Nosso grito foi ouvido lá fora

O COLAPSO DA SAÚDE NO PARÁ

The Collapse of Health Care in Pará

Temos certeza de que Senadores como Mario Couto e Flexa Ribeiro (Belém do Pará) não ficarão orgulhosos de ver publicado, lá fora, uma matéria que coloca o desgorverno de Ana Júlia Carepa como criminoso e desumano.

Claro que não é motivo que nos orgulhe, muito pelo contrário, somos vistos como uma cova coletiva onde 300 bebês foram levados ao óbito, por falta de amparo, de respeito, por desleixo do Estado. Porém, os gritos de alerta dos referidos senadores e os nossos sequer foram ouvidos por aqui.

Portanto, parabéns à imprensa estrangeira que pautou esse absurdo no dia de ontem, 30/05, ainda que tardiamente. Cumprimentamos o trabalho do jornalista Anton Steeman, que noticia revistas estrangeiras sobre a Amazônia e seus perigos ecológicos.

Enfim, sentimo-nos gratificados em ver que o nosso trabalho do MOVCC está ajudando a contar para outros países que o Brasil não é aquilo que o Lula da Silva costuma vender, que o nosso desgoverno é feito de corrupção, mentiras, cinismos e mortes de inocentes; que por falta de recursos públicos as tragédias são constantes, porque o dinheiro do contribuinte é desviado para os cofres particulares da Corja instalada no Poder. Somos um país cujas autoridades não cumprem as leis, razão pela qual estamos nos inserindo cada vez mais na rota da inutilidade mundial. Por Gabriela/Arthur


O NOSSO MATERIAL PUBLICADO NO SITE



Remember Ana Júlia Carepa, the (socialist) governor of Pará? Remember her words?

We “..... believe that another world is possible and in the name of this ideal, we have built our government. In the name of this ideal, we work to transform Pará into a constitutional state.”

Constitutional state? Not when you are poor. Don’t expect health care at your side, even worse don’t expect the socialist governor at your side. Like to know where Ana Júlia spends the money: The governor of Pará, Ana Júlia Carepa has launched an "aid" package for some ‘low-division’ football clubs in Pará. The value of the aid is almost BRL 1.5 million (€ 550.000). Among the three clubs is Remo, for which the Ana Júlia’s father is an adviser.

I end this post with some words regarding this item taken from the blog:
Movimento da Ordem Vigilia Contra Corrupção, which crucifies the governor of Pará:

Vejam o detalhe, o jornalista explicando o termo “petralha”
*) Petralha is the contraction of PT (Brazilian socialist party) and the Irmãos Metralha (The Beagle Boys in English). The word identifies a member of a moralistic political party that when in power, deceives, steals, kills, lies, corrupts, installing a cleptocracia, in other words a state governed by crooks)

Tradução: Petralha é a contração do PT (Partido Socialista Brasileiro) e dos Irmãos Metralha (The Beagle Boys em Inglês). A palavra identifica um membro de um partido político moralista que, quando no poder, engana, rouba, mata, mente, corrompe, instalando uma cleptocracia, por outras palavras, um Estado regido por criminosos.

Anton Steeman não podia ter sido mais exato!

No Rio, a farra dos 'royalties'

Apenas três consultorias receberam R$40 milhões de 26 prefeituras, descumprindo a lei, diz TCE

Favorecidas por brechas nas regras de distribuição dos royalties, três empresas de consultoria receberam mais de R$40 milhões de 26 prefeituras fluminenses, de 2003 a 2008, para engrossar a arrecadação destas cidades com a produção de petróleo. O Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) e o Ministério Público estadual concluíram agora que a contratação das consultorias foi desnecessária e não respeitou a lei. Iniciativas tomadas pelos dois órgãos buscam a devolução do dinheiro, o pagamento de multa e a punição dos responsáveis.

Além da dispensa irregular de licitação, auditorias e investigações demonstraram que o desembolso foi inútil, pois o enquadramento dos municípios às regras dos royalties, estabelecidas pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), eram automáticas, bastando para isso petição das procuradorias municipais e não a mediação de uma consultoria. Por Chico Otavio e Bruno Rosa


No TCE-RJ, onde há um processo para cada município, sete contratos já foram considerados ilegais (Resende, Guapimirim, Belford Roxo, Maricá, Niterói, Tanguá e Mesquita). Para o Tribunal, não ficaram comprovados os motivos da dispensa de licitação - singularidade do serviço e notória especialização das consultorias.

Como os demais processos tratam da mesma questão, a tendência é a anulação de todos os demais. O TCE, todavia, não conseguiu estimar os valores de 11 dos 28 contratos (há municípios com dois contratos) e, em muitas cidades, os ganhos das consultorias foram vinculados à arrecadação de royalties. Assim, o resultado financeiro deve ser bem maior do que os R$40 milhões já apurados.

Procuradoria abre ação contra cinco municípios

No Ministério Público, outra frente contra a farra dos royalties foi aberta: Promotorias da Tutela Coletiva entraram semana passada na Justiça com cinco ações de improbidade administrativa contra os responsáveis pelos contratos das prefeituras de Nilópolis, Mesquita, Japeri, Queimados e Seropédica com uma das firmas, a Empresa Brasileira de Consultoria (EBC). A empresa, segundo os promotores, não comprovou notória especialização.

Além da EBC, a extração de dinheiro público para as consultorias do petróleo favoreceu a Petrobonus (11 contratos com prefeituras) e a Expetro (quatro contratos).

A EBC, hoje chamada Escritório Ramalho Junior, funciona como um escritório de advocacia, que atuou para 13 municípios fluminenses entre 2003 e 2004. O objetivo era elevar a arrecadação de royalties, após as cidades do Rio de Janeiro e de Niterói terem sido enquadradas, por decisão judicial, como "zona de produção principal". Pelos serviços, a empresa ganhou mais de R$4 milhões - o TCE não conseguiu incluir no cálculo valores de cinco municípios por falta de dados.

O escritório foi contratado para ajuizar ações na Justiça para que os municípios fossem incluídos como parte da "zona limítrofe" às regiões do Rio e de Niterói. Segundo o Ministério Público, a EBC não tinha "notoriedade na representação judicial em ações relacionadas ao repasse de royalties do petróleo" porque, à época, que era escritório de advocacia, tendo ganho esse status posteriormente para dar um ar de legalidade ao negócio.

Segundo a Ramalho Junior, a empresa não tem conhecimento de ação do MP nem do TCE-RJ. Por isso, não há o que comentar.

A contratação sem licitação é comum no Rio. De 2003 a 2004, a Expetro Consultoria foi contratada por quatro prefeituras para elevar a arrecadação com os royalties. O negócio, segundo o TCE-RJ, também foi feito sem licitação, mesmo caso da Petrobonus e de outras empresas no Espírito Santo.

Prefeituras põem culpa em gestões anteriores

Segundo o TCE-RJ, as prefeituras de Silva Jardim, Magé, Cachoeiras de Macacu e Guapimirim contrataram a Expetro. Porém, nenhum deles foi reenquadrado pela ANP na ocasião. Segundo o TCE, parte dos contratos somava, pelo menos, R$1,680 milhão. A empresa ressalta que não recebeu nada, já que era "contrato de risco".

De acordo com o TCE-RJ, foram feitos todos os questionamentos aos prefeitos, já que não ficou demonstrada a existência de requisitos mínimos que justificassem a contratação sem licitação. A maioria dos processos foi arquivada no fim de 2007.

Um dos sócios da Expetro é Jean Paul Prates, mas está afastado da gestão, pois é o atual secretário de Energia do Rio Grande do Norte. Procuradas, as prefeituras disseram que a contratação foi feita em uma administração anterior e não há detalhes sobre os acordos firmados.

A Expetro ressaltou que "não havia nada suspeito", já que o pleito tinha fundamentação técnica. A consultoria ressaltou que, na época, chegou a questionar a falta de licitação. Porém, continua a companhia, os municípios alegaram que a contratação era necessária e que eles "iriam resolver".

A Petrobonus, que responde pelo maior faturamento - pelo menos R$30 milhões - não quis comentar a decisão sobre a anulação do contrato com Resende. Porém, segundo o secretário municipal de Gestão Fazendária e Finanças, Renato Viegas, o TCE sugeriu que as comissões à Petrobonus não fossem mais pagas. Por isso, a prefeitura suspendeu o pagamento (14% da arrecadação) em abril. O contrato foi feito, segundo Viegas, na gestão anterior.

- Além disso, o TCE disse que o contrato feito foi irregular. Agora, a Petrobonus e a gestão anterior têm tempo para recorrer. Na última terça-feira, o TCE sugeriu que fosse encaminhado ao Ministério Público uma cópia de todos os processos para análise. O TCE sugeriu a devolução do pagamento, mas eles não podem impor isso - disse o secretário.

O ex-prefeito de Niterói Godofredo Pinto vai entrar em contato com outros ex-prefeitos, que na ocasião contrataram juntos a EBC, para entrar com ação conjunta contestando a decisão do TCE-RJ. Godofredo disse não saber que a EBC mudou nome e razão social.

O ex-prefeito de Seropédica Gedeon de Andrade disse que a contratação da consultoria visou à defesa judicial de um grupo de municípios que queriam excluir Rio e Niterói da "zona principal". Em nota, Andrade ressalta que não contratou empresa de lobby para aumentar o repasse.

Segundo o atual prefeito de Japeri, Ivaldo Barbosa dos Santos, não houve renovação dos contratos firmados no governo anterior, de Bruno Silva, conforme reunião do último dia 29 de abril com representantes do Ministério Público Estadual.O Globo

Fornecedores privilegiaram PT

PT RECEBEU DOAÇÕES ELEITORAIS NO VALOR DE R$12,2 MILHÕES

São fortes os laços dos partidos aliados ao governo federal com as empresas líderes no fornecimento de bens e serviços à Petrobras. Sozinhas ou em consórcio - algumas são grandes empreiteiras -, elas foram convidadas pela estatal e aceitaram contratos de valor superior a R$100 milhões em 2007 e 2008. Faturaram R$10,4 bilhões com esses negócios.

