, jogar a responsabilidade para outros, não sair e sim ficar no cargo sem nada realizar e agarrar-se com unhas de titânio à teta do poder.

Em nossa primeira ação não logramos encontrar o símbolo da iniqüidade e senso de impunibilidade deste indivíduo, o sino (*) da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, mas juramos tornar a vida desta e de outras figuras abusivas de nossa vida pública extremamente desagradáveis.

Concitamos aos brasileiros de bem que se unam a nós. Cada pouquinho ajuda. Qualquer sapo morto no chopp de um político já serve.
Nossas escusas ao filho e à nora do ministro. Ninguém é responsável pelos atos de seu pai.

Italiano Antonio Tabucchi cancela vinda à Flip por conta da libertação de Battisti

Da Redação - entretenimento.uol.com.br
Na tarde desta terça-feira, a organização da Flip anunciou que o escritor italiano Antonio Tabucchi cancelou sua participação no evento por causa da decisão tomada pela justiça brasileira sobre o caso de Cesare Battisti. 

Battisti, ex-ativista da extrema esquerda italiana e condenado por quatro assassinatos nos anos 70, recebeu o status de refugiado e foi autorizado pelo governo brasileiro a permanecer no país por tempo indeterminado. 

Quem substitui o autor italiano na mesa “Ficções da Crônica” é o psicanalista Contardo Calligaris, ao lado de Ignácio de Loyola Brandão. Os ingressos já adquiridos para a mesa continuam válidos, mas quem quiser o valor do ingresso de volta, pode pegar o dinheiro na bilheteria da Flip, em Paraty. 

É a segunda vez que Tabucchi desiste de comparecer ao evento literário. No ano passado, por conta de problemas de saúde, ele foi substituído por Ferreira Gullar.

A Flip ocorre de 6 a 10 de julho próximos na cidade fluminense de Paraty. Os bilhetes para o evento literário custam R$ 40 (show de abertura e debates no auditório) e R$ 10 (debates na Tenda do Telão). A compra pode ser feita no site da Tickets for Fun, pelo telefone 4003-0848 e nos pontos de venda da empresa (veja no site da Flip a relação). Os ingressos podem ser adquiridos até 5 de julho desta forma. A partir de 6 de julho, as vendas são apenas na bilheteria da Flip em Paraty.

Fome dois ponto zero: Programa imaginário de Lula que jamais ousou mencionar em seus palanques

Por Guilherme Fiuza - Época Online
Quem achava que o conto de fadas do filho do Brasil e da primeira presidenta já tinha chegado ao seu final feliz, enganou-se.

Essa história emocionante não para de nos proporcionar desfechos surpreendentes.

A reabilitação política do nosso Delúbio, o heróico sobrevivente do mensalão, não foi nada. A FAO, órgão da ONU para agricultura e alimentação, acaba de anunciar seu novo diretor-geral: o brasileiro José Graziano.

Graziano ficou conhecido como uma das figuras mais badaladas do início do governo Lula. Era o responsável pela implantação do famoso programa Fome Zero, idealizado para ser o carro-chefe do governo popular.

O programa foi muito bem sucedido na missão de fazer chegar a todos os brasileiros o slogan Fome Zero.

O único problema do genial plano de José Graziano foi a constatação de que ele era inexeqüível.

Talvez por esse detalhe, Graziano tomou posse com Lula em 2003 e em 2004 já não era mais ministro.

E não foi mais nada nos oito anos de governo Lula, continuando a não ser nada no nascente governo Dilma. Como se vê, as credenciais do professor Graziano com seu Fome Zero permaneceram decisivas ao longo dos anos. Nem o Ministério da Pesca lhe foi oferecido.

E eis que a FAO elege José Graziano seu diretor-geral. Quem destacou as razões da escolha, em nota oficial, foi sua própria madrinha, Dilma Rousseff. Eis o atributo principal:

“Sua reconhecida contribuição na formulação da bem-sucedida estratégia governamental de assegurar o direito dos povos à alimentação”.

