Eles pensam com o pênis...

Não é possível que nossas famílias fiquem em silêncio diante dessa doutrinação do reino dos tarados sexuais. O MEC aprovou o livro que ensina seus filhos a pensarem com o pênis, e suas filhas com a vulva.

Esse lixo deve ser protestado por todos nós que, sabemos o quanto custa uma boa educação para nossos filhos. Não devemos permitir que esses tarados escrevam livros para emporcalhar a mente de nossas crianças nas escolas, e aqueles que governam com a cabeça de seus membros inferiores, não mais interfiram dentro de nossas casas.

Simplesmente nojento! Probeza de espírito é uma desgraça! Esses canalhas vivem em função de roubar e amealhar o dinheiro alheio, divertindo-se com a sopa de esperma entre eles. Cachorros! O mais indicado para vocês, é que cuidem de suas cadelas e cabritas, e deixem as famílias que ainda mantém uma boa dose de moral em paz. Gorilas!

Amigos, leiam abaixo sobre o tal "livro" que estupra a alma de todos nós, pois somos os únicos responsáveis pelas nossas crianças, e desejamos um futuro promissor e cheio de ideais aos nossos filhos, e não, ensinamentos desse "Estado Porco" cujo ex-governante foi iniciado sexualmente por uma cabrita. A degradação se iniciou há 8 anos, e veremos o lodo da porquice refletir na educação de nossos filhos e netos, senão reagirmos a esse bando de cavernosos intelectuais, escolhidos pelo ex(....) de todos tempos, que deixará a marca de suas patas sujas por mais de 200 anos.

Tenho a impressão que o Brasil acabou com esses patifes da pior espécie. Não existe quem os coloque na cadeia, não é?l Que pena! Desculpem a linguagem chula. As pérolas estarão guardadas para um novo tempo. Movcc/Gabriela


Direito dos país ou do Estado?
MIGUEL NAGIB, 50, é procurador do Estado de São Paulo, coordenador do site www.escolasempartido.org e especialista do Instituto Millenium

No começo de 2010, pais de alunos da rede pública de Recife protestaram contra o livro de orientação sexual adotado pelas escolas. Destinada a crianças de sete a dez anos, a obra “Mamãe, Como Eu Nasci?”, do professor Marcos Ribeiro, tem trechos como estes: “Olha, ele fica duro! O pênis do papai fica duro também?

Algumas vezes, e o papai acha muito gostoso. Os homens gostam quando o seu pênis fica duro.” “Se você abrir um pouquinho as pernas e olhar por um espelhinho, vai ver bem melhor. Aqui em cima está o seu clitóris, que faz as mulheres sentirem muito prazer ao ser tocado, porque é gostoso.”

Inadequado? Bem, não é disso que vamos tratar no momento. O ponto que interessa está aqui: “Alguns meninos gostam de brincar com o seu pênis, e algumas meninas com a sua vulva, porque é gostoso. As pessoas grandes dizem que isso vicia ou “tira a mão daí que é feio”. Só sabem abrir a boca para proibir. Mas a verdade é que essa brincadeira não causa nenhum problema”.

Considerando que entre as pessoas que “só sabem abrir a boca para proibir” estão os pais dos pequenos leitores dessa cartilha, pergunta-se: têm as escolas o direito de dizer aos nossos filhos o que é “a verdade” em matéria de moral?

De acordo com a Convenção Americana sobre Direitos Humanos (CADH), a resposta é negativa. O artigo 12 da CADH reconhece expressamente o direito dos pais a que seus filhos “recebam a educação religiosa e moral que esteja de acordo com suas próprias convicções”. É fato notório, todavia, que esse direito não tem sido respeitado em nosso país.

Apesar de o Brasil ter aderido à CADH, o MEC não só não impede que o direito dos pais seja usurpado pelas escolas como concorre decisivamente para essa usurpação, ao prescrever a abordagem transversal de questões morais em todas as disciplinas do ensino básico.

Atendendo ao chamado, professores que não conseguem dar conta de sua principal obrigação – conforme demonstrado ano após ano por avaliações de desempenho escolar como o Saeb e o Pisa -, usam o tempo precioso de suas aulas para influenciar o juízo moral dos alunos sobre temas como sexualidade, homossexualismo, contracepção, relações e modelos familiares etc.

Quando não afirmam em tom categórico determinada verdade moral, induzem os alunos a duvidar “criticamente” das que lhes são ensinadas em casa, solapando a confiança dos filhos em seus pais.

A ilegalidade é patente. Ainda que se reconhecesse ao Estado – não a seus agentes – o direito de usar o sistema de ensino para difundir uma agenda moral, esse direito não poderia inviabilizar o exercício da prerrogativa assegurada aos pais pela CADH, e isso fatalmente ocorrerá se os tópicos dessa agenda estiverem presentes nas disciplinas obrigatórias.

Além disso, se a família deve desfrutar da “especial proteção do Estado”, como prevê a Constituição, o mínimo que se pode esperar desse Estado é que não contribua para enfraquecer a autoridade moral dos pais sobre seus filhos.