Nas últimas duas temporadas eleitorais, essas empresas privilegiaram o Partido dos Trabalhadores, que recebeu 40,8% do dinheiro distribuído por elas para campanhas.

O PT ficou com uma fatia de R$12,2 milhões do bolo de R$29,8 milhões que as empresas declararam como contribuições eleitorais em 2006 e 2008. Outros R$5 milhões foram destinados ao PMDB.

Os dois partidos detêm sete das onze cadeiras da CPI da Petrobras, cuja instalação está prevista para terça-feira no Senado. Levaram 57,8% das doações legalmente feitas pelos principais fornecedores da empresa estatal.


No conjunto, o bloco governista (integrado também por PTB, PCdoB, PR, PSB, PP e PV) recebeu 70,9% do dinheiro distribuído.

Com o pragmatismo típico do mundo dos negócios, as empresas não se esqueceram da oposição, que estará restrita a três dos 11 votos no plenário da CPI: os maiores partidos (PSDB, DEM e PPS) receberam R$5,8 milhões (19,8% do total).

Como na política a matemática é outra, não se pode garantir que o governo já tenha garantido maioria estável na CPI, mesmo diante de uma oposição fragilizada.

Aliados do governo na CPI trabalham sob mútua vigilância
Em tese, ele dispõe de oito votos (três do PT, quatro do PMDB e um do PTB) contra apenas três da oposição (dois do PSDB e um do DEM). E, assim, teria poder para conduzir e decidir todos os detalhes, conforme sua conveniência, de uma investigação sobre aspectos como:

- o superfaturamento de R$94 milhões na construção da refinaria em Pernambuco;

- aditivos contratuais na construção das plataformas marítimas para exploração e produção de petróleo, com sobrepreço estimado em R$354 milhões;

- patrocínios milionários a organizações não-governamentais ligadas a partidos governistas; e,

- pagamentos de R$178 milhões a usineiros de forma irregular - entre outras denúncias.

A maioria do governo na CPI é estável como um número escrito em papel - e apenas isso, por enquanto. Porque, na prática, o governo Lula perdeu o controle daquilo que chamava de "base aliada" no Senado Federal.

Lula escalou seus líderes no Congresso (Ideli Salvatti, PT-SC) e no Senado (Romero Jucá PMDB-RR) para atuar na linha de frente da CPI - fato incomum - , mas o clima dominante nas bancadas do PT e do PMDB no Senado é de mútua vigilância.

Confiança entre os aliados de Lula é mercadoria rara. Sobram críticas, acusações e ressentimentos. O presidente está em fim de mandato, mas dois terços dos senadores lutam pela própria reeleição em 2010. O Globo

Braço social da Petrobras atinge 18 milhões de pessoas no país

CABIDE ESTATAL

Também em foco na CPI que será instalada terça-feira no Senado, o braço social da Petrobras abrange 18 milhões de pessoas, em todos os estados. É o resultado de um investimento de R$248,6 milhões em 2007, segundo a companhia. Estima-se que chegue a R$1 bilhão até 2011.

A distribuição dos recursos beneficia aliados em repasses tanto para ONGs quanto para prefeituras. Não sem polêmica: a Petrobras escolhe, num "banco de projetos" definido por uma comissão independente, quais entidades serão privilegiadas com verbas do Fundo da Infância e da Adolescência - uma das maneiras da estatal fomentar programas sociais nos municípios. Recomendação do Ministério Público do Rio, de acordo com a Petrobras, levou à suspensão dos repasses no estado no ano passado. O MP se opôs "a repasses com destinação pré-determinada".


Os recursos seguem para os conselhos da Infância e da Juventude. De abril de 2008 a abril de 2009, 35% das cidades contempladas eram governadas pelo PT. Na avaliação dos promotores, a estatal usa - com o dinheiro público -, as normas de mercado, dificultando a fiscalização e facilitando o uso político dos recursos. O repasse ao FIA permite desconto integral do Imposto de Renda.

- É um mundo à parte - diz o senador Heráclito Fortes (DEM-PI), presidente da CPI das ONGs, onde se preparam investigações sobre os repasses da Petrobras.

ONG ligada a petista baiana recebeu R$3,1 milhões

Com aporte direto da Petrobras, as ONGs receberam, nos últimos 12 meses, cerca de R$83 milhões, sem licitação. Entre os casos mais emblemáticos está o da Associação de Apoio e Assessoria a Organizações Sociais do Nordeste (Aanor), em Salvador, ligada a Aldenira da Conceição Paiva, vice-presidente do PT baiano. Ela recebeu o total de R$3.147.780, em 2007 e 2008, segundo planilhas da estatal.

Os laços se estendem também aos sindicalismo vinculado ao PT. A CUT, por exemplo, recebeu R$400 mil para um projeto de "cidadania". O Instituto Nacional de Formação e Assessoria Sindical da Agricultura Familiar (Ifas) aparece entre os cinco institutos que mais receberam verbas da empresa. Essa ONG foi fundada na década de 80 por integrantes do PT de Goiás. Recebe R$4 milhões para qualificação profissional".

Entidades ligadas ao Movimento dos Sem Terra (MST) também têm sido privilegiadas. É o caso da Associação para o Desenvolvimento da Agroecologia (Aopa), do Paraná, que recebeu patrocínio de R$2,8 milhões para o projeto Iguatu II. Em 2006, um carro do projeto, com a logomarca da Petrobras, foi usado pelo MST na invasão da Prefeitura de Geraldo Carneiro, no interior do estado.

Os recursos milionários da Petrobras, em alguns casos, acabam travados pela lógica política: aliado do PT, o peemedebista Washington Reis, então prefeito de Duque de Caxias, cidade mais contemplada com recursos da estatal nos últimos dois anos, assinou, em 29 de novembro de 2007, convênio que garantiria R$38,9 milhões para a construção de um centro esportivo educacional. A obra está paralisada há seis meses.

- Eu consegui isso com a Petrobras. Agora a obra está abandonada - diz Reis, que acusa o atual prefeito, José Camilo Zito dos Santos (PSDB), de boicotar o projeto.

Está sob análise do departamento jurídico da companhia a mudança do objeto do contrato: o prefeito quer construir uma maternidade, uma escola e dez unidades do Saúde da Família com a verba. Desde 2007, foram gastos R$9 milhões na obra. (Maiá Menezes, Dimmi Amora e José Casado) O Globo

Petrobras gasta bilhões em compras sem licitação

Ingerência político-partidária na administração e contratos sem transparência são os principais motivos pelos quais a Petrobras estará no centro da CPI, a partir de terça-feira. Cerca de 80% das compras da estatal, de R$ 37 bilhões por ano, são realizadas sem concorrência pública. Em dois anos, o TCU abriu 200 processos contra a empresa. Há suspeita de superfaturamento.


UM POÇO DE POLÊMICAS
Muita política e ainda pouca transparência.

CPI vai investigar uma Petrobras com nova dimensão política e econômica. Ela é muito mais do que uma companhia estatal de petróleo. Foi concebida, nasceu e se consolidou como instrumento de poder. E tem sido protagonista constante de crises políticas deflagradas por conflitos de interesses patrimoniais e corporativos.

A partir de terça-feira, no Senado, a Petrobras estará no centro de uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito. Os motivos são basicamente os mesmos das CPIs nas quais foi protagonista nos últimos 24 anos: ingerência político-partidária na administração e contratos com escassa transparência. A diferença é que, hoje, os negócios de petróleo no Brasil são dez vezes maiores do que duas décadas e meia atrás.

A Petrobras é uma potência. Na boca do caixa, recebe R$297 milhões por dia. São R$218 bilhões por ano - quase o dobro do orçamento do Estado de São Paulo, o mais rico da federação. É a maior compradora de bens e serviços no mercado interno: gasta em média R$102 milhões por dia, ou R$37, 2 bilhões por ano. É, também, percebida como uma caixa-preta no Congresso, no Tribunal de Contas da União e em áreas do governo federal. Por José Casado, Maiá Menezes e Dimmi Amora


De cada R$100 em pagamentos, R$81 correspondem a negócios feitos com quase nenhuma transparência, sem concorrência ou por convite direto a um mínimo de empresas privadas - três, em geral. Ou seja, 81% das compras da estatal são realizadas em processos sem concorrência pública ou, na melhor hipótese, em competição extremamente restrita.

É o que revela levantamento do Senado sobre uma amostra de 4.885 contratos da estatal com seus fornecedores nacionais, entre 2007 e 2008, para orientar a CPI da Petrobras.

TCU aponta graves irregularidades
A percepção de rarefeita transparência nos negócios da estatal de petróleo se cristalizou tanto no Congresso, onde este mês foram votados dois requerimentos de CPI, quanto no TCU, que nos últimos dois anos abriu quase duas centenas de processos contra a empresa pública - mais da metade ainda em tramitação.

No tribunal, casos como o da Refinaria Abreu e Lima, em construção no entorno de Recife, são considerados emblemáticos de "graves irregularidades". Essa classificação do TCU a Petrobras entende como um conceito sobre "fatos apurados" em auditoria com "intimação de um gestor para esclarecimentos adicionais". O tribunal, acrescenta a empresa, "vem aceitando as defesas apresentadas e considerando regulares tais atos".

Não é bem assim, como demonstra o caso da refinaria do Nordeste. Pelo projeto inicial custaria R$9 bilhões. Poderá consumir mais de R$23 bilhões nos cálculos de fornecedores de obras e equipamentos.

