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Exemplo chileno

O Chile dará hoje mais uma demonstração de maturidade política em sua bem-sucedida trajetória de 20 anos de redemocratização.

O país realiza o quinto pleito presidencial desde que, em 1989, elegeu o democrata-cristão Patricio Aylwin, pondo fim a 17 anos de ditadura militar. São poucos, hoje, na América do Sul, os países que podem exibir instituições democráticas tão firmes, entre eles, felizmente, o Brasil (aqui, o MOVCC já não concorda com o Editorial do O Globo. Como nunca nossa democracia anda pálida e cada vez mais ameaçada pela máquina petista que se tomou o próprio Estado. É hora de admitir o risco e encarar os fatos: não somos exemplo de coisa alguma. Mas continuemos com a leitura...)

O resultado da votação no Chile pode apontar outra característica dos regimes democráticos: a alternância de forças políticas no poder. O favorito é o empresário Sebastián Piñera, que concorre pelo partido de centro-direita Renovação Nacional.

Embora pesquisas indiquem a necessidade de um segundo turno, a possível vitória de Piñera poria fim a 20 anos de domínio da Concertação, coalizão cujos principais integrantes são o Partido DemocrataCristão e o Partido Socialista e que governa o Chile desde o fim da ditadura de Pinochet. A forma gradual e firme como transcorreu a redemocratização chilena permite prever uma transição tranquila.

Enquanto isso, parte do continente embarca na aventura do “socialismo bolivariano do século XXI”, do venezuelano Hugo Chávez.

Em resumo, é um roteiro para utilizar as instituições para corroer a democracia por dentro, substituindoa por demagogia populista de cunho autoritário. Nesse barco já estão também a Bolívia, o Equador e a Nicarágua. Toda a crise em Honduras gira em torno da tentativa de um bolivariano de última hora, Manuel Zelaya, de incluir o país como satélite do bloco.

O continuísmo típico da receita chavista parece ter contaminado a vizinha Colômbia, na qual o presidente Uribe, depois de duas exitosas administrações, principalmente na pacificação do país, e com a popularidade ainda elevada, quer permanecer no poder, mesmo contra a Constituição.

A Argentina não conseguiu construir instituições estáveis e atravessa um longo período de turbulência política e econômica. No momento, é submetida ao projeto dos Kirchner de perpetuar uma dinastia autoritária e populista no poder, em aberto desafio à ética e à democracia.

Este quadro realça a necessidade de países como o Brasil e o Chile serem firmes não só na defesa de suas conquistas democráticas, mas também na tarefa de desestimular aventuras bolivarianas, continuístas e projetos “dinásticos”. Não por acaso, Chile e Brasil ostentam períodos razoavelmente longos de estabilidade econômica, com melhoria das condições de vida de suas populações.

SIP: Chávez exporta limitações à mídia

Congresso da Sociedade Interamericana de Imprensa critica deterioração da liberdade de expressão nas Américas devido a novas leis de diversos países

Após cinco dias de debates na capital argentina, a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) divulgou ontem um relatório no qual alertou para a existência de "claros indícios da deterioração da liberdade de imprensa nas Américas" e apontou o governo venezuelano como um dos principais responsáveis pela grave situação que vivem os meios de comunicação em vários países. "Não é por acaso que vários governos estão agora unidos por uma ideologia exportada da Venezuela pelo presidente Hugo Chávez, que chegou a propor uma lei de "delitos midiáticos" e fechou 34 emissoras" de rádio. Por Janaína Figueiredo

Para a entidade, a influência chavista "se reflete em legislações em diversos países como a nova Lei sobre Serviços Audiovisuais, promovida pelo governo da Argentina, numa inédita perseguição dos meios independentes; no Projeto de Lei de Comunicação do presidente Rafael Correa, no Equador, e em leis similares". A SIP afirmou que as garantias constitucionais poderiam ser suspensas na Venezuela.

Os governos de Cristina Kirchner e Chávez foram os mais criticados pelos 500 jornalistas e editores de jornais no encontro. Às vésperas do início da reunião, o sindicato de caminhoneiros argentino, aliado do casal Kirchner, bloqueou empresas que distribuem os jornais "Clarín" e "La Nación". Isso provocou um clima de preocupação na SIP, que questionou o silêncio da Casa Rosada e as recentes medidas adotadas no país, como a Lei sobre Serviços Audiovisuais.

- Durante minha gestão, a lei sobre mídia da Argentina será uma prioridade - anunciou ontem o novo presidente da SIP, Alejandro Aguirre, diretor do "Diário das Américas", de Miami.

Lei equatoriana é duramente criticada
O presidente da organização manifestou sua preocupação "pelo tom agressivo dos presidentes da região" e "pelos quase 50 anos sem liberdade de expressão em Cuba, além do assassinato de 16 jornalistas no último semestre". Para a SIP, "a ação coordenada de governos para controlar o papel da imprensa, acusações de funcionários dos mais altos escalões do governo para desprestigiar a mídia, o aumento da violência contra os jornalistas, e a proliferação de mecanismos legais e decisões judiciais arbitrárias servem para perseguir jornalistas".

O governo Chávez é considerado uma espécie de mentor de projetos de lei que buscam, na opinião da SIP, limitar o espaço da imprensa independente. O Equador é um exemplo. Segundo informações apresentadas pela delegação equatoriana, um projeto de lei que está no Congresso prevê a criação "de um novo órgão de supervisão das comunicações, composto principalmente por funcionários do governo" e de um "registro dos meios de comunicação, que seria renovado anualmente e que colocaria o destino da mídia nas mãos do governo".

A SIP lamentou que Chávez "continue não permitindo visitas da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA ao país, além de não cumprir suas decisões, e as da Corte Interamericana de Direitos Humanos".

Além de representantes dos meios de comunicação mais importantes do país, a delegação venezuelana chegou a Buenos Aires com um vídeo do jornalista Rafael Poleo, diretor do jornal "El Nuevo País", atualmente no exílio. Ele foi processado por ter dito, numa entrevista na TV, que Chávez terminaria como Mussolini. Pouco antes de transmitir esta fala de Poleo, a delegação venezuelana mostrou um vídeo no qual Chávez pede que Obama não termine como Kennedy.

- Nosso país é cenário de um processo de destruição das instituições democráticas - disse Poleo. O Globo


“É INDÍGNO QUE UM GOVERNANTE ELEITO COMO LULA SEJA CÚMPLICE”
Marcel Granier, que participou da 65 ª Assembleia da SIP e é diretor geral da Rádio Caracas Televisión (RCTV, cujo canal aberto teve a concessão suspensa), assegurou que Hugo Chávez usará "a suposta guerra (com a Colômbia) para agredir opositores, fechar meios de comunicação e perseguir gente".

A Venezuela foi um dos países mais criticados na reunião...

MARCEL GRANIER: Lamentavelmente, nosso país está seguindo os passos de Cuba. Mais de 200 emissoras estão numa lista negra.

Quando essas emissoras podem ser fechadas?

GRANIER: Quando o governo tiver vontade. Não existem procedimentos legais.

O que aconteceu com a RCTV?

GRANIER: Criamos outra empresa que compra produtos e os transmite por canal a cabo e satélite. O fechamento do canal significou a perda de seis mil empregos.

Considera a Venezuela uma ditadura com fachada democrática?

GRANIER: É uma ditadura. A fachada existe para quem quer acreditar, porque todos sabem que Chávez cometeu abusos nas eleições. Todos sabem que é um governo corrupto, mas a maioria dos países prefere continuar com negócios. Para países como Brasil ou Espanha, os negócios com a Venezuela são atraentes.

O senhor está criticando a atitude do presidente Lula?

GRANIER: Sim, é indigno que um governante eleito, como Lula ou (José Luis) Zapatero (da Espanha), seja cúmplice dos crimes cometidos na Venezuela. Que um presidente como Lula diga que Chávez é o melhor presidente que o país já teve.

Como o senhor interpreta o conflito com a Colômbia?

GRANIER: Há anos estamos alertando sobre a corrida armamentista. As armas servem para armar terroristas e traficantes. Chávez prepara um ataque contra os venezuelanos que não pensam como ele. Esta suposta guerra será usada para agredir opositores, fechar meios de comunicação e perseguir gente. (J.F.) - O Globo

Revolucionário antissemitismo

Chávez importa ideologia de Ahmadinejad para América Latina

"Às vezes me pergunto se Hitler não tinha nenhuma razão para ter querido terminar com essa raça com o famoso Holocausto. Se há pessoas que fazem mal neste país são os judeus, os israelitas”, disse David Romero Elfazem, Diretor Executivo Rádio Globo, em Honduras, em 25 de setembro de 2009.