Impõe-se, portanto, que as questões morais sejam varridas dos programas das disciplinas obrigatórias. Quando muito, poderão ser veiculadas em disciplina facultativa, como ocorre com o ensino religioso. Assim, conhecendo previamente o conteúdo de tal disciplina, os pais decidirão se querem ou não compartilhar a educação moral de seus filhos com especialistas de mente aberta como o professor Marcos Ribeiro.

LUIZ CARLOS FARIA DA SILVA, 54, doutor em Educação pela Unicamp, é professor adjunto da Universidade Estadual de Maringá.
MIGUEL NAGIB, 50, é procurador do Estado de São Paulo, coordenador do site www.escolasempartido.org e especialista do Instituto Millenium

O Poste calou o Cara? Du-vi-de-ó-dó

Há um movimento subreptício para atribuir sabedoria ao Poste pelo seu silêncio, ao mesmo tempo em que se confere a essa sabença o mérito pelo sumiço do Cara.

Por Neil Ferreira - Publicado no Diário do Comércio
Depois do Lulla? Depois, nada. Estamos em plena vigência do mesmo Cara de sempre, que sai da caverna com a máscara na cara e anel de caveira na mão direita, montado no Heroi e acompanhado pelo Capeto; o Fantasma é Imortal.

FHC definiu com fina ironia a principal diferença entre o governo atual, do Poste, e o anterior, do Cara: "Agora vejo menos o Lulla na tevê". FHC acertou nas moscas. Mas é por vontade própria do Cara, algum desígnio oculto ele tem, e não por ação consciente do Poste - não que lhe falte vontade, acho que até sente inconfesso desejo de se ver livre do Cara, mas qual o quê.

Li que essa moda de oferecer cem dias de trégua para um novo governo foi idéia de Roosevelt, que queria os cem dias de trégua para ele mesmo. A ideia pegou. Aqui, recebemos os novos com paz e amor e o Poste beneficia-se indevidamente do costume.

O Poste não é novo porcaria nenhuma, é apenas o Nono Ano do governo Lulla, vamos dizer Ano 9 da Era Lulla.

Para os puristas do credo lullista, como Dirceu, Gushiken, Genoíno, Delúbio, Mercadante e Palocci, é o Ano 9 Depois do Lulla. (O que aconteceu com a cara do Mercadante que inchou daquele jeito? Será ele o próximo hóspede do 8 Estrelas de Dubai, o hospital Sírio-Libanês ?

O Poste nada tem de purista. O Poste é apenas o Poste. Delúbio é um dos grandões, um founding father, como Dirceu era, é e sempre será. Dirceu ainda terá a cara estampada nas notas de Déreal, podes crer. O Poste c´est une parvenu, foi imposta pelo Cara goela abaixo do petismo militante, obediente e de olho no PMDB, que vive de olho nas migalhas do banquete.

Depois do Lulla? Depois, nada. Estamos em plena vigência do mesmo Cara de sempre, que sai da caverna com a máscara na cara e anel de caveira na mão direita, montado no Heroi e acompanhado pelo Capeto; o Fantasma é Imortal.

Jamais escaparemos.

Veja no mapa da América Latrina o país dos hermanos, a Argentina, tão bela e que já foi tão rica, acho que a 4ª economia do Mundo, destruída há mais de 60 anos pelo peronismo e
pelo fantasma do Perón.

Na Argentina, situação, oposição, direita, centro e esquerda são peronistas, um espelho do nosso futuro, quando teremos situação, oposição, direita, centro e esquerda paridos dentro do lullismo, disputando entre si não mais o controle da política e da sociedade, que possuirão de velho, mas fatias mais gordas do butim.

Este Reich lullista caminha para os 70 anos do PRI mexicano, 12 já estão no papo (pertinho dos 13 do Hitler), se tudo correr a contento para o Poste e sua saúde reconhecidamente frágil.

Na melhor das hipóteses, o Plano A - a cumpanherada tem como certos mais 8 anos do Cara daqui a pouco, somando 20. Como a oposição só se opõe a si mesma, eles nadam de braçada sem nada pela frente.

Na pior, o Plano B - criado e aprovado à sorrelfa, na maior correria. Alguns meses antes da eleição, quando a saúde do Poste era assunto de palanque e instrumento de caça aos votos, a cumpanherada agiu rápido e aprovou no Congresso uma coisa que não sei o nome, se Lei ou Emenda à Constituição, mudando a substituição do presidente no caso de sua morte ou impedimento permanente. Se a presidenta desabar em pleno mandato, quem assume não é a vice, a doce Marcela, que levaria o Temer de lambuja. Assume o presidente do STF, para convocar eleições em 90 dias.