Ou seja: José Graziano vai dirigir o braço da ONU para a alimentação do mundo com base na experiência do Fome Zero – o programa imaginário que o próprio Lula jamais ousou voltar a mencionar em seus inúmeros palanques.

Moral da história: companheiro que está no sereno – não perca as esperanças! O governo popular trabalha, dia e noite, por uma boquinha para você.

Ou até, quem sabe, uma bocarra.

E viva o grande banquete das Nações Unidas, onde os amigos dos amigos nunca passam fome.

As confissões de Expedito Veloso - agora em áudio

As gravações em que o aloprado revela os bastidores da montagem do dossiê que seria usado contra José Serra na campanha de 2006

Hugo Marques e Gustavo Ribeiro
Há duas semanas, VEJA publicou as confissões de Expedito Veloso, um dos envolvidos no escândalo dos aloprados – a tentativa de petistas comprarem um dossiê forjado para prejudicar o tucano José Serra nas eleições para o governo paulista de 2006. Em gravações obtidas pela revista, o ex-diretor do Banco do Brasil esclarece quem foram os patrocinadores de uma das mais sórdidas patranhas políticas do Brasil recente. AQUI

Orgulho Hétero:Vereador propõe dia do hétero: "Há leis demais para os gays"

Dayanne Sousa - Terra Magazine
"É uma forma de protestar contra o excesso de leis em prol dos homossexuais". Assim o vereador Carlos Apolinário (DEM) define seu projeto de instituir o Dia do Orgulho Hétero na cidade de São Paulo. A proposta veio à tona na última quarta-feira (22) e virou um dos tópicos mais debatidos nas redes sociais.

Com a proximidade da realização da 15ª Parada LGBT, neste domingo (26), o político evangélico admite que não tem esperanças de ver sua proposta aprovada. "Eu não estou preocupado com a votação, estou preocupado em fazer as pessoas discutirem e isso eu já consegui", resume.

O projeto de lei criado por Apolinário em 2005 foi levado ao plenário da Câmara Municipal nesta quarta, mas não foi votado por oposição do líder do PT, Ítalo Cardoso.

Depois de seis anos, a reapresentação da proposta numa semana em que as atenções estão voltadas para as reivindicações de grupos homossexuais é vista como estratégica pelo demista:

- Eu não digo que foi oportunista, eu quis aproveitar a oportunidade. Se eu fosse falar disso antes, ninguém daria atenção.

Contra a Parada

Depois do reconhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), da união homoafetiva, acirraram-se os ânimos dos que se opõem ao casamento gay. A proximidade da Parada virou estopim para várias manifestações.

Na quinta-feira (23), evangélicos se reuniram na Marcha para Jesus. O pastor da igreja Assembleia de Deus, Silas Malafaia, usou o microfone para dizer que o STF "rasgou a Constituição".
- Querem transformar a bíblia em um livro homofóbico - completou.

Em contrapartida, a APOGLBT, entidade que organiza a Parada, anunciou que haverá religiosos apoiando a manifestação. Espera-se a presença de reverendos da Paróquia da Santíssima Trindade da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil.

Juízes do Tribunal Penal Internacional (TPI )ordenam prisão de Kadafi, seu filho e cunhado

O líder líbio, Muammar Kadafi, luta contra opositores e forças da Otan para se manter no poder

Terra
Os juízes do Tribunal Penal Internacional (TPI) determinaram nesta segunda-feira a prisão do líder líbio, Muammar Kadafi, seu segundo filho, Saif al Islam, e seu cunhado Abdullah al Senusi, que também é chefe da inteligência militar do regime.

Em uma audiência pública, os juízes do TPI explicaram que a Procuradoria apresentou provas suficientes para que fosse emitida a ordem de detenção contra Kadafi e pessoas de seu entorno, acusados de crimes contra a humanidade supostamente cometidos na Líbia a partir de fevereiro, durante as revoltas no país.