Apresento-lhes a um dos mais ardentes defensores do retorno do deposto Manuel Zelaya à presidência de Honduras. Não se trata de um locutor de rádio comum. Ele começou na política hondurenha como ativista radical e foi um dos fundadores do partido de esquerda União Revolucionária do Povo, que na década de 80 teve vínculos com grupos terroristas hondurenhos. Alguns anos atrás, Romero foi condenado e passou um tempo na prisão por ter estuprado a própria filha. Por Mary Anastácia O’Grady

Hoje, Romero Ellner é zelaysta até a morte, com fome de poder e sem qualquer subterfúgio para expressá-lo em público. Isso explica por que ele juntou-se ao presidente da Venezuela Hugo Chávez e ao próprio Zelaya em seus ataques contra os judeus. Chávez se aliou ao Irã para reforçar sua capacidade de governar sem contratempos no hemisfério. É anfitrião de terroristas do Hezbollah e procura a ajuda de Teerã para transformar a Venezuela em uma potência nuclear. Chávez e seus acólitos reforçam seus laços com o ditador iraniano Mahmoud Ahmadinejad ao fazer ecoar suas diatribes antissemitas.

O debate sobre Honduras não é, na realidade, sobre Honduras. O importante é determinar se é possível deter a expansão do chavismo e tudo o que ele implica, incluindo a proliferação de armas nucleares e do terrorismo na América Latina. O mais alarmante é o respaldo que o presidente dos EUA Barack Obama e Sen. John Kerry brindaram a Zelaya, embora um relatório da Biblioteca de Direito do Congresso demonstre que a saída de Zelaya da presidência seguiu as leis, e evidencie que ele é o homem de Chávez em Tegucigalpa. Na quinta-feira, o Senador deu o passo sem precedentes ao tentar impedir a viagem do senador republicano Jim DeMint para Honduras, que resiste à campanha de Obama para restituir Zelaya na presidência.

Zelaya, recorde-se, foi deposto, preso e deportado em 28 de junho porque violou a Constituição de Honduras. Ele entrou ilegalmente no país em 21 de setembro e se refugiou na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa. A calúnia de Romero Ellner contra os judeus ocorreu depois que Zelaya manifestou sua desconfiança de que estava sendo "submetido à radiação de alta freqüência" de fora da embaixada e achava que os responsáveis eram "mercenários israelenses.

O ataque verbal contra os judeus proveniente de um zelaysta é parte de um padrão que está emergindo na região. Tomemos como exemplo o que tem acontecido na Venezuela. Nos primeiros anos do governo de Chávez, um amigo venezuelano, que é cristão, me confessou seus medos. "Em seu discurso, ele sempre trata de criar ódio entre grupos de pessoas", disse ele. "Ele ama o discurso do ódio."

Por uma década, os venezuelanos foram obrigados a ouvir a postura do homem forte do nacionalismo econômico combinado com a linguagem divisionista. Os venezuelanos são incentivados a buscar vingança contra seus vizinhos. A criminalidade disparou.

A comunidade judaica tornou-se um branco na medida em que floresce a relação entre Chávez e Ahmadinejad. Em 2004, informei sobre uma operação policial contra uma escola judaica em Caracas. O pretexto foi uma “pista” indicando que o colégio armazenava armas. Embora não houvesse nenhuma arma, a comunidade escolar ficou apavorada.

Nos últimos anos, Venezuela e Irã assinaram projetos conjuntos no valor de US$ 20.000 milhões. Há pactos similares, estimados em US$ 10.000 milhões entre Irã e Bolívia, um satélite da Venezuela. Ambos os países sul-americanos acusaram Israel de cometer o genocídio em Gaza em 2008, e romperam as relações diplomáticas com aquele país. As diatribes de Chávez contra Israel neste momento encorajam seus bandidos de rua. Em janeiro de 2009, um grupo de vândalos invadiu um templo em Caracas e profanou o espaço sagrado com legendas que pediam a morte dos judeus.

O fiscal de Nova York, Robert Morgenthau, recentemente fez um discurso no centro de pesquisas Brookings Institution, afirmando que "Irã e Venezuela deixaram para trás a fase de namoro. “Sabemos que eles estão criando uma estreita aliança financeira, política e militar e ambos os países têm fortes laços com Hezbollah e Hamas”.

Irã também tem cortejado a Honduras. Quando Zelaya ainda estava no poder, a imprensa hondurenha revelou que sua ministra das Relações Exteriores, Patricia Rodes, se reuniu com altos funcionários iranianos na Cidade do México, um acontecimento que certamente chamou a atenção na América Central.

Nem Venezuela nem Honduras têm uma história de antisemitismo. No entanto, agora que Chávez decidiu exportar a ideologia abominável e os métodos de Ahmadinejad, o assalto contra a comunidade judaica é uma das conseqüências.

Honduras reconhece que errou ao deportar Zelaya depois dele ter sido arrestado. Mas argumenta que o temor ao extremismo dos zelaystas e ao uso da violência como arma política, nos meses anteriores ao acontecimento de 28 de junho, provocaram desespero. A declaração de Romero Ellner, cuja estação de rádio foi fechada na semana passada pelo governo, proporcionou a evidência principal.

Se o Departamento de Estado dos EUA opõe-se ao exílio, então que ele deixe chamar o senhor Zelaya para ser submetido ao juízo, agora que ele voltou a Honduras. Não tem motivos para exigir que a democracia de Honduras restaure um agitado antissemita no poder.
The Wall Street Journal

Tradução de Arthur para o MOVCC

Zelando por Zelaya

Não me lembro de ter ouvido tanto escarcéu pelo mundo em 1992 – ontem praticamente – quando o Brasil apeou do poder o primeiro presidente eleito por voto direto desde 1960. Bem verdade que tivemos o cuidado de tomar providências legais – o tal do impeachment – evitando assim que Fernando Collor fosse colocado de pijama dentro de um avião para a Bolívia.

Se por acusações que nunca foram confirmadas – o homem está aí lépido e fagueiro – não tivemos paciência para esperar pelo fim do mandato, por que Honduras deveria aguardar as próximas eleições para os insatisfeitos mudarem o governo, como sugere o presidente Lula? Por Carlos Eduardo Novaes

Obs: Ilustra o tópico mais uma foto da
mega manifestação de ontem, em Honduras

É bom não esquecer que a deposição de Zelaya foi avalizada pelo Congresso, pela Justiça e pelos militares, não necessariamente nesta ordem. Confesso que não me sinto à vontade para chamar Micheletti e sua turma de golpistas, ou me verei obrigado a rever os acontecimentos de 1992 para investigar se por trás do impeachment não se escondia um golpe de Estado. Por Carlos Eduardo Novaes –

A verdade é que sempre tivemos muita classe e habilidade para rasgar nossa Carta Magna. Viemos nos aperfeiçoando desde os tempos do marechal Deodoro. Sempre arranjávamos um jeitinho de disfarçar nossas fraturas constitucionais. Que eu saiba, em nenhuma ditadura do continente houve rodízio de generais no poder, com eleições indiretas e tudo para que exibíssemos uma aparência de estado democrático. Estou certo de que Micheletti e sua turma, não estariam nessa saia justa se tivessem consultado o Brasil sobre a melhor maneira de proceder nesses casos. Talvez, sob nossa orientação, Zelaya é que estivesse sendo chamado de golpista!!!

Desconfio que as razões da deposição do bigodudo vão muito além de seu desejo de se reeleger. Pouca gente acredita que Zelaya se materializou na embaixada, como alega um diplomata brasileiro. Foi uma empreitada de alto risco que não permitia erros de cálculos. E se não tivesse ninguém em casa? (Era domingo à noite). Pela versão corrente, porém, Zelaya simplesmente bateu à nossa porta em Tegucigalpa, como um entregador de pizzas:

– Quem é? – perguntou o funcionário do lado de dentro depois de ouvir insistentes toques na campainha.

– É o presidente deposto de Honduras!

– Quem? – o funcionário pensou ter ouvido mal.

– Manuel Zelaya! Será que dá para você abrir a porta?

O funcionário cochichou temeroso com a mulher. A capital hondurenha também tem sua violência urbana. Podia ser um assalto.

– O senhor veio a mando de quem?

– Sou amigo do presidente Lula. Abra essa porta, por favor. Viajei 15 horas, estou cansado, com fome, preciso tomar um banho.

– Só temos um quarto de solteiro disponível. O senhor está sozinho?

– Estou com alguns assessores e parentes. Somos – virou-se e começou a contar – um, dois, três... setenta!

– O quêêêêê?... Só posso deixá-lo entrar se receber uma prova de que o senhor é mesmo o presidente Zelaya.

–Tudo bem. Vou jogar meu chapéu por cima do muro!