Como o Poste teria cumprido um mandato de não sei quantos dias, ou semanas ou meses ou anos, chuta aí a quem a Lei garante o direito de se candidatar de novo, chuta, vai. Acertou em cheio, isso mesmo, ao Cara. Já tem até a musiquinha que ele vai cantar na campanha, a mesma do Getúlio, reencarnação do Getúlio, que ele afirma que é, "Bota o retrato do velho outra vez, bota no mesmo lugar..." (Eu sugeri "Lulla de novo nos braços do povo", mas ninguém me escuta).

Numa democracia, a oposição se opõe e fiscaliza o governo. Eu não vejo isso acontecer aqui; dá a impressão de que a oposição só está na oposição porque quis uma boca na situação
e não conseguiu. Está na oposição por puro despeito e não por escolha ou ideologia; dá a impressão de que na hora em que tiver uma chance, troca de barco. Dá uma olhada nas ações do Aecim, Anastasim e Kassab. Numa democracia, a oposição , ao se opor e fiscalizar o governo, procura votos para com eles deixar de ser oposição e virar situação. Esse é o jogo.

Aqui, há 44 milhões de votos procurando a oposição. São 44 milhões de habitantes do "país" alfabetizado, que trabalha, produz o PIB, gera riquezas, paga impostos.

São 44 milhões que não vivem de mesada da viúva, pagam a conta - e não penduram a conta. Cadê os caras que poderiam sonhar com esse caminhão de votos ? Estão concedendo "cem dias de trégua" a quem já teve 8 anos de mandato e só trouxe a maior corrupção nunca antes vista neste país.

Então, prego com fúria religiosa aos quatro tempos e ventos, "Cem dias de trégua uma pinoia. Sem dias de trégua, isso sim". Pau no Poste, enquanto houver democracia que o permita.

Há um movimento subreptício para atribuir sabedoria ao Poste pelo seu silêncio, ao mesmo tempo em que se confere a essa sabença o mérito pelo sumiço do Cara.

Marta, a craca Melhor do Mundo, não a Relaxa e Goza, pendurou a camisa dela no Poste e a foto saiu em todos o jornais. Nada mais Lulla do que o Poste.

VENCEU O 1º MENSALÃO (MÊS GRANDÃO) DO POSTE. ATÉ AGORA, NADA.

Ora gentes, que bobagem

Por Giulio Sanmartini - Prosa&Política
O senador (PTB-DF) Jorge Afonso Argello, conhecido pelo apelido de Gim Argello (1961), começou sua carreira “criminal” quando ainda era deputado distrital (PTB-DF).

Em dezembro de 2010, já senador, estava sendo investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), como suspeito em dois inquéritos da participação em apropriação indébita, peculato, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e fraudes em licitação, crimes cometidos quando anda era deputado.

Surge agora outra patifaria do senador líder do PTB. Argello reuniu aliados políticos, servidores públicos e amigos para uma churrascada. O rega bofes foi em outubro de 2009 e custou a magnífica soma de R$ 7.360,00. Calculando que a partir de 1° de fevereiro de 2011, o salário mínimo, descontados 7,65% de Previdência Social, será de R$ 503,00, Argello em sua festinha gastou o que um trabalhador levará 15 meses para receber.

Tudo estaria bem se o senador pagasse a despesa de seu bolso, mas a dolorosa caiu no colo do contribuinte, pois o safado lançou mão ilegalmente da verba indenizatória.

Argello é amigo da presidente Dilma Rousseff, que estava até cogitando em dar-lhe um ministério, mas as acusações no STF levaram-na a pensar melhor. Pode-se até pensar que Dilma nada soubesse sobre as trapalhadas de seu amigo. Mas esse fato torna-se uma bobagem, quando se toma conhecimento que não há dúvidas sobre o que aconteceu com uma conta do ministro do Turismo, Pedro Novais, antes de fazê-lo ministro a presidente sabia de suas falcatruas com a verba,a indenizatória e mesmo assim o nomeou.

Há uma diferença entre o peculato do senador com a do ministro. Argello usou dinheiro público para pagar um churrasco, isto é, a carne forte, e Neiva lançou mão para pagar a carne fraca, pois com o dinheiro da mesma fonte, pagou o motel onde ofereceu uma grande putaria.

Alô mestrados acadêmicos e doutorados do Brasil..


Se você quiser protestar contra o título de doutor honoris causa, concedido ao maior espertalhão e sem diploma , aqui está o endereço:

Universidade Federal de Viçosa

Avenida Peter Henry Rolfs, s/n
Campus Universitário
36570-000 VIÇOSA - MG

Tel.: (31) 3899-2200
Fax: (31) 3899-2108

E-mail: reitoria@ufv.br

Comentário:
DOUTOR é título acadêmico e só tem o direito de ostentá-lo quem passa por uma banca examinadora para defender uma tese com sucesso, e mesmo assim esse direito se restringe ao meio acadêmico e não fora dele.
Lula não se encaixa em nenhum dos item...

"Doutor" não é forma de tratamento, e sim título acadêmico utilizado apenas quando se apresenta tese a uma banca e esta a julga merecedora de um doutoramento. Emprega-se apenas às pessoas que tenham tal grau, e mesmo assim no meio universitário. Constitui-se mera tradição referir-se a outras pessoas de 'doutor', sem o ser, e fora do meio acadêmico.