Ano passado, o TCU mandou uma equipe de auditores examinar as contas da refinaria. A obra estava na fase preliminar, a da terraplenagem, executada por um consórcio de empreiteiras (Odebrecht, Galvão, Camargo Correia e Queiroz Galvão).

Diante de evidências de "superfaturamento" de R$53 milhões no aterro e sistema de drenagem, o tribunal mandou a Petrobras suspender os pagamentos. Comunicou ao Congresso que a refinaria era um caso de obra pública com "graves irregularidades" que justificariam sua paralisação.

Superfaturamento dobra após auditoria
Meses depois, no início deste ano, fez-se nova auditoria na mesma obra. O resultado causou estupefação no plenário do tribunal: "Após a inspeção, a estimativa de superfaturamento saltou de R$53 milhões para R$94 milhões" - registrou em ata o ministro Valmir Campelo, relator do caso, no último 13 de maio.

Há tempos, TCU e Petrobras brigam por causa das regras de transparência. Em 1997, a empresa conseguiu um salvo-conduto do então presidente Fernando Henrique Cardoso, com uma lei diferenciando-a das outras estatais. Mas o TCU considerou a lei inconstitucional. Há seis anos, a Petrobras sustenta seus negócios com uma liminar obtida no Supremo Tribunal Federal.

Quando o governo Lula começou, em 2003, o barril de petróleo oscilava na faixa dos US$40, e a Petrobras ensaiava a retomada de grandes investimentos. O novo governo, então, dividiu diretorias com partidos aliados, preservando o PT em posição hegemônica. Entregou boa parte dos três mil principais cargos gerenciais a sindicalistas ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT). E mudou a política de compras no mercado interno.

O preço do petróleo disparou até US$140, no ano passado. A Petrobras ganhou nova dimensão como um instrumento de poder econômico e político. A partir de um caixa recheado como nunca antes na sua história, construiu uma "rede social": com cerca de R$1 bilhão anual, sustenta organizações não governamentais cuja capacidade de mobilização é de 18 milhões de pessoas em todos os estados, nas contas da própria empresa. É o novo lastro político da Petrobras na era Lula. O Globo

Governo descumpre sua própria norma de transparência

Informações sobre os gastos públicos deveriam ser publicadas detalhadas na internet, mas são desatualizadas e incompletas O Serpro, responsável por incluir dados nos sites, diz que as falhas são causadas por problemas operacionais e que situação será corrigida

O governo federal descumpre norma que permite ao cidadão acompanhar pela internet os gastos públicos. A falha é verificada até no Portal da Transparência, site que detalha a execução orçamentária e que é divulgado internacionalmente como um dos mais completos do gênero.

A Folha acessou o portal e as páginas na internet dos 36 órgãos com status de ministério e detectou em todos eles algum tipo de falha na divulgação das informações. Muitas estão defasadas, algums meses, outras, anos atrasadas.

Responsável por executar e incluir esses dados nos sites, o Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados), ligado ao Ministério da Fazenda, reconhece as falhas, causadas por "problemas operacionais". A situação, afirmou, será regularizada nos próximos dias, ganhando mais agilidade com a troca de equipamentos. Por Lucas Ferraz


Quem quiser acompanhar pela rede gastos dos órgãos com diárias e passagens, ou se informar sobre contratos, convênios e a execução orçamentária dos ministérios encontrará informações velhas -em alguns elas até não existem.

Decreto da Presidência (nº 5.482, de junho de 2005) e portaria interministerial (nº 140, de março de 2006) especificam a periodicidade que cada gasto deve ser atualizado - semanalmente, a cada 15 dias ou todo mês. Segundo essa legislação, cada órgão deve manter seção em seu site (com banner na página inicial) denominada "Transparência Pública", para "fins de controle social".

Algumas dessas informações também estão no Portal da Transparência (
www.transparencia.gov.br), de responsabilidade da Controladoria Geral da União. O portal, contudo, não segue as diretrizes do decreto (o mesmo 5.482) que o criou. Ele só contempla dados do Executivo, deixando de lado os do Legislativo e do Judiciário. O decreto diz que o portal disponibilizar informações "sobre a execução orçamentária e financeira da União".

O site também falha ao não divulgar as operações de crédito de instituições de fomento, como o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

A CGU diz que não pode divulgar gastos dos demais Poderes, por causa do princípio constitucional da separação entre eles. Sobre as instituições financeiras, o órgão afirma que elas alegam sigilo bancário e fiscal para barrar a divulgação.

"Este governo deu início ao processo de promoção da transparência na administração e é natural que, nesse período inicial, ocorram cobranças por avanços e aprimoramentos", disse o ministro Jorge Hage, chefe da CGU.

A internet chegou comercialmente ao país em 1995, primeiro ano do governo FHC. Mas foi o governo Lula que começou a divulgar gastos públicos na rede, em 2004 - quando foi criado o Portal da Transparência.

Fora do ar
O Ministério do Planejamento, um dos responsáveis pela norma, ao lado da CGU, não tinha em sua página inicial o banner da "Transparência Pública" - colocou após a Folha o procurar. O mesmo aconteceu com o Ministério das Cidades.

No site do Ministério da Previdência não é possível consultar convênios - o link está desativado. Já a página do Ministério da Justiça não apresenta informação recente e completa. O último processo de tomada de contas anuais é de 2007.

Nenhum dos sites visitados pela Folha disponibilizava informações sobre a execução orçamentária deste ano. Folha de São Paulo

CPI da Petrobras e a nova pesquisa Datafolha

O ROTEIRO CARCOMIDO

Não tem erro. Depois de seis anos aguentando Lula, já deu para aprender que o cinismo do governo nunca é imprevisível e que suas ações e manobras seguem um roteiro padrão, despreocupadas com as evidências de que as táticas já estão simplórias e batidas; talvez por considerarem que a grande maioria burra se satisfaz com poucas explicações .

Reparem: Toda vez que um novo escândalo vem a tona, de duas uma: ou a Petrobras descobre um novo poço de Petróleo, ou uma nova pesquisa revela que o governo Lula avançou degraus acima, em termos de aceitação. É impressionante: quanto mais baixaria e corrupção no desgoverno, maior é a popularidade de Lula.

Diante das revelações cabeludas sobre a administração petista na estatal, cuja CPI sequer foi oficialmente instaurada - mas que já exala o teor da podridão - eis que uma nova pesquisa de opinião da Datafolha vem revelar que 47% dos brasileiros estão a favor do 3º. Mandato de Lula, contra 49% que não aceitam, e que 69% dos entrevistados consideram o governo uma obra prima. Um recorde de aprovação que respinga até mesmo no crescimento da carrancuda candidata Dilma, a doentinha.


Alguma novidade nisso? Claro que não. Os fatos estão aí, na cara. Deu hoje na própria Folha: “Com PT no Planalto, o número de meios de comunicação que recebem verbas de publicidade federal aumentou 961%. Ao tomar posse, comerciais do petista atingiam 21 TVs e 270 rádios; no fim de 2008 já havia 297 TVs e 2.597 rádios veiculando anúncios oficiais.” Ou seja: o governo sustenta os meios de comunicação.

Todos eles, os perfeitos idiotas latinos, primeiro engolem a imprensa com verba oficial, para depois ditar o roteiro padrão de cooptação da opinião pública em torno da aprovação de seus desgovernos.

Senão vejamos: O Chávez, por exemplo, que não dá aos venezuelanos o menor motivo para aprovarem seu governo, segundo a última pesquisa realizada em abril, pelo Instituto Venezuelano de Analise de Dados (IVAD), tem
61,5% de aprovação.

Um índice que só faz comprovar o quanto Chávez é desalmado: com uma aprovação tão alta (detectada em Abril) ele mandou descer o sarrafo no povo, em Maio, no dia primeiro (01) - Dia do Trabalhador – só porque os venezuelanos saíram às ruas para pedir por mais democracia.

Vale lembrar que 40% do eleitorado brasileiro votou em Alckmin, por absoluta rejeição a Lula. Então é impressionante observar - segundo essas pesquisas - que os antilula estejam se rendendo cada vez mais ao lulismo, a ponto de aceitarem outra rodada de desgoverno. Este fenômeno é digno de ser estudado pela oposição, porque a decepção do eleitorado com os partidos oposicionistas, por si só, não é suficiente para explicar tamanha viração de casaca.

Muito mais provável é que nas próximas eleições cresça ainda mais o número de votos brancos, nulos e de abstenção que juntos, no último pleito, representaram 20% dos “votos apurados”.

Quanto às pesquisas que indicam a dianteira do Governador Serra, tenho dúvidas de que os índices de aprovação apresentados pelos Institutos não sejam ainda maiores. Por
Arthur/Gabriela

O PAC sem resultados

UM GOVERNO QUE É PURA GARGANTA

Não saiu do papel a maior parte das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a grande promessa de realizações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu segundo mandato. Nos primeiros dois anos, o governo concluiu só 3% das 10.914 obras previstas. No fim do ano passado, 23% estavam em andamento e 74% continuavam na intenção. Há menos de dois meses, no dia 6 de abril, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, mencionou as obras do PAC, num discurso em Montes Claros, como ações importantes para a superação da crise econômica. Outros ministros haviam usado a mesma retórica desde o ano passado: o Brasil, segundo eles, já dispunha de uma política anticíclica e isso ajudaria a enfrentar a recessão global. Se o País dependesse apenas desses investimentos para voltar a crescer, a recessão no Brasil seria muito mais longa. Neste ano, a execução dos projetos continua lenta e mais uma vez o valor investido ficará muito abaixo do total projetado oficialmente.


