Nas asas de empreiteiras, Lula faz visitas ao exterior

Ex-presidente fará palestras esta semana na América Latina, viajando em jatinhos pagos por construtoras 

Sérgio Roxo - O Globo
Depois de uma semana dedicada a articulações políticas para a eleição do ano que vem, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva retoma, a partir de hoje, a vida de palestrante internacional. Contratado pelas empreiteiras OAS e Queiroz Galvão, o petista irá à Bolívia, à Costa Rica e a El Salvador. Nos três países, o ex-presidente também terá atividades políticas e se encontrará com os presidentes locais.

O tema de todas as palestras será o mesmo: integração regional e o desenvolvimento social e econômico dos países da América Latina. Lula viaja em jatos particulares bancados pelas empreiteiras e acompanhado de assessores. Ele recebe cerca de US$ 300 mil por palestra no exterior.

O giro do ex-presidente começou ontem, em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, onde participaria à noite, com o presidente boliviano Evo Morales, de uma reunião com movimentos sociais no estádio da cidade. Hoje de manhã, pago pela OAS, Lula falará a empresários, industriais, produtores rurais e integrantes da Câmara Boliviana de Hidrocarbonetos. A empreiteira brasileira é responsável pela construção no país de uma estrada de US$ 415 milhões (cerca de R$ 660 milhões), que enfrenta protestos por cortar uma área indígena.

Os índios ameaçam impedir a execução da obra, que tem financiamento do BNDES. A assessoria de Lula negou que ele tratará do assunto na passagem pela Bolívia. Hoje à tarde, Lula embarcará para a Costa Rica, onde vai se reunir com a presidenta Laura Chinchilla e dará outra palestra bancada pela OAS.

O giro do ex-presidente continua amanhã com visita a El Salvador para palestra contratada pela construtora Queiroz Galvão. O petista aproveitará para se encontrar com o presidente Maurício Funes, que tem ligação estreita com o PT. A sua mulher, a brasileira Vanda Pignato, é representante do partido para a América Latina, e a campanha eleitoral do salvadorenho foi feita pelo marqueteiro João Santana, o mesmo que trabalhou para Lula na eleição de 2006 e para Dilma Rousseff, no ano passado.

Na quinta-feira, o ex-presidente brasileiro vai conhecer dois projetos socais do governo de El Salvador.

Na própria quinta, Lula volta ao Brasil para participar do Congresso do PT, no dia seguinte, em Brasília. No sábado, o petista visitará as obras do futuro estádio do Corinthians, em São Paulo.

Na semana passada, o ex-presidente tratou das articulações para a disputa eleitoral do próximo ano. Seu foco principal tem sido a disputa em São Paulo. Ele se encontrou com quatro dos cinco pré-candidatos petistas à prefeitura da capital paulista, na segunda-feira. Na quinta, recebeu o deputado federal Gabriel Chalita (PMDB-SP), que também planeja entrar na disputa paulistana.

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ENQUETE

Você é a favor ou contra o projeto que inclui os atos de corrupção na Lei dos Crimes Hediondos, que aplica punições mais severas aos condenados? (PLS 204/2011)

VENHA VOLTAR. 


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De cara pintada a cara-de-pau


Aquela pergunta de Juan Arias, correspondente do El País no Brasil, ainda está muito viva na memória de muitos: “Por que os brasileiros não se indignam” com a sujeirada? Como sabem, articulei uma resposta num longo post, que recebeu, em dois dias, quase 1.100 comentários. Entre as muitas razões que explicam, segundo entendo, o comportamento cordato, passivo, até mesmo caroável, do brasileiro com a corrupção está o fato de que o PT e seus aliados de esquerda privatizaram a sociedade civil: são donos dos sindicatos, das centrais sindicais, dos movimentos sociais, das entidades da sociedade civil, de tudo. Ao contrário: hoje, o que se vê no Brasil são os “protestos a favor”, o que é coisa típica de governos totalitários de esquerda, sejam fascistas ou socialistas.

Muito bem! No alto, vocês vêem o jovem Lindbergh Faria, então aos 23 anos, presidente da UNE, com a cara pintada, pedindo o impeachment de Collor. Era, então, militante do PC do B. Causava furor nas jovens militantes com o seu stalinismo babyface… Eu queria a queda de Collor e, à época, escrevi um artigo pedindo eleições diretas também na UNE. Fui malvisto, claro! Havia algo de “pseudo” naquele rapazinho. Mas poucos resistem a um rostinho bonito, bem-falante e “progressista”. Tornou-se o “enfant gâté” do impeachment e, dali, saltou para a política. Quem o viu operando como prefeito em Nova Iguaçu, já no PT, garante que ele não tem do que se envergonhar em ter hoje Fernando Collor como companheiro na base de apoio ao governo. Nunca Nova Iguaçu se pareceu tanto com as Alagoas do outro…

Pois bem. O mocinho da cara pintada virou aquela triste figura que se vê na segunda foto — no canto inferior, à direita. Em companhia de Walter Pinheiro (PT-BA) e Delcídio Amaral (PT-MS), Lindbergh foi fazer a sua genuflexão a José Dirceu, em seu cafofo secreto. De volta ao Senado, cumpriu a pauta lá combinada. É claro que, aos 42 anos, ele não tinha de continuar necessariamente fiel às idéias que tinha aos 23. O normal é que se aprenda muita coisa nesse tempo. Não sei se Lindbergh não só deixou de aprender como esqueceu outras tantas ou se, como direi?, lembrou-se de ser fiel às suas origens comunistas e, por isso mesmo, fez-se conviva do gabinete clandestino de um conspirador.