MILITARES NO PODER, NUNCA MAIS!

Estamos reeditando o maravilhoso texto "Militares no Poder, Nunca Mais", conforme solicitação do autor.   O texto nos foi enviado com autoria equivocada. Solicitamos que outros blogueiros que copiaram o texto, reeditem o texto original. Net 7 Mares.  Movcc/Gabriela

(texto atribuído erradamente a Millor Fernandes, atribuição equivocada, vez que Millor, que combatia o regime militar no seu semanário "O Pasquim", jamais poderia tê-lo escrito ainda que em termos irônicos). Anselmo Cordeiro

Por Anselmo Cordeiro (Net 7 Mares)
 Militar no poder, nunca mais. Só fizeram lambanças.
Tiraram o cenário bucólico que havia na Via Dutra de uma só pista, que foi duplicada e recebeu melhorias; acabaram aí com as emoções das curvas mal construídas e os solavancos estimulantes provocados pelos buracos na pista. Não satisfeitos, fizeram o mesmo com a rodovia Rio-Juiz de Fora, sem contar a mania de abrir novas estradas de norte a sul e de leste a oeste, o que deixou os motoristas atarantados e perdidos, sem saber qual caminho tomar para chegar ao destino. 

Com a construção da ponte Rio-Niterói, acabaram com o sonho de crescimento da pequena Magé, cidade nos fundos da Baía de Guanabara, que era caminho obrigatório dos que vinham do sul, passando pelo Rio, em direção às cidades litorâneas do sudeste acima do Rio e nordeste, contornando a baía num percurso de mais de 100 km. Encurtaram o tempo de viagem entre Rio e Niterói, é verdade, mas acabaram com aquela gostosa espera pela barcaça que levava meia dúzia de carros de um lado a outro da baía.

Criaram esse maldito Proálcool, com o medo infundado de que o petróleo vai acabar um dia. E, para apressar logo o fim do chamado "ouro negro", deram um impulso gigantesco à Petrobras, que passou a extrair petróleo 10 vezes mais (de 75 mil barris diários, passou a produzir 750 mil); mas nem isso adiantou nada, porque, com o álcool mais barato que a gasolina, permaneceu o fedor de bêbado que os carros passaram a ter com o uso do inventado combustível.

Enfiaram o Brasil numa disputa estressante, levando-o da posição de 45ª economia do mundo para a posição de 8ª, trazendo com isso uma nociva onda de inveja mundial.

Tiraram o sossego da vida ociosa de 13 milhões de brasileiros, que, com a gigantesca oferta de emprego em milhares de obras, ficaram sem a desculpa do "estou desempregado".

Em 1971, no governo militar, o Brasil alcançou a posição de segundo maior construtor de navios no mundo, o que veio a ser outra desgraça, porque, além de atrair mais inveja, infernizou a vida dos que moravam perto dos estaleiros, com aquela barulheira da construção desenfreada.

Com gigantesca oferta de empregos, baixaram consideravelmente os índices de roubos e assaltos. Ora! Sem aquela emoção de estar na iminência de sofrer um assalto, os nossos passeios perderem completamente a graça.

Alteraram profundamente a topografia do território brasileiro com a construção de hidrelétricas gigantescas (Tucuruí, Ilha Solteira, Jupiá e Itaipu), o que obrigou as nossas crianças a aprenderem sobre essas bobagens de nomes esquisitos. Por causa disoo, o Brasil, que antes vivia o romantismo do jantar à luz de velas ou de lamparinas, teve que tolerar a instalação de milhares de torres de alta tensão espalhadas pelo seu território, para levar energia elétrica a quem nunca precisou disso.

Implementaram os metrôs de São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Recife e Fortaleza, deixando tudo pronto para o início das obras e, com elas, atazanar a vida dos cidadãos e o trânsito nestas cidades.

