"Êta famiglia talentosa":Oi banca R$ 300 mil de peça estrelada por neta de Lula

 Empresa é a única patrocinadora de produção; em 2005, tele também socorreu firma de filho do ex-presidente

Patrocínio por meio de Lei Rouanet foi possível graças a prorrogação de prazo para captação aprovada por ministério

NÁDIA GUERLENDA CABRAL
ANDREZA MATAIS
FERNANDA ODILLA
DE BRASÍLIA-
Folha de São Paulo

Depois de socorrer uma empresa do filho do ex-presidente Lula, a Oi vai financiar peça de teatro que terá no elenco uma neta do petista.

A produção, que busca patrocínio há um ano e três meses, conseguiu a ajuda após promover na mídia a participação da jovem. A peça "Megera Domada", de Shakespeare, marcará a estreia de Bia Lula, 16, filha de Lurian Lula da Silva, nos palcos.

A Oi é a única empresa até agora a patrocinar o projeto via Lei Rouanet. A tele vai bancar R$ 300 mil, quase metade do custo da produção, de R$ 639,4 mil.

A captação "salvou" a peça, prevista para estrear em novembro, e só foi possível porque o Ministério da Cultura, na gestão de Ana de Hollanda, ampliou por um ano o prazo para a produção encontrar patrocínio.

Pelas regras, os pedidos de prorrogação de prazo dependem de análise do ministério. São autorizados, no máximo, dois. No caso da peça, essa foi a última prorrogação. A primeira, de quatro meses, foi dada pelo ministro Juca Ferreira em 2010.

Em 2005, a Oi aplicou recursos numa empresa de um dos filhos de Lula. A Gamecorp, de Fábio Luís Lula da Silva, recebeu R$ 5 milhões da então Telemar -uma concessionária de serviço público. O negócio é alvo de investigação da Polícia Federal.
Dois anos depois, o governo mudou uma regra para autorizar a fusão da Brasil Telecom com a Oi.
Com
BNDES e fundos de pensão como principais acionistas, a Oi é a única grande cliente da Gamecorp.

A tele tem sido beneficiada por medidas do governo. Em 2010, o governo liberou o mercado de TV a cabo para as teles e decidiu incluir um dígito nos celulares em SP para aumentar os números disponíveis para venda, o que ampliou a possibilidade de entrada da Oi nesse mercado.

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Comandante do Exército vira alvo de investigação

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Folha.com
O comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, e mais sete generais viraram alvo de investigação da Procuradoria-Geral de Justiça Militar sob suspeita de participação em fraudes em obras executadas pelo Exército, informa reportagem de Marco Antônio Martins, publicada na edição deste domingo da Folha (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

Os oficiais comandaram o DEC (Departamento de Engenharia e Construção) e o IME (Instituto Militar de Engenharia) entre 2004 e 2009, período em que o Exército firmou vários convênios com o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) para realizar obras em rodovias.

Um grupo de engenheiros e contadores chefiados pela promotora Ione de Souza Cruz, do Ministério Público Militar, apontou indícios de fraude em 88 licitações feitas pelo Exército para executar obras do Ministério dos Transportes e apontou desvios de recursos públicos no valor de R$ 11 milhões.

Em nota, o Centro de Comunicação do Exército afirmou que não tem conhecimento da investigação e que "não cabe à Força e nem aos militares citados emitir qualquer tipo de posicionamento sobre o assunto".

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Miséria persiste em 30 das 200 cidades com PIB mais alto

ANTÔNIO GOIS
PEDRO SOARES
DO RIO - FOLHA.COM

Olhando apenas para a atividade econômica, o município de São Desidério parece uma ilha de prosperidade no extremo oeste da Bahia.

A intensiva produção de algodão, soja e milho faz a cidade, de 28 mil habitantes, se orgulhar de ter a segunda maior produção agropecuária do país, e o 112º PIB per capita (soma de bens e serviços produzidos, dividida pelo total de habitantes) entre os 5.564 municípios brasileiros.

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Essa aparente riqueza, no entanto, não se traduz em bons indicadores sociais.

Tal contradição se repete em municípios onde a riqueza é gerada por empreendimentos industriais ou lavouras de exportação que concentram renda e criam relativamente poucos empregos.

Antônio Serra, 75, mora em uma casa de taipa em Porto de Brotas, comunidade de São Francisco do Conde (BA)
De acordo com o Censo de 2010 do IBGE, 30% da população de São Desidério, por exemplo, vive em domicílios com renda média per capita inferior a R$ 70, linha de miséria do governo federal.

Comparando o PIB per capita, o município está entre os 2% mais ricos do país. Analisando a miséria, figura entre os 20% mais pobres.

Uma análise feita pela Folha nos indicadores sociais dos 200 municípios de maior PIB per capita mostra que São Desidério não é um caso isolado. Em 30 dessas cidades, a proporção de brasileiros vivendo com menos de R$ 70 per capita fica acima da média nacional, de 9,6%.