As 319 obras concluídas até dezembro do ano passado, 3% das planejadas, absorveram R$ 47,7 bilhões, 7% dos R$ 646 bilhões previstos para o programa. A maior parte do investimento, segundo o cronograma oficial, deverá realizar-se até 2010, ficando um pequeno resíduo para o próximo governo. A maior parte do investimento ficará a cargo da Petrobrás e os avanços têm ocorrido principalmente nessa área. As obras terminadas nos chamados eixos de infraestrutura energética e logística receberam R$ 47,6 bilhões, quase todo o dinheiro aplicado em projetos concluídos, de acordo com levantamento divulgado pela organização Contas Abertas, uma respeitada ONG especializada no acompanhamento das contas públicas. No Rio de Janeiro, o Estado com maior valor gasto em obras prontas, só os investimentos da Petrobrás em 3 plataformas e na implantação de um terminal de gás liquefeito custaram R$ 11,4 bilhões.

Quando se excluem os projetos da Petrobrás e de outras empresas, a lista de realizações fica reduzida a quase nada. O chamado PAC orçamentário, custeado diretamente pelo Tesouro Nacional e administrado pelo governo, continua emperrado. Neste ano, o governo empenhou até 26 de maio apenas R$ 9,8 bilhões, 19,9% dos R$ 49,3 bilhões programados para investimentos no PAC e noutros projetos. O desembolso, R$ 1 bilhão, ficou em 2% da verba total autorizada para o ano. Valores pagos além desse bilhão correspondem a restos de exercícios anteriores.

No mesmo período, isto é, até 26 de maio, o governo central empenhou R$ 1,28 trilhão, 80% do total orçado para o ano, e desembolsou R$ 493,4 bilhões, 31,2% da soma prevista para 2009. Os gastos com pessoal e encargos sociais chegaram a 32,6%. As demais despesas de custeio alcançaram 33% do valor autorizado. Mas esses gastos são mais ou menos automáticos e dependem apenas da administração rotineira. A gestão dos investimentos - desde a concepção dos projetos até a sua execução - é muito mais complicada. Uma de suas dificuldades é a coordenação de atividades em diferentes áreas do governo. O licenciamento ambiental, frequentemente apontado como o grande entrave, é, no entanto, apenas parte do problema. Mas é uma boa ilustração de como funciona mal o mecanismo administrativo: os funcionários do setor têm trabalhado como se os seus cronogramas fossem independentes dos objetivos do governo e a sua missão não fosse conciliar desenvolvimento e conservação.

Desde a primeira gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, esse trabalho de articulação foi atribuído à chefia da Casa Civil. O resultado foi quase nulo no primeiro mandato e não melhorou muito no segundo, quando foi entregue à ministra Dilma Rousseff o papel de gerente do recém-criado PAC. Essa gerência nunca foi mais do que um título quase honorífico.

Até agora, o investimento público tem sido principalmente um componente da retórica política do presidente Lula e de seus companheiros. Essa retórica pode impressionar o público menos informado. Produtores, transportadores e exportadores conhecem muito bem, no entanto, os custos de uma infraestrutura deficiente, uma das principais desvantagens do Brasil no confronto com outras potências emergentes ou desenvolvidas. Palavrório não transporta carga, não fornece energia nem cria empregos. Mas o PAC, até agora, não é muito mais que palavrório
. EDITORIAL - O ESTADO DE S. PAULO

O novo vexame do Brasil na ONU

O Conselho de Direitos Humanos da ONU aprovou no dia 27 de maio uma resolução em que aborda o fim da guerra civil no Sri Lanka. O texto não faz nenhuma menção à necessidade de investigar os evidentes crimes de guerra contra milhares de civis, cometidos pelos dois lados do conflito. Além disso, a resolução pede que o governo do Sri Lanka permita o trabalho de organizações humanitárias nas regiões habitadas pelos tâmeis, minoria que buscava a independência, mas deixa às autoridades o poder de decidir quando isso é ou não “apropriado”. Ou seja, um vexame completo.




O Brasil aprovou a resolução, juntando-se a próceres dos direitos humanos como Cuba, China, Rússia e Arábia Saudita. Mais do que isso. Segundo a
Human Rights Watch, o Brasil foi um dos líderes do movimento diplomático que impediu que uma resolução mais dura fosse aprovada. Manteve assim o hábito lamentável de promover e premiar a “autodeterminação” de países administrados por governos arbitrários, em nome da “não-interferência” e de um suposto estímulo ao diálogo. por Marcos Guterman


Números da própria ONU dão conta que, de janeiro a maio, 7 mil civis morreram em razão dos confrontos, e outros milhares estão detidos indefinidamente em campos mantidos pelo governo do Sri Lanka. O Conselho de Direitos Humanos nem tocou nesse assunto. Preferiu acreditar na “disposição” do governo cingalês de “superar” essa fase da história do país.

Nem parece o mesmo Conselho de Direitos Humanos que, com o voto do Brasil, foi tão expedito em montar uma comissão para investigar os crimes de guerra cometidos por Israel (e somente os cometidos por Israel) na campanha militar em Gaza, infinitamente menos letal do que a guerra no Sri Lanka.

Enquanto é zeloso em relação aos israelenses, o Conselho de Direitos Humanos tem sido miseravelmente leniente sobre as violações no Sudão, em Mianmar e agora no Sri Lanka, a despeito dos apelos feitos pela própria comissária da ONU para direitos humanos, Navi Pillay: “As imagens de mulheres, crianças e homens apavorados e emaciados, fugindo das zonas de batalha no Sri Lanka, deveriam estar encravadas em nossa memória coletiva. Deveriam nos levar a agir”. -
O Estadão

Foto: Reuters - Civis refugiados no Sri Lanka

Cuba lança campanha para combater o "televeneno" das antenas parabólicas

EM HAVANA

As autoridades cubanas já apreenderam este ano 150 aparelhos de televisão via satélite em aeroportos da ilha. A eles se devem somar as centenas de antenas parabólicas clandestinas desmontadas pela polícia durante as repetidas batidas "contra o cabo" realizadas em Havana. O objetivo desse empenho, acaba de admitir o jornal "Granma", é eliminar o "veneno" de alguns canais de televisão estrangeiros, "que se esmeram em tergiversar a realidade cubana com a finalidade de criar confusão, descontentamento e pessimismo na população".

O órgão oficial do Partido Comunista de Cuba publicou na quinta-feira um artigo em que relata as invenções de alguns cubanos para introduzir na ilha dispositivos e equipamentos com os quais se pode captar a programação da Direct TV e da Dish, muito populares nos EUA e na América Latina. Segundo o jornal, um dos criativos disfarçou o disco da antena como "enfeite frutal", com maçãs e outros produtos agrícolas, como se fosse "um centro de mesa". Mauricio Vicent – El País


Descoberto nas alfândegas, lhe impuseram uma multa de 500 pesos conversíveis, equivalentes a cerca de R$ 1.000. O "Granma" justifica a perseguição com o argumento de que "a programação oferecida [ pela televisão por satélite] transforma em transcendental o fato mais banal" e "em nada contribui para a identidade nacional". "O único beneficiário é o império, que satisfaz seu apetite de engano e dominação", conclui.

Para as autoridades, "enfrentar o negócio suculento da pirataria e distribuição dos sinais de televisão via satélite é uma questão de honra". Na rua, porém, o critério é outro... "Conseguir uma antena é o único modo de escapar à amarra da televisão cubana, que quer nos condenar à pureza ideológica", brinca Juan, um universitário que possui em sua casa a desejada parabólica. As antenas ilegais de Direct TV e Dish são a única alternativa à televisão oficial, que conta com quatro canais nacionais controlados pelo governo. Sua programação está tão politizada e é de tão baixa qualidade que foi duramente criticada por intelectuais cubanos durante um congresso de escritores e artistas realizado no ano passado.

Não é segredo que em Havana há muita gente com poder aquisitivo que conseguiu antenas clandestinas - calcula-se em dezenas de milhares as que estão funcionando na ilha. Adquirir o equipamento ilegalmente na ilha custa cerca de R$ 1.900, e o serviço custa aproximadamente R$ 80 mensais. Como as parabólicas são pequenas e podem ser colocadas dentro de casa, as pessoas as camuflam dentro de caixas d'água, atrás de árvores ou em qualquer lugar que imaginem.

Em alguns bairros da capital os proprietários de parabólicas inventaram o negócio de dar conexão a seus vizinhos através de uma rede de cabos que podem unir 20 residências ou mais, pelo módico preço de R$ 20 mensais por receptor. Os servidores mais sofisticados chegaram a enterrar os cabos coaxiais para que não sejam detectados pela polícia, que periodicamente realiza batidas espetaculares pelos telhados em busca de antenas.

Yorisvel, um usuário, comenta que o dono da parabólica que ele vê põe "os telejornais dos canais de Miami, programas de entretenimento e filmes". São exatamente esses canais, e a Televisión Martí, os que mais incomodam o governo. Cuty, um pintor cubano, comenta: "Eu não tenho antena, mas creio que sou capaz de resistir estoicamente a esse veneno, descobrir as sombras do capitalismo e conservar-me impoluto diante desses tentadores seriados estrangeiros".

"Fiquem tranquilos: não cairei no engano daqueles que pretendem 'subverter a ordem e tergiversar' a realidade de meu país", ele afirma.
Via UOL Notícias

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

Invasor do MST é preso por sequestro relâmpago no Pará

MAIS UMA MODALIDADE DE CRIME NO CARDÁPIO DOS VAGABUNDOS

Que Lula acintosamente sustenta com o suor dos trabalhadores decentes, pagadores de impostos.

O nome do Movimento dos Sem-Terra (MST) acaba de ser envolvido no caso de um sequestro relâmpago ocorrido em Parauapebas, interior do Pará. A história começou na quarta-feira, quando uma quadrilha, com quatro homens e duas mulheres, sequestrou o irmão de uma funcionária da agência do Banco Itaú e exigiu, em troca de sua libertação, que entregasse o dinheiro dos cofres da agência.

Na quinta-feira, a polícia conseguiu localizar e libertar o sequestrado e prender cinco integrantes do grupo. O sexto, segundo o relato policial, morreu durante um tiroteio, ocorrido no momento da chegada ao local do cativeiro.