De todo modo, as duas imagens funcionam como um emblema da rendição dos chamados movimentos sociais a um partido político. A UNE, que ressurgiu com a redemocratização, morreu em 2003. O Lindbergh flagrado no corredor do cafofo de Dirceu é uma evidência do renascimento da entidade e de sua morte.

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No Brasil estamos viciados em unanimidade. A unanimidade está destruindo o país. Foi cooptada por aproveitadores.


UM HOMEM FRANCO E HONESTO


Ralph J. Hofmann - Prosa e Política
Quantas vezes alguém lhe diz, “falando francamente”, ou “eu honestamente acho …” e realmente fala francamente ou honestamente?
Quantas vezes alguém sobe num pódio ou está num programa de entrevistas na TV e realmente fala o que pensa?
Não devem ser muitas. Aliás se desonestidade falta de franqueza causassem alergia viveríamos à base de antialérgicos.
Pois dia 12 de julho, muito desenxavidamente, muito discretamente a Mesa Diretora da Câmara livrou o deputado Jair Bolsonaro de responder a processo por quebra de decoro parlamentar. A decisão foi tomada na última semana do primeiro semestre legislativo, e evitou-se dar qualquer publicidade a ela. Por unanimidade, a Mesa resolveu absolver o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) da acusação de abusar das prerrogativas de parlamentar ao disseminar preconceito e estimular violência com declarações contra negros e homossexuais.

Seria o cúmulo da hipocrisia levar isto adiante. Todos que prestaram atenção na resposta de Bolsonaro a Preta Gil repararam que ela perguntou algo pensando na sua cor e que o inquirido ao responder estava pensando nas freqüentes declarações da pseudo-cantora de que tem uma vida sexual permissiva e sem compromissos tendo até no palco divulgado quais posições permite aos seus parceiros, num espetáculo que mais do que pornográfico é, francamente, embaraçoso, especialmente quando envolve a presença em cena do pai ex-ministro da República. .

Bolsonaro freqüentemente tem falado dos comandados e companheiros com quem conviveu na tropa quando oficial e do fato de serem companheiros de farda aos quais não se olha o matiz da pele. Tem esclarecido que esta discriminação não tem espaço dentro do universo de uma organização que tem tarefas a realizar e cujos membros, para tanto, precisam estar afinados.

Portanto a celeuma era realmente uma tentativa de desprestigiar através do mote do racismo quem talvez seja o único deputado do Brasil que vai ao pódio e diz o que realmente pensa sobre qualquer assunto. Um homem que tem logrado se reeleger baseado em pontos de vista pouco apreciados dentro da lavagem cerebral que o eleitorado tem sofrido mas que representa as posições de seu eleitorado específico.

Bolsonaro tem uma falta de diplomacia que eu normalmente deploraria, não fosse o fato de que creio que ele está cumprindo um dever assim como quando oficial do exército cumpria o seu dever quando obedecia ordens de seus superiores.
Eleito por milhares de eleitores ele os representa, são eles que lhe dão as ordens, já que foi eleito para representar seus pontos de vista.

Portanto tem o dever de batalhar pela posição de seu eleitorado, e não pôr panos quentes.
Falta decoro parlamentar realmente a quem o critica pessoalmente pelas suas posições. No Brasil estamos viciados em unanimidade. A unanimidade está destruindo o país. Foi cooptada por aproveitadores.

Se o deputado Jean Wilys pode defender a posição dos homosexuais por que Bolsonaro não pode chamar atenção de que as regras estão chegando às raias da heterofobia sem ser quase agredido nos corredores do congresso por quem discorda dele? 
No íntimo muitos membros da câmara concordam com Bolsonaro neste tocante só não têm coragem de se manifestar. Provavelmente a maioria de seus eleitores concordam com Bolsonaro mas também se sentem intimidados.

O mesmo ocorre em torno das maracutaias que Bolsonaro denuncia. A maioria dos eleitores que não são beneficiários de programas assistenciais não têm dúvida de que Bolsonaro está dizendo a verdade.
O que falta no Brasil são mais uns 300 deputados que digam francamente o que estão fazendo no parlamento em lugar de passar 48 meses evitando se indispor com este ou aquele grupo

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Ideli, o assessor e as ONGs



A ministra direcionou emendas para entidade ligada a funcionário de seu gabinete e para organizações acusadas pela PF de desviar recursos públicos. Ela também terá que explicar no Congresso seu empenho para manter no DnIt um afilhado investigado pelo TCU

Claudio Dantas Sequeira - IstoÉ

ALEGAÇÃO
A ministra disse que o repasse visou a incentivar a autonomia das mulheres

As gravações de conversas telefônicas que mostram o empenho da então ministra da Pesca, Ideli Salvatti, para manter João José dos Santos no cargo de superintendente do DNIT de Santa Catarina, reveladas na ultima edição de ISTOÉ, mobilizaram deputados e senadores. Os parlamentares querem que a atual ministra das Relações Institucionais explique com detalhes seus movimentos em favor de um afilhado que, segundo demonstrou a reportagem de ISTOÉ, é apontado pelo Tribunal de Contas da União e pelo Ministério Público como um dos responsáveis por obras irregulares, com suspeita de superfaturamento e licitação dirigida. Na terça-feira 23, a bancada do PSDB apresentou um requerimento à Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara pedindo a convocação da ministra e também de Santos. “É inaceitável que uma ministra faça a defesa de um sujeito que esteja envolvido em investigações sobre o desvio de dinheiro público”, afirma o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), que também é procurador da República. “Precisamos saber quais os reais motivos que levaram a ministra a defender o superintendente do Dnit em Santa Catarina.”