Agora o presidente Lula está com essa banana – não confundam com batata – quente nas mãos: ou entrega Zelaya às autoridades do país ou lhe concede asilo, caso em que ele pode virar um novo Stroessner – ditador paraguaio que viveu 17 anos no Brasil. Outra saída seria convencer Zelaya a fazer o caminho de volta enquanto Micheletti e sua turma disfarçam e fingem vigiá-lo na Nicarágua.

Seja como for, o imbróglio botou o pequenino país centro-americano no mapa da mídia mundial. A última vez que Honduras ganhou manchetes na imprensa brasileira foi em 2001, quando sua seleção derrotou o Brasil de Felipão, por 2 a 0, na Copa América. Mas isso já é outra história... Carlos Eduardo Novaes é escritor. Opinião Jornal do Brasil


‘TOP-TOP” GARCIA VÊ “INSINUAÇÃO GOLPISTA”
O assessor de Relações Exteriores do Palácio do Planalto, Marco Aurélio Garcia, afirmou ontem que a ideia de que a Venezuela orquestrou a volta de Manuel Zelaya a Honduras é "uma tentativa de criar uma cortina de fumaça" e insinuar uma participação do Brasil "é uma forma disfarçada de apoiar o golpe".

"A participação da Venezuela não tem a menor importância, houve um golpe de Estado, essa é a questão fundamental", disse Marco Aurélio . Ele afirmou que o governo brasileiro teria dado abrigo a qualquer um que batesse à porta da embaixada em Tegucigalpa. E chamou os golpistas de "aprendizes de gorila". Por Patricia Campos Mello


COMENTÁRIO
Aos cidadãos de bem, resta clamar pela volta dos “gorilas” porque os “micos” dessa esquerda chinfrim só nos envergonham cada vez mais. Esse fulano, Mag, que nos deu aquele famoso “top top”, por ocasião do trágico acidente da TAM , ainda se sente com moral para expelir sua opinião.


Trecho extraído do texto “República das Bananas” de Merval Pereira - Globo
"O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, e o protoditador venezuelano Hugo Chávez encarregaram-se em questão de poucas horas de desmontar a versão oficial de que as autoridades brasileiras nada sabiam sobre a sua estratégia de regressar ao país e abrigar-se na embaixada brasileira em Tegucigalpa. Falando à rádio Jovem Pan, o presidente deposto, Manuel Zelaya, disse que a escolha da representação diplomática brasileira foi uma “decisão pessoal”, depois de consultas feitas ao presidente Lula e ao chanceler Celso Amorim.

Já Chávez revelou, rindo, como “enganou” todo mundo, monitorando a viagem de Zelaya através de um telefone via satélite, e que quando todos esperavam que o presidente deposto estaria em Nova York, para a reunião da ONU, ele “se materializou” na embaixada brasileira.

A reboque da estratégia bolivariana, o governo brasileiro está participando de uma farsa política com ares de “república de banana”, só que dessa vez o papel de interventor não é dos Estados Unidos, mas do Brasil, conivente com a irresponsabilidade de Chávez."

Franklin Martins era considerado de grande periculosidade por militares

DOCUMENTOS DA DITADURA DESCREVEM MINISTRO COMO UM EXÍMIO ATIRADOR

Um dos principais auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro Franklin Martins (Comunicação Social) era visto pelos órgãos repressivos da ditadura militar (1964-1985) como um dos líderes estudantis de maior evidência, um indivíduo de "grande periculosidade" que, "sempre armado, não vacila em atirar".

O texto, que provoca risos do hoje ministro, foi assinado por Newton Costa (da Delegacia Especializada em Roubos e Furtos) em 4 de setembro de 1969 e integra um calhamaço sobre sua atuação no período, em poder do Arquivo Nacional.

Os documentos, aos quais a Folha teve acesso, incluem uma espécie de ficha do extinto SNI (Serviço Nacional de Informações) datada de 1974, na qual ele é acusado de ter participado de toda ordem de subversão, de assaltos contra bancos e à residência de um deputado, a seqüestros e roubos.

Fatos, em sua maioria, negados pelo ministro. Do teor das acusações listadas, Franklin confirma duas participações: foi ele quem, em 4 de setembro de 1969, estava na direção do Volkswagen azul que bloqueou a passagem do carro do embaixador norte-americano Charles Elbrick, ponto inicial de uma ação que virou símbolo do combate à ditadura militar.

O ministro também confirma ter feito a "segurança" da operação de assalto à casa do então deputado Edgard Magalhães de Almeida, político ligado às artes que tinha cerca de U$ 70 mil no cofre de casa, dinheiro que foi levado pelos militantes na ação, descrita ainda hoje pelo ministro como de "expropriação", e não roubo.

"Exímio atirador", de acordo com os militares, Franklin é irônico ao se referir à própria periculosidade. "É um conceito subjetivo", diz, acrescentando: "De alta periculosidade eu acho que era o general que comandava o país naquele momento".

O ministro fez curso de guerrilha em Cuba, período em que foi treinado para o uso de armamentos e explosivos, além de táticas de selva e condicionamento físico. Hoje, ele reconhece que a luta armada não foi um instrumento eficaz no combate à ditadura, mas não se arrepende disso.

"Estava lutando contra um regime que, de arma na mão, derrubou o presidente constitucional, fechou os sindicatos, instituiu a censura, acabou com os partidos políticos, prendeu gente até dizer chega, tirou um grande número de parlamentares do congresso, prendeu, torturou, matou.... não sei por que eu teria uma relação de "eu só luto até certo ponto contra a ditadura". Não". "Felizmente", acrescenta, ele diz que nunca teve de atirar em ninguém.

Ao ministro são atribuídos, num dos documentos, comentários desabonadores ao atual presidente da República. O texto, que constava dos arquivos do SNI, afirma que, num debate público sobre "o socialismo e a crise na Polônia", Franklin se destacou pelas críticas ao sindicato Solidariedade. Ele teria expressado que, "a exemplo da Polônia, o líder Lula deve perder a máscara", comentário do qual Franklin não reconhece a autoria.

O ministro, à época, foi contra a criação do PT. "Eu nunca fui do PT, nem próximo. Ao contrário, tinha críticas, achava o PT muito esquerdista", diz Franklin hoje.

Para ele, os documentos têm valor histórico por revelarem "a mediocridade", além da "incapacidade de conviver com a crítica" do regime. O governo promete flexibilizar, a partir de 2009, o acesso a este tipo de documentação de posse do Arquivo Nacional. – Por Letícia Sander da Folha de São Paulo




COMENTÁRIO
Quando você lê a ficha corrida dos Ministros de Lula, incluindo a da Dilma (a Flora) temos a certeza absoluta de que estamos governados por psicopatas.

Segundo os estudiosos, a psicopatia é uma das patologias mais graves do Superego, a síndrome de narcisismo maligno. Esses indivíduos se consideram uma auto-referência, têm sentimentos de grandiosidade e se sentem superiores aos demais. Eles não reconhecem valores morais, para eles não existe compromisso e, principalmente, sentimentos de culpa.

Entre os principais sintomas dos psicopatas, destaca-se o uso sistemático das mentiras e o comportamento fantasioso. Embora mentir não seja privilégio de ninguém, é preciso distinguir a mentira banal da mentira do psicopata maligno, que a usa como ferramenta de trabalho. Ele mente olhando nos olhos e com uma atitude completamente neutra e relaxada. Ele mente com as palavras e com o corpo, simula situações vantajosas para ele, colocando-se na maioria das vezes como o injustiçado, ofendido e magoado.

Os psicopatas são portadores de grande insensibilidade moral, faltando-lhes o juízo da consciência moral, bem como a noção ética. Reparem: todos eles contam a mesma história de que estavam lutando pelo bem comum do povo - os salvadores da Pátria - quando na verdade eram (são) os mais perigosos criminosos, terroristas políticos, do tipo que matam por ideologia.

Parece um conto de realismo fantástico, mas, infelizmente, não é conto e, sim, um fato: estamos nas mãos de ordinários, criminosos e vagabundos travestidos de ministros e outras autoridades.

Não foi minha intenção, com esta abordagem, criar uma espécie de “habbeas corpus” que possa aliviar nosso julgamento sobre esse bando, ao apontar sintomas de demência mental.

O Arthur (Gaúcho) é psiquiatra, e preocupou-se com essa possibilidade de que meu texto pudesse sugerir uma espécie de acolhimento a esses bandidos, na concha dos doentes mentais, quando o problema deles se resume à falta de escrúpulos e de caráter – o que não tem cura - enquanto que a verdadeira doença, se devidamente tratada, tem. Por Gabriela/Gaucho





DISCURSO DE BOLÍVAR VIRA MOTE PARA BARRAR CHÁVEZ

“As repetidas reeleições”

Oposição usa fala histórica de libertador em campanha contra reeleição indefinida. Declaração apropriada por adversários critica longa permanência no poder; presidente acusa rivais de deturpar palavras históricas

Conhecido por citar o libertador Simón Bolívar à exaustão, Hugo Chávez está vendo uma frase de seu maior herói se transformar no principal mote da campanha oposicionista contra a emenda da reeleição indefinida, que vai a referendo dentro de três meses.