Daí a expressão doutor honoris causa - para a honra -, que se trata de título conferido por uma universidade à guisa e homenagem a determinada pessoa, sem submetê-la a exame.

Por outro lado, vale lembrar que "professor" e "mestre" são títulos exclusivos dos que se dedicam ao magistério, após concluído o curso de mestrado. ( leitor/colaboração para o BLOG ).

Herói de Itaipava salvou 40 vidas

Veja Online
Adalberto Amaral havia sonhado com a enchente e não conseguia dormir. Na noite do dia 12, liderou a família e um grupo de vizinhos até um local seguro, evitando que a tragédia das chuvas no Rio fosse ainda pior.

Adalberto Amaral salvou 40 pessoas e perdeu a casa: premonição e coragem (Marcos Michael)

“Mandei meu filho agarrar a tela e rezar. Dizia ‘só reza, filho, só reza, não chora e não solta a tela’”. Ele voltava nadando e pegava mais gente pra levar pra tela. Fez isso até conseguir juntar as vinte pessoas que pediam por socorro"

Eu estava preocupado. Cheguei muito cansado do trabalho, com uma coisa ruim, uma coisa que a gente sente. Fiquei na janela olhando o que acontecia. Sonhei umas quatro vezes com isso. Era tudo igual: a água vinha arrancando tudo, justamente como aconteceria naquela noite, subindo devagar e, de repente, bem rápido. Eu via gente correndo, minha família em cima do telhado. Falei para minha mulher uns dias antes: “Mulher, sonhei que teve uma enchente e arrancou essa vila aqui todinha.”

Naquele mesmo dia, o caseiro Adalberto Amaral, 40 anos, que cuida de uma das casas do Vale do Cuiabá, salvou a vida de cerca de 40 pessoas. Enquanto conta como foi a madrugada do dia 12, segura duas moedas entre os indicadores e bate uma contra a outra. Fala rápido e atônito. Ele morava na vila ribeirinha que foi completamente destruída pelas chuvas no vale, em Itaipava, município de Petrópolis, no Rio de Janeiro. "Não tem jeito, pobre mora na beira do rio ou no alto do morro". Como conhecia o lugar melhor do que a própria mão calejada, traçou uma rota de fuga para toda a vizinhança. No meio do desespero e do temporal, conseguiu liderar o grupo e resgatar os três filhos, mulher, irmãos, sobrinhos, vizinhos, uma mulher grávida de nove meses e bebês. Ainda tem os olhos vermelhos pela falta de um lar, mas o que o faz abaixar a cabeça e chorar sem parar é pensar nos que não conseguiu alcançar.

Ele já sabia que o rio poderia encher, como encheu outras vezes. “Mas não esperava um tsunami desses, uma avalanche arrastando tudo, vendo Kombi passar pelo rio, gente arrastada, animais gritando, como no sonho que tive”. Seus animais também gritaram. Tinha cabra, porco, galinha e coelho. “Foi tudo para a água, tudo embora”. Sempre quis uma casa com algumas cabeças de gado. Duas, três. A casa já era metade do sonho realizado. Ele mesmo construiu: dois quartos, sala, cozinha e um banheiro. “Bem grande. Quis construir bem grande, do nosso jeito.”

Da janela da sala, enxergava o quintal e o rio. Eram onze e meia da noite, quando zanzava pela casa, angustiado. Ficou caminhando até uma e meia. Saiu ao portão, viu de perto a água, mais alta do que nunca. Os vizinhos também estavam ao portão, com lanternas, e acenaram com a cabeça. “Eu vi que aquela água toda não era normal, como no meu sonho. Fui acordar minha mulher. Ela começou a chamar meus filhos, dizia desesperada: ‘Acorda, todo mundo!’, mas a água já estava entrando no nosso quintal.”

Mandou os filhos correrem para a casa da irmã, que ficava ao lado. Ficou com a esposa levantando os móveis, tentando salvá-los da água. Em minutos, tudo estava boiando e já era impossível sair. “Foi um desespero. Depois de forçar muito a porta, conseguimos sair e correr para a casa da minha irmã. Quando chegamos lá, a casa já estava cheia também”. Adalberto mandou todos subirem para o telhado: ajudou um a um. Já eram dez.

Os vizinhos correram para a casa e também se abrigaram sobre as telhas. “Era a casa que eu tinha visto no sonho, onde todo mundo ficava esperando se salvar”, conta. Na vida real, contudo, o que Adalberto avistou a partir do telhado era mais assustador do que qualquer pesadelo: "No meio da escuridão, só se via alguma coisa quando um raio iluminava a noite. E eu enxergava um mar. Em um estalo, eu via toda a desgraça: o rio levando tudo, carregando gente agarrada em toco de árvore, cavalo se debatendo na água. Nunca vou me esquecer da cara das pessoas.”