Além das articulações em favor de Santos, a ministra Ideli Salvatti deverá comparecer ao Congresso nas próximas semanas para explicar suas relações com Organizações Não Governamentais ligadas à agricultura familiar em Santa Catarina. Um levantamento das emendas parlamentares assinadas por ela quando senadora, entre 2003 e 2010, que ultrapassam R$ 60 milhões, revela que parte desses recursos beneficiou entidades comandadas por pessoas já investigadas, indiciadas pela Polícia Federal e acusadas de corrupção. A senadora também direcionou emendas a uma ONG que tem como sócio Claudionor de Macedo, funcionário de seu gabinete no Senado e posteriormente coordenador de sua campanha para o governo catarinense no ano passado. “São fatos gravíssimos que merecem uma apuração rigorosa, pois há risco de que verbas públicas tenham abastecido campanhas políticas do PT”, diz o deputado Fernando Francischini (PSDB-PR), que na sexta-feira 26 protocolou novo requerimento para a convocação da ministra na Comissão de Fiscalização e Controle. AQUI

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José Dirceu mostra que ainda manda em Brasília


Com 'gabinete' instalado em um hotel, ex-ministro recebe autoridades da República para, entre outras atividades, conspirar contra o governo Dilma

VEJA
Desde que foi abatido pelo escândalo do mensalão, em 2005, tudo em que o ex-ministro José Dirceu se envolve é sempre enevoado por suspeitas. Oficialmente, ele ganha a vida como um bem sucedido consultor de empresas instalado em São Paulo. Na clandestinidade, porém, mantém um concorrido “gabinete” a 3 quilômetros do Palácio do Planalto, instalado numa suíte de hotel. Tem carro à disposição, motorista, secretário e, mais impressionante, mantém uma agenda sempre recheada de audiências com próceres da República – ministros, senadores e deputados, o presidente da maior estatal do país. José Dirceu não vai às autoridades. As autoridades é que vão a José Dirceu, numa demonstração de que o chefão – a quem continuam a chamar de “ministro” – ainda é poderoso.

Dirceu: chefão do PT
A edição de VEJA que chega às bancas neste sábado revela a verdade sobre uma das atividades do ex-ministro: mesmo com os direitos políticos cassados, sob ameaça de ir para a cadeia por corrupção, ele continua o todo-poderoso comandante do PT. E agora com um ingrediente ainda mais complicador: ele usa toda a sua influência para conspirar contra o governo Dilma – e a presidente sabe disso.

A conspiração chegou ao paroxismo durante a crise que resultou na queda de Antonio Palocci da Casa Civil, no início de junho. Na ocasião, Dirceu despachou diretamente de seu bunker instalado na área vip de um hotel cinco estrelas de Brasília, num andar onde o acesso é restrito a hóspedes e pessoas autorizadas. Foram 45 horas de reuniões que sacramentaram a derrocada de Palocci e nas quais foi articulada uma frustrada tentativa do grupo do ex-ministro de ocupar os espaços que se abririam com a demissão. Articulação minuciosamente monitorada pelo Palácio do Planalto, que já havia captado sinais de uma conspiração de Dirceu e de seu grupo para influir nos acontecimentos daquela semana.

Imagens obtidas por VEJA e que estão na galeria que ilustra esta reportagem mostram que Dirceu recebeu, entre 6 e 8 de junho, visitantes ilustres como o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, os senadores Walter Pinheiro, Delcídio Amaral e Lindbergh Farias, todos do PT, e Eduardo Braga, do PMDB, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, e os deputados Devanir Ribeiro e Cândido Vaccarezza, do PT, e Eduardo Gomes, do PSDB. Esteve por lá também o ex-senador tucano Eduardo Siqueira Campos.

Apesar de tantas articulações, Dirceu não conseguiu abocanhar cargos para seus indicados no governo. A presidente Dilma já havia sido advertida por assessores do perigo de delegar poderes a companheiros que orbitam em torno de Dirceu. Dilma também conhece bem os caminhos da guerrilha política e não perde de vista os passos do chefão. “A Dilma e o PT, principalmente o PT afinado com o Dirceu, vivem uma relação de amor e ódio”, diz um interlocutor da confiança da presidente e do ex-ministro. AQUI

Dirceu anda muito insatisfeito com o fato de a legenda não ter conseguido, como previra, impor-se à presidente da República. Dilma está resistindo bem. Uma faxina menos visível é a que ela está fazendo nos bancos públicos. Aos poucos, vem substituindo camaradas ligados a Dirceu por gente de sua confiança. E o chefão não tem gostado nada disso.

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Presidente da Câmara usou avião de plano de saúde para ir a reunião do PT

Marco Maia disse que vai pagar voo com o próprio salário porque ‘ganha bem’; em junho, deputado havia usado outro avião particular para assistir a jogo da seleção brasileira em Goiânia e depois ir a Porto Alegre, serviço que custaria até R$ 45 mil

Leandro Colon e Beto Barata, de O Estado de S.Paulo
BRASÍLIA - O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), usou aviões particulares para viajar nos fins de semana pelo País. No sábado passado, ele embarcou em um avião e um helicóptero da Uniair, empresa de transporte aéreo da Unimed do Rio Grande do Sul - seu reduto eleitoral -, para participar de eventos partidários do PT nas cidades gaúchas de Erechim e Gramado.

Procurado pelo Estado nesta quinta-feira, 25, cinco dias após a viagem, Marco Maia admitiu que o voo não foi pago. Questionado sobre a origem do dinheiro que vai cobrir o gasto, afirmou que bancaria a viagem com o próprio salário. “Eu ganho bem”, disse.

Na entrevista gravada, Maia garantiu que o voo do fim de semana no avião da Unimed foi o primeiro fretado por ele no ano. “Foi a primeira vez que utilizei um voo particular”, disse.