A maioria desses municípios é de pequeno porte, mas concentra grandes empreendimentos, o que explica que o PIB per capita seja elevado.

Entre as características mais comuns deste grupo estão atividades ligadas à indústria de petróleo (dez casos), cultivo de soja ou grãos (oito) e hidrelétricas (cinco).

Segundo Júlio Miragaya, economista do Conselho Federal de Economia, essas atividades geram muita riqueza, mas empregam pouco.

José Ribeiro, economista e demógrafo da OIT (Organização Internacional do Trabalho), concorda: "É importante desmistificar a ideia dos grandes empreendimentos como agentes exclusivos do desenvolvimento".

Sheila Zani, responsável pelo cálculo do PIB municipal do IBGE, faz outra ponderação: nem sempre a riqueza gerada é absorvida pela cidade. "Muitos dos empregados mais qualificados moram em grandes centros, onde a é renda absorvida."

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Para o torcedor, Brasil-2014 vai ser a 'Copa da corrupção'

Uma pesquisa inédita mostra que o Mundial, por enquanto, desperta sensações profundamente negativas. Para oito em dez pessoas, país deixará imagem ruim

Giancarlo Lepiani - Veja
A história das Copas do Mundo ensina que receber o torneio aumenta as chances de vitória da seleção que joga em casa. Nas últimas edições, porém, esse retrospecto vem sendo contrariado - nas últimas três décadas, apenas a França, em 1998, festejou a conquista de um Mundial como país-sede. Outro benefício atribuído à realização de uma Copa é o impulso no crescimento econômico da nação que acolhe a festa. Esse efeito positivo, no entanto, também provoca controvérsia: para muitos economistas, o reforço no PIB no ano do Mundial acaba sendo pulverizado nos anos seguintes, quando os lucros colhidos com o evento desaparecem e sobram apenas as contas deixadas pelas obras monumentais exigidas pela Fifa. Existe, ainda, outro desdobramento comum de uma Copa em casa, algo que causa um impacto mais evidente e imediato, ainda que seja mais difícil de ser mensurado. Trata-se de uma injeção poderosa de confiança e orgulho nacional, que desperta na população um clima de euforia pela chance de desfilar o sucesso de seu país diante do resto do planeta. Depois do oceano de bandeiras tricolores que cobriu a Alemanha em 2006 e do rugido das vuvuzelas que uniu a África do Sul em 2010 (leia mais no quadro no fim do texto), a Copa do Mundo corre o risco de amargar seu anticlímax em 2014 - justamente num lugar fascinado pelo futebol e, segundo consta, especialista em fazer uma grande festa. Se depender das expectativas atuais da torcida, o Mundial do Brasil será uma estrepitosa decepção, talvez até um vexame internacional. Pouca gente se sente satisfeita com a Copa. Menos gente ainda está ansiosa para ver o maior evento esportivo do planeta acontecer em seu próprio país.

A pouco menos de três anos para o início do Mundial, o site de VEJA recorreu a seus leitores para medir a percepção da torcida sobre 2014. Numa pesquisa de opinião realizada entre os dias 20 e 25 de julho, 1.879 pessoas de todas as regiões do país responderam a doze perguntas a respeito da Copa. Os leitores foram consultados sobre os preparativos do país, sobre o papel do poder público no evento, sobre as sensações provocadas pela realização do torneio e, claro, sobre as chances da seleção brasileira. O cenário desenhado pelos resultados da sondagem é absolutamente desastroso. Em todas as doze questões propostas, a opinião majoritária sempre foi negativa. Ainda mais alarmante para a Fifa, a CBF e o governo - os responsáveis pela escolha do país como sede, pela organização da Copa e pela realização das principais obras - é a dimensão desse pessimismo. Em nenhuma questão incluída na pesquisa há equilíbrio entre as respostas positivas e negativas. As piores opções possíveis foram assinaladas por uma sólida maioria dos participantes da sondagem. As amplas margens que separam os porcentuais favoráveis e desfavoráveis do levantamento não deixam dúvidas: hoje, a Copa do Mundo de 2014 não empolga nem cativa o torcedor, desperta temores sobre a imagem do brasileiro no exterior e provoca insatisfação por causa do gasto excessivo e pouco inteligente de dinheiro público nas obras. A 34 meses da abertura, marcada para 12 de junho, no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, ainda há tempo de sobra para que essas opiniões se amenizem - principalmente se as obras enfim começarem a avançar de verdade. É de se esperar, aliás, que o brasileiro se anime um pouco mais quando o clima da Copa começar a ser sentido. Até agora, entretanto, o Mundial é um fiasco, conforme revelam os números detalhados a seguir. 

