Anistia mandou pelo ralo mais R$ 2,879 milhões

AI QUE SAUDADE DA ‘DITABRANDA’

Indenização para alunos comunistas expulsos durante a ditadura


A Comissão de Anistia indenizou ontem 16 estudantes e funcionários de universidades expulsos das instituições de ensino durante a ditadura militar. As reparações somam mais de R$ 2,879 milhões. Havia outros cinco processos na pauta, mas ainda não tinham sido julgados.

O historiador Daniel Aarão Reis Filho, da UFF, recebeu uma indenização total de R$ 800.301,35 em prestações mensais de R$ 5.874,49. Ele foi expulso da Faculdade de Direito da UFRJ e preso. Banido do país, perdeu seu cargo no TST.

Os anistiados foram expulsos com base no decreto-lei 477 - considerado o "AI-5 das universidades"-, instituído há 40 anos pelo regime militar e que permitia a expulsão sumária de pessoas que participassem de "movimentos subversivos". Esse decreto justificou o afastamento, em 1969, do então professor de sociologia da USP Fernando Henrique Cardoso. FHC não pediu indenização.

O presidente da comissão, Paulo Abrão, defendeu as indenizações pagas aos perseguidos políticos e ressaltou o "prejuízo intelectual" com a expulsão de estudantes e professores.

Entre os anistiados ontem está Luiz Gonzaga Travassos da Rosa, morto em 1982. Ele era o presidente da União Nacional dos Estudantes em 1968, quando organizou o congresso da entidade em Ibiúna, e um dos militantes soltos em 1969 pelo regime militar em troca do fim do sequestro do embaixador norte-americano Charles Burke Elbrick. A mulher dele, Marijara Vieira Lisboa, foi indenizada em R$ 100 mil.

Na abertura do evento, o ministro Paulo Vanucchi (Direitos Humanos) fez uma defesa da professora da Faculdade de Educação da USP Maria Victoria Benevides e do advogado Fábio Konder Comparato. "Na abordagem do termo "ditabranda", eu quero sim pedir um pequeno desagravo e salva de palmas a Maria Benevides e Fábio Konder Comparato", disse.

Comparato e Benevides enviaram carta à Folha protestando contra a expressão "ditabranda", utilizada em um editorial do jornal para caracterizar o regime militar brasileiro em comparação com as ditaduras no Chile e na Argentina. Em resposta à carta publicada, o jornal os acusou de cinismo por não criticarem ditaduras de esquerda, como a cubana.
Folha de São Paulo





OBRAS PARALISADAS DO PAC

A situação das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) consideradas em estado “preocupante”, pela própria Casa Civil da Presidência da República, saltou de 1% para 2%, no último trimestre do ano passado. Com isto, empreendimentos de mais de R$ 1,9 bilhão estão parados por conta de atrasos na execução dos projetos. Os maiores problemas são encontrados no eixo de Logística, que abrange obras em rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos. Leia mais
aqui, no site Contas Abertas





‘PORTAL TRANSPARÊNCIA’ ESCONDE GASTOS

Ficou opaco o “Portal da Transparência”, que permitia ao cidadão verificar pela internet como o governo gasta seu dinheiro. Após o escândalo dos cartões corporativos, em março de 2008, a maior parte das despesas agora é classificada de “sigilosa”, em nome da “segurança nacional”. Os R$ 2,24 milhões gastos pela Presidência da República com cartão corporativo, em janeiro deste ano, 70% são “protegidos por sigilo”. Cláudio Humberto




AO INIMIGO, A LEI

O governo esconde as despesas de Lula e familiares, de R$ 1,6 milhões em janeiro, mas expõe as do ex-presidente FHC: R$ 654 em gasolina. Por Cláudio Humberto





BRASIL QUER PAGAR MAIS E TER MAIS PODER NO FMI

O Brasil quer ampliar seu poder de voto no FMI, informou ontem o chanceler Celso Amorim. Para isso, terá de aumentar a contribuição para a entidade. "O Brasil está preparado para pagar uma cota maior para ter uma cota maior nas decisões do FMI", disse, sem mencionar valor. "Precisa ser uma quantia importante". Pelas regras do Fundo, o aumento das cotas é condicionado ao aporte de mais recursos. Fonte próxima do Ministério da Fazenda revelou, porém, que o País cogita participar do aumento de capital do FMI, cujo projeto foi defendido pela União Européia no domingo. O Estado de São Paulo

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Lula e a violação constitucional

Entre a lei e o MST, Lula escolheu acobertar os crimes dos sem-terra



Dois dias depois do ministro Gilmar Mendes, ter chamado de ilegal o repasse de recursos federais a movimentos que promovem invasões de terra, ministros saíram em defesa do financiamento do MST.