Quando a água finalmente alcançou o telhado, Adalberto percebeu que as telhas não iam aguentar. Tomou a decisão: “Falei: 'Vamos pular! Não tem outra saída!”. Adalberto toma decisões desde cedo. Só frequentou a escola até a quarta série do ensino fundamental e começou a trabalhar aos onze anos, quando resolveu que ajudaria o pai em casa – custasse o que custasse. Custou a escola. Hoje, ele se arrepende, mas entende que “foi assim que a vida teve que ser”. Naquela noite de temporal, mais uma vez, a vida "foi do que jeito que tinha que ser". Era pular ou morrer. Todos pularam na água e no escuro.

No muro da casa, havia uma tela de proteção. "Mandei meu filho se agarrar na tela e rezar. Dizia: 'Só reza, filho, só reza. Não chora e não se solta da tela'". Adalberto voltava nadando e pegava mais gente para levar até a tela – transformada em porto-seguro. Fez isso até conseguir juntar as vinte pessoas que pediam por socorro. Nos fundos da casa, havia um morro e uma trilha que levava até a casa de outro irmão. Adalberto guiou todos até lá. Não foi o suficiente. Vestindo só uma cueca e carregando uma pequena lanterna, voltou para a água, para salvar mais gente. "Eu não podia ficar parado, porque sabia que ainda tinha muita gente conhecida precisando de ajuda, pessoas por quem eu tinha amor. Como eu poderia não voltar lá?"

Na segunda incursão, desenterrou da lama três pessoas. "Agora, lembrando, nem acredito. Não sei como fiz isso. Parece um pesadelo”, diz, com as mãos na cabeça. Ele, a família e muitos dos que ajudou a salvar estão abrigados na Igreja do Divino, dormindo em colchões no chão. “Não é da cama ou do quarto que sinto mais falta. Só queria um lar para minha família. Não tenho mais um lugar para eles ficarem em paz. Você sabe como isso dói", diz, enquanto chora e bate as moedas entre os dedos com mais força. Seu único machucado é um arranhão no indicador esquerdo.

SP tem menor taxa de homicídios desde 1999, diz governador

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), anunciou neste sábado que o Estado fechou o ano de 2010 com a menor taxa de homicídios desde 1999: 10,47 por grupo de 100 mil habitantes. Quando comparado com o ano de 1999, quando o índice foi de 35,27, a queda é de 70,3%. A taxa atual é menor do que a metade da média nacional, 24,5.

"Ainda queremos reduzir para abaixo de 10, que é o que preconiza a Organização Mundial de Saúde", destacou Alckmin. O governador também divulgou que, em números absolutos, foram registrados 4.320 assassinatos no ano passado, contra os 4.564 ocorridos em 2009, uma redução de 5,35%.

Alckmin lembrou que a redução histórica é também uma questão de saúde pública, já que entre as três maiores causas de morte no Brasil e em São Paulo estão problemas no coração, câncer e causas externas. "Dentre as causas externas, das principais era o homicídio".

Existe doutor honoris causa em bandidagem?

Em MG, Lula recebe seu 1º título de doutor honoris causa
O ex-(…)Luiz Inácio Lula da Silva, semi-analfabeto, espertalhão, chefe da maior organização criminosa (corrupção) de todos os tempos, recebeu ontem, sexta-feira, seu primeiro título de doutor honoris causa, concedido pela Universidade Federal de Viçosa, cidade mineira de Belo Horizonte. Essa deslavada e desavergonhada "honraria" foi entregue pela reitora Nilda de Fátima Ferreira Soares, que permite que o ex-(…)seja tratado da mesma forma como os que obtiveram doutorado acadêmico. Os acadêmicos desse país deviam se levanter contra essa desclassificada oferta que, permite a um qualquer, sem merecimentos intelectuais e sem a observância dos princípios morais, receber a tal honraria sem nunca ter lido um gibi, ou anúncios de vagas de empregos em jornais. Só neste país de áulicos e pendurados no saco para foto, perdem tempo e dinheiro, para diplomar com doutorado na bandidagem, e na chefia de facção, pessoas que deviam estar no banco do réus. Que barbaridade! Essa reitora acabou de RASGAR e jogar no LIXO a graduação do título. Movcc/Gabriela

Enquanto prossegue a contagem dos mortos, Dilma conta vantagem

Por Augusto Nunes - Veja Online
Quem ensinou a Dilma Rousseff que carranca não rima com política precisa explicar-lhe urgentemente que, em certas ocasiões, a mostra de todos os dentes pode ser mais perturbadora que a pose de professora de matemática que reprova até gênio da raça. Foi assim na visita ao túmulo de Tancredo Neves, quando a candidata em campanha resolveu estrear num cemitério o sorriso de aeromoça de Tupolev soviético. Foi assim na quinta-feira, quando reprisou a alegria fora de hora na visita ao do novo Centro de Operações do Rio.