Ao verificar se os acusados tinham antecedentes criminais, o delegado Antonio Miranda Neto constatou que um deles, Wagner da Silva Cruz, de 29 anos, já havia sido preso e indiciado por crimes de invasão, dano ao patrimônio e formação de quadrilha. Roldão Arruda


A prisão dele ocorreu em maio do ano passado, quando, ao lado de dezenas de outras pessoas, invadiu a sede da Cooperativa de Mineração de Garimpeiros de Serra Pelada, em Curionópolis, durante um conflito em torno dos direitos de exploração da cava de Serra Pelada.

Wagner e outros quatro líderes da ocupação foram enviados para Belém e libertados dias depois, após serem indiciados. Na ocasião, a coordenação estadual do MST protestou e afirmou que entre os detidos figuravam três dirigentes regionais do movimento, citando seus nomes. Um dos citados era Wagner da Silva.

Ao ser interrogado pelo delegado de Parauapebas, Wagner disse que mora no Acampamento Dina Teixeira - dirigido pelo MST, fica às margens da PA-160, entre Parauapebas e Canaã dos Carajás.

Ontem, questionada sobre o episódio, a assessoria nacional de imprensa do MST não confirmou a ligação entre Wagner e a entidade. Após consulta aos dirigentes estaduais, a assessoria foi categórica: "Essa pessoa não faz parte de nenhuma instância do MST."

O delegado Miranda foi cauteloso. Revelou que Wagner foi preso no ano passado e que mora num acampamento do MST, mas não disse que se trata de uma liderança, nem estabeleceu ligações entre o sequestro e o movimento.

De acordo com as investigações feitas até aqui, o sequestro foi arquitetado por Marcos Aurélio da Silva Rocha, funcionário de empresa de vigilância que prestava serviços ao banco. Ele conhecia a rotina da agência e sabia que a funcionária tinha acesso ao cofre.

No final da tarde de quarta-feira, o grupo sequestrou a funcionária, juntamente com sua filha de 9 anos e o irmão. Em seguida libertaram a mulher e a filha, exigindo que trouxesse o dinheiro do cofre, em troca da vida do irmão.

"Foi um sequestro relâmpago", disse o delegado. "Conseguimos prender a quadrilha e devolver o dinheiro ao banco. Os presos serão encaminhados ao Judiciário."

A invasão da sede da cooperativa ocorreu durante uma série de conflitos que envolveram também a mineradora Vale, que explora minérios na região. Foi quando se descobriu que o MST estava ajudando os mineiros a se organizarem. Na ocasião, Wagner também participou de ações de paralisação da Estrada de Ferro Carajás. Estado de São Paulo

Os inestimáveis préstimos de um ex ministro e do Mensaleiro

PORTA VOZ PETISTA

O ex-ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, está com a corda toda pelo país afora tentando organizar os palanques do PT para as eleições de 2010.

Na semana passada, passou pelo Ceará para dizer ao governador Cid Gomes (PSB) e ao deputado Ciro Gomes (PSB) que os petistas não abrem mão de indicar uma das vagas ao Senado no ano que vem. A operação, dizem os próprios petistas, tem um objetivo: tentar evitar a reeleição do senador tucano Tasso Jereissati, que sempre foi ligado ao deputado Ciro. Pela movimentação de Dirceu, ninguém duvida que, se o Supremo Tribunal Federal (STF) lhe inocentar no processo do mensalão, ele volte em breve aos holofotes do comando partidário. - Denise Rothenburg – Correio Braziliense



ALTERA A HISTÓRIA

O ex-ministro Thomas Bastos, da Justiça, em depoimento, alterou a história do governo Lula. Defende José Dirceu e descarta a existência do mensalão. O pensamento de Thomas Bastos expressa que “não passa de brincadeira”. Não pediu a volta dos excluídos.

Thomas Bastos é aquele advogado pujante de São Paulo, que proibiu uso de armas por qualquer cidadão. Sabia que o tráfico possuía armas mais possantes que as das Forças Armadas. Porém preferiu proibir uso particular. A notícia foi recebida com satisfação. O governo dava R$ 30 para cada arma entregue. Muita gente da periferia começou a fabricar revolveres e fulambert a torto e a direito. Uma “fabrica” do Gama vendia mais barato. Maior número de cidadãos recebia o dinheiro oficial. Por Ari Cunha


Thomas Bastos não falou em Roberto Jefferson. Foi o autor da denúncia e não fazia segredo. Recebera do PT R$ 4 milhões que devolveria, se o partido desse recibo. Foi cassado e hoje é rico advogado, com banca talvez superior à de José Dirceu. O ex-chefe da Casa Civil queria sair do processo. Ficar livre e viajar pelo mundo. Ganhar o dinheiro com o qual sustenta o luxo. E continuar bom amigo de Thomas Bastos, dono do escritório rico e poderoso de São Paulo. A perfídia não pegou. Resta pensar em outros “argumentos”. Coluna Visto, Lido e Ouvido – Correio Braziliense



QUEM PAGA A CONTA?

A grande atração da abertura dos festejos juninos de Caruaru, hoje, será a ministra da Casa Civil, Dilma Rousself. Até ontem, ninguém sabia explicar se a viagem dela era oficial, particular ou de pré-campanha eleitoral. Oficial, certamente não é. Pela a sua agenda divulgada, ontem, não consta a assinatura de nenhum protocolo, nem de convênio ou algo que possa justificar o seu deslocamento com todas as despesas pagas por nós, contribuintes.

Se não vem em missão oficial, não pode, portanto, usar jatinho da FAB nem pagar as suas despesas com diárias da Casa Civil. Embora seja uma festa que atrai milhares de pessoas e movimente a economia do município, o São João de Caruaru não recebeu patrocínio da Casa Civil.

Se recebe, o prefeito omite. Não vi, igualmente, nenhuma notícia que a ministra tenha interferido em favor do evento para garantir ajuda da União. Sendo assim, a presença da pré-candidata de Lula na capital do forró só se justifica pela natureza eleitoral ou eleitoreira, para ser mais preciso.

A oposição bem que poderia entrar com um pedido de informações à Casa Civil para saber quem está pagando as despesas da ministra em Caruaru, desde o aluguel do jatinho até a hospedagem. Se ela aterrissar por aqui em jatinho da FAB, aí, sim, será muito mais grave, porque a viagem se constituirá num flagrante uso da máquina num ano pré-eleitoral.

POPULISMO – Lula exagerou na dosagem populista ao inaugurar uma quadra poliesportiva, ontem, no Rio. Além de bater um pênalti para o goleiro Sérgio Cabral, governador do Rio – que também é populista – o presidente fez um discurso se achando a bala que matou Kennedy. Insinuou, por diversas vezes, pelo tom da sua fala, que dorme e acorda sonhando num terceiro mandato. Aliás, o tom dos seus últimos pronunciamentos lembra muito o ditador Hugo Chávez. Por Magno Martins

CPI da Petrobras conduzida por especialistas em escândalos

INSTALADA A CPI DO CQC

Dirigida por especialista em escândalos, a CPI da Petrobras já produziu uma certeza: vai custar caro ao contribuinte

Um dos programas mais divertidos da televisão brasileira, o Custe o que Custar (CQC), vai ganhar um concorrente de peso. Nesta semana, o Senado instalará a CPI da Petrobras, investigação que deveria apurar suspeitas de malfeitorias na administração da maior empresa do país.

A CPI, que já tem seus onze integrantes definidos, será dirigida por Renan Calheiros, um colecionador de escândalos especialista na arte de barganhar verbas e cargos por favores a governos. Seu elenco, que vai frequentar o horário nobre da televisão pelos próximos 180 dias, tem bastante experiência na área.

Dos onze integrantes da CPI, oito são réus em ações criminais no Supremo Tribunal Federal ou tiveram sua campanha financiada por empresas que fazem negócios com a petrolífera. Alexandre Oltramari - Veja


O favorito ao cargo de relator, o senador peemedebista Romero Jucá, é investigado em dois inquéritos e já foi indiciado por crimes de responsabilidade e corrupção eleitoral. Nas mãos de Calheiros e sua turma, portanto, a CPI da Petrobras tem tudo para se transformar em uma espécie de CQC. A diferença é que o humorístico dirigido por Calheiros, além de não ter nenhuma graça, custará muito caro aos cofres públicos.

A CPI da Petrobras nem começou e já mostrou a que veio. Um de seus integrantes, o senador João Pedro, do PT do Amazonas, sugeriu o roteiro que ele considera ideal: "Acho que temos de ir no passado da Petrobras e investigar coisas como o acidente da plataforma P-36 e os gestores durante o governo Fernando Henrique". Embora as auditorias do Tribunal de Contas da União (TCU) que serviram de base para a criação da CPI tenham identificado superfaturamento milionário (81,5 milhões numa única obra), contratos sem licitação e indícios de fraudes recentes, o petista pretende iniciar a CPI investigando fatos ocorridos há oito anos.

A tecnologia de transformar CPIs em campeonatos de delitos é recente e eficaz, quando o objetivo é não apurar nada. Foi adotada na CPI dos Correios, em 2005, e na CPI dos Cartões, no ano passado – e começa a ser reprisada agora. E foi exatamente para garantir que as investigações sejam mantidas sob estrito controle dos interesses oficiais que o governo lançou mão dos valiosos serviços oferecidos por Renan Calheiros, Romero Jucá e outros integrantes do noticiário policial do Congresso. Eles estarão lá, atentos, de prontidão, dispostos, como sempre, a fazer o que for preciso, custe o que custar.