O presidente da Corte disse que repassar dinheiro público para quem promove invasões de terra é uma “ilicitude”, sendo a responsabilidade, segundo ele, “de quem subsidia”, no caso o governo federal.

Ontem em Florianópolis (SC), para a inauguração da nova linha de transmissão de energia elétrica, ao lado do Lula da Silva, a Dilma Rousseff, declarou que ao repassar os recursos para os sem-terra, o governo está cumprindo a legislação.

Nós não operamos com nenhuma ilegalidade. E não há nenhuma manifestação formal do Judiciário – afirmou a ministra, que disse respeitar a opinião do presidente do STF.



ENTIDADES LIGADAS AO MST RECEBERAM R$ 41,5 MILHÕES

Como o MST não existe juridicamente, não pode ser beneficiado com recursos do governo. Por isso, criou entidades paralelas, como a Associação Nacional de Cooperação Agrícola (Anca) e a Confederação das Cooperativas de Reforma Agrária (Concrab), para receber verbas oficiais. Leia matéria completa no
Jornal Zero Hora





CNA APOIA MENDES E DIZ QUE MST É CRIMINOSO

A Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) lançou ontem uma nota de apoio ao presidente do STF, Gilmar Mendes, por suas recentes declarações sobre a ilegalidade do repasse de verbas públicas a entidades que promovem invasões de terras. Assinada pela presidente da entidade, senadora Kátia Abreu (DEM-TO), a nota afirma que o presidente do STF "cumpre com rigor e responsabilidade institucional seu papel de guardião da Constituição e do Estado de Direito".

A senadora afirma que a entidade que preside "representa os produtores rurais atingidos pelas 1.667 invasões ilegais de terras praticadas nos últimos seis anos pelo MST" - numa referência ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ainda na nota, diz lamentar o fato de o MST contar "com a complacência de autoridades do governo federal, recebendo financiamento público para suas ações ilegais".

A nota também acusa o MST de ser "uma entidade ilegal que pratica crimes em série" e diz que "seus líderes comandam grupos que sequestram, vandalizam, torturam e matam". Por Roldão Arruda, Elder Ogliari e Alexandre Rodrigues – Estado de São Paulo





LÁ VAI A FANTOCHE - Por Guilherme Fiuza

Todos os repórteres do Brasil estão convocados para a brincadeira mais divertida do ano: o questionário da Dilma.

Andem atrás da ministra-candidata e perguntem sobre tudo a ela. A graça do jogo é descobrir que a resposta é sempre a mesma. Só muda a forma do vazio categórico.

Dilma Rousseff, a possível futura presidente do Brasil, não sabe o que dizer sobre as denúncias de Jarbas Vasconcellos e a crise no PMDB. Mas reage aos jornalistas com a firmeza plastificada de sempre: “Ora, tenham dó!”

Claro que sai dali e vai tentar ensaiar um discurso com tio Lula. Mas aí é tarde. A próxima pergunta é sobre os 50 milhões de reais repassados pelo governo a movimentos invasores de terra. Ela também não sabe o que dizer. Mas é categórica: “Nós não operamos com nenhuma ilegalidade”.

É uma espécie de resposta multiuso, que aliás serviria também para a pergunta anterior. O que a senhora acha das bandalheiras apontadas pelo senador Jarbas no maior partido da base do governo? “Nós não operamos com nenhuma ilegalidade”.

É simplesmente perfeito. Como os outros candidatos não pensaram nisso antes? E a primeira resposta também vale para a segunda pergunta. Ministra, o governo está ciente de que já repassou cerca de 50 milhões de reais a entidades que promovem invasões de propriedades? “Ora, tenham dó!”

Dilma, a gerentona, a mãe, a tocadora de obras, essa verdadeira curinga da mistificação política, não sabe nada. Mas é categórica. Enrolar sim, mas sempre com veemência.