No Discurso de Angostura, de 1819, Bolívar diz: "A continuação da autoridade num mesmo indivíduo freqüentemente tem sido o fim dos governos democráticos. As repetidas eleições são essenciais nos sistemas populares, porque nada é tão perigoso como deixar permanecer um mesmo cidadão por muito tempo no poder. O povo se acostuma a lhe obedecer, e ele se acostuma a mandar, de onde se origina a usurpação e a tirania."

O discurso foi feito na cidade de Angostura (hoje Ciudad Bolívar, leste da Venezuela), durante a instalação de um Congresso Constituinte.

Na época, Bolívar (1783-1830) era o líder máximo do país. Editada sem o trecho "As repetidas reeleições...", a frase está sendo reproduzida em panfletos, cartazes, camisetas e outros tipos de material publicitário oposicionista, que fazem parte do esforço de mobilização contrária à campanha pela reeleição indefinida sob o nome de Comando Angostura, em referência ao discurso.

"A palavra "Angostura" representa o Bolívar civilista republicano, que entende a inconveniência de que o poder fique em apenas uma mão", discursou Oscar Lucien, da ONG oposicionista Ciudadanía Activa, no lançamento do comando, na semana passada. O uso da frase tem irritado Chávez, que se proclama líder da "revolução bolivariana" e costuma batizar quase tudo com o nome do herói máximo da independência venezuelana, como o recém-lançado satélite, comprado na China.

"Se querem falar de Bolívar, me encantaria fazer todos os dias uma cadeia [obrigatória de rádio e TV]. Podemos abrir a cátedra bolivariana de Miraflores", disse Chávez, em cadeia, na juramentação de seu comando de campanha para o referendo, no última dia 10. (Neste ano, Chávez bateu o seu recorde de cadeias nacionais obrigatórias de rádio e TV: 170 horas até agora. O Lula da Silva, no mesmo período, usou esse recurso por 11 minutos.)

Na semana anterior, o presidente venezuelano já havia lançado um ataque contra a oposição, acusando-a de deturpar as palavras de Simon Bolívar por omitir o trecho sobre "eleições repetidas" e porque seu governo "transfere poder ao povo".

"Estamos em uma situação diferente [de 1819], aqui é o revés, é um povo que manda, e um líder que obedece", disse Chávez, que em fevereiro cumpre dez anos na Presidência -já é o mandatário latino-americano há mais tempo no poder.


VIOLÊNCIA
A luta pela imagem de Bolívar ganhou contornos violentos na última quarta-feira, quando se comemorou o 178º aniversário de sua morte. Um grupo de estudantes universitários tentou depositar flores aos pés da estátua de Simón Bolívar na tradicional praça que leva o seu nome, no centro de Caracas, mas foram impedidos a pedradas, garrafadas, socos e pontapés por militantes chavistas no momento em que liam um manifesto contendo o discurso de Angostura.

Segundo os organizadores da homenagem, três estudantes saíram com ferimentos leves.

"Fomos agredidos, destruíram a coroa de flores que levávamos, empurrara uma menina e cortaram a boca de um estudante. Não houve nada muito grave, mas rechaçamos categoricamente esse ato de violência", disse o líder estudantil David Smolanski.

O vice-presidente venezuelano, Ramón Carrizález, condenou a agressão, mas ressaltou que os estudantes deveriam ter solicitado permissão ao governo para poder realizar o ato "tranqüilamente".

O uso da frase voltou a ser duramente criticado na última quinta, quando a Assembléia Nacional, dominada pelos chavistas, aprovou em primeira votação a convocação do referendo sobre a reeleição indefinida.

"Essa figura de Bolívar tão maltratada pela burguesia e pela oligarquia, encurralada historicamente pelas mesmas máfias de ontem, a burguesia e setores de direita de hoje pretendem roubá-la", discursou na plenária o deputado governista Carlos Escarrá. Por Fabiano Maisonnave – Folha de São Paulo

Farc: FBI apreendeu computador no resgate de Ingrid

O FBI (a polícia federal americana) tem em seu poder um computador portátil apreendido com um "carcereiro" das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no resgate da franco-colombiana Ingrid Betancourt e mais 14 reféns, informou a imprensa local.

O noticiário do canal RCN disse que o computador é mencionado no relatório em que o FBI fez para pedir a extradição de "César" e "Gafas", os rebeldes das Farc detidos na operação que soltou Betancourt. O documento diz que a máquina pertencia a "Gafas", cujo nome verdadeiro é Alexander Farfán, e que nela foram encontrados arquivos sobre as operações tráfico dos rebeldes.

"Por volta de 2003, (...) Farfán Suárez também viajou ao Brasil para lá fazer a entrega de cocaína em troca de armas automáticas destinadas às Farc, as quais ele entregou (...) à 1ª Frente das Farc", diz o relatório de Andino, segundo a RCN.

A emissora também noticiou que o documento do FBI faz referências aos telefonemas que "César" fez a uma empresa de telecomunicações "para aprender a usar os telefones por satélite que o narcotraficante José María Corredor Ibagué entregou-lhe por cocaína".

Com os aparelhos, "o Secretariado (comando central) das Farc era informado" sobre Betancourt e outros reféns.

A notícia foi difundida horas depois de o ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos, ter negado à imprensa a apreensão de um computador que estaria com os rebeldes. EFE via
Portal Terra






PANDO: INVESTIGAÇÃO SOBRE A MORTE DE CINCO VENEZUELANOS

Segundo o parlamentar Urenda, eles foram baleados em 19 de setembro em Porvenir.

O deputado do “Podemos”, Óscar Urenda, denunciou ontem que 5 cidadãos venezuelanos morreram durante o enfrentamento em 19 de setembro na localidade pandina de Porvenir, e que seus cadáveres foram levados de volta ao seu país natal, secretamente, em um avião de Transporte Aéreo Boliviano na cidade de Cochabamba.

O parlamentar fundamenta sua denúncia em um dado que lhe foi passado pela interior de Aasana desse departamento.

Segundo Urenda os restos mortais foram retirados durante a madrugada desta segunda-feira, em completo hermetismo, e isso o faz supor que se trata de cidadãos venezuelanos que caíram mortos no confronto armado de Pando, que segundo ele, foi promovido por estrangeiros que ajudam o governo de Evo Morales.

“Estamos buscando o plano de vôo e o manifesto sobre a carga. Temos informação de que, inclusive, a funerária Señor de Malta transportou os cadáveres até esse aeroporto, denunciou o deputado de Santa Cruz.

Urenda fará a denúncia a um organismo internacional para que iniciem uma investigação sobre o traslado desses cadáveres à Venezuela, e pedirá informações oficiais sobre a identidade e a causa da morte deles. El Nuevo Dia




CUBANOS RECÉM CHEGADOS À BOLÍVIA SÃO HOSTILIZADOS
Por volta do meio dia de ontem, centenas de cubanos passaram por um mau momento ao chegarem ao aeroporto de El Trompillo. Eles vinham de sua terra natal, Havana, e foram hostilizados pelas pessoas que estavam no local, que pediam sua expulsão;

Estavam no aeroporto (no exato momento que os cubanos chegaram) os prefeitos Rubén Costas de Santa Cruz e Mario Cossío de Tarija, se despedindo de seus delegados técnicos que participam das mesas de diálogo em Cochabamba.

“Olhem, são cubanos”, alertou um dos repórteres de um canal de televisão que transmitia, ao vivo, a presença das autoridades das prefeituras. Os cubanos se negaram a responder sobre o objetivo de sua presença na Bolívia, tendo em conta a aliança com o governo de Evo Morales.

Não passaram cinco minutos da chegada deles, e uma patrulha policial também chegou ao aeroporto custodiando os estrangeiros até um luxuoso condomínio localizado no corredor Landívar e Muralto. O deputado do “Podemos”, Wilfredo Áñez, disse que irá exigir informações sobre o porquê estão chegando tantos cubanos à Bolívia.
El Nuevo Dia




CRISTINA TERIA RECEBIDO US$ 4,2 MILHÕES ILEGAIS
O empresário venezuelano Guido Antonini Wilson , que foi preso em Buenos Aires em agosto com US$ 800 mil supostamente enviados pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, à campanha eleitoral de Cristina Kirchner, revelou ontem a existência de outra maleta com US$ 4,2 milhões, que teria entrado normalmente na Argentina. Estadão

Chávez apóia "intenção" russa de enviar frota naval ao Caribe

Hugo Chávez declarou hoje seu apoio à suposta "intenção" do Governo da Rússia de enviar, "em visita de amizade e de trabalho", uma frota naval ao Caribe, e disse que será "bem-vinda" aos portos da Venezuela. "O Governo russo tem a intenção de enviar uma frota (naval) pelo Caribe. Caso venham pelo Caribe, os receberemos (...), será bem-vinda a frota russa que queira vir por aqui em visita de amizade e de trabalho", declarou Chávez.