Enquanto prossegue a contagem dos mortos na Região Serrana, a presidente, escoltada pelo também sorridente Sérgio Cabral, gastou o dia contando vantagem em parceria com Eduardo Paes. Teve de conter a euforia ao ouvir que a cidade será monitorada 24 horas por dia pelo centro, concebido para identificar a tempo quaisquer perigos que possam resultar em situações de emergência. Desastres naturais semelhantes ao que devastou a Região Serrana, por exemplo, serão detectados com dois dias de antecedência.

“Aqui estamos vendo o futuro: vocês estão um passo à frente do Brasil”, festejou Dilma Rousseff. É outro palavrório cretino, mas não deixa de fazer sentido. Por estarem um passo à frente do resto do país, os cariocas terão 48 horas para tentar salvar-se por conta própria, simultaneamente, do dilúvio e da incompetência dos pais-da-pátria — uma associação letal cujo poder de fogo os habitantes da Região Serrana descobriram tarde demais. Todos já sabem que é inútil pedir socorro ao socorro. Melhor rezar para não chover.

O Sistema Nacional de Defesa Civil inventado por Lula só existe na papelada registrada em cartório que descreve um país do faz-de-conta. O Sistema Nacional de Prevenção e Alerta de Desastres Naturais prometido por Dilma vai demorar pelo menos quatro anos. Se o Centro de Operações do Rio localizar uma tragédia em gestação, restará ao governo federal solidarizar-se antecipadamente com as famílias atingidas pela catástrofe.

Nas quinta-feira, Dilma, Cabral e Paes não tinham tempo a perder com os mortos da Região Serrana. (Eram 847 no fim da tarde de sexta-feira. Logo passarão de mil). Merecem prioridade os parceiros muito vivos da Fifa e do Comitê Olímpico. A festinha no Centro de Operações foi montada para convencer cartolas e turistas de que a cidade mais bela do mundo é também a mais segura — e está pronta para a Copa do Mundo e a Olimpíada. Com chuva ou sem chuva.

O espetáculo do cinismo e da ganância não pode parar, confirma o sorriso dos artistas. Todos exibem a expressão serena de quem caminha por verdes campos de dólares ou descansa à sombra das licitações em flor.

Sarney: entre o “sacrifício” e a cara de pau

A corrupção é alimento indispensável para todos eles do ramo, e começam a ficar com cara de "puta velha", rodada, prostituída além da vida .Movcc/Gabriela

Valdecarlos Alves é jornalista e especializado em Ciência Política. Escreve no “Blog da Folha”, da Folha de Pernambuco/ com ucho.info
Para quem conhece bem a biografia de José Sarney (PMDB) não deve ter se surpreendido com a sua recondução à Presidência do Senado pela quarta vez. A cara de pau do peemedebista é uma marca que o acompanha ao longo de sua carreira política iniciada na República do Maranhão (com todo o respeito ao Estado nordestino).

No dia 16 de novembro de 2010, uma terça-feira, Sarney disse à Imprensa em Brasília que não seria candidato novamente a partir de fevereiro. “Continuo com o mesmo ponto de vista. Não desejo nem quero ser presidente do Senado [a partir de fevereiro]”, declarou.

Teve gente que acreditou nas palavras do parlamentar como quem acredita em duendes, gnomos e fadas. Notícias veiculadas fartamente na imprensa davam conta que o PMDB estaria se articulando para que Sarney permanecesse na presidência do Senado na próxima legislatura. Não deu outra. Afinal, estamos falando do PMDB. Um partido onde a palavra não vale muita coisa e muito menos uma declaração dada à Imprensa, salvo algumas raras exceções.

“Não desejava ser presidente do Senado. Estou fazendo com grande sacrifício, mas apenas porque busquei que encontrassem outra solução e, em face do partido não ter encontrado, comuniquei ontem que ele podia e tinha concordância para submeter meu nome à bancada”, disse Sarney, nesta quinta-feira.

A família Sarney se mantém ilesa ao longo de décadas, mesmo com sucessivos escândalos de corrupção. Todas as grandes investigações contra o senador ou filhos, esbarraram na chamada vista grossa em decisões judiciais ou manobras políticas até hoje muito utilizadas para safar o clã maranhense. O que esperar da próxima legislatura a partir de fevereiro? Eu respondo: nada!
ucho.info

Corrupção: Gerência fácil - aquela que vale tudo, menos beijo na boca


Furnas pra que te quero

Por Guilherme Fiuza - Época Online
O Brasil agora é governado, como se sabe, por uma presidenta especialista em gerência. Isso faz toda a diferença.

Só uma especialista em gerência poderia manter uma estatal estratégica como Furnas, peça vital da infra-estrutura brasileira, nas mãos do PMDB.

O PMDB, como se sabe, é especialista em gerência – gerência que passarinho não bebe. No caso específico de Furnas, como se veio a saber agora, o partido vem praticando uma espécie de gerência de vida fácil – aquela em que vale tudo, menos beijo na boca.

Engenheiros da estatal apontaram manobras criativas na gestão financeira da empresa: operações calculadas para dar prejuízo à companhia e lucro aos amigos dos chefes políticos que mandam lá.