Horas depois, o presidente da Câmara foi obrigado a mudar a versão após a reportagem confirmar que ele também viajara num avião particular, no dia 4 de junho, de Brasília para Goiânia para assistir ao jogo da seleção brasileira de futebol contra o time da Holanda. De lá, seguiu na mesma aeronave para Porto Alegre. “Foi um voo privado dele como cidadão”, respondeu a assessoria de imprensa do presidente.

Num primeiro momento, Maia afirmou “não se lembrar” do nome da empresa contratada nem o valor pago pelo voo do jogo da seleção. Diante da insistência da reportagem, informou que o serviço fora prestado pela Ícaro Táxi Aéreo.

Segundo a empresa, o trecho Brasília-Goiânia-Porto Alegre voado por Maia custa entre R$ 30 mil e R$ 45 mil, a depender do avião. Na declaração de bens ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de 2010, Maia disse ter um patrimônio de R$ 342 mil. Ou seja, o pagamento do frete do avião corresponderia a aproximadamente 13% de seu patrimônio.

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A paixão secreta do ditador

O Dia
Rebeldes líbios acham em quartel de Kadhafi fotos de ex-secretária de Estado dos EUA

Trípoli - As buscas no antigo quartel-general de Muammar Kadhafi, tomado terça-feira pelos rebeldes líbios, revelaram ontem uma faceta inusitada do ditador: intensa admiração, que beira a paixão platônica, por Condoleezza Rice, ex-secretária de Estado dos EUA, país historicamente arqui-inimigo do regime da Líbia. Os opositores encontraram álbum com fotos da chefe da diplomacia americana no governo Bush.

Kadhafi já tinha declarado a admiração a Rice, com quem teve um jantar particular em 2008, durante visita oficial dela à Líbia. “Eu admiro a forma como ela dá apoio e ordens aos líderes árabes. Leezza, Leezza, Leezza... Eu a amo muito. Eu a admiro e estou muito orgulhoso que ela seja uma mulher negra de origem africana”, disse o ditador, em 2007. Na época, entretanto, ninguém levou os galanteios muito a sério.

O tom dos elogios era bem diferente de uma gravação atribuída a Kadhafi, divulgada ontem por uma das poucas estações de TV que continuem fiéis ao ditador na Líbia. Ele pediu aos aliados que “limpem” a capital, Trípoli: “É preciso resistir a estes ratos inimigos”.

Apesar de confrontos esporádicos, Trípoli está quase toda sob o poder dos rebeldes, que caçaram o ditador num outro complexo onde acreditavam que ele se escondia com o filho. À noite, mais da metade dos ministros do Conselho Nacional de Transição chegou à cidade.

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Poderosa, nem tanto!

do GIBA UM
Para analistas mais lúcidos, a lista das mulheres mais poderosas do mundo da revista Forbes, onde Dilma Rousseff aparece em terceiro lugar é mais do que subjetiva e os critérios levados em consideração para a elaboração do ranking não são claros. Mesmo que a brasileira mereça sua classificação, pelo que se vê, dentro de seu governo e de seu país, esse poder não vem ajudando em nada. O governo é recheado de quadrilhas e os brasileiros morrem nos corredores dos hospitais, por falta de leitos, medicamentos e atendimento.

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A comparação repetida pelo palanqueiro é um insulto à memória de Getúlio Vargas

O suicídio foi um ato de coragem protagonizado pelo político que errou muito e cometeu pecados graves, mas nunca transigiu com roubalheiras, nunca barganhou nem se acumpliciou com ladrões. Lula fez da corrupção endêmica um estilo de governo e um instrumento de poder. O tiro disparado na manhã de 24 de agosto de 1954 atingiu o coração de um homem honrado. Getúlio matou-se por ter vergonha na cara. Lula morrerá sem saber o que é isso.

Texto Completo

Por Augusto Nunes - Veja Online
Entre uma palestra patrocinada por empreiteiros amigos e uma cobrança a algum ministro de Dilma Rousseff, Lula repetiu a comparação que agride a verdade e insulta a memória de um dos raros estadistas nascidos no deserto de homens e de ideias: “Querem fazer comigo o que fizeram com Getúlio Vargas”, acaba de recitar, mais uma vez, o palanque ambulante. Tradução: a sucessão de escândalos produzidos por abjeções que assaltam cofres públicos há oito anos e meio é apenas uma invencionice dos netos da UDN golpista, que se valem de estandartes moralistas para impedir que o pai dos pobres se mantenha no poder.

A conversa fiada identifica o ignorante que não hesita em estuprar os fatos para fabricar vigarices eleitoreiras. Não há qualquer parentesco entre os dois Brasis. Sobretudo, não há nenhuma semelhança entre os personagens históricos. Em agosto de 1954, Getúlio Vargas era sistematicamente hostilizado por adversários que lhe negavam até cumprimentos protocolares. Não há uma única foto do presidente ao lado de Carlos Lacerda. Passados 66 anos, os partidos antigovernistas fizeram a opção preferencial pela pusilanimidade e inventaram a oposição a favor. Merecem uma carteirinha de sócio do Clube dos Amigos do Lula, dirigido por velhos antagonistas convertidos em amigos de infância.

Há exatamente 57 anos, surpreendido por ilegalidades praticadas à sua revelia, acuado pela feroz oposição parlamentar, desafiado por militares rebeldes, traído por ministros militares e abalado pela covardia de muitos aliados, Getúlio preferiu a morte à capitulação humilhante. Neste agosto, Lula contempla com o olhar entediado de quem não tem nada com isso o cortejo dos bandidos de estimação capturados pela Polícia Federal ou atropelados por denúncias da imprensa.

O suicídio foi um ato de coragem protagonizado pelo político que errou muito e cometeu pecados graves, mas nunca transigiu com roubalheiras, nunca barganhou nem se acumpliciou com ladrões. Lula fez da corrupção endêmica um estilo de governo e um instrumento de poder. O tiro disparado na manhã de 24 de agosto de 1954 atingiu o coração de um homem honrado. Getúlio matou-se por ter vergonha na cara. Lula morrerá sem saber o que é isso.