Inconseqüentes, injustos e perversos, esses militares baniram do Brasil pessoas bem intencionadas, que queriam implantar aqui um regime político que fazia a felicidade dos russos, cubanos e chineses, em cujos países as pessoas se reuniam em fila nas ruas apenas para bater-papo, e ninguém pensava em sair a passeio para nenhum outro país.

Foram demasiadamente rigorosos com os simpatizantes daqueles regimes, só porque esses, que os milicos, em flagrante exagero, chamavam de terroristas, soltaram uma "bombinha de São João" no aeroporto de Guararapes, onde alguns inocentes morreram de susto apenas.

Os militares são muito estressados. Fizeram tempestade em copo d'água só por causa de alguns assaltos a bancos, seqüestros de diplomatas... ninharias que qualquer delegado de polícia resolve.

Tiraram-nos o interesse pela Política, vez que os deputados e senadores daquela época não nos brindavam com esses deliciosos escândalos que fazem a alegria da gente hoje.

Para piorar a coisa, se tudo isso ainda é pouco, ainda criaram o MOBRAL, que ensinou milhões a ler e escrever, aumentando mais ainda o poder dos empregados contra os seus patrões. 

Nem o homem do campo escapou, porque criaram para ele o FUNRURAL, tirando do pobre coitado a doce preocupação que ele tinha com o seu futuro. Era tão bom imaginar-se velhinho, pedindo esmolas para sobreviver.

Outras desgraças criadas pelos militares:

Trouxeram a TV a cores para as nossas casas, pelas mãos de um Oficial do Exército, formado pelo Instituto Militar de Engenharia, que, por falta do que fazer, inventou o sistema PAL-M. 

Criaram ainda a EMBRATEL; TELEBRÁS; ANGRA I e II; INPS, IAPAS, DATAPREV, LBA, FUNABEM e mais um penca de instituições, cujo amontoado de siglas nos levou a confundir nomes.

Todo esse estrago e muito mais, os militares fizeram em 22 anos de governo. Com isso, ganharam o quê? Inexplicavelmente nada. Todos os Generais-Presidentes foram para casa, levando apenas o soldo do posto. Se tivessem ficado ricos, um pouquinho que fosse, ainda dava para entender essa quantidade absurda de obras. O último deles, um tal Figueiredo, que sofria de um mal na coluna, teve que se valer de amigos para pagar tratamento com especialista. Ora! Então essa zoeira toda de obras foi só para complicar a vida simples das pessoas.

Depois que entregaram o governo aos civis, estes, nos vinte anos seguintes, não fizeram nem 10% dos estragos que os militares fizeram.
Graças a Deus! Ainda bem que os militares não continuaram no poder!!

Tem muito mais coisas horrorosas que eles, os militares, criaram, mas o que está escrito acima é o bastante para dizermos:

"Militar no poder, nunca mais!!!".

Anselmo Cordeiro (Net 7 Mares)

Pasta da Pesca usa você como isca em pescaria inútil

Eles posam bem para foto de ministros ocupados, e quando "discursam" lembram de alguma letra da música popular brasileira. Que desperdício com o dinheiro público. Que tal: "Somos todos inúteis".  É uma total chinfrinada, ou não é? Movcc/Gabriela

Por Josias de Souza - Folha Online
Para que serve o Ministério da Pesca? O troca-troca Ideli Salvatti-Luiz Sérgio evidenciou uma serventia: acomodar companheiros.

No mais, a pasta limita-se a servir-se das iscas recolhidas do bolso do contribuinte para pescar o nada.

O ministério emprega 918 servidores, traz 37 órgãos pendurados no organograma e vai torrar em 2011 orçamento de R$ 553,2 milhões.

No gogó, a meta do governo era a de converter o Brasil num dos líderes planetários na produção de pescado.

Levados à balança comercial, os números exibem a crônica de um fracasso. Em 2009, o país amargava déficit de US$ 519 milhões.