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Irmão de Romero Jucá denuncia esquema de corrupção no Ministério da Agricultura

Em VEJA desta semana, Oscar Jucá Neto diz a pasta de Wagner Rossi foi loteada por PMDB e PTB com o objetivo de arrecadar dinheiro ilegal
O senador Romero Jucá PMDB-RR


"Ali só tem bandido"

Oscar Jucá Neto, sobre o Ministério da Agricultura

A edição de VEJA que chega às bancas neste sábado levanta indícios de que mais um esquema de desvio de recursos e dilapidação do patrimônio público corroi o Planalto. Desta vez, os escândalos envolvem o Ministério da Agricultura, tendo a Companhia Nacional de Abastecimento, a Conab, como posto avançado, e o ministro Wagner Rossi, do PMDB, como virtual comandante do esquema.

O esquema de corrupção foi denunciado por Oscar Jucá Neto, o Jucazinho, irmão do senador Romero Jucá, líder do governo no Senado. Jucazinho foi exonerado na semana passada do cargo de diretor financeiro da Conab. A demissão aconteceu depois de VEJA revelar que ele havia autorizado um pagamento de 8 milhões de reais a uma empresa-fantasma que já foi ligada à sua família e que hoje tem como “sócios” um pedreiro e um vendedor de carros - laranjas dos verdadeiros donos, evidentemente.

Jucazinho decidiu contar o que sabe porque atribuiu sua saída a uma armação de peemedebistas contra seu irmão - e também porque se sentiu humilhado com a exoneração. O caso azedou as relações entre o senador Jucá e o vice-presidente, Michel Temer, padrinho do ministro Wagner Rossi. Os dois trocaram ameaças e xingamentos por telefone.

Em entrevista a VEJA, Jucazinho contou que existe um consórcio entre o PMDB e o PTB para controlar a estrutura do Ministério da Agricultura com o objetivo de arrecadar dinheiro. Suas informações incluem dois casos concretos de negócios nebulosos envolvendo a Conab. Em um deles, a estatal estaria protelando o repasse de 14,9 milhões de reais à gigante do mercado agrícola Caramuru Alimentos. O pagamento foi determinado pela Justiça e se refere a dívidas contratuais reclamadas há quase vinte anos. O motivo da demora: representantes da Conab negociam um “acerto” para aumentar o montante a ser pago para 20 milhões de reais. Desse total, 5 milhões seriam repassados por fora a autoridades do ministério.

O segundo caso envolve a venda, em janeiro deste ano, de um terreno da Conab numa das regiões mais valorizadas de Brasília, distante menos de 2 quilômetros do Congresso e do Palácio do Planalto. Apesar de ser uma área cobiçada, uma pequena empresa da cidade apareceu no leilão e adquiriu o imóvel pelo preço mínimo: 8 milhões de reais – um quarto do valor estimado de mercado. O comprador, Hanna Massouh, é amigo e vizinho do senador Gim Argello do PTB, mandachuva do partido e influente na Conab.

Nas mais de seis horas de entrevista, que pode ser lida na edição de VEJA desta semana, Oscar Jucá Neto não poupa seus antigos companheiros de ministério. Diz que o ministro Wagner Rossi lhe ofereceu dinheiro quando sua situação ficou insustentável. “Era para eu ficar quieto”, afirma. “Ali só tem bandido.”

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Brasileiros saudáveis:Manifestantes fazem caminhada contra legalização da maconha em SP

Vamos apoiar a vida...

PM contabilizou mais de mil pessoas; organização fala em três mil.

Participantes se reuniram no vão do Masp, na Avenida Paulista.

Por Marcelo Monegato -Do G1, em São Paulo
Manifestantes saíram do vão do Masp, na Avenida Paulista, em São Paulo, por volta das 11h deste sábado (30), para fazer a Caminhada contra a Legalização da Maconha. De acordo com os organizadores, o protesto reuniu cerca de três mil pessoas. Já a Polícia Militar (PM) contabilizou mais de mil participantes.

Duas faixas da avenida foram interditadas durante a passagem dos manifestantes. Segundo o capitão José Antonio Golini, responsável pela operação, aproximadamente 200 policiais foram destacados para acompanhar a caminhada.

Manifestantes se reuniram em frente ao Masp, em São Paulo (Foto: Marcelo Monegato/G1)
Eles caminharam em direção à Assembleia Legislativa pela Avenida Paulista sentido Paraíso até a Rua Pamplona, depois passaram pelas ruas Caconde, Brigadeiro Luís Antônio e Manoel da Nóbrega.
 
Segundo os organizadores, uma nova caminhada está marcada para o dia 17 de dezembro. A previsão para esta passeata é que o número de participantes supere os 10 mil.

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Lula sai em defesa de ministro e tenta convencer Dilma a não demitir Jobim

Por Jorge Bastos Moreno - O Globo (moreno@bsb.oglobo.com.br)

BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff ainda não engoliu a recente declaração do ministro da Defesa , Nelson Jobim, e estava inclinada a demiti-lo. Esta semana, Jobim deu entrevista assumindo publicamente ter votado, nas eleições presidenciais do ano passado, no adversário da petista, o tucano José Serra. Alguns ministros e até o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentam demover a presidente da ideia.