Quando foi entrevistada por Jô Soares, não olhava para o entrevistador, nem para a câmera. Seu olhar ficava parado, fixo em algum ponto do horizonte, como uma espécie de esfinge estatal. Voltava-se para Jô, recitava alguma numeralha falsa do PAC, e retornava à posição de estátua. Repórteres, divirtam-se com essa ministra andróide.

Sugestão aos coleguinhas de Brasília: no próximo comício palaciano de Dilma Rousseff, perguntem se ela aceitaria dinheiro do fundo de pensão de Furnas para sua campanha. Por
Guilherme Fiúza

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MST - Eles invadem e também matam

ASSASSINOS!



Integrantes do MST executam quatro homens em Pernambuco. Até quando esse bando de delinquentes terá licença para afrontar a lei?


Começou com um bate-boca entre um grupo de sem-terra e cinco homens contratados para evitar que a fazenda Jabuticaba, no agreste pernambucano, reintegrada por ordem judicial, fosse novamente invadida por membros do MST.

Dos seguranças, apenas João Arnaldo da Silva, de 40 anos, era profissional. Rafael Erasmo da Silva, de 20, e Wagner Luís da Silva, de 25, trabalhavam como mototaxistas em São Joaquim do Monte, a 137 quilômetros do Recife. José Wedson da Silva, de 20, e Donizete Souza, de 24, eram agricultores. Para fazerem bico como guardas, eles recebiam de 20 a 30 reais por dia trabalhado. Naquele sábado, era João quem estava à frente da discussão com os sem-terra, numa fazenda vizinha à Jabuticaba.

No meio da briga, um dos invasores acertou-lhe um tiro na perna. João caiu e, imediatamente, recebeu uma bala na cabeça. Rafael, ao seu lado, foi o segundo a ser morto – também com um tiro na cabeça, que trespassou o capacete de motociclista que ele usava. Ao ver os colegas tombarem mortos, Wagner, Wedson e Donizete correram. Donizete conseguiu escapar. Wagner e Wedson, alcançados pelos sem-terra 1 quilômetro adiante, foram igualmente mortos como cães. Wagner levou um tiro na perna e dois na cabeça, um deles na nuca. Wedson recebeu um tiro na perna e dois no rosto – morreu de braços abertos, como quem pede clemência.

Com base nas marcas dos tiros e no depoimento de duas testemunhas oculares, o delegado Luciano Francisco Soares diz que os assassinatos não foram cometidos em legítima defesa, como afirma o MST. "As vítimas foram executadas", resume ele. A polícia prendeu em flagrante e indiciou por homicídio qualificado Aluciano Ferreira dos Santos, líder do MST na região, e Paulo Alves, participante do grupo. Eles são acusados de perseguir e matar Wagner e Wedson. Os dois sem-terra apontados como assassinos de João e Rafael estão foragidos. Depois do crime, o MST teve o desplante de pedir "proteção" policial para seus integrantes. Como se isso não bastasse, o coordenador nacional do movimento, Jaime Amorim, numa declaração que deixa evidente a régua moral pela qual seu grupo se pauta, afirmou: "O que matamos não foram pessoas comuns. Eles foram contratados para matar, eram pistoleiros violentos". É mais uma declaração delinquente de um dos chefões do bando que, a pretexto de lutar pela reforma agrária, aterroriza o campo brasileiro desde 1990. Naquele ano, durante uma manifestação no centro de Porto Alegre, uma turba de sem-terra cercou um carro de polícia e, a golpes de foice, degolou o cabo Valdeci de Abreu Lopes, de 27 anos. Desde então, ao menos outros quarenta integrantes do MST foram acusados de homicídio (dois deles já foram condenados em primeira instância).

O recrudescimento das ações dos sem-terra obedece a calendário e motivo bem definidos. Às vésperas de um ano eleitoral, MST e congêneres querem continuar a receber vultosos repasses governamentais – o que implica a permanência do PT no governo federal. "Eles desejam preservar suas fontes de financiamento e também garantir a impunidade da qual vêm sendo beneficiários até agora", diz o filósofo Denis Rosenfield. Não por coincidência, foi o Pontal de Paranapanema, em São Paulo, o lugar escolhido para o "Carnaval Vermelho" dos sem-terra ligados a José Rainha, protegido das cabeças mais coroadas do petismo. Durante o feriado, vinte fazendas foram invadidas no território do tucano e presidenciável José Serra.