Em 2010, o buraco aumentou. A diferença entre exportação e importação de peixes saltou para US$ 757,3 milhões.

Nos primeiros seis meses de 2011, o vermelho da balança já soma R$ 503,5 milhões.

Em Brasília, o ministério funciona em prédio alugado. Um anzol que iça da bolsa da Viúva R$ 600 mil por mês.

Nos Estados, a pasta mantém 27 superintendências. Para quê? Orça-se o ministro Luiz Sérgio:

"As estruturas nos Estados não são tão grandes assim e têm como objetivo abrir uma porta para os pescadores serem atendidos". Então, tá!

Petista venceu disputa para a FAO. Pior para a FAO!

Que pena! Venceu o fracasso. Movcc/Gabriela

Por Reinaldo Azevedo - Veja Online
Posso até decepcionar alguns amigos e admiradores com certas opiniões que tenho. Acontece com freqüência. Como não penso por bloco — isto é, rejeito idéias que vêm em pacotes —-, muitos me esperam mais conservador onde posso ser um tanto ousado; outros cobram alguma ousadia onde me mostro inamovível, e assim vai… Costumo pensar cada coisa em sua natureza. Jamais me obrigo a gostar do que não gosto para que não me achem “incoerente”. Mas me desviei um pouco. Eu queria dizer o seguinte: posso até decepcionar alguns amigos e/ou admiradores às vezes. Mas jamais decepcionarei um petralha! Nunca! Eles não gostarem de mim é um imperativo ético… para mim!!! Por que isso?

O petista José Graziano venceu a disputa para o cargo de diretor-geral da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura). E lá veio a petralhada: “Quero ver você falar mal disso também…” Como??? “Disso também???” Mas essa é uma das tarefas mais fáceis que tenho. Graziano responde por um estonteante fracasso do governo Lula: o Fome Zero. Quem ainda se lembra daquela patacoada? Durante quase um ano, o Apedeuta insistiu na sua “revolução”. E acabou fazendo o que os petistas sempre fazem: copiar tucano. Juntou todos os programas sociais do governo Fernando Henrique Cardoso no Bolsa Família.

Eu posso provar o que digo, entendem? No dia 9 de abril de 2003, com o Fome Zero empacado, Lula fez um discurso no semi-árido nordestino, na presença de Ciro Gomes, em que disse com todas as letras que acreditava que os programas que geraram o Bolsa Família levavam os assistidos à vagabundagem. Querem ler? Pois não! Segue em vermelho.

Eu, um dia desses, Ciro [Gomes, ministro da Integração Nacional], estava em Cabedelo, na Paraíba, e tinha um encontro com os trabalhadores rurais, Manoel Serra [presidente da Contag - Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura], e um deles falava assim para mim: “Lula, sabe o que está acontecendo aqui, na nossa região? O povo está acostumado a receber muita coisa de favor. Antigamente, quando chovia, o povo logo corria para plantar o seu feijão, o seu milho, a sua macaxeira, porque ele sabia que ia colher, alguns meses depois. E, agora, tem gente que já não quer mais isso porque fica esperando o ‘vale-isso’, o ‘vale-aquilo’, as coisas que o Governo criou para dar para as pessoas.” Acho que isso não contribui com as reformas estruturais que o Brasil precisa ter para que as pessoas possam viver condignamente, às custas do seu trabalho. Eu sempre disse que não há nada mais digno para um homem e para uma mulher do que levantar de manhã, trabalhar e, no final do mês ou no final da colheita, poder comer às custas do seu trabalho, às custas daquilo que produziu, às custas daquilo que plantou. Isso é o que dá dignidade. Isso é o que faz as pessoas andarem de cabeça erguida. Isso é o que faz as pessoas aprenderem a escolher melhor quem é seu candidato a vereador, a prefeito, a deputado, a senador, a governador, a presidente da República. Isso é o que motiva as pessoas a quererem aprender um pouco mais.