Nesta sexta-feira à noite, Dilma e Lula jantariam em Brasília. O assunto indigesto seria levado para a mesa. Neste sábado, a presidente terá uma conversa particular com Jobim no Rio, depois da solenidade de sorteio das chaves para a Copa de 2014.

Em evento no Rio nesta sexta-feira, Lula saiu em defesa de Jobim e tentou minimizar o assunto.
- Nunca me preocupei em perguntar aos meus amigos em quem votam. Voto é uma coisa sagrada, é secreto, e cada pessoa vota em quem quer. Jobim não foi convidado para o meu governo por causa do voto dele. Foi convidado para o meu governo pelo que poderia fazer no Ministério da Defesa. Um homem da qualidade do Jobim, da competência do Jobim, é o único que vi em condições de construir um Ministério da Defesa, de aprovar o plano estratégico da Defesa, e acho que isso foi feito - disse Lula.

- Está cheio de gente que votou no Serra e gosta de mim hoje. Pode ter gente que votou em mim e gosta do Serra... A gente não pode fazer política achando que quem não votou na gente é pior do que quem votou.

Novas declarações de Jobim podem determinar sua saída
Na segunda-feira, o ministro da Defesa participa de um programa de entrevista na TV. Um auxiliar de Dilma admitiu que ela estava muito irritada e que novas declarações de Jobim sobre o tema podem levar a presidente a tornar oficial o que era ainda apenas um desejo.

Esta semana, em entrevista para o site da "Folha de S. Paulo", Jobim admitiu que não votou em Dilma nem participou de sua campanha. Ficou afastado. Disse que, numa reunião da coordenação política, ainda no governo Lula, tocou no assunto. Alegou que não poderia gravar mensagem de apoio à candidatura de Dilma por ser amigo de Serra. Por ser ministro do governo petista, também estava impedido de fazer campanha para o tucano. Lula, segundo Jobim, teria concordado em não o envolver na campanha presidencial.

Os petistas não gostaram. O secretário de comunicação do partido, André Vargas (PR), vem criticando Jobim no Twitter. Outros fizeram coro.

Dilma acha que Jobim está reiteradamente desafiando a sua autoridade de presidente.
- E isso eu não admito - teria dito ela.

Oficialmente, o Planalto sustenta que a saída de Jobim não está em discussão. O vice-presidente Michel Temer também diz que não é caso para tanto. Segundo um amigo, Dilma poderá superar o episódio se Jobim tiver a modéstia de procurá-la para pedir desculpas.
- Ela pode se derreter. A raiva dela passa logo - comentou esse amigo.

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Coragem e generosidade

Nelson Motta - O Estado de S.Paulo

Se o futuro do Brasil está nas mãos dos estudantes e quem os representa é a UNE, então é bom começar a pensar em um plano B. Em artigo no jornal O Globo, o novo presidente, Daniel Iliescu, nem tão novo assim, porque tem 26 anos e já poderia estar formado e trabalhando, nega ser chapa branca argumentando que a UNE é preta, vermelha, amarela, de todas as cores. Que fofura! Igualzinha ao comercial do agrobusiness com Lima Duarte na televisão.

O companheiro Iliescu afirma o pluralismo da entidade, que tem filiados de todos os partidos, embora seja um braço do PC do B governista há mais de nove anos. Para ele a presença de 10 mil estudantes no congresso de Goiânia "é indicativo de uma juventude corajosa, generosa e mobilizada". Que coragem! Que generosidade ir a uma boca livre oferecida pela Petrobrás. Mas ao menos ele reconhece que a grande maioria dos estudantes não se interessa pelos partidos nem pela UNE. Melhor assim. A UNE está cada vez mais parecida com um sindicato lulista.

A pérola de seu artigo é a justificativa do patrocínio oficial à UNE comparando-a aos principais veículos da imprensa brasileira "que recebem milhões de reais em verbas publicitárias e não tem sua independência e seu senso critico questionados."

A grande mídia pode ser independente porque não vive só de anúncios oficiais, como os "blogueiros progressistas". A Petrobrás precisa anunciar para vender mais óleo e gasolina e não para comprar opiniões. Talvez nem seja o caso de estudar mais, bastaria ler jornais e revistas.

O pior é tentar fugir da chapa branca alegando que "as principais bandeiras da UNE tem pontos de dissenso com o governo federal", tipo o governo quer dar 7% do PIB ao Plano Nacional de Educação e a UNE quer 10%. Mas hoje o que mais falta para a educação não é dinheiro, é bom uso dos recursos, menos roubo e melhor qualidade do ensino.