FRAUDE: assinaturas duplicadas na PEC do 3º Mandato

O GOLPE DENTRO DO GOLPE

3º mandato fracassa e seus trambiques devem varrê-la para o lixo da história

O Lula já disse diversas vezes que não aceita. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, também falou que a mais alta corte de Justiça do país não aprova. Até o PT, o maior interessado na mudança, divulgou um manifesto contra. Ainda assim, depois de quase três anos de desmentidos, começou a tramitar na semana passada a proposta de emenda à Constituição (PEC) que permite ao presidente Lula disputar um terceiro mandato no ano que vem.

De autoria do deputado federal Jackson Barreto, do PMDB de Sergipe, a emenda foi apresentada com 215 assinaturas de deputados e condiciona o terceiro mandato à realização de plebiscito marcado para setembro. O golpe, que ganhou força com a luta da ministra Dilma Rousseff contra um câncer, mal começou sua marcha e já corre o risco de ser varrido para o lixo da história. É que, assim como seu conteúdo, a tramitação da PEC também é um trambique. Expedito Filho - Veja


Das 215 assinaturas apresentadas, 32 estavam duplicadas. As 183 restantes foram reduzidas para 166, cinco a menos do que o necessário, depois que dezessete parlamentares retiraram seu nome ou alegaram nunca ter assinado a tal lista. O golpe dentro do golpe fez a Câmara devolver a PEC ao deputado Barreto. Ele promete reapresentá-la nesta semana.

A mudança constitucional que permitiria a Lula e aos atuais governadores e prefeitos disputar um terceiro mandato deve ser aprovada até o fim de setembro deste ano para produzir efeitos já nas eleições do ano que vem. Ela precisa ser aprovada em dois turnos na Câmara e no Senado antes de ser promulgada pelo Congresso.

Todos os especialistas acham muito difícil a tramitação em tempo recorde, mas um precedente anima a turma dos golpistas. Em 1999, a PEC que prorrogou a CPMF, um tema nada popular, tramitou durante exatos 119 dias – prazo inferior ao que ainda existe para a aprovação da emenda do terceiro mandato. "Se houver consenso e vontade política, a emenda pode ser aprovada em dois meses e entrar em vigor nas próximas eleições", afirma Barreto. O deputado sergipano é o pai de aluguel da tese da re-reeleição. Ex-carteiro que se diz solidário a Lula desde as greves do ABC, Barreto herdou de Devanir Ribeiro (PT-SP), compadre do presidente, o apelo pela mudança constitucional. Barreto e Devanir não entendem por que Fernando Henrique pôde mudar a Constituição para disputar a reeleição e Lula não pode alterá-la para tentar o terceiro mandato. Simples. Dois mandatos é quase uma regra nas democracias. Três só existe na África e em países como Cuba e Venezuela.

Lula volta a pedir vaga permanente na ONU

SIM, O CARA MERECE!

Mesmo após a derrota na indicação da ministra Ellen Gracie para um cargo na Organização Mundial do Comércio (OMC), o presidente Lula manteve elevada a ambição da diplomacia brasileira. Em discurso de brinde ao presidente do Usbequistão, Islam Karimov, Lula voltou a defender ontem mudanças no Conselho de Segurança da ONU e um assento permanente para o Brasil no organismo. O Estado de São Paulo



BRASIL CONTINUA PRODUÇÃO DE BOMBAS DE FRAGMENTAÇÃO

Pelo menos 17 países, entre eles o Brasil, continuam produzindo "em certo grau" bombas de fragmentação, segundo um relatório apresentado hoje por organizações de defesa dos direitos humanos.

Além do Brasil, também foram citados China, Israel, Rússia e Estados Unidos.

O estudo é apresentado seis meses após a aprovação da Convenção sobre Bombas de Fragmentação, assinada até agora por 96 países, dos quais, por enquanto, só sete a ratificaram, mas vários estão em processo legislativo para fazer o mesmo.


A convenção proíbe o uso, produção e transferência dessas armas, determina a destruição das reservas em um prazo de oito anos e sua remoção das zonas afetadas depois de dez anos, no máximo.

O representante da Human Rights Watch (HRW), Steve Goose, mostrou-se otimista com a crescente rejeição internacional às bombas de fragmentação, e afirmou que, dos 34 países que produzem ou produziram em algum momento estes explosivos, "a metade já assinou a convenção".

Foi ainda mais longe e lembrou que, embora este tratado internacional não tenha entrado em vigor - são necessárias 30 ratificações para isso -, "vários países signatários já começaram a destruir suas reservas".

Em relação aos países que podem continuar sua produção, o especialista disse que o fato de que Brasil esteja entre eles "é, até este ponto, uma de nossas maiores decepções".

"Não vemos uma razão pela qual não deveria ser um dos signatários desta convenção. Há poucos (países) nas Américas que não tenham se incorporado a esta convenção", disse.

"O Brasil foi um produtor e exportador importante no passado, inclusive no passado não tão distante, e se reservou o direito de produção. Não sabemos se novas bombas de fragmentação estão saindo das linhas de produção ou não", acrescentou o especialista.

Afirmou que a justificativa do Brasil para não assinar o acordo internacional "foi a importância econômica da indústria".

"Mas é difícil acreditar que os níveis de rentabilidade que podem obter de exportações de bombas de fragmentação sejam tão grandes", disse o especialista.

Sobre isso, Goose opinou que a reticência do Brasil em assinar a convenção "tem mais a ver com uma política de grande potência e o desejo de manter sua existência para um potencial uso futuro".

Lembrou que "o mercado de exportação destas bombas está secando cada vez mais".

Mais de 13 mil pessoas são vítimas confirmadas de bombas de fragmentação, segundo os mais recentes números publicados pela organização Handicap International, que acredita que há um sub-registro deste problema e que, na realidade, as vítimas são "dezenas de milhares".
Notícias UOL

Lula no Complexo do Alemão no Rio

FAZENDO CAMPANHA DO PAC E DA DILMA

Venezuela e Coreia: eu sou você amanhã

VENEZUELA É, CADA VEZ MAIS, UM VIZINHO INCÔMODO

As atitudes ditatoriais de Hugo Chavez - que a gente hoje em dia reluta em chamar de presidente, já que tem muito mais poder do que costumam ter os chefes de estado e governo de uma democracia - estão extrapolando qualquer regra de boa convivência política e diplomática. As ditaduras nem sabem o que é diplomacia. Mesmo que Chavez e Lula troquem gracinhas quando estão juntos, a gente já assistiu Brasília e o Itamaraty engolirem diversos sapos.

Agora, Chavez se indispõe com a Argentina, nacionalizando empresas daquele país em seu território. Cristina Kirchner tem de ficar quieta, embora furiosa, porque seu marido e antecessor no cargo firmou a dependência do país ao petróleo e petrodólares venezuelanos.

Além disso, o noticiário diário que vem de Caracas mostra que o horizonte promete turbulências com o tempo.


A imprensa está cada vez mais acuada, as vozes libertárias como a de Mario Vargas Llosa são constrangidas ao entrar no país, e com o tempo acabarão desviando o roteiro. Com Chavez no poder indefinidamente, logo surgirão idéias armamentistas. É o que fazem os ditadores para se perpetuarem. Armam-se até os dentes. Não é impossível que tenhamos, ao norte, um dia, o mesmo problema que vive agora a Coréia do Sul.

Tiago Marzagão fez um artigo, ontem no "Estadão’’, muito lúcido e informativo, mostrando por aritmética simples que não há vantagem econômica nenhuma em deixar a Venezuela entrar para o Mercosul. Vantagem política, com Chavez no poder, também não pode haver. Quem quer ficar sócio de um doido ególatra? O Congresso deverá ratificar, em breve, o ingresso do vizinho neste nosso mercado comum. Espero que os senhores deputados e senadores pensem muito bem antes de votar. E não sucumbam, docilmente, à pressão dos palácios do Planalto e do Itamaraty.

Quanto à Coreia do Norte, é um estopim prestes a ser acionado. É um país comandado por malucos. Uma vez escrevi que não havia nada mais perigoso do que bandidos com bons advogados. Mas há sim: doidos com armas nucleares. Nem a mais criativa das ficções poderia ter imaginado o que vemos hoje na Coreia: armas atômicas na mão de um governo em transição, onde o posto de ditador, transformado em hereditário, está prestes a passar de um homem precocemente envelhecido após um derrame cerebral e operações delicadas para um jovem de 28 anos. Só que, neste momento, quem é que detém o poder de apertar o botão que aciona o míssil? Quem é que sabe? Para dar besteira das grandes, é um segundo...

O pior de tudo é que, com as demonstrações que tem dado o Itamaraty, no governo Lula, com aqueles pensadores barbados sempre inclinados para a esquerda, não seria de estranhar se o Brasil acabasse se colocando ao lado da Coreia do Norte, contra a opinião de todo o mundo ocidental, que condenou os recentes testes nucleares do governo de Pyongyang. Are baba!

Só mais uma coisa que não tem nada a ver com as anteriores. De novo é realizada, em Brasília, a manifestação O Grito da Terra, que a gente sabe exatamente o que é: entidades que ganham dinheiro, muito dinheiro, mal explicado, do governo federal defendem a distribuição de terras para quem não as tem. Dilma Rousseff os recebe com toda a consideração.

Minha pergunta é a seguinte: é só gritar que a gente ganha terras? Porque eu também quero! (Gazeta Mercantil)

Caricaturas do excelente cartunista
J.Bosco

CNA reclama no Conselho de Ética contra Minc

LEMBRETE DO MOVCC: A MACONHA PROVOCA FALHAS NAS FUNÇÕES INTELECTUAIS

A presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), senadora Kátia Abreu, levará à Comissão de Ética do governo federal denúncia pública contra o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. Nota publicada no site da instituição repudia a tentativa do ministro de, segundo a CNA, desqualificar os produtores rurais.

Anteontem, Minc chamou os ruralistas de "vigaristas". "Um funcionário público que usa o posto que lhe foi confiado pelo presidente da República para desconstruir toda e qualquer ponte em direção ao diálogo com a classe produtiva deve responder pelos seus atos em todas as instâncias", diz a nota.