Voltei
Viram só? Para Lula, o Bolsa Família tirava do pobre a vontade de plantar macaxeira. O Fome Zero era uma bagunça sem solução. Assim, no dia 20 de outubro de 2003, o Apedeuta, segundo quem os programas de renda geravam vagabundos, editou uma Medida Provisória criando o Bolsa Família, que juntava, entre outros programas, o Bolsa Escola (criada por Paulo Renato) e o Programa Nacional de Renda Mínima, criado por Serra no Ministério da Saúde. Não acreditem em mim. Acreditem no texto da MP, de que segue um trecho:

(…) programa de que trata o caput tem por finalidade a unificação dos procedimentos de gestão e execução das ações de transferência de renda do Governo Federal, especialmente as do Programa Nacional de Renda Mínima vinculado à Educação - “Bolsa Escola”, instituído pela Lei n.° 10.219, de 11 de abril de 2001, do Programa Nacional de Acesso à Alimentação - PNAA, criado pela Lei n.° 10.689, de 13 de junho de 2003, do Programa Nacional de Renda Mínima vinculado à Saúde - “Bolsa Alimentação”, instituído pela medida provisória n.° 2.206-1, de 6 de setembro de 2001, do Programa Auxílio-Gás, instituído pelo Decreto n.° 4.102, de 24 de janeiro de 2002, e do Cadastramento Único do Governo Federal, instituído pelo Decreto n.° 3.877, de 24 de julho de 2001.

Isso quer dizer que o programa de Graziano tinha ido para a cucuia. E daí? Os estrangeiros não sabem disso, e o Brasil fez uma campanha intensa, opondo um tantinho os países pobres contra o ricos — e se fazendo representante dos pobres, claro. Por 92 votos a 88, Graziano venceu Miguel Ángel Moratinos, ex-ministro de Relações Exteriores da Espanha. Para sorte dos países que dependem da FAO, torço sinceramente para que ele não demonstre naquele organismo a incompetência comprovada que demonstrou no Brasil.

Primeira vitória em meio a derrotas
Eu estou entre aqueles que não vêem grandes avanços de conteúdo na política externa brasileira. Por enquanto, acho que a diferença é mais de retórica, de estilo, o que não deixa de ser, vá lá, uma manifestação positiva. O fato é que o Brasil obteve a primeira vitória na disputa por um organismo multilateral em nove anos de petismo, o que dá prova da incompetência do Itamaraty nesse tempo. Abaixo, a listinha que vocês conhecem com as derrotas e as besteiras feitas pelo ministério. Volto para encerrar:

LISTA DE BESTEIRAS E DERROTAS DE CELSO AMORIM:

NOME PARA A OMC
Amorim tentou emplacar Luís Felipe de Seixas Corrêa na Organização Mundial do Comércio em 2005. Perdeu. Sabem qual foi o único país latino-americano que votou no Brasil? O Panamá!!! Culpa do Itamaraty, não de Seixas Corrêa.

OMC DE NOVO
O Brasil indicou Ellen Gracie em 2009. Perdeu de novo. Culpa do Itamaraty, não de Gracie.

NOME PARA O BID
Também em 2005, o Brasil tentou João Sayad na presidência do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). Deu errado outra vez. Dos nove membros, só quatro votaram no Brasil - do Mercosul, apenas um: a Argentina. Culpa do Itamaraty, não de Sayad.

ONU
O Brasil tenta, como obsessão, a ampliação (e uma vaga permanente) do Conselho de Segurança da ONU. Quem não quer? Parte da resistência ativa à pretensão está justamente no continente: México, Argentina e, por motivos óbvios e justificados, a Colômbia.