Por meio do embrutecimento de seus métodos ou do puro e simples banditismo, os sem-terra tentam influenciar os rumos das eleições em seu favor. É preciso lembrar que, quando assumiu o poder, a cúpula do PT gostava de dizer a empresários, fazendeiros, integrantes da oposição e jornalistas que, como o partido era o único capaz de colocar um freio nos sem-terra, ele representava uma garantia de paz no campo. Ou seja, ao intensificar suas ações, o MST volta a transmitir a mensagem de que os petistas não podem ser desalojados do governo federal, sob pena de os sem-terra se tornarem ainda mais virulentos. É uma chantagem política tácita. Numa semana em que os bandidos de Pernambuco posaram de vítimas, os assassinados viraram culpados e autoridades federais mais uma vez se mostraram complacentes com os criminosos, o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, veio a público para pôr as coisas nos seus devidos lugares. Para isso, não teve de recorrer a nada além do óbvio. O ministro lembrou que: 1) quem invade terra alheia está afrontando a lei; 2) quem afronta a lei não pode receber dinheiro do governo; e 3) no estado de direito, a lei vale para todos. Simples assim. Complicado assim, em se tratando do Brasil.

Laura Diniz, de São Joaquim do Monte, Pernambuco - Veja

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Nós, o 'grupelho dos 16%'

O jornalista Sidney Rezende publicou em seu Site




"Circula na internet uma mobilização patrocinada por entidades contrárias ao Governo Federal, como a autotitulado Movimento da Ordem Vigília Contra a Corrupção, convocando o público da Passarela do Samba para dar uma grande vaia ao presidente Lula.

Com o slogan, "o preço da liberdade é a eterna vigilância", o movimento quer desmoralizar o presidente na festa mais popular do país.Foram confeccionadas camisetas com frases como "Eu vou ao Sambódromo VAIAR Lula".

A vaia pode ser para o presidente, mas o problema político é do governador Sérgio Cabral. A aparição de Lula está sendo estudada milimetricamente para evitar humilhações como o presidente sofreu na abertura dos jogos Pan-Americanos" - Sidney Rezende


Sidney Rezende é um dos fundadores da Rádio CBN, apresentador de telejornais da Rede Globo e do programa de economia Conta-Corrente.





NOSSA RESPOSTA:

Prezado Sr. Sidney

Nós não precisamos desmoralizar o presidente Lula da Silva, porque ele próprio o faz todos os dias como regra de conduta.

Ah, sei! Quer dizer que não podemos ter um Movimento Contra a Corrupção? Só podem existir os movimentos a favor da Corrupção?

Sobre o nosso slogan “o preço da Liberdade é eterna vigilância", trata-se de um dos maiores ensinamentos da democracia, pois, foi pelo nosso imensurável descuido que estamos mergulhados nesse lamaçal da corrupção, a maior de toda nossa história republicana, um verdadeiro necrotério das idéias e de cuecas lotadas de dólares.

Quanto ao que "circulou" na Internet, apenas circulou e sem patrocínio nenhum, ao contrário da súcia - que pode e costuma pagar pelos aplausos - nós não temos verbas para pagar pelas vaias.

Apenas, e tão somente, publicamos uma idéia dos que fazem parte do ‘Clube dos 16%’, de incentivar uma tremenda VAIA no Sambódromo.

E foi tão eficaz a nossa campanha, que ela mobilizou todo o aparato oficialista para proteger o Presidente Lula da Silva - que jamais poderia ter sentido MEDO desse “grupelho dos 16%”, contrários ao seu desgoverno corrupto.

Quanto às camisetas com a frase “Eu vou ao Sambódromo VAIAR LULA", que maravilha se alguém as produziu de fato. Ficamos sabendo agora, pelo site do digníssimo Jornalista da GLOBO. Que chique!

O Sr. Sidney abriu um espaço fantástico para os petistas ‘babarem’ suas costumeiras indecências.

Por outro lado, agradecemos ao jornalista por nos divulgar e nos tornar mais conhecidos do que já estamos. Para um pequeno blogue, nada temos a reclamar, inclusive, somos lidos por outros governos do mundo civilizado, o que nos enche de orgulho.

Aproveitamos o ensejo para reproduzir um trecho do PACmício da ‘excelença’ hoje, em Florianópolis, e sua singular MORAL para ensinar ao mundo como governar:

"É muito interessante como eles sabiam dar palpite quando era o Brasil que estava em crise... Era como se nós fôssemos um bando de analfabetos e eles fossem graduados, doutorados, para ensinar como a gente tinha que cuidar da nossa economia”.