Em julho passado, em uma visita oficial a Moscou, Chávez desmentiu informações da imprensa segundo as quais teria autorizado a instalação na Venezuela de uma base militar russa.

“Nós estamos com a Rússia”, afirmou Chávez depois de felicitar Medvedev Putin por sua atuação. EFE via IG




ASSIM SERÁ “A NASA BOLIVARIANA” DE HUGO CHÁVEZ

Hugo Chávez disse que se trata de um programa espacial maravilhoso que aponta para a independência tecnológica da nação, e “deve ser o epicentro de um grande pólo de desenvolvimento em toda a região o” El Sombrero””.

“Aqui estamos em um processo de transferência tecnológica, graças à generosidade da China”, disse Chávez.

O ministro de Comunicação e Informação, Andrés Izarra, ao destacar as bondades do sistema para potencializar a indústria da televisão na Venezuela, disse que “para todos os usuários dos serviços de televisão, poder contar com este satélite será um salto muito importante”. Como exemplo mencionou que o satélite Simón Bolívar permitirá realizar a transmissão de espaços como o “Aló Presidente”, hoje, transmitido através de um sistema holandês. “Igualmente a Telesur -que é nosso sinal internacional- vai poder potenciar seu alcance e vamos a poder ter mais controle da distribuição de seu sinal com este serviço”, afirmou Izarra. Notícias 24

Veja as imagens do “centro espacial” venezuelano aqui




CUBA MUDOU SEU CENTRO DE ESPIONAGEM PARA A VENEZUELA
Miami (Notimex). - Cuba mudou nos últimos anos do México para a Venezuela uma de suas maiores operações de inteligência que possuía na América Latina, de acordo com Chris Simmons, experto em inteligência cubana do Exército dos Estados Unidos.

"Venezuela tem hoje o maior número de agentes de inteligência cubanos na região", assegurou Simmons, oficial da contra-inteligência da reserva do Exército e ex-analista de contra-inteligência da Agência de Inteligência de Defesa (DIA).

Simmons, quem contribuiu com a prisão da espiã-dupla Ana Montes em 2001, que além de analista do DIA também trabalhava para Havana, afirmou que um clima político mais amigável na Venezuela fez com que a inteligência cubana crescesse nesse país.

Ele agora é diretor do Centro de Investigações sobre Inteligência Cubana (CIRC), com sede em Leesburg (Virginia), e deu suas declarações à Notimex em uma recente entrevista durante uma visita a Miami.

Nessa visita à capital do exílio cubano, Simmons destacou vários aspectos sobre os trabalhos de espionagem que realiza Cuba e sobre o intercâmbio de informação sensível que o governo de Havana realiza, em especial sobre os Estados Unidos.

Simmons revelou que desde a derrocada da chamada "Rede Avispa" em 1998, o governo de Cuba reconstruiu sua rede de espiões na Florida nos mesmos moldes existentes anteriormente, antes que a Oficina Federal de Investigações (FBI) desmantelasse essa rede.

Segundo o tenente coronel tão somente 18 meses depois do desmantelamento dessa rede, o número de agentes e oficiais de inteligência cubanos na Florida havia aumentado para uns 210.

Esta é a primeira vez que um funcionário estadunidense se refere em detalhe ao número de espiões cubanos neste estado durante os últimos anos. Simmons enumerou também os prováveis espiões os quais se encontravam entre os grupos de exilados cubanos e em instalações militares dos Estados Unidos.

Porém, o que mais provocou polêmica foi a revelação que fez Simmons ao programa de televisão "A Mão Limpa", de quatro nomes de personalidades deste país, aos quais classificou de "agentes do governo cubano": Marifeli Pérez-Stable, Gilberto Abascal, Alberto R. Coll e Gillian Gunn Clissold.

Pérez-Stable, é vice-presidenta de governância democrática no Diálogo Interamericano em Washington, professora de FIU e colaboradora regular da página de opinião do The Miami Herald.

Abascal, um informante do FBI e testemunha federal nos casos contra os militantes do exílio cubano Luis Posada Carriles e Santiago Alvarez.

Coll, ex subsecretario assistente de Defesa, quem se declarou culpado em 2005 de haver mentido acerca de uma viagem a Cuba em 2003, foi multado em cinco mil dólares e renunciou ao seu posto no Colégio de Guerra Naval em Rhode Island. Atualmente, se encontra no Colégio de Leis da Universidade DePaul, em Chicago.

Mientras que Gunn, é ex-diretora associada de Programas do Caribe em Trinity College em Washington, D.C., e ex-diretora do Grupo de Estudos Cubanos na Universidade de Georgetown.

Pérez-Stable se defendeu e disse em uma carta enviada ao Herald que ela apoiou a Revolução Cubana na década de 1970, e mudou sua opinião na década dos anos 80.

Jaime Suchlicki, diretor do Instituto de Estudos Cubanos e Cubano-americanos da Universidade de Miami, apoiou as afirmações de Simmons.

Airmó confirmou que Cuba “sempre está interessada no que estão fazendo os grupos de exilados cubanos e vendo se podem roubar dados tecnológicos que possam ser passados aos chineses, aos iranianos ou para os venezuelanos".

Simmons visitou a Florida para fazer publicidade de um livro que está escrevendo com Ana Margarita Martínez, ex-esposa do espião da Rede Avispa, Juan Pablo Roque, que viajou para Cuba um dia antes de ser derrubado o avião do grupo de exilados da operação "Hermanos ao Rescate", em 1996, pelos aviões cubanos. Este incidente provocou o reforço do embargo comercial dos Estados Unidos a Cuba com a Lei Helms-Burton. –
AOL Latina – Tradução de Arthur (MOVCC)

“EL VENESAT-1” – O Satélite que pretende expandir o Socialismo no céu da América Latina

Com o objetivo de fazer a revolução tanto na terra como no céu, a Venezuela irá colocar em órbita seu primeiro satélite de telecomunicações em setembro próximo. O Venesat-1, batizado com o nome de Simón Bolívar, será lançado na China e estenderá seu sinal por toda América do Sul, no Caribe e boa parte da América Central.

Com um investimento de 241 milhões e dólares (153 milhões de euros), este é o primeiro projeto que põem em marcha a Agência Bolivariana para Atividades Espaciais (ABAE), fundada em janeiro de 2008. "Os países que aspiram como a Venezuela, consolidar um modelo político distinto, consolidar como potência dentro dos nossos esquemas de relação multipolar, requerem esta tecnologia" - disse a ministra de Ciências da Venezuela e presidenta da ABAE, Nuris Orihuela, em uma entrevista a uma emissora.

Centro de controle
O Centro Aeroespacial de Bamarí, de onde os engenheiros venezuelanos vão controlar o satélite, funcionará no Estado central de Guárico, 230 km de Caracas. Ainda que a construção tenha apresentado uma série de inconvenientes – como a escassez de cimento, de areia, etc., a ministra Orihuela espera que o centro esteja em funcionamento 2 meses antes da data marcada para o lançamento. Em principio, a data para colocar em órbita o satélite estava prevista para agosto, porém, tanto o Hugo Chávez como o governo chinês preferiram esperar que o início dos Jogos Olímpicos de Pequim 2008 para lançar, literalmente, o projeto. Matéria do El País – Tradução: Arthur (MOVCC)


ISSO, NÃO VAI PRESTAR
Socialismo na terra já é um desastre, agora no céu será o inferno. O pior é que o sinal dessa porcaria vai atingir toda a América Latina.

Nosso Blog republica aqui, o link da matéria do Idgnow - “Censura - saiba como funciona o 'escudo dourado' do governo chinês na web. Já controlada pelas autoridades de um governo centralizador contra conteúdos considerados ofensivos ou que possam incitar revoltas populares, a internet chinesa viu suas restrições serem intensificadas, no ápice de um processo de bloqueio e liberação aparentemente sem critério ministrado pelo Ministério de Segurança Pública. A base está no “Golden Shield”, investimento de cerca de 700 milhões de dólares organizado entre diversos ministérios e agências reguladoras da China que emprega firewalls e gateways para filtrar conteúdo impróprio, bloquear serviços que descumpram leis ou apagar blogs (e levar seus responsáveis pela cadeia) que critiquem a atual administração".