Ontem, a comissão especial sobre a crise financeira na agricultura da Câmara aprovou a convocação de Minc, para que participe de sua próxima reunião, no início de junho. Célia Froufe - O Estado de S. Paulo





FAZENDA SANTA BÁBARA ACUSA SEM-TERRA DE ABATER GADO
A Agropecuária Santa Bárbara Xinguara S.A, acusou o MST de furtar e abater pelos menos 69 cabeças de gado em uma de suas propriedades localizada entre os municípios de Curionópolis e Xinguara, no Pará


Segundo a assessoria de imprensa da agropecuária, na terça-feira passada funcionários da fazenda Mundo Novo encontraram pelo menos 69 cabeças de gado mortas, sendo 29 delas abatidas a tiros. Pouco antes, ainda segundo a empresa, agricultores sem-terra haviam sido flagrados conduzindo gado dentro da propriedade. Os animais mortos foram avaliados, ao todo, em R$ 300 mil.

Charles Trocate, líder do MST no Pará, negou envolvimento em eventual ação na área. A direção da Fetagri (Federação dos Trabalhadores da Agricultura) também disse que não participou dos supostos furto e abate.

Em nota, a Santa Bárbara criticou o governo do Estado do Pará pelo não cumprimento de reintegrações de posse e disse que não conseguiu registrar um boletim de ocorrência na delegacia de Marabá porque o sistema estava fora do ar.

A Secretaria da Segurança Pública disse que o Estado cumpre as reintegrações de posse seguindo uma ordem cronológica. Segundo sua assessoria de imprensa, ainda estão sendo cumpridas reintegrações expedidas antes de 2007.A secretaria reconhece eventuais problemas nos sistemas das delegacias, mas disse que assim que a rede é restaurada os boletins de ocorrência voltam a ser elaborados. (SF) – Agência Folha

Bolsonaro chama Tarso Genro de 'lambe-botas' de militares

Além do cartaz que ironiza a busca de corpos de guerrilheiros mortos pelas forças do governo no Araguaia, o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) tem uma foto pendurada em frente ao seu gabinete com o ministro Tarso Genro (Justiça) marchando junto a militares. Sobre ela, está escrita a frase: "Lambe-botas ou borra-botas".

O cartaz que ironiza a guerrilha do Araguaia levou o PC do B a entrar com um processo contra Bolsonaro no Conselho de Ética da Câmara.

Do Rio de Janeiro, por telefone, Bolsonaro explicou a provocação a Tarso. "O ministro só vai atrás dos militares quando interessa", disse ele, o único congressista a defender abertamente a ditadura militar [1964-1985].

Ele diz que Genro foi salvo por militares quando fugiu para o Uruguai durante o período e precisou de favores deles. O deputado não sabe precisar de quando era a foto ou quem acompanhava Genro nelas, mas diz que ela comprova sua opinião - de que o ministro "chupa botas" e correria atrás dos militares, inclusive durante a ditadura, quando era necessário.


Ao contrário do expositor, Genro lembrou a época em que ela foi tirada. Sobre a foto, Tarso afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que ela é de uma solenidade oficial durante sua primeira gestão a frente da Prefeitura de Porto Alegre, entre 1993 e 1997, e não teria nenhuma relação com o regime militar.

Apesar de o atual ministro ter sido um militante do MDB e do PRC (Partido Revolucionário Comunista), contrários à ditadura, Bolsonaro cita como exemplo do que chama de "traição" de Genro a condenação do coronel Ulstra. Entre 1970 e 1974, o coronel foi chefe do DOI-Codi, principal órgão de repressão da ditadura militar. Depois do fim dele, Ulstra foi mantido no governo enquanto Sarney estava na Presidência.

Ulstra tornou-se o primeiro militar condenado por tortura no Brasil em 2008, quase 30 anos após ele ter assumido o DOI-Codi. Genro, defensor da punição aos torturadores do período, estava à frente do Ministério da Justiça e teve papel decisivo no processo.

"Eu acho que ele deveria ser candidato a deputado federal. O povo gosta da gente, há muito tempo pede que nós voltemos ao poder", afirmou Bolsonaro. "E agora muitos marginais daquela época, sequestradores e terroristas, são ministros."

Bolsonaro explica a não volta ao poder porque o presidente Lula seria mantido por votos "burros e fáceis".

"Tortura existe desde quando o homem é homem. Hoje em dia tem tortura em delegacia, por que não se culpa o Lula por isso?", disse o deputado, filiado ao PP, partido cuja origem é a Arena, o partido de sustentação da ditadura militar. Por Piero Locatelli -
Notícias UOL



COMENTÁRIO
Estamos com o deputado Bolsonaro e não abrimos mão. Tanto sobre a catação de ossos no Araguaia, quanto sobre a lambeção de botas pelo ministro da injustiça. No entanto, existe algo realmente grave que o nobre deputado Jair Bolsonaro deve esclarecer aos seus admiradores: o que o levou a assinar a PEC do 3º. mandato? Essa não deu para entender. Por Arthur/Gabriela

A volta de Renan prova que o Brasil esquece a cada dois anos o que aconteceu nos dois anos anteriores

O Brasil que esquece a cada 15 anos o que ocorreu nos 15 anos anteriores, como constatou o escritor Ivan Lessa, é coisa do século passado.

O país reconstruído pelo presidente Lula tem pressa — e encurtou para dois anos o intervalo entre as lobotomias malandras. No fim de maio de 2007, por exemplo, uma reportagem de VEJA escancarou a face horrível de Renan Calheiros, então presidente do Senado. Os homens de bem se estarreceram com o que viram, os colegas não viram nada de novo, Renan deixou o comando da mesa, foi para as coxias e esperou exatamente 24 meses para reaparecer na ribalta, neste fim de maio, no papel de parceiro preferido do presidente Lula.

Por decisão do chefe de governo, cabe ao companheiro Renan, líder da bancada do PMDB e amigo de infância do presidente José Sarney, impedir que a CPI da Petrobrás consiga provar que a estatal praticou, permitiu ou patrocionou delinquências bilionárias. Por Augusto Nunes


As nuvens que se avolumam sobre a empresa são formadas por denúncias, suspeitas, indícios e evidências. Quem melhor para enfrentá-las do que o alagoano que sobreviveu a um tsunami de provas tangíveis e pilantragens visíveis a olho nu? É o homem certo no lugar certo: para assassinar os fatos no nascedouro, foi convocado um serial killer especializado no extermínio de verdades inconvenientes.

Fosse o Brasil um país sério e Renan não conseguiria pronunciar sequer uma vírgula sobre a CPI. Primeiro teria de providenciar respostas verossímeis para questões que seguem pendentes. O que tem a dizer sobre as relações mais que promíscuas envolvendo as empreiteiras Gautama e Mendes Junior?, apartearia um jornalista. E sobre as mesadas de R$ 16,5 mil entregues pelo amigo lobista a Mônica Veloso?, perguntaria outro. Um terceiro se interessaria pelas notas fiscais fraudadas por Renan na tentativa de explicar o inexplicável. E todos exigiriam em coro que o senador ensinasse o truque da multiplicação de imaginários, que transformou um fazendeiro de araque em imperador do gado. Mas o Brasil não é sério.

Como não é, ficou tacitamente estabelecido que os crimes não existiram ou prescreveram ─ e Renan é tratado com o respeito e as reverências que jamais mereceu. Com incontáveis acertos a fazer com a Justiça dos homens e o Juízo Final, pastoreia a base alugada com a arrogância sem remorsos do pecador vocacional. Craque em extorsões políticas, fixou preços salgados para o serviço que o presidente encomendou. Com exigências públicas e intrigas só murmuradas, vem enquadrando exemplarmente o PT em geral e o senador Aloísio Mercadante em particular. Bem feito para todos.

Eles se merecem. O Brasil que presta é que não merece essa gente.
Revista Veja

Petrobras despeja dinheiro em prefeituras petistas

OS COMPANHEIROS DO PT

Estatal beneficia 11 cidades baianas administradas por petistas com pelo menos R$ 11 milhões do Fundo para a Infância e a Adolescência. Presidente da companhia, José Sérgio Gabrielli, é cotado para disputar o Senado pela Bahia. TCU vai investigar.

Maioria dos municípios beneficiados por programas sociais da Petrobras na Bahia é chefiada por prefeitos petistas. Sérgio Gabrielli, presidente da empresa, está cotado para disputar Senado pelo estado

Nos últimos dois anos, os recursos da Petrobras destinados a um de seus programas sociais beneficiaram 11 prefeituras petistas entre 24 cidades baianas que apresentaram projetos à estatal. O dinheiro vem do Fundo para a Infância e a Adolescência (FIA), administrado pela empresa. Começou em 2001 movimentando R$ 11,8 milhões e este ano pode chegar a R$ 50 milhões. O Tribunal de Contas da União (TCU) vai fazer uma auditoria exclusiva para verificar se há ingerência política na distribuição das verbas. O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, é cotado para disputar o Senado pela Bahia. Por Edson Luiz


O FIA tem como alvo principal as crianças e adolescentes e é mantido com a dedução de 1% do Imposto de Renda devido da Petrobras. O dinheiro é gerido por conselhos federal, estaduais e municipais de defesa da infância, que recolhem projetos em benefícios das crianças em situação de risco. O processo de seleção é feito entre os municípios que estão próximos a unidades de negócio da empresa. Além disso, são beneficiadas as cidades que estão em rotas de prostituição infantil ou com baixo índice de desenvolvimento social.

E desde 2006 os municípios da Bahia figuram entre os três primeiros que mais tiveram projetos aprovados, perdendo apenas para São Paulo e Rio de Janeiro. No ano passado, foram 21 cidades baianas, contra 31 paulistas e 17 fluminenses. Das contempladas no estado do presidente da estatal, nove eram administradas pelo PT e as outras 12 por outros partidos. No ano anterior, oito municípios governados pelo PT apresentaram propostas, contra sete de outras legendas.