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Arnaldo Jabor - Lula inventou a "ingovernabilidade"

O Globo
Por Arnaldo Jabor

A corrupção no Brasil é tratada como um desvio da norma, um pecado contra a lei de Deus. Não é. A corrupção no Brasil é hoje um importante instrumento político, quase um partido. Nos últimos anos adquiriu novas feições, virando um "quarto poder". Antigamente, a corrupção era uma exceção; hoje é uma regra. E não se trata mais de um "que horror" ou "que falta de vergonha" - ficou claro que o País está inibido para se modernizar, porque a corrupção desmedida cria "regras de gestão". O atraso no Brasil é um desejo colonial que persiste e dá lucro.

Só agora estamos vendo o tamanho dessa mutação, quando o Executivo tenta a "faxina" e depara com a resistência indignada do Congresso. Deputados resmungam pelos cantos: "Aonde tudo isso vai parar?"

Um bloco de 201 deputados comunicou que "enquanto não se resolverem os problemas de cargos e emendas, não se vota mais nada..." Tradução: "enquanto não deixarem a gente roubar em paz, como nos bons tempos do Lula, não se vota nada." Congressistas reclamam que Dilma "não respeita as regras do jogo". Ladrões de galinha reclamam contra algemas, contra as belas fotos de presos de peito nu (que adorei...), detalhes ridículos comparados aos crimes de bilhões no turismo, agricultura e transportes e outros que virão.

Dizem: "Se ela continuar assim, não chega ao fim do mandato..." O próprio Lula telefonou para a presidente: "Dilma... pega leve com o PMDB..."

Ou seja, há um país paralelo de políticos, ONGs fajutas, empresários malandros com leis próprias - o legado de Lula, que transformou uma prática criminosa dissimulada em descarada "normalidade". Essa foi a grande realização de seu governo e se divide em duas fases.

Quando Lula chegou ao poder em 2002, havia um "Comitê Central" que o orientava (ou desorientava). Esse grupo de soviéticos desempregados viu, na sua vitória, a chance de mudar o Estado, usando a democracia para torná-la "popular", uma tosca versão remendada de "socialismo". Para isso, era necessário, como eles dizem, "desapropriar" dinheiro de um sistema "burguês" para fins "bons". Essa racionalização adoçava a água na boca dos ladrões na hora do ato, pois o véu ideológico de um remoto "Bem futuro" os absolvia a priori. Nessa fase, Lula foi um coadjuvante - sabia de tudo e nada fazia, para deixar os "cumpanheiro" cumprir sua tarefa. Roberto Jefferson, com sua legítima carteirinha, destruiu a quadrilha que angariava grana para eleger o Dirceu presidente em 2010.

Com sorte, Lula livrou-se da tutela de soviéticos e pôde, no segundo mandato, realizar seus sonhos de grandeza, que acalentava desde que descobriu que ser líder carismático dos metalúrgicos era bem melhor do que trabalhar.

Aí surgiu o novo Lula: uma miniatura, um bibelô perfeito para triunfar na mídia aqui e no Exterior. Ele é portátil, com um nome tão legível e íntimo como "Pelé". Lu-la, como "Lo-li-ta", como Nabokov enrolava a língua para descrevê-la... Lula conta com a absolvição a priori por ser um operário, um "excluído que se incluiu". Lula é um mascote perfeito: baixinho, barbinha "revolucionária", covinhas lindas quando ri, voz grave para impressionar em seriedade, talento para forjar indignação como se fosse vítima de alguma injustiça ou como o próprio povo se defendendo.

Esquemático e simplista, mas legível para o povão sem cultura e para os estrangeiros desinformados, Lula resume em meia dúzia de frases a situação geral do País, que teve a sorte de ser um dos emergentes cobiçados pela especulação internacional. Com a estabilidade herdada do governo anterior e com dinheiro entrando, ele pôde surfar em seus truísmos sem profundidade, como se a verdade morasse na ignorância. Lula não governou para o PT nem para o País; governou para sua imagem narcisista, governou em "fremente lua de mel consigo mesmo", num teatro em que éramos a plateia.

Seu repertório de frases feitas é composto dos detritos de chavões dos seus ex-soviéticos sindicalistas: fome x indigestão, elite e povo, imperialismo americano e Terceiro Mundo que incluía até o Kadafi e outros assassinos.

Claro, sempre houve corrupção (com FHC, com todos), mas era uma prática lateral, ainda dissimulada. A grande "inovação" (essa palavra da moda) de Lula foi apropriar-se (com obsceno oportunismo) de 400 anos de corrupção endêmica e transformá-la em alavanca para governar, mantendo sua fama de "tolerante e democrático".

No seu ideário, feito das migalhas que caíram da mesa leninista, "corrupção" é coisa "menor", é problema de pequeno-burguês udenista. Pensou: "No Brasil, sempre foi assim; logo, o importante é me deixarem curtir o mandato, hoje que eu sento ao lado de rainhas, com o aval de uma "santidade" de esquerda que peguei dos comunas que me guiaram."

Ele se confundia com o Estado. Se ele ia bem, o Brasil também.

Essa foi a "palavra de ordem" para o ataque geral a todos os aparelhos do Estado pelos ladrões. Sua irresponsabilidade narcisista deixou Dilma nesta sinuca histórica: se não fizer nada contra as denúncias insofismáveis, perde poder e prestígio; se fizer, perde também. Quem ganha com isso? Só ele e a coligação dos escrotos interpartidários. Se nossa abobalhada oposição conseguir uma CPI contra o governo Dilma, isso só beneficia o PMDB e aliados da caverna de Ali Babá. Ainda bem que alguns senadores decentes se unem para dar apoio à faxina das donas de casa do Executivo. A opinião pública também dá sinais de reação. Vamos ver. Pelas mãos de Lula, instituíram a chantagem como método político.