Foto: É exatamente o modelo do Satélite comunista do Hugo Chávez



CAFÉ COM BOBAGEM
A América do Sul caminha para moeda e Banco Central únicos, diz Lula
A União Sul-Americana de Nações (Unasul) vai tratar do tema. Segundo o Lula, ‘é preciso ajudar países economicamente mais frágeis’. - “Nós agora estamos criando o Banco da América do Sul. Nós vamos caminhar para termos um Banco Central único, para ter moeda única.


COMENTÁRIO
Para quem não sabe a moeda que o Lula pretende criar para a América Latina, já tem até nome: “PACHA”, um nome indígena sugerido pelo Evo Morales. Nosso antigo Blog já publicou sobre o assunto no ano passado, aqui. A única inclusão que fazemos, é que se o Lula continuar demarcando as terras indígenas indiscriminadamente, como vem fazendo, o nome da moeda ficará bastante adequado para o nosso país. Por Gaúcho/Gabriela




ACREDITE: O FORO DE SÃO PAULO, DESTA VEZ, NOS PRESTOU UM GRANDE SERVIÇO


Você já viu alguma ratazana desfilar por aí, tranquilamente, em plena luz do dia? É raríssimo. Elas preferem, e não sem razão, circular durante a noite pelas sombras dos canais de esgoto. É assim que os roedores se reproduzem se alimentam e sobrevivem com segurança. Esta analogia pode ser aplicada ao Foro de São Paulo, a entidade mafiosa fundada pelo Lula da Silva em 1990, e que até então, permaneceu convenientemente na penumbra, longe dos holofotes e protegida da opinião pública.

No entanto, o Foro de São Paulo resolveu deixar a zona de sombra, em Montevidéu. Obviamente, porque estão acreditando na proteção da redoma, ora proporcionada pelos governantes da esquerda latina. Em Montevidéu, desta vez, eles não esconderam sua agenda da imprensa (como sempre fizerem), e ainda foram mais além: usaram o Encontro para reafirmar suas intenções sobre a construção da “Grande Pátria Latina” (a Ursal), para desafiar as democracias do mundo inteiro, para reiterar e defender seus laços com as FARC (membro do Foro) e, principalmente, para repudiar o Presidente Álvaro Uribe, da Colômbia, que, segundo as conclusões do Foro, é
"o principal fator de risco" para a paz na América Latina, ao mesmo tempo em que conclama as nações a "impedirem" uma guerra preventiva na região".




A CHAVE DE OURO DO ENCERRAMENTO

Ontem, durante o discurso de encerramento, o presidente Ortega da Nicarágua foi responsável por dois grandes momentos. Disse ele:

1 - Ele enviou suas "condolências e solidariedade" pela morte do terrorista das FARC, o "Tirofijo" - "Nosso irmão, o comandante 'Marulanda', foi um lutador extraordinário, que batalhou desde longos anos e foi o guerrilheiro de mais longa luta na história da América Latina e do Caribe"

2 - "o Governo colombiano é uma ditadura disfarçada de democracia da qual o povo colombiano é vítima".


Disse Paulo Francis certa vez:
"A melhor propaganda anticomunista é deixar um comunista falar". Também conheço outra afirmação rebatendo esta frase, que diz: “chega de deixá-los falar, eles já falaram e mentiram demais”.

Com relação ao fato das ratazanas do Foro São Paulo agora estarem falando abertamente, desta vez tenho que concordar com Paulo Francis. O assunto ficou velado durante 25 anos, e as pessoas sequer sabiam da existência desse tumor cancerígeno, criado pelo Lula da Silva. Olhavam-nos com desconfiança quando comentávamos sobre o assunto, em rodas de amigos e conhecidos.

Não temos recursos e tampouco temos apoio para fazer um amplo trabalho de conscientização sobre o assunto. Pois aí está! O Foro existe. E quanto mais eles abrirem a boca para vomitar sua bílis, mais facilmente as pessoas “com algum discernimento” poderão sentir o cheiro podre do esgoto, e quem sabe criar seu juízo (ainda que tardio) sobre o que significa manter o Lula no Poder. Portanto, que eles rosnem e rosnem muito. Por Gaúcho/Gabriela



ELES SÃO MESTRES EM ESCONDER O PRÓPRIO RABO

A propósito, o Ortega é só mais um pária neste jogo sujo. Ele ousou falar sobre o povo colombiano, que é vítima da ditadura disfarçada de Uribe. Enquanto o Uribe tem mais de 80% de aprovação dos colombianos, Ortega é rejeitado pela maioria em seu país: Para 64,2% da população nicaragüense, o presidente Daniel Ortega é qualificado como um “governante autoritário, que atua para instaurar a ditadura na Nação. A informação é do Instituto M&R Consultores, e a pesquisa foi feita entre os dias 3 e 9 deste mês (maio). Se quiser saber mais leia aqui



A CASERNA VENEZUELANA ESTÁ SE MOVIMENTANDO
Mal estar no Exército pelas ligações de Chávez com a guerrilha

Um processo aberto recentemente no Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) por um general ativo do exército venezuelano, atualmente relegado a sua casa sem mando nem tropa, por ordem presidencial, está mostrando novos níveis de mal-estar no interior da Força Armada Nacional (FAN), motivados, entre outos fatores, pelas evidências que vinculam o governo do presidente Hugo Chávez com a guerrilha colombiana.

No dia 15 de maio passado, o general da brigada Angel Omar Vivas Perdomo pediu ao TSJ para anular a ordem do presidente Hugo Chávez que obriga aos militares venezuelanos a utilizarem em seus cerimoniais o lema de inspiração cubana "Pátria, Socialismo ou Morte, Venceremos'', sob a argumentação de que é inconstitucional. É a primeira vez que um militar ativo e alto grau expressa abertamente sua oposição ao mandato presidencial.

O alto oficial é também um dos entre 800 e 1.000 coronéis, generais de brigada e de divisão, que segundo informes da inteligência, se encontram atualmente relegados em suas casas, sem responsabilidades nem mando sobre a tropa, principalmente porque se opõem à ideologia do estamento militar, e a converter as FAN em um exército socialista, inspirado no modelo cubano. Você pode ler a matéria completa no El Nuevo Herald (em espanhol) aqui.


POR UMA QUESTÃO DE DIGNIDADE, LONDRES ROMPE COM CHÁVEZ
O novo prefeito conservador da capital britânica, Boris Johnson, decidiu encerrar o acordo que seu antecessor havia feito com Chávez, para a importação de petróleo (cru) mais barato para o transporte urbano de Londres, em troca de assessoramento na gestão urbanística de Caracas.

Ken Livingstone, o prefeito anterior, abaixou o preço das passagens de ônibus para a população graças a esse pacto com o Chávez.

Johnson não renovará o pacto em agosto, quando se encerrará sua vigência, por entender que não faz sentido que Venezuela financie o transporte aos londrinos quando no país sul-americano existe tanta gente na pobreza.

Imediatamente, o conservador Boris Johnson afirmou que manterá os benefícios do preço baixo para a utilização do transporte público. - "Creio que muitos londrinos se sentem incomodados quando a gestão dos ônibus urbanos de um dos maiores centros financeiros internacionais do mundo esteja sendo financiada pela gente de um país onde muitos vivem na extrema pobreza”, disse Johnson.


COMENTÁRIO:
Sem palavras. Você pode ler a matéria completa
aqui

Panelaço contra Kirchner em apoio ao setor ruralista

Verdade seja dita: - Que inveja dos argentinos! Bem que podíamos aprender com eles a reagir diante das besteiras que o Lula fala e faz. Com certeza, se tivéssemos a mesma atitude dos argentinos, Lula já teria aprendido a segurar a língua antes de falar tanta besteira.

A Cristina Kirchner ao se dirigir a Nação pela TV, na terça, para explicar a posição do governo em relação à briga com os agricultores (pelo aumento dos impostos às exportações), ela tentou fazer uso da velha fórmula da companheirada populista, e caiu feio do cavalo.

Ao qualificar os protestos do setor ruralista de “protestos da abundância, protestos dos setores mais ricos da Argentina", as palavras da presidenta funcionaram como uma chispa em barril de pólvora. Foi o que bastou para que imediatamente, “los hermanos” saíssem aos milhares pelas ruas de Buenos Aires e em diversas cidades, espontaneamente, promovendo o ensurdecedor “panelaço” argentino em protesto ao discurso de Kirchner, e apoiando o setor ruralista.

Se a Cristina pensava que ia funcionar o famoso blá blá blá (aquele que sempre tenta desqualificar o lado de quem produz, instigando a luta de classes), o que ela conseguiu foi incendiar os ânimos dos argentinos, e a briga – antes polarizada entre o campo e o governo – acabou envolvendo a população inteira. A matéria que trata do assunto pode ser lida
aqui. Por Gaúcho/Gabriela


SOCIEDADE INTERAMERICANA DE IMPRENSA PREOCUPADA COM A CENSURA E REPRESSÃO
Julio Muñoz diretor da Sociedade Interamericana de Imprensa,
disse à agência EFE que, durante reunião de 28 a 30 de março, em Caracas, a entidade irá manifestar sua preocupação pelos países onde existem ameaças e agressões à imprensa, como Cuba.