É natural que o governo Dilma tenha mantido Furnas nas mãos desse pessoal. Especialistas em gerência valorizam muito a criatividade.

Esse grupo de engenheiros registrou em relatório o que meio mundo já dizia por aí: que a facção do deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) lidera na estatal essa gerência criativa que passarinho não bebe.

É mais do que natural que esse mesmo deputado seja cada vez mais influente no bloco governista no Congresso. A presidenta aprecia gerentes arrojados.

Enquanto Dilma Rousseff trabalha duro, em silêncio, para manter esse padrão de gestão na máquina pública, continua a festa dos cargos e favores, que ninguém é de ferro. O FMI e o Banco Central alertaram para a deterioração das contas fiscais, o que significa, em português, que a gastança dos companheiros governantes passou dos limites.

Mas o ministro Guido Mantega, que fez quase oito anos de figuração brincando de fazer oposição ao Banco Central, já reagiu. Explicou que o alerta do FMI são “bobagens” de “algum daqueles velhos ortodoxos”.

É confortante ver o novo governo mandando ao mundo essa mensagem de elegância e austeridade.

Esqueçam o FMI, e mirem-se no exemplo de Furnas. Gerência é isso aí.

Irã enforca iraniana-holandesa detida durante eleições de 2009


DA ASSOCIATED PRESS, EM TEERÃ ( Folha.com)

O Irã divulgou neste sábado que Zahram Bahrami, 45, que também era cidadã holandesa, foi enforcada por ter participado dos protestos durante as controversas eleições de 2009, quando o presidente Mahmoud Ahmadinejad foi reeleito, informa a agência semi-oficial Mehr.

Embora sua atuação ao lado dos opositores ao regime seja vista pelo Ocidente como a principal causa por sua execução, a Justiça da República Islâmica alega que a mulher foi condenada por porte e venda de drogas.

Sua filha disse ao grupo Campanha Internacional por Direitos Humanos, com base em Nova York, que as acusações são falsas.

De acordo com o grupo a mulher vivia em Londres mas ia ao Irã periodicamente para visitar sua família.

Waldomiro Diniz virou réu por ‘extorsão’ e ‘corrupção’

Quanto tempo, né? O Baú da felicidade começa com esse vagabundo. Foi ele a inspiração para eu começar no "crise política" (AOL), há 7 anos atrás. Que surpresa! O Mapa da Corrupção reaparece. Leiam o post abaixo. Movcc/Gabriela


(foto)Bruno Stuckert/Folha

Por Josias de Souza - Folha Online
Waldomiro Diniz, ex-assessor da Casa Civil no primeiro mandato de Lula, virou réu em ação penal que corre na Justiça Federal do DF.

O juiz federal Ricardo Augusto Soares Leite, da 10ª Vara do DF, aceitou denúnca formulada pelo Ministério Público.

Além de Waldomiro, foram ao banco de réus outros sete acusados. Entre eles o advogado Rogério Buratti, velho conhecido de Antonio Pallocci.

A denúncia aceita pelo juiz refere-se a um escândalo de 2003, primeiro ano de Lula. Envolve a multinacional GTech.

De acordo com a Procuradoria, a empresa tentava, desde 2002, renovar um contrato que mantinha com a Caixa Econômica Federal.

A GEtch processava as loterias da Caixa. A instituição, porém, decidiu romper o contrato. Julgava-se em condições de executar o serviço por conta própria.

Sob o risco de perder um negócio que lhe rendia R$ 22 milhões por mês, a GEtch montou, no dizer da Procuradoria, uma “operação de guerra”.

No alvorecer do governo Lula, a multinacional achegou-se a pessoas que poderiam influir nos rumos do negócio.

A denúncia recepcionada pela Justiça anota que Waldomiro Diniz era a “peça mais relevante do esquema” montado pela GEtch.

A empresa chegou a Valdomiro, à época um assessor da equipe do então ministro José Dirceu (Casa Civil), por intermédio de Carlos Augusto Ramos.

Trata-se de um empresário do ramo de jogos. Chamado de Carlinhos Cachoeira, conhecera Waldomiro no Rio.

Na época, Waldomiro era presidente da Loterj (Loteria do Estado do Rio de Janeiro). Em cena filmada, recebeu propina de Carlinhos.

Exposta na TV, a cena virou notícia e resultou num escândalo que forçou o governo Lula a afastar Waldomiro da Casa Civil.

Segundo a Procuradoria, Waldomiro não tardou a se interessar pelo negócio proposto pela GTech. Comprometeu-se a defender os interesses da empresa na gestão Lula.

Diz a denúncia: Ele “tinha por hábito cobrar propina e assim buscava nova fonte de recursos”.

No caso específico, a propina oferecida a Waldomiro e aos outros demais participantes do esquema variava de R$ 500 mil a R$ 20 milhões.

A cifra seria calibrada, segundo a Procuradoria, conforme o prazo de renovação e o desconto do contrato da GTech com a Caixa.