A UNE também é "radicalmente contra as abusivas taxas de juros do Banco Central e a favor de mais investimentos e desenvolvimento", mas quem não é? Resta aos caras-pintadas ir para as ruas com coragem, generosidade e mobilização e derrubar os juros.

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As cenas repulsivas avisam que, no Brasil dos cafajestes, os parentes dos bandidos é que se enfurecem com gente honesta

Por Augusto Nunes - Veja Online
Acusados de uso indevido do dinheiro público, enriquecimento ilícito e formação de quadrilha, todos os nove vereadores de Fronteira, no Triângulo Mineiro, foram presos no dia 19. Segundo o Ministério Público, a quadrilha que se apossou da Câmara Municipal, lacrada por ordem judicial desde fevereiro, desviou para os próprios bolsos, em apenas um ano e meio, R$ 600 mil das “verbas indenizatórias” destinadas à compra de combustível para os carros oficiais. No dia 21, os nove foram levados para depor no fórum de Frutal, onde estão presos.

Obedientes à lei, os policiais estenderam o tratamento dispensado aos detentos sem cadeira na Câmara aos vereadores Maurílio Carlos de Toledo, Raidar Mamed, Sileide Nunes do Nascimento Faitarone, João Veraldi Júnior, Nildomar Lázaro da Silva, José Marcelo Soares dos Santos, Eduardo Florêncio de Souza, Daniel dos Reis Linhares Pontes e Samer Saroute. Todos chegaram a bordo de camburões, algemados e vestidos de presidiários.

Acampadas na entrada do fórum, as famílias dos criminosos reagiram à presença de repórteres e câmeras da TV com a indignação que tem faltado às vítimas do roubo. Exigindo aos berros “mais respeito aos familiares”, desafiando os jornalistas com gestos obscenos, impediram que as cenas fossem filmadas. Os quadrilheiros só aceitam exibir-se na telinha em liberdade.

Há alguns anos, parentes de ladrões capturados temiam a fúria das vítimas e sentiam vergonha. Hoje, os familiares de políticos bandidos é que se enfurecem ─ e afrontam a gente honesta com o espetáculo da pouca vergonha. A coluna pede desculpas pela divulgação das cenas repulsivas. Mas é preciso mostrar sem camuflagens o que pode acontecer a um país que aceita ficar parecido com um grande clube dos cafajestes.


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Lula manda Serra cuidar de Aécio: ‘candidata é Dilma’

Esse sujeito até rindo destoa. É assustador. Dá a impressão que ele precisa de junta médica para a sua psicopatia delirante. Falam tanto em "salto de qualidade", e esse "jumento"continua na pauta do credo em cruz todos os dias. Essa "Koisa" é a maldição do Brasil. Movcc/Gabriela

Ide Gomes/Folha

Por Josias de Souza - Folha Online
Na política há de tudo. O sujeito quer um biltre? Há um biltre. Quer um virtuoso? Há um virtuoso. Um ingênuo?

Bem… O ingênuo, não se sabe muito bem por quê, é mais difícil do que o biltre e o virtuoso.

Repare no último trançar de línguas de Serra e Lula. Qual um
babalaô emplumado, o tucano jogou os búzios:

“A probabilidade de que Lula seja candidato nas eleições presidenciais de 2014 é muito alta.” Hummmm…

Serra aventura-se na mesa de adivinhações por acreditar que Aécio ‘Bola da Vez’ Neves não se atreverá a entrar em campo se o adversário for Lula.

De passagem pela ESG (Escola Superior de Guerra), no Rio, Lula tratou Serra com a lateral do sapato, como quem empurra uma bola de papel para o canto:

“O Serra deveria falar pelo PSDB. Ele não está conseguindo resolver o problema do Aécio e quer resolver o problema do PT!”

“Vou dizer uma coisa de forma categórica: o Brasil tem uma candidata em 2014 chamada Dilma Rousseff. Ela […] vai fazer um governo extraordinário.”

Mais adiante: “Só há uma hipótese de ela não ser candidata: ela não querer. A política é uma doença que a gente gosta e não sai mais…”

Para Lula, é Serra quem está preocupado, não ele. “Eu acho que já cumpri com a minha tarefa nesse país.” Hummmmm…

O candidato está enterrado em Lula como um sapo de macumba. Ele já nasceu com os pés no palanque e o microfone nas mãos.

Lula aposentou-se da aposentadoria há duas semanas, quando avisou: “Vou voltar a viajar pelo país, para incomodar muita gente.”

Vale para Lula a frase de Lula sobre Dilma: “A política é uma doença que a gente gosta e não sai mais…”

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Não, eu não vou desistir de defender o estado de direito!