Muñoz recordou que nos últimos anos, a atenção tem sido concentrada nos jornalistas encarcerados em Cuba, mas que a Bolívia também está apresentando uma situação muito crítica entre Evo Morales e os meios de comunicação. A situação de países como o Equador, Nicarágua e Venezuela também será discutida e observada, pelos mais de 300 representantes dos meios de comunicação que participarão do evento da SIP.

A Sociedade Interamericana de Imprensa convidou Hugo Chávez para inaugurar este encontro, já que é uma tradição contar com a presença do mandatário do país anfitrião. Chávez além de não responder ao convite da SIP, anunciou um congresso paralelo, no qual denunciará suposto “terrorismo midiático”.


COMENTÁRIO
Chávez é de uma xucrice de uma ignorância sem precedentes. Sabem quando que a Venezuela vai conseguir sair da M* com esse perfil de presidente? - Nunca! Do mesmo jeito que nós, brasileiros, vamos continuar nadando contra a maré, enquanto o nosso "bronco" estiver sentado no troninho. A propósito, a SIP deveria incluir o Brasil nesta relação de países que merecem observação. Por Gaúcho/Gabriela.



FAMIGLIA DE CHÁVEZ ACUSADA DE USAR “LARANJA” PARA COMPRAR TERRAS

O deputado venezuelano Wilmer Azuaje acusou ontem a família do presidente Hugo Chávez de ter usado um testa-de-ferro para comprar a fazenda La Malagueña, de 581.961 hectares, em setembro de 2006, de acordo com o jornal El Nacional, de Caracas.

O “laranja” foi identificado por Azuaje como Néstor Izarra, funcionário de uma outra propriedade dos Chávez. De acordo com o jornal, ele teria comprado a propriedade por 800 milhões de bolívares (cerca de US$ 400 mil).

Em 2001, outro deputado afirmou que a família de Chávez havia comprado algumas de suas fazendas usando testas-de-ferro. Segundo Antonio Bastidas, então deputado pelo partido opositor Ação Democrática do Departamento de Barinas, onde vive a família do presidente, as propriedades estariam localizadas no município de Obispos.

Apesar de a família do presidente não ter dado muita importância às denúncias de Bastidas, desta vez o governador de Barinas, Hugo de los Reyes Chávez, pai do presidente, anunciou que solicitou ao Ministério Público Venezuelano uma investigação sobre as acusações de Azuaje - e suas verdadeiras motivações. A Assembléia Nacional, controlada por aliados de Chávez, também decidiu investigar as novas denúncias, assim como a suposta “vida ostentosa” do deputado Azuaje.

Os principais alvos das denúncias de Azuaje são os irmãos Argenis e Narciso Nacho Chávez, irmãos do presidente. Segundo a documentação apresentada pelo deputado, Izarra, o testa-de-ferro, trabalharia na fazenda La Chavera, de propriedade do pai do presidente.

Azuaje diz que outra propriedade - a fazenda Los Cocos - também teria sido comprada pela família Chávez por meio de um “laranja” - no caso, Vilma Báez, que prestava serviço para o governo regional. O deputado convidou a população de Barinas a ir até as terras dos Chávez para observar quão bem conservadas estão as estradas públicas que as rodeiam.

“Enquanto em outros lugares as estradas não são asfaltadas, as vias que conduzem às fazendas de Argenis Chávez parecem as estradas de Mônaco, onde passam os reis”, afirmou Azuaje. Em seu programa de rádio Voz Comunal, o irmão do presidente declarou que vendeu há cinco anos as únicas terras que tinha. – O Estado de São Paulo - Efe, Caracas


COMENTÁRIO
Como eles agem de forma semelhante aos nossos quadrilheiros tupiniquins. Parece com a “cosa nostra”. Os acusados do crime pedem investigação sobre quem acusou. Quando as informações “vazam”, eles querem saber quem foi o culpado que deixou vazar. Não duvidem que toda essa terra comprada seja fruto de desapropriação de propriedades privadas, por parte do governo venezuelano. Por Gaúcho/Gabriela


BRASIL - PROGRAMA ESPACIAL COM ARGENTINA, CHINA E UCRÂNIA
O novo presidente da Agencia Espacial Brasileira Carlos Ganem, ontem falou sobre dar impulso aos programas espaciais que o Brasil desenvolve em conjunto com a Argentina China e Ucrânia, informaram fontes oficiais.

Entre os projetos estão incluídos um programa de lançamento de veículos orbitais para experimentos científicos, com colaboração da Argentina, que também vai trabalhar em conjunto na reconstrução de uma torre de lançamento em Alcântara (Maranhão, noroeste) que foi destruída no acidente de 2003 que resultou em 23 mortos.

O Brasil também trabalha com a China em um satélite conjunto que toma imagens do solo para o estudo da devastação da floresta amazônica.

Com a Ucrânia, o Brasil colabora na construção de um foguete lançador de satélites, que aspira uma parcela do mercado internacional, quando se complete sua construção em 2010. EFE – LATINO – Comentário: Por que essas coisas não são divulgadas por aqui, não é?

ESPECIAL - As cinco fronteiras das FARC

CONHEÇA O MAPA ESTRATÉGICO DE ATUAÇÃO DOS TERRORISTAS

Além do Equador e da Venezuela o grupo causa estragos no Panamá, Peru e Brasil (pena que o Tarso Genro não saiba dessas coisas, não é?)

FARC-BRASIL E PERU
A tríplice fronteira estava a cargo do grupo 16, de Tomas Molina Caracas, o Negro Acácio, morto em setembro, próximo à fronteira com a Venezula. As áreas de manejo da população, por esse grupo, é Santa rosa, Tabatinga e Letícia no Peru, Brasil e Colômbia respectivamente. Parece que o grupo está desativado. Abra o Mapa
aqui – Material do Notícias 24Horas

Obs.: Para quem não se lembra, o Negro Acácio (o comparsa de Fernandinho Beira-Mar na troca de mulheres e armas, trazidas do Brasil, por cocaína, produzida na Colômbia) era um dos principais gerentes do tráfico de drogas gerado pelas Farc, enquanto Reyes era o responsável pelo tráfego de influência internacional. Vocês acham mesmo que o tal grupo 16 está desativado? O Fernandinho Beira Mar continua ativo mesmo dentro da prisão.


CHÁVEZ SUBSTITUI REYES- Por Alejandro Peña Esclusa
Em comunicado divulgado no dia 2 de março, o secretário do Estado Maior das Farc nomeou Joaquín Gómez como sucessor de Raúl Reyes. Mas Gómez não tem nem liderança, nem experiência política, nem relacionamentos internacionais requeridos para cumprir adequadamente o cargo. O único homem capaz de substituir eficientemente a Raúl Reyes – o número dois do grupo narcoguerrilheiro – e reconstruir a capacidade de operação das Farc é Hugo Chávez.

Desde que Reyes foi morto, Chávez, e não Gómez, se converteu na principal voz de defesa dos interesses das Farc, porém com um agravante: está usando o poder do Estado venezuelano a serviço da organização criminosa. Considerando que Chávez goza de imunidade e controla as instituições do Estado, ele pode se dar ao luxo de atuar criminosamente sem sofrer nenhum tipo de sanção. Esta condição lhe permite ser cem vezes mais eficaz do que Joaquín Gómez.

Surge daí uma pergunta: Como é possível que um aliado das Farc tenha chegado à presidência da Venezuela? A resposta é esta: os membros do Foro de São Paulo – organização à qual pertencem Hugo Chávez, Rafael Correa, Evo Morales, Daniel Ortega e as Farc – detectaram há alguns anos uma vulnerabilidade de um sistema democrático e aproveitaram para conquistá-lo, depois de terem fracassado por meio das armas.

A democracia permite a participação de todo tipo de candidato, sem importar suas tendências políticas, o que incluí seu passado delituoso (Chávez liderou um golpe de Estado). Basta que o sistema de valores se deteriore e os partidos tradicionais fracassem, como de resto ocorreu, para que qualquer criminoso, investido de uma candidatura, lance campanha cheia de falsas promessas e chegue ao poder.

Uma vez na presidência, os membros do Foro de São Paulo destróem o sistema democrático por dentro, utilizando para isso as instituições do Estado (no caso venezuelano, se usou a figura de uma Assembléia Constituinte). Desta forma, seqüestram os Poderes Públicos, destróem os mecanismos de controle, reprimem os meios de comunicação e perseguem dissidentes.