Lula inventou a "ingovernabilidade" a que assistimos. Os assaltantes estão com saudade e querem que ele volte para normalizar tudo, como um "Luis Inácio Bonaparte da Silva", como um "caudilho da vaselina". Tudo o beneficia para 2014. Temíamos um "peronismo" sindicalista no País, mas isso não existe. Só existe o PMDB.

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Senadores batem boca e prometem entrar com ações por quebra de decoro

Uol.Notícias
Um bate-boca do Senado pode virar ação por quebra de decoro no Conselho de Ética. Esta é a promessa dos dois parlamentares --Humberto Costa (PT-PE), líder do PT no Senado, e Mário Couto (PSDB-PA)-- depois de agressões verbais mútuas que começaram no plenário da Casa e terminaram no restaurante que fica dentro do local, conhecido como “cafezinho”.

A confusão começou quando o senador tucano discursou acusando o PT de corrupção e classificou as sequências de denúncias nos ministérios como a "herança maldita” do governo Lula, uma vez que a presidente Dilma Rousseff está tendo problemas exatamente nas pastas de indicados pelo seu antecessor petista.

“Dizem que a Dilma está fazendo a faxina neste país. Mentira, brasileiros e brasileiras! Olhem o que a Folha de S.Paulo diz hoje, Brasil: 'Dilma diz a aliados insatisfeitos que não fará novas demissões'. Roubem! A Dilma não vai mais demitir ninguém”, bradou Couto em seu discurso.
 
Em resposta, o líder petista disse que a herança do governo Lula é bendita e que uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar as denúncias não é necessária já que a CGU (Controladoria Geral da União), o TCU (Tribunal de Contas da União) e a Polícia Federal investigam as supostas irregularidades. “O que se está tentando é cumprir aquela grande máxima de Goebbels, que era o ministro da propaganda de Hitler: repetir uma mentira até que ela venha a soar como verdadeira”, argumentou Costa.

Depois de seguidas tentativas de Mário Couto intervir, o líder petista no Senado perdeu a paciência e falou: “Aqui, o nosso partido [PT] já foi chamado de partido de bandidos, de vagabundos. E não há um pronunciamento da Mesa desta Casa em relação a esse tipo de prática. Ninguém aqui se levanta contra esse tipo de prática porque dizem: 'Não, trata-se de um louco, de um débil mental'", afirmou, referindo-se ao tucano.

No momento da troca de farpas, quem presidia a sessão era a senadora Vanessa Graziottin (PCdoB). Pouco depois, os dois saíram da sessão e foram até o "cafezinho", onde continuaram a discutir.
Mário Couto questionou o petista: “Você me chamou de débil mental?”. E Costa respondeu: “Chamei sim. Você está achando que eu sou moleque?”. O tucano rebateu: “Não. Acho que você é safado e corrupto. Vou dizer na tribuna agora que você já respondeu processo. É por isso que você defende a corrupção”.

Costa chegou a ser segurado por assessores para não chegar ao embate corporal com Couto. Ao final, os dois prometeram entrar com ações um contra o outro por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética da Casa.

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ATENÇÃO! ANOTEM OS NOMES DOS DEPUTADOS QUE ATENTAM CONTRA A SUA SEGURANÇA!

ATENÇÃO! PTB E PT SE JUNTAM EM SÃO PAULO CONTRA O BOM FUNCIONAMENTO DA POLÍCÍA. ANOTE OS NOMES DOS DEPUTADOS QUE ATENTAM CONTRA A SUA SEGURANÇA! COLOQUE-OS NA REDE, FAÇA BARULHO! ELES ESTÃO CONTRA VOCÊ E SUA FAMÍLIA!


Por Reinaldo Azevedo - Veja Online
Caras e caros, abaixo, segue uma reportagem da VEJA Online. O assunto é sério. São Paulo tem hoje uma das polícias mais eficientes do Brasil. Se o índice de homicídios por 100 mil habitantes do Brasil fosse os mesmos do estado, mais de 30 mil vidas seriam poupadas todos os anos. MAS HÁ DEPUTADOS ESTADUAIS CONSPIRANDO CONTRA A EFICIÊNCIA E A DECÊNCIA. Leiam este texto da VEJA Online. Mobilizem-se, paulistas! Eles estão atentando contra a sua segurança e a de sua família. Estão conspirando contra o Bem!

O PTB, partido que há 17 anos integra a base governista em São Paulo, aliou-se à bancada do PT na Assembléia Legislativa para aplicar um golpe nos cidadãos honestos do estado. Os dois partidos tentam aprovar em plenário um projeto de lei para esvaziar os poderes da Corregedoria da Polícia Civil, órgão que, nos últimos dois anos, tornou-se a pedra angular da política de segurança pública. Por meio da Corregedoria, o governo tem afastado do serviço policiais corruptos, que haviam montado verdadeiras quadrilhas em setores sensíveis da polícia, como o Departamento de Narcóticos (Denarc). O petebista Campos Machado e o petista Edinho Silva lideram os esforços para tirar do gabinete do secretário de Segurança Pública o controle da Corregedoria.

O expurgo dos maus policiais só foi possível depois que o secretário de Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, transferiu a Corregedoria para dentro de seu próprio gabinete. Antes, o órgão ficava subordinado ao Delegado Geral da Polícia, e poucas investigações iam para frente. Os policiais da Corregedoria temiam investigar seus pares e, principalmente, seus chefes - o que poderia lhes render retaliações. Depois que os trabalhos foram transferidos para o gabinete do secretário, a equipe da Corregedoria passou a atuar com maior independência. Levantamento do site de VEJA, feito com base em dados da Secretaria de Segurança Pública, mostra que o número de maus policiais civis demitidos aumentou 60% desde 2009. Em dois anos, 290 infratores foram expulsos da polícia paulista.