Escrevi o texto que vai abaixo às 17h30 de ontem. Eu o mantenho aqui no alto porque julgo que algo grave está em curso. Não nos deixa a todos mais pobres de recursos, a exemplo das sacanagens do Dnit, mas nos deixa mais pobres de democracia. De violação em violação aos códigos legais, acabaremos nos transformando num país sem lei. O pior é que não são poucos os que defendem que, sob certas circunstâncias, o desrespeito à Constituição se faz necessário. Num dos posts abaixo, vocês verão que agora é o Ministério da Justiça a impor uma forma velada de censura prévia. Há leitores que dizem que estou superestimando o caso. Não estou, não. Quem condescende com uma violação ao estado de direito, pouco importa o pretexto, condescende com todas. A questão é incômoda — e daí decorre o silêncio covarde de muitos? É, sim! Mas eu não tenho receio do incômodo. Se não for para ser assim, melhor tomar suco de laranja em vez de participar do debate público. Esse caso é mais importante do que as diatribes do Apedeuta. Um dia esse cara passa. Eu estou preocupado com o que fica.
*
Censura? Não contem jamais comigo! Ou: há gente que andou exagerando na banana…

Sei não… Acho que algumas pessoas andaram comendo muita banana. A questão relevante sobre “A Serbian Film - Terror Sem Limites” — escrevi a respeito na madrugada — é de censura prévia, que é inconstitucional. Se o ex-prefeito Cesar Maia e o DEM do Rio acham que ele agride, sei lá, o Estatuto da Criança e do Adolescente e os valores da família, certamente haverá maneira de proteger as duas coisas sem ferir um dispositivo constitucional.

Acho, se querem saber, uma suprema ousadia que se conceda uma liminar, mantida por instância superior, contra um dispositivo claríssimo da Constituição, que veta a censura prévia. Sim, queridos! O próprio STF desrespeitou, a meu ver, a Carta no episódio da união civil entre homossexuais. Se ele pode, então tudo passa a ser permitido, não é mesmo? Essa é a questão de fundo.

Eu nem entrei no mérito do filme, reitero. Por tudo o que li, parece-me só uma bobajada asquerosa. Mas censura antecipada? Isso é coisa de ditadura, não de democracia — nesse caso, com laivos do politicamente correto, que se cruza, nas franjas do discurso, com o combate à pedofilia, que é, evidentemente, uma boa causa.

Mas é preciso tomar cuidado! Sob certo ponto de vista, uma obra-prima como Lolita, de Nabokov, teria de ser proibida no Brasil em nome da aplicação do Estatuto da Criança e do Adolescente. A enteada que atormenta o padrasto com a sua tenra juventude tem… 12 anos! Se um professor recomendar Lolita a alunos do sexto ou sétimo ano do ensino fundamental, é provável que seja um pervertido e que mereça que lhe quebrem a fuça. Caberia perguntar qual a sua intenção pedagógica. Como literatura, a obra tem de estar disponível a quem se disponha a lê-la. Aliás, eu a recomendo vivamente — não a pervertidos, que não precisam de boa literatura para se regalar.

Vamos devagar com o andor, aí, que a santinha da liberdade de expressão é de barro. Não pensem que ela corre riscos apenas nas ditaduras de molde clássico, lideradas por um tirano. Em tempos politicamente corretos — e se nota que a tentação da censura não é só das esquerdas, como prova o DEM do Rio —, os ditos “valores consensuais” podem significar uma interdição à livre circulação das idéias.

O tal filme sérvio foi censurado, por exemplo, na Noruega pouco tempo antes de aquele delinqüente executar 76 pessoas. Dado o seu manifesto estúpido, é provável que ele julgasse que se fez a coisa certa… Talvez considerasse manifestação de degenerados…

Eu sei que confundo um tantinho a cabeça de muita gente. O fato de eu incentivar, com ênfase, que as pessoas se organizem para defender seu ponto de vista e para confrontar os valores hegemônicos da esquerda não me leva, jamais!, a flertar com um ente de razão estatal que determinasse, de antemão, o que pode e o que não pode ser veiculado — ainda que tal órgão comungasse dos meus valores. Isso é coisa de fascistas de esquerda ou de direita. Eu sou um democrata — “de direita”, dizem alguns esquerdistas, muitos deles amantes da censura, desde que por uma “boa causa”, claro…

Meu papo é outro. Lembro-me das polêmicas em torno do filme “Je Vous Salue, Marie”, de Godard, e do livro “O Evangelho Segundo Jesus Cristo”, de Saramago, duas tolices bastardas sobre o cristianismo, típicas de autores movidos pela ignorância de mérito. Que católicos tenham se mobilizado contra um e outro, eis um direito e, em certa medida, até um dever. Mas é inaceitável, numa sociedade democrática, que se impeça a exibição de um (como chegou a acontecer com o filme no Brasil, há muitos anos) ou a venda do outro.

Eu sou favorável ao confronto claro e aberto de idéias e de opiniões; repudio a tentativa de impedir o outro de falar na suposição de que um valor cultural ou ideológico é uma verdade natural, sobre a qual não cabe contestação. Até porque eu próprio sou vítima dessa patrulha — não estou reclamando de nada porque sei me defender. Aliás, a ideologia tornada uma “verdade natural” está na raiz do meu rompimento com a esquerda, já lá se vão vinte e tantos anos, caminhando para 30.