Além de Waldomiro, foi seduzido pela GTech o advogado Buratti. Ele trabalhara com Antonio Palocci na época em que o petista era prefeito de Ribeirão Preto.

Palocci era ministro da Fazenda, uma pasta cujo organograma inclui a Caixa. Buratti foi acionado para defender a GEtch junto ao amigo-ministro.

Afora Waldomiro, Carlinhos Cachoeira e Buratti, viraram réus os dirigentes da GTech Brasil na época da encrenca.

São eles: Antônio Carlos da Rocha, Marcos Tadeu de Oliveira Andrade e Marcelo Rovai.

A lista inclui, de resto, um advogado da multinacional, Enrico Giannelli; e o ex-presidente do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Social, Fábio Rolim.

A denúncia do Ministério Público havia sido protocolada na 10ª Vara Federal do DF no dia 20 de setembro do ano passado.

A decisão do juiz Ricardo Leite, tomada na quinta (27), foi divulgada no portal do Ministério Público Federal nesta sexta (28).

Os oito réus responderão, conforme a participação de cada um, pela prática de três crimes:

São eles: concussão (extorção praticada por funcionário público), corrupção ativa e passiva e estelionato.

Os Borgs e a Comissão da Verdade

IVES GANDRA DA SILVA MARTINS - Folha de São Paulo
Por ser visceralmente contra a tortura, sinto-me à vontade para criticar a "ideologização" dos fatos passados, a meu ver enterrados com a Lei da Anistia

Sou um admirador das séries de "Star Trek". Suas edições refletem muito a história da humanidade. Os Borgs são um povo de humanos robotizados e respondem a um comando central único, que pretende ""assimilar" todos os povos do universo. Assimilar é fazer com que pensem rigorosamente como eles e obedeçam como uma só unidade. Senão, são mortos.

Os Borgs representam as ditaduras ideológicas, que não admitem contestação e que procuram dominar os povos, eliminando as oposições e as verdadeiras democracias. Se a 1ª Guerra Mundial foi um embate pela realocação de poderes na Europa, a 2ª Guerra já foi uma guerra entre as democracias e os regimes totalitários (alemão, italiano e russo, visto que, no início, Stálin apoiou Hitler na invasão à Polônia).

A vitória de princípios democráticos naquele conflito, que gerou a Declaração Universal dos Direitos Humanos, em 10/12/1948, nem por isso eliminou essa luta permanente entre ideologias totalitárias, que não admitem contestação e que continuam poluindo a convivência das nações e das democracias.

Rawls, em dois de seus livros, "Uma Teoria da Justiça" e "Direito e Democracia", mostra que a democracia só pode ser vivida se as teorias políticas não forem abrangentes em demasia e possam conviver, em suas diversidades, com outras maneiras de pensar. Teorias abrangentes provocam a eliminação dos opositores ou a "assimilação", no estilo dos Borgs da "Star Trek", daqueles que vivem sob seu jugo.

Estamos no início de um novo governo, tendo a presidente sinalizado, mais de uma vez, que quer fazer um governo de união, mas com respeito aos opositores.

Não creio que a Comissão da Verdade venha auxiliar muito esse seu projeto, na medida em que, sobre relembrar fantasmas do passado e rememorar dolorosos momentos de história em que militares e guerrilheiros torturaram e mataram, tende a abrir feridas e a acirrar ânimos.

Como ex-conselheiro da seccional de São Paulo da OAB, durante seis anos no período de exceção, estou convencido de que com a arma da palavra fizemos muito mais pela redemocratização do que os guerrilheiros com suas armas, que, a meu ver, só atrasaram tal processo.

À evidência, sou favorável a que os historiadores -e não os políticos- examinem, pela perspectiva do tempo, o ocorrido naquele período, pois não são os políticos que contam a história, mas, sim, aqueles que se preparam para estudá-la e examinam-na sem preconceitos ou espírito de vingança.

Apoio, entretanto, o entendimento do ministro Nelson Jobim de que, se for instalada Comissão da Verdade, ela deve refletir o pensamento dos dois lados do conflito.

Tenho fundados receios de que uma pequena ala de radicais, a título de defender "direitos humanos" por um único e distorcido enfoque -e os vocábulos permitem uma flexibilização infinita para todos os gostos-, pretenderá "assimilar", à maneira dos Borgs na "Star Trek", todos os que não pensem da mesma maneira, transformando uma Comissão da Verdade em Comissão da Vingança.

Pessoalmente, como combati o regime de então -sofri em 1969, inclusive, pedido de confisco de meus bens e abertura de um IPM (Inquérito Policial Militar), processos felizmente arquivados- e participei da Anistia Internacional, enquanto tinha um ramo no Brasil, por ser visceralmente contra a tortura, sinto-me à vontade para criticar a "ideologização" dos fatos passados, a meu ver enterrados com a Lei da Anistia, de 1979.
Que os historiadores imparciais -e não os ideólogos- contem a verdadeira história da época, pois são para isso os mais habilitados.