O trabalho de depuração da polícia, que vem funcionando bem, agora corre o risco de ser interrompido. Um projeto de decreto legislativo proposto pelo deputado Campos Machado, do PTB, quer retirar do secretário Ferreira Pinto o poder de proteger o trabalho da Corregedoria. A obtusa idéia é devolver o órgão para a estrutura hierárquica da Polícia Civil. O único efeito prático dessa mudança seria interromper as investigações em andamento e fazer a alegria dos policiais corruptos.

Sem argumentos, Campos Machado, autor do projeto de lei, e Edinho, líder da bancada do PT, recorrem à questão da legalidade. Dizem ser um desrespeito a mudança ter sido instituída por decreto, não por lei votada na Casa. E tentam fazer colar a tese de que a medida é inconstitucional. É o máximo que podem fazer, pois, do ponto de vista da segurança pública, não há o que justifique o retrocesso. Advogado por formação, Campos Machado é próximo de sindicatos de policiais, descontentes com o endurecimento das regras contra os que cometem erros.

A bancada do PT encampou a proposta para fragilizar o governo Alckmin. Surpreende que, além do PT, deputados da base aliada de Alckmin (do PMDB e do DEM) também tenham se alinhado com Campos Machado. Na noite de ontem, o projeto foi a plenário. Para aprovar a medida, seriam necessários 48 votos. Campos Machado conseguiu o apoio de 24 deputados. A sessão foi suspensa por falta de quórum. Com isso, a votação será retomada nesta quarta-feira, a partir das 16h30.

Se Campos Machado e os petistas tiverem êxito, só quem irá comemorar são os policiais corruptos de São Paulo. Confira abaixo o nome dos 24 deputados que votaram a favor do projeto de lei que enfraquece a segurança pública de São Paulo:

PT
Adriano Diogo
Antonio Mentor
Donisete Pereira Braga
Edinho Silva
Enio Tatto
Geraldo Cruz
João Antonio
João Paulo Rillo
Luiz Cláudio Marcolino
Marco Aurélio de Souza
Telma de Souza

PTB
Campos Machado
Heroilma Soares Tavares
Roque Barbiere

DEM
Estevam Galvão de Oliveira
Gil Arantes
Milton Vieira

PC do B
Pedro Bigardi

PDT
Olímpio Gomes

PMDB
Baleia Rossi
Itamar Borges
Jooji Hato
Jorge Caruso
Vanessa Damo

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Como a esquerda justifica o apoio a Assad e Kadafi?

Lá vai um trechinho: “O que me deixa nauseado sobre pessoas de esquerda, especialmente os intelectuais, é sua total ignorância sobre como as coisas realmente acontecem. Eu sempre ficava impressionado a respeito disso quando estava na Birmânia e costumava ler literatura antiimperialista”. Orwell tinha uma postura não doutrinária, em uma das cartas se considerava “definitivamente de esquerda”, mas tinha “horror” de partidos esquerdistas e pontificava que o dever de um verdadeiro socialista era combater o totalitarismo. Ao final de sua jornada política e intelectual, Orwell assumiu que “a divisão real não é entre conservadores e revolucionários, mas entre autoritários e libertários”.

Texto Completo

Por Caio Blinder
De Nova York - VEJA ONLINE
Em relação à intervenção militar ocidental na Líbia (e eu destaco que se trata de uma intervenção humanitária), Talal Salman, o editor do jornal esquerdista libanês As-Safir, escreveu que “o retorno dos poderes coloniais vestidos de libertadores é mais perigoso do que qualquer um possa imaginar”. Ora, habib Talal, facílimo listar coisas bem mais perigosas, bem mais infames.

Podemos começar por um dirigente que você, habib, trata com camaradagem, o presidente sírio Bashar Assad. Ele também tem recorrido a esta linguagem surrada que seu país (perdão, o seu regime) é vítima deste “novo imperialismo”. Assim, obviamente, Assad tenta remover a legitimidade de um movimento de resistência interna à sua ditadura, como se fosse um mero instrumento de potências ocidentais e mesmo Israel. Imagine, a Irmandade Muçulmana que integra esta resistência irmanada com Israel. Na verdade, temos a ditadura de Bashar Assad irmanada com países como China, Rússia, Cuba e Equador.

Foram os quatro países que se opuseram à decisão do Conselho de Direitos Humanos da ONU (o infame organismo que tomou um pouco de vergonha na cara) pedindo investigação das denúncias de crimes contra a humanidade cometidos na Síria. Os quatros irmãos de Assad argumentaram que a iniciativa tem “fins destrutivos” e busca “desestabilizar” a situação. Ao que consta (e aqui nem é preciso investigação), Bashar Assad é o grande desestabilizador com sua repressão sanguinária e a perda de oportunidade histórica para fazer reformas efetivas quando ainda havia tempo.

Muito mais perigoso, habib Talal, é “novo imperialismo” de Bashar Assad. O eixo Damasco-Teerã-Hamas-Hezbollah parece muito interessado em desestabilizar a situação no Oriente Médio. Nada mais conveniente do que as provocações do grupo terrorista Hamas e outros grupelhos palestinos contra Israel, com o objetivo de provocar uma escalada militar em Gaza e quem sabe gerar um racha gravíssimo entre israelenses e egípcios.