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Certa esquerda vive de cadáveres.

Outro rato do esgoto da blogosfera, um ex-jornalista processado por calúnia, difamação e inúmeros crimes,  sugere em seu blog que no Brasil o norueguês é José Serra. 

Coturno Noturno
O assassino da esquerda é ídolo da esquerda. O assassino da direita não é ídolo da direita. Ambos assassinaram dezenas de inocentes a sangue frio.

É impressionante. Depois da anistia que perdoou terroristas, assassinos, assaltantes de bancos, guerrilheiros, gente da pior espécie, tanto é que muitos deles continuam chefiando quadrilhas como a do mensalão, certa esquerda continua procurando cadáveres do período militar para jogar no colo do que eles chamam de direita. A esquerda é necrófila.

Neste caso da Noruega, para esta certa esquerda a culpa não é de um louco assassino. A culpa é dos cristãos, dos judeus, dos nacionalistas, da ... direita. Esta certa esquerda sonha, deseja e faz força para que um fato destas proporções aconteça no Brasil, para que um dia alguém com este perfil venha a cometer uma chacina como a ocorrida em Oslo. Aí poderiam saciar a sua sede de sangue e sair por aí linchando, enforcando, fuzilando sem julgamento no paredón, como Che e Fidel.
Vários blogs progressistas, aqueles que fazem festinhas nacionais com patrocínio público, estão com artigos culpando a direita pela tragédia norueguesa. Um certo blogueiro compara um sórdido assassino com os pacatos habitantes de Higienópolis. Em um artigo recente, este mesmo blogueiro sugere que cometerá um sacrifício para chamar atenção contra a grande mídia, um ato que será marcante contra as famílias Mesquita, Marinho, Frias e outras que atuam no ramo de comunicação de massa. Cuidado! O norueguês pode ser ele!

Outro rato do esgoto da blogosfera, um ex-jornalista processado por calúnia, difamação e inúmeros crimes, sugere em seu blog que no Brasil o norueguês é José Serra. Aqui mesmo, na área de comentários, vários esquerdopatas vieram comemorar as mortes no massacre de Oslo. Certa esquerda sempre quer mortes. Aliás, toda vez que eles chegaram ao poder foi um verdadeiro massacre, sem precedentes na história, com dezenas de milhões de mortes e o fim da democracia, da liberdade e da justiça.

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Degradação total! Aí, Jesus...

Netinho pode retirar candidatura para apoiar Haddad em SP
Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva comanda articulação em prol de petista

André Vargas - Veja

Vereador por São Paulo, Netinho de Paula (PCdoB) estava de férias quando a notícia vazou (Joca Duarte/Divulgação)

"Não combinaram nada disso com a gente", Wander Geraldo, presidente municipal do PCdoB

O PT conta com a desistência do vereador e cantor Netinho de Paula (PCdoB) na disputa à prefeitura de São Paulo nas eleições do ano que vem. Petistas querem engrossar os apoios à possível candidatura do ministro da Educação, Fernando Haddad. O nome de Haddad ganha força dentro do PT, em detrimento de figuras tradicionais, como o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, e a senadora Marta Suplicy.

A estratégia do PT por Haddad conta com um articulador político de peso: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Há duas semanas, em Goiânia, durante um congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), Lula falou a um grupo de aliados, em bom som, que há uma negociação com o PCdoB em andamento: caso o ministro seja confirmado na disputa, Netinho retiraria a candidatura.
Digite aqui o resto do postEm prol de Haddad estariam entidades ligadas à educação em São Paulo, como sindicatos de professores e entidades estudantis, que formam a base política do PCdoB e estão mais identificadas com Haddad do que com Netinho.

As bases estadual e municipal do PCdoB em São Paulo negam o acordo. Em abril, o partido lançou o cantor como pré-candidato. Netinho foi o primeiro nome anunciado oficialmente na cidade de São Paulo para a eleição de 2012. Ele entra na corrida amparado pelos 7,7 milhões de votos que obteve em 2010, quando foi derrotado na disputa ao Senado Federal.

Wander Geraldo, presidente municipal do PCdoB, diz que a pré-candidatura de Netinho está mantida. “Não combinaram nada disso com a gente”, garante. A presidente estadual do partido, Nádia Campeão, classifica tudo como especulação. Segundo ela, Netinho segue firme na disputa. “Não conversamos com a direção do PT sobre a capital depois de o nome de Haddad ter surgido”, afirmou.

A notícia sobre os planos de Lula vaza enquanto Netinho de Paula aproveita o recesso da Câmara de Vereadores de São Paulo para tirar uma semana de férias no Ceará. Ele não foi localizado para comentar o assunto. Quando lançou sua pré-candidatura, em abril, o vereador afirmou que não aceitava ser vice de ninguém. A ver até quando mantém a convicção.