CHINA
O Brasil concedeu à China o status de “economia de mercado”, o que é uma piada, em troca de um possível apoio daquele país à ampliação do número de vagas permanentes no Conselho de Segurança da ONU. A China topou, levou o que queria e passou a lutar… contra a ampliação do conselho. Chineses fazem negócos há uns cinco mil anos, os petistas, há apenas 30…

DITADURAS ÁRABES
Sob o reinado dos trapalhões do Itamaraty, Lula fez um périplo pelas ditaduras árabes do Oriente Médio.

CÚPULA DE ANÕES
Em maio de 2005, no extremo da ridicularia, o Brasil realizou a cúpula América do Sul-Países Árabes. Era Lula estreando como rival de George W. Bush, se é que vocês me entendem. Falando a um bando de ditadores, alguns deles financiadores do terrorismo, o Apedeuta celebrou o exercício de democracia e de tolerância… No Irã, agora, ele tentou ser rival de Barack Obama…

ISRAEL E SUDÃO
A política externa brasileira tem sido de um ridículo sem fim. Em 2006, o país votou contra Israel no Conselho de Direitos Humanos da ONU, mas, no ano anterior, negara-se a condenar o governo do Sudão por proteger uma milícia genocida, que praticou os massacres de Darfur - mais de 300 mil mortos! Por que o Brasil quer tanto uma vaga no Conselho de Segurança da ONU? Que senso tão atilado de justiça exibe para fazer tal pleito?

FARC
O Brasil, na prática, declara a sua neutralidade na luta entre o governo constitucional da Colômbia e os terroristas da Farc. Já escrevi muito a respeito.

RODADA DOHA
O Itamaraty fez o Brasil apostar tudo na Rodada Doha, que foi para o vinagre. Quando viu tudo desmoronar, Amorim não teve dúvida: atacou os Estados Unidos.

UNESCO
Amorim apoiou para o comando da Unesco o egípcio anti-semita e potencial queimador de livros Farouk Hosni. Ganhou a búlgara Irina Bukova. Para endossar o nome de Hosni, Amorim desprezou o brasileiro Márcio Barbosa, que contaria com o apoio tranqüilo dos Estados unidos e dos países europeus. Chutou um brasileiro, apoiou um egípcio, e venceu uma búlgara.

HONDURAS
O Brasil apoiou o golpista Manuel Zelaya e incentivou, na prática, uma tentativa de guerra civil no país. Perdeu! Honduras realizou eleições limpas e democráticas. Lula não reconheceu o governo.

AMÉRICA DO SUL
Países sul-americanos pintam e bordam com o Brasil. Evo Morales, o índio de araque, nos tomou a Petrobras, incentivado por Hugo Chávez, que o Brasil trata como uma democrata irretocável. Como paga, promove a entrada do Beiçola de Caracas no Mercosul. Quem está segurando o ingresso, por enquanto, é o Parlamento… paraguaio! A Argentina impõe barreiras comerciais à vontade. E o Brasil compreende. O Paraguai decidiu rasgar o contrato de Itaipu. E o Equador já chegou a seqüestrar brasileiros. Mas somos muito compreensivos. Atitudes hostis, na América Latina, até agora, só com a democracia colombiana. Chamam a isso “pragmatismo”.

CUBA, PRESOS E BANDIDOS
Lula visitou Cuba, de novo, no meio da crise provocada pela morte do dissidente Orlando Zapata. Comparou os presos políticos que fazem greve de fome a bandidos comuns do Brasil.

IRÃ, PROTESTOS E FUTEBOL
Antes do apoio explícito ao programa nuclear e do vexame de agora, já havia demonstrado suas simpatias por Ahmadinejad e comparado os protestos das oposições contra as fraudes eleitorais à reclamação de uma torcida cujo time perde um jogo.

Encerro
A coisa não deixa de ter sua graça. De todos os candidatos que o Brasil apresentou para disputar cargos em organismos multilaterais, Graziano é, sem dúvida, o pior, uma vez que é de incompetência comprovada. E foi justamente com ele que venceu.
Pronto! A petralhada não tem por que se decepcionar!