A situação ficaria ainda mais explosiva com a abertura de uma frente ao norte, com provocações contra Israel do grupo xiita libanês Hezbollah. Para um regime como o da Síria, que luta por sua sobrevivência a ferro e fogo, nada mais oportuno do que desviar a narrativa para um conflito regional. A prioridade para os sírios deixaria de ser a guerra civil e passsaria a ser o “imperialismo israelense”.

O habib libanês Talal Salman claro que não está sozinho nesta sua narrativa surrada, que bate na tecla que para os ocidentais se trata basicamente de garantir o petróleo. Ele está irmanado com o bandoleiro-petroleiro Hugo Chávez e outros apologistas de tiranos como Kadafi e Assad, que consideram uma intervenção ocidental pior do que a soberania (não do povo) mas destes regimes infames.

É uma experiência intelectual extenuante ver que ainda existe gente que se diz de esquerda ou favorável a movimentos de libertação nacional vender (ou comprar) esta narrativa que os Kadafis e Assads estejam lutando contra o imperialismo e esta pataquada toda. Como consolo nestas horas, é bom beber na fonte do profeta George Orwell. Por estes dias, eu andei lendo algumas cartas que ele escreveu nos anos 30.

Lá vai um trechinho: “O que me deixa nauseado sobre pessoas de esquerda, especialmente os intelectuais, é sua total ignorância sobre como as coisas realmente acontecem. Eu sempre ficava impressionado a respeito disso quando estava na Birmânia e costumava ler literatura antiimperialista”. Orwell tinha uma postura não doutrinária, em uma das cartas se considerava “definitivamente de esquerda”, mas tinha “horror” de partidos esquerdistas e pontificava que o dever de um verdadeiro socialista era combater o totalitarismo. Ao final de sua jornada política e intelectual, Orwell assumiu que “a divisão real não é entre conservadores e revolucionários, mas entre autoritários e libertários”.

Nem preciso dizer se fico com o habib Talal Salman ou o big brother George Orwell.

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Brasil líder na censura da web.

Brasil líder na censura da web.
Você pensa que vive em um país democrático, que respeita a liberdade de opinião e expressão?


Pois, você este totalmente alienado pela falta de informação da mídia, e sugiro que você divulgue este site e espalhe esta informação, caso contrário amanhã a vitima pode ser sua opinião.

O Google lançou uma ferramenta inédita e admirável intitulada: Google Transpareny Report, que tem o objetivo de promover a transparência sobre os fluxos de dados.

E segundo o"Transparency Report" (Relatório de transparência - em tradução livre do inglês), aponta o Brasil como o país com maior número de pedidos de retirada de conteúdo entre todas as nações onde o Google é acessível.

Sim é verdade, o Brasil lidera o ranking de censura na web.
Contabilizadas as requisições de dados, os EUA lideram o ranking com cerca de 4 300 pedidos dessa natureza. Mas quando o assunto são os pedidos para remover o conteúdo da rede, o Brasil apresentou, entre janeiro e junho desse ano, 398 solicitações; mais de três vezes mais o total dos EUA, com 128.

Brasil
263 pedidos de remoção
76% dos pedidos de remoção total ou parcialmente cumprida
12.363 itens solicitados para ser removido
1.804 solicitações de dados
76% das solicitações de dados total ou parcialmente cumprida



Veja o video aqui.
http://midiadeofertas.blogspot.com/2011/08/brasil-lider-na-censura-da-web.html

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Faxina ‘diet’

Por Guilherme Fiuza - Época Online

A faxina chegou ao ponto que os corruptos ansiosamente aguardavam: foi criada uma Frente de Combate à Corrupção, liderada pelo senador Pedro Simon.

É uma frente suprapartidária, com apoio da OAB, ABI e Cia. Simon disse que o movimento será liderado pela sociedade civil.

Aos que ainda não entenderam o que isso significa, vai aqui a explicação:

À luz da atual conjuntura, considerando a dinâmica da política nacional e ressalvadas as disposições em contrário, isso significa, rigorosamente, nada.

Ou melhor: significa muito para os que querem continuar parasitando o Estado brasileiro.

O bom parasita sabe que quando surge o “basta”, aquele grito difuso contra “tudo isso que aí está”, as coisas se acalmam para o lado dele.

O “basta” enche de orgulho os indignados de plantão, espalha adjetivos justiceiros, entope as seções de cartas com manifestos envaidecidos.

E o parasita respira aliviado: sabe que enquanto o pessoal estiver ocupado com “tudo isso que aí está”, suas negociatas estarão a salvo.

“Tudo isso” e “nada disso” é a mesma coisa. Pedro Simon e os gladiadores do bem tiveram a chance de lutar pela CPI do Dnit. Trocaram-na por uma “frente contra a corrupção”.

Basta de tanta bondade.

A imprensa tirou leite de pedra. Mostrou a farra orçamentária do Dnit, a pirataria do Turismo regida pelos afilhados de Sarney, os negócios privados no Ministério da Agricultura – tudo muito bem embrulhado pelo projeto político que elegeu e sustenta Dilma Rousseff.

Para que? Para tudo se acabar na quarta-feira – ou numa “frente anticorrupção” em apoio à “faxina da Dilma”.

No Brasil, até a indignação virou caso de polícia.

E o que será que farão Pedro Simon, OAB, ABI e simpatizantes “liderados pela sociedade civil”?

Vai aqui uma sugestão: peçam a Dilma para aumentar a mesada da UNE. Quem sabe os estudantes de aluguel não aderem ao movimento contra tudo isso que aí está?

Enquanto segue a pantomima ética para felicidade dos corruptos, a faxineira torra o dinheiro do contribuinte com a companheirada e joga gasolina na inflação.

Eis o paradoxo brasileiro: pelo visto, só o estouro da crise econômica para quebrar o conto de fadas populista. Aí o país entenderá o quanto custa uma faxina de verdade.

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