O Brasil está ficando desempregado e o Lula mentindo sem parar. Depois, ele tem que entrar escondido nos camarotes sem deixar que seu nome seja anunciado. Quem precisa pagar pelas VAIAS? Apareça sempre. Por Gabriela/Gaúcho


Você lê sobre o PACmício do apedeuta
aqui, no Blog do Josias – FSP


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Jarbas causa primeiro estrago

Denúncia de Jarbas impede avanço do Lulismo sobre Fundo de Furnas




Nós do MOVCC já estamos divulgando à partir de hoje, que na próxima terça-feira os brasileiros devem ligar a TV Senado para ouvir o Senador JARBAS VASCONCELLOS.

Esse projeto que o Senador pretende apresentar, é de vital importância para o serviço público: projeto de lei que estabelece restrição às indicações políticas para cargos em empresas estatais, públicas e autarquias.

Traduzindo: esse projeto restabelece nossa ‘Pirâmide’ que, por hora, está de ponta-cabeça. Ele dá ao serviço público o direito de que os funcionários concursados e de carreira comandem os postos de chefia e direção.

O petralhismo maldito, que mal sabe escrever o nome, está lá sentado no lugar do funcionário concursado e de carreira. Caso essa lei seja promulgada, todos os VAGABUNDOS usurpadores do dinheiro público terão de desocupar o assento, por lei. Claro que o Lula certamente será capaz de não sancionar a lei, quando esta estiver sobre sua mesa para publicação. Afinal, a súcia vai ficar desempregada.

Está mais que na hora dessa imprensa-primária - acostumada com os discursos de exaltação à "Moita" e ao MORRO - acordar para o mundo civilizado. O Senador Jarbas existe, que maravilha! Por Gabriela/Gaúcho




O ‘ESTRAGO’ QUE VEIO...AINDA BEM!

O efeito das denúncias do senador Jarbas Vasconcelos (PE) contra seu partido, o PMDB, causou ontem a primeira grande derrota dos peemedebistas, impedidos de assumir o controle do Fundo Real Grandeza, de Furnas, e de seu patrimônio de R$ 6,3 bilhões. No dia 18, em entrevista à revista Veja, Jarbas afirmou que "boa parte do PMDB quer mesmo é a corrupção" e acrescentou que "a maioria de seus quadros se move por manipulação de licitações e contratações dirigidas".

Sob a direção do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, ligado ao líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), e ao presidente do Senado, José Sarney (AP), os peemedebistas fizeram de tudo para derrubar Sérgio Wilson Ferraz Fontes da presidência do Real Grandeza. Tinham até o nome de um aliado para substituí-lo: o atual gerente financeiro de Furnas, Eduardo Henrique Garcia.


O MOVIMENTO

O deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) informou ontem que iniciará, na semana que vem no Congresso um movimento para dar maior transparência à indicação dos diretores das estatais. Jarbas participará.

O senador, que já causou muitos estragos no PMDB ao dizer que o partido "é corrupto", pretende fazer um discurso na tribuna do Senado na próxima terça-feira para apresentar um projeto de lei que estabelece restrição às indicações políticas para cargos em empresas estatais, públicas e autarquias.

A ideia de Jarbas é tornar esses cargos exclusivos de funcionários de carreira, o que, na sua avaliação, ajudará a moralizar o setor público e profissionalizar o Executivo, além de excluir a partidarização da máquina administrativa.

O discurso de Jarbas está sendo aguardado com expectativa. Desde que ele acusou o PMDB de praticar irregularidades, aumenta a pressão para que lidere um movimento contra a corrupção. "Ele é o aglutinador", disse o deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR), que já conversou com o senador. Jarbas está em Portugal, mas retorna ao Brasil ainda nesta semana.

De acordo com interlocutores, dificilmente ele será o comandante de uma frente contra a corrupção, porque é um tipo de movimento que não combina com seu perfil. Mas pode ajudar Fruet e Gabeira na organização de um debate sobre os limites das nomeações e maior transparência no Executivo. Por João Domingos e Cida Fontes O Estado de S. Paulo

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Nova barreira argentina

PARA QUE ESSA LENIÊNCIA?


O governo argentino deu mais um passo em sua escalada protecionista e impôs uma taxa adicional de 413% sobre talheres de aço importados do Brasil e de 1.450% sobre os chineses.

Diante da passividade do governo brasileiro, a administração da presidente Cristina Kirchner não tem dificuldade para elevar barreiras aos produtos fabricados no Brasil. Justificativa não é problema. Sempre se recorre ao mesmo arsenal de explicações - é preciso combater algum dumping, deter uma invasão ou compensar o desequilíbrio causado pelas políticas de Brasília, especialmente os financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A atual presidente continua, sem dificuldade, a política em vigor durante a gestão de seu marido, Néstor Kirchner. A imposição de barreiras a produtos brasileiros é parte da rotina, assim como a revisão periódica do acordo especial de comércio do setor automobilístico. Se os acordos fossem cumpridos, esse comércio já teria sido liberalizado há anos, mas ninguém sabe quando isso finalmente ocorrerá.

De tempos em tempos, o governo argentino propõe - e o brasileiro aceita - uma alteração dos termos do acordo, sempre com novos limites para um dos lados - o Brasil.

Desde o agravamento da crise internacional, no segundo semestre do ano passado, as barreiras multiplicaram-se, com a suspensão de licenças automáticas de importação de vários produtos e a adoção de uma grande lista de preços de referência, sempre com valores calculados para dificultar o ingresso de mercadorias brasileiras.

Ninguém tem dúvida sobre a natureza das ações do governo argentino, quando se trata de regular o comércio com o Brasil, mas o governo brasileiro geralmente prefere curvar-se e aceitar as imposições. De vez em quando, ensaia alguma resistência, mas sem vigor e por pouco tempo. As autoridades de Buenos Aires normalmente comandam o jogo. Foi assim, mais uma vez, na reunião de ministros em Brasília, na semana passada, quando os argentinos deram todas as cartas e afirmaram sem meias palavras sua intenção de continuar adotando medidas protecionistas. A imposição de uma enorme alíquota aos talheres de aço inoxidável foi apenas uma demonstração de coerência.

Uma nova reunião ministerial está prevista para 4 de março, em Buenos Aires, para continuação das discussões. Essa é a descrição oficial do evento, porque, de fato, não houve discussões em Brasília. Houve um monólogo protecionista. Se não houver uma grande surpresa, o novo encontro será mais uma cerimônia de sujeição brasileira às decisões tomadas em Buenos Aires. Pouco acrescentará, portanto, à preparação do encontro dos presidentes da Argentina e do Brasil previsto para 20 de março em São Paulo.

O secretário argentino de Relações Econômicas Internacionais, Alfredo Chiaradia, propôs a participação dos empresários no debate. "Nada melhor que quem conhece o setor ajude a encontrar fórmulas, saídas e sugestões, já que nós, funcionários, conhecemos apenas os aspectos gerais", afirmou. Mas esse envolvimento ocorreu várias vezes, desde a gestão de Néstor Kirchner. Os industriais argentinos foram sempre respaldados por seu governo, enquanto os brasileiros eram pressionados por Brasília para ceder.

Para que essa leniência? Para fortalecer o Mercosul, pode responder o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas o Mercosul nem chega a ser uma caricatura de união aduaneira.

O governo argentino tem hoje motivos mais fortes do que nunca para se preocupar com a indústria. A produção industrial em janeiro foi 4,6% menor que a de um ano antes, de acordo com dados oficiais. Segundo escritórios privados, a diferença para menos foi muito maior - em torno de 11%.

A maior parte da economia argentina tem vivido num mundo de ficção, com preços controlados, inflação subestimada e elevado protecionismo. Mas nenhuma proteção pode substituir por muito tempo o investimento produtivo e a modernização. O governo brasileiro olha para outro lado e prefere criticar o protecionismo embutido na cláusula "buy american" do pacote americano, embora a violação de regras, nesse caso, seja menos clara e os prejuízos para o País, menos evidentes. Ao mesmo tempo, aceita os prejuízos injustificáveis causados por uma política incompatível com o Mercosul. Ficção econômica de um lado, fantasia diplomática de outro. – Editorial do Estado de São Paulo

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A Marolinha do Lula

É O GOVERNO LULA


Algumas das manchetes de jornais, sites e blogs revelam como anda a marolinha de Lula. Da compra de votos pelo chefe dos mensaleiros, ao