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O que esperam o governo e o Ministério Público para aplicar a lei aos quadrilheiros e recuperar o produto do roubo?

Abstraídos os comparsas, os parentes e os patrocinadores oficiais, desta vez ninguém se atreveu a afrontar a inteligência dos brasileiros decentes com a reapresentação do ato mais surrado do espetáculo do cinismo. Nem a tropa de choque do Senado, a tropa do cheque da Câmara e a diretoria do grande clube dos cafajestes irromperam no palco para a lengalenga costurada em torno da inocência até prova em contrário, do direito de ampla defesa, do devido processo legal. Nem mesmo Lula suou a camisa no palanque em defesa dos quadrilheiros que agiram durante oito anos e meio no Ministério dos Transportes, sob as bênçãos do Padroeiro dos Companheiros Pecadores.

A presidente Dilma Rousseff precipitou o despejo dos chefões do bando, iniciado logo depois das revelações feitas por VEJA, para não reeditar a exasperante agonia do ex-ministro Antonio Palocci. Ampliou a lista dos demitidos ao constatar, em pesquisas encomendadas pelo Planalto, a exaustão de milhões de brasileiros com as dimensões da roubalheira. Dilma foi longe demais: os quadrilheiros já não podem reivindicar a prescrição do crime por perda de emprego. A malandragem não é aplicável a quem embolsou quantias de deixar ruborizados até o asfalto que se desmancha nas estradas do Dnit, é coisa de empalidecer de espanto até os trilhos inexistentes da Valec. Ao afastar os bandidos, o governo não fez mais que a obrigação. É quase nada.
E será rigorosamente nada se parar por aqui o castigo que mal começou. É preciso recuperar ao menos parte da imensidão de dinheiro roubado pela organização criminosa formada por donos de órgãos públicos com orçamentos obesos, empreiteiras, consultorias e outras abjeções. É preciso enquadrar os meliantes nos numerosos artigos legais que violaram. É preciso mostrar ao Brasil que algo mudou ─ se é que algo tenha mudado.

Por enquanto, o governo limitou-se a determinar à Controladoria Geral da União que pedisse de volta R$ 8 milhões destinados às vítimas das inundações na Região Serrana do Rio e interceptados por meliantes acampados na prefeitura de Petrópolis. Tradução: os pagadores de impostos vão bancar também a conta das patifarias que já não poupam sequer flagelados. Quanto ao pátio de horrores no Ministério dos Transportes, o controlador-geral Jorge Hage fez só uma frase. Acha que o Dnit tem o DNA da corrupção.

O que espera o governo para exigir a devolução do produto do roubo? O que espera o Ministério Público para tomar providências que apressem a condenação dos culpados, todos merecedores de temporadas na cadeia e multas igualmente superlativas? A turma de Valdemar Costa Neto e Alfredo Nascimento vai desfrutar em paz do ócio sem dignidade? Os ladrões vão envelhecer em casa, com tempo e dinheiro de sobra? Se as perguntas não forem adequadamente respondidas, o país será o que é. Enquanto não houver na cadeia um só figurão corrupto, o Brasil será o paraíso dos bandidos de estimação.

Há quadrilhas demais. Todas em liberdade, todas sem motivos para perder o sono. A expansão da ladroagem federal é o ultrajante subproduto ─ tão previsível quanto a mudança das estações ─ da tolerância, negligência, da passividade e da conivência que sublinham o comportamento dos três Poderes.

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Aécio quer Marina como vice. Se você é um dos 40 milhões de "agrobrasileiros", já sabe em quem não votar em 2014.


Coturno Noturno
O Brasil inteiro está acompanhando a luta de Marina Silva contra a agropecuária brasileira, falseando e enganando sobre os impactos do novo Código Florestal, aliada que é do agronegócio internacional, aquele que defende mais fazendas lá e mais florestas aqui. Pois o Estadão publica, hoje, que o sonho de Aécio Neves é ter Marina Silva ao seu lado, na mesma chapa, em 2014, para "alegria" dos cafeicultores, produtores de leite e pecuaristas de Minas Gerais e do Brasil. Este sonho do nosso velho conhecido Aécio Neves, que se alia a Deus e ao diabo para chegar ao poder, é antigo. Vejam o vídeo abaixo, que é de 14 de agosto de 2009, quando o tucano que trai tucanos ainda almejava ser o candidato à presidência. Aécio é, realmente, um defensor da "sustentabilidade", como Marina Silva. Aécio defende a "sustentabilidade" do seu projeto de poder, Marina defende a "sustentabilidade" dos patrocinadores internacionais da sua causa ambiental. Que dupla contra o Brasil! Se você é agro, já sabe em quem não votar, porque quem está com Marina Silva está contra o Brasil rural.

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