Em outras palavras: a democracia é forte se for atacada de fora, seja através de um movimento subversivo (Farcs), golpe de Estado (Chávez), invasão estrangeira (Che Guevara), mas é débil e vulnerável quando é atacada por dentro. O ataque, neste caso, se assemelha a um vírus de imunodeficiência, que destrói a capacidade de defesa da democracia.

É urgente encontrarmos uma solução para este grave problema, sem dúvida a pior ameaça que enfrenta a democracia da região. Alejandro Peña Esclusa é presidente da organização Fuerza Solidaria – Material publicado no Jornal do Comércio



O CERCO À COLÔMBIA
Por
Heitor De Paola

Fontes fidedignas informam desde a Venezuela que Chávez rompeu o rigoroso silêncio de radiocomunicações 72 horas após a liberação dos reféns, chamando Reyes por radiotelefone por satélite e, ao não obter resposta, insistiu, fornecendo o código de segurança de urgência que obrigou Reyes a responder.Esta violação foi fatal para Reyes, pois o Pentágono facilmente detectou o chamado e as coordenadas do local onde estava, fornecendo-o a Uribe.

INTERPRETAÇÃO DOS FATOS, POR HEITOR DE PAOLA:
Minha interpretação: num típico lance ditatorial Chávez teria entregado Reyes de propósito, com a finalidade de assumir seu lugar e bem poderia agora, provocar outro incidente contra Marulanda que o levasse a atingir a quatro objetivos: 1- reconhecimento internacional das FARC; 2- assumir seu comando; 3- estabelecer a ditadura interna; e, como Presidente da Venezuela e líder das FARC, liquidar o governo Constitucional da Colômbia e aplainar o caminho para a Grande Pátria Bolivariana, sonho de Bolívar que Chávez pretende consumar. Digo isto porque estão tentando atribuir a Bolívar ideais democráticos que ele nunca teve: © 2008 MidiaSemMascara.org – Continue lendo matéria completa
aqui


ESPECIAL DA REVISTA VEJA - Por que Chávez quer a guerra -
O uso das Farc para desestabilizar a região tem um entrave: a Colômbia está vencendo o terror


O destempero verbal é uma característica dos caudilhos fanfarrões e, na maior parte das vezes, não deve ser tomado ao pé da letra. A saraivada de insultos e ameaças disparados por Hugo Chávez contra o governo da Colômbia pertence a uma dimensão mais perigosa – aquela na qual trafega o projeto de poder totalitário da esquerda radical na América Latina, único lugar do mundo onde essas sandices que envenenaram o século XX ainda parecem ter algum fôlego. A verborragia do presidente venezuelano é um elemento da estratégia de fomentar tensões na região. Caso os colombianos caíssem na armadilha de reagir à mobilização de tropas venezuelanas, na semana passada, Chávez talvez tivesse conseguido o que queria. Ele desejava uma escalada militar. Nas sombras, por procuração, Chávez já se envolveu na luta armada contra o governo democrático do país vizinho. O governo chavista é hoje o principal patrocinador político e financeiro das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). A esquerda radical da América Latina, liderada por Chávez, sonha usar essa organização, cuja especialidade são os seqüestros e o narcotráfico, para criar um clima de guerra que cause a desestabilização dos governos democráticos do continente. Ironicamente, a oportunidade para tocar esse projeto foi fornecida por uma nova derrota do terrorismo.

Na madrugada de sábado, primeiro dia de março, um ataque aéreo colombiano devastou um acampamento das Farc instalado nas matas do Equador, a menos de 2 quilômetros da fronteira com a Colômbia. O bombardeio matou Raúl Reyes, o segundo na hierarquia da organização, e 22 de seus companheiros. Reyes era um dos sete membros do secretariado, o comando central das Farc. Dos escombros do acampamento, os militares colombianos recolheram o corpo do chefe terrorista e três computadores portáteis cujo conteúdo se revelou explosivo. Nos arquivos digitais estava a correspondência interna da organização. Nela se pode ler que Chávez entregou ou iria entregar 300 milhões de dólares ao terror e que eram excelentes as relações com o governo do presidente do Equador, Rafael Correa (
veja quadro) só para assinantes.

Chávez pranteou o morto com um minuto de silêncio em seu programa semanal de televisão. Em seguida, pôs-se a divagar sobre a longa amizade existente entre eles. Contou que, depois de deixar a prisão (fora preso como cabeça de um golpe militar fracassado), em 1994, compareceu a uma reunião do Foro de São Paulo, em El Salvador. Ali teve a oportunidade de conhecer Lula, então apenas um líder de oposição, e também o terrorista Reyes. O ataque colombiano constituiu-se em inquestionável violação do território do Equador. Mas o episódio teria ficado por aí, tivesse os dois países igual interesse em reprimir o narcoterrorismo – coisa que, sabe-se agora, não está nos planos do Equador. Em 1998, tropas colombianas utilizaram, sem permissão, uma pista do Exército brasileiro no Amazonas para atacar guerrilheiros na Colômbia. Houve protesto oficial do Brasil, a Colômbia se retratou publicamente e o incidente encerrou-se sem maiores percalços.

Dada a oportunidade, Chávez fez soar as "trombetas da guerra", como disse seu mentor Fidel Castro. Mobilizou tropas, fechou as fronteiras e rompeu relações diplomáticas. Equador, Bolívia e Nicarágua, estados clientes de Caracas, fizeram o mesmo. Com a ajuda diplomática do Brasil e de outros países, o contencioso foi levado à Organização dos Estados Americanos (OEA). Saiu dali um acordo morno, que reafirmou a inviolabilidade das fronteiras, mas não condenou a Colômbia. O balanço do episódio desnuda uma distorção de valores existente no continente. "Dez anos atrás, financiar um grupo terrorista em um país vizinho com dinheiro público, como faz a Venezuela, seria uma atitude impensável e absolutamente condenável por qualquer regime", observa o boliviano Eduardo Gamarra, diretor do Centro para a América Latina e o Caribe da Universidade Internacional da Flórida. Hoje, Chávez faz isso com naturalidade, como se a promoção do terror fosse um direito natural de cada governante.

O presidente Chávez diz que seu objetivo é unir toda a América do Sul em um único país, projeto que ele atribui a Simon Bolívar, o herói venezuelano do século XIX. A diferença entre o presidente venezuelano e outros líderes esquerdistas com delírios similares é que Chávez tem poder econômico para bancar aventuras. "Por falta de recursos, Fidel Castro foi forçado a restringir o financiamento e o treinamento de grupos guerrilheiros", diz o ensaísta peruano Álvaro Vargas Llosa. "Como tem dinheiro, Chávez partiu para um patamar superior, influenciando diretamente grupos e países." Sob a fachada da solidariedade bolivariana, Chávez busca estabelecer relações de dependência com os vizinhos. Na Bolívia, ele financiou a carreira de seu clone, Evo Morales. Rafael Correa é grato pelo petróleo equatoriano que a Venezuela refina a preços camaradas. "Não por acaso, os países mais subalternos a Chávez, a Nicarágua e a Bolívia, são justamente aqueles que mais necessitam de sua ajuda econômica", aponta o venezuelano Elias Pino, da Universidade Católica Andrés Bello, em Caracas.

Chávez identifica na Colômbia o maior obstáculo a seu plano de expansão da revolução bolivariana, especialmente na América do Sul. O país é uma democracia, usufrui economia próspera e se tornou um aliado-chave dos Estados Unidos. O povo apóia majoritariamente o governo do presidente Álvaro Uribe e o sistema democrático. Quer distância do chavismo e de outras excentricidades. A Colômbia é exatamente o contrário de tudo aquilo que Chávez acredita e defende. O presidente da Venezuela sabe que, enquanto as Farc mantiverem a campanha de terror, não apenas o presidente Uribe mas a própria Colômbia estarão impedidos de exercer um papel de liderança na região. Apesar do dinheiro fácil do petróleo, a economia da Venezuela anda mal das pernas. A população está irritada com a inflação, com a escassez de produtos básicos e com o aumento da criminalidade. O presidente precisa desviar as atenções para um inimigo externo. Ao que parece, sem sucesso. Pesquisas mostram que 85% dos venezuelanos discordam de seu comportamento nessa crise. Talvez ele tenha apostado no cavalo errado. As Farc têm sido impiedosamente surradas pelo Exército colombiano. Apesar de a ajuda venezuelana ter lhes dado algum fôlego, o cerco aperta. Apenas três dias depois da morte do número 2, foi morto Ivan Rios, o número 3 das Farc. Por isso, todos se perguntam onde anda Manuel Marulanda, o chefe supremo da organização. Os boatos são de que se refugiou na Venezuela, sob as asas de Hugo Chávez.

Com reportagem de Alexandre Salvador