Na computação geral de municípios beneficiados na Bahia, aparecem 24 cidades, cujos conselhos de defesa da Criança e do Adolescente enviaram projetos para concorrer ao dinheiro do FIA da Petrobras. Onze delas são administradas pelo PT, enquanto que o PMDB, na segunda colocação, vem com seis municípios beneficiados e o PSDB com três. DEM, PCdoB, PR e PP aparecem com uma proposta cada. Para este ano, a Petrobras poderá destinar até R$ 50 milhões, levando-se em conta a média de aumentos de repasses de anos anteriores.

E é em torno da distribuição dos recursos que o TCU começou a trabalhar, por meio de uma auditoria. A possibilidade de Sérgio Gabrielli vir a disputar uma vaga ao Senado no próximo ano foi um dos motivos da fiscalização. O tribunal já trabalha com uma vistoria no dinheiro repassado pela estatal para patrocínios e convênios firmados com organizações não governamentais.

A Petrobras, por meio de sua assessoria, negou que haja qualquer critério político para a distribuição de recursos do FIA e afirmou que a Bahia é o estado do Nordeste que recebe a maior parcela dos recursos porque concentra a maior população de crianças e adolescentes. Além disso, segundo a empresa, abriga cerca de 35% dos municípios pertencentes à área de sua influência. A companhia informou que não existe previsão de recursos para nenhuma região individualmente.

Recursos
“O montante destinado a cada estado depende da demanda apresentada pelos conselhos de direitos municipais e estadual, conforme critérios, e da aplicação dos recursos realizada pelos Conselhos ao longo de 2009”, afirmou a Petrobras. “Por este motivo, o montante que será repassado aos Conselhos de Direitos será estimado apenas no último trimestre de 2009.” A maior destinação de recursos à região Nordeste do país, segundo a assessoria, ocorre porque nela se concentram os piores indicadores de desenvolvimento humano relativos à criança e ao adolescente, em especial no Semiárido nordestino.

Campeões
Cidades que mais receberam recursos do Fundo da Infância e Adolescência na Bahia

Município - Partidos
Cairu - PMDB
Camaçari - PT
Candeias - PMDB
Catu - PR
Lauro de Freitas - PT
Maragogipe - PT
Mata de São João - PP
Salvador - PMDB
São Francisco do Conde - PT
São Sebastião do Passé - PCdoB
Vera Cruz - PT
Vitória da Conquista - PT
Alagoinhas - PSDB
Alcobaça - PMDB
Cipó - PT
Irecê - PT
Itabuna - DEM
Itapebi - PMDB
Itapetinga - PT
Itororó - PT
Presidente Tancredo Neves - PMDB
Simões Filho - PSDB
Teixeira de Freitas – PSDB
Vera Cruz – PT

Munição para aliados
O Palácio do Planalto começou a municiar os integrantes da base aliada no Senado com informações para rebater os adversários na CPI da Petrobras. Trata-se de um roteiro com argumentos sobre cada uma das linhas de investigações descritas no requerimento que criou a comissão. Embora recheado de termos técnicos, o documento procura de forma direta dar a versão do governo para cada um dos questionamentos feitos pela oposição. Há, inclusive, trechos em negrito no papel, que deverão estar na ponta da língua dos governistas a partir da próxima semana, quando a CPI deve começar a funcionar.

“Não seguem critérios políticos” e “propiciar visibilidade à marca” são expressões destacadas para contrapor a acusação de que eventos e projetos patrocinados pela estatal teriam sido direcionados politicamente para beneficiar aliados. A suspeita foi levantada em matérias publicadas recentemente pela imprensa, segundo as quais a estatal teria investido na promoção de festas juninas no interior da Bahia, principalmente em cidades administradas pelo PT. “Em 2008, das 44 cidades patrocinadas pela Petrobras oito eram administradas pelo PT e 16 eram pelo PSDB e DEM”, alega o documento.

O roteiro também aborda a polêmica sobre a mudança na forma de contabilizar as receitas que teria resultado num recolhimento a menos de R$ 4,3 bilhões em impostos. A principal argumentação sobre esse aspecto é a de que teria o respaldo legal e que o valor líquido dessa compensação seria R$ 1,14 bilhões. O material ainda traz explicações para as operações Águas Profundas e Castelo de Areia, da Polícia Federal, que denunciou a existência de fraudes em licitações realizadas pela empresa. O governo nega as irregularidades e afirma que colaborou com a investigação. Correio Braziliense

DEM e PT: embate na TV

Foi ao ar na noite passada, em rede nacional, o programa institucional do PT. Terminada a exibição, a peça foi pendurada no Youtube. Em dez minutos, o partido expôs as linhas gerais do discurso que pretende esgrimir na campanha presidencial de 2010. Baseia-se na comparação dos oito anos de Lula com os dois mandatos de FHC. A peça é permeada pela exaltação de três âncoras: o Bolsa Família, o plano do milhão de casas populares e o PAC.



VÍDEO: A FICÇÃO DO PAC X A CARAVANA DA TRANSPARÊNCIA

Horas antes da exibição do programa petista, a ONG Contas Abertas divulgara um
levantamento incômodo. Traça um quadro desalentador do PAC. Nas avaliações oficiais, que se baseiam nos empreendimentos de maior vulto, 91% das obras do PAC têm andamento “satisfatório”. No estudo da ONG, que inclui as pequenas obras de saneamento e habitação, chega-se a resultados bem menos alvissareiros.





Dois anos depois do lançamento do programa, apenas 3% das 10.194 obras do PAC estão concluídas. Pior: 74% das obras nem sequer foram iniciadas. Na noite da véspera, 48 horas antes da veiculação da publicidade do PT, o DEM também levara ao Youtube um vídeo. Corrobora em imagens o que o Contas Abertas expôs em números.


Exibe um capítulo de algo os ‘demos’ chamam de “Caravana da Transparência”. Tem a pretensão de “desmistificar” o PAC. Na peça do DEM, o líder Ronaldo Caiado (GO) faz as vezes de repórter. Na abertura, o deputado posta-se defronte da placa de uma das obras do PAC. Caso não consiga ver o vídeo aberto no Blog clique aqui

Estava no bairro de Santa Maria, em Aracaju (SE). Ali, a chegada do PAC prometia resolver o drama do saneamento básico. Caiado aponta para a placa. Realça a data de início da obra: 1º de julho de 2008. Indica a data em que deveria ter sido concluída: 26 de fevereiro de 2009.

Depois, sob chuva fina, Caiado desfila por entre manilhas dispostas sobre a lama. Três meses depois da data prevista para o término, a obra é um empreendimento de gogó.

No encerramento do vídeo do DEM, irrompe uma frase que Lula pronunciara justamente em fevereiro: "Estejam certos, nenhuma obra do PAC irá sofrer qualquer diminuição por conta da crise econômica...”

Entre os personagens exibidos no programa do PT, há cinco ministros. Dilma Rousseff foi a que teve mais tempo. Falou no meio e no final, logo depois de Lula. Fez menção ao milhão de casas. Garganteou o PAC. Em reunião realizada na última quarta (27), o PSDB prometeu associar-se à cruzada anti-PAC iniciada pelos ‘demos’.

O vídeo de Aracaju é o terceiro de uma série que se pretende longa. Os dois anteriores exibiram desacertos do PAC em Pernambuco e em Santa Catarina. Material completo
no Josias de Souza - Folha Online

DEM e PSDB derrubam emenda do terceiro mandato

FINALMENTE, A COISA CERTA!

De qualquer forma fica registrado nosso repúdio do MOVCC, contra a posição estapafúrdia de Rodrigo Maia, ontem, ao tentar justificar os motivos pelos quais nada faria contra os que assinaram a PEC. Muito mais inteligente teria sido posicionar-se contra os traidores, logo de cara, e não ficar esperando a caixa de e-mail entupir com mensagens de repudio sobre a posição do partido. Nas atuais circunstâncias, isso desgasta ainda mais o eleitorado que, com toda  razão vem acumulando decepções. Esses que assinaram, olho neles. Por Arthur/Gabriela



DERRUBADA A PEC
Deputados do DEM e do PSDB retiraram as assinaturas na noite desta quinta-feira da PEC (proposta de emenda constitucional) do terceiro mandato e suspenderam a tramitação da proposta na Câmara. Ao todo foram 13 parlamentares da oposição que recuaram: cinco tucanos e oito democratas.

Das 194 assinaturas recolhidas pelo deputado Jackson Barreto (PMDB-SE), autor da PEC, apenas 183 foram reconhecidas como válidas pela Secretaria Geral da Câmara. Como os cinco tucanos e os oito do DEM retiraram as assinaturas, a proposta tem agora o apoio de 170 parlamentares --um a menos que o número mínimo necessário para poder tramitar na Casa.

Os primeiros a recuarem foram os deputados tucanos. Pressionados pelo comando do partido, os deputados Rogério Marinho (PSDB-RN), Antonio Feijão (PSDB-AP), Carlos Aberto Leréia (PSDB-GO), Eduardo Barbosa (PSDB-MG) e Silvio Torres (PSDB-SP) pediram a retirada de seus nomes à Secretaria Geral da Mesa Diretora da Câmara.

Depois foram sete parlamentares do DEM: Francisco Rodrigues (DEM-RR), Jorge Khoury (DEM-BA), José Carlos Vieira (DEM-SC), José Maia Filho (DEM-PI), Walter Ihoshi (DEM-SP), Clóvis Fecury (DEM-MA) e Fernando de Fabinho (DEM-BA). Por último, o deputado Félix Mendonça (DEM-BA), o que motivou a suspensão da tramitação da PEC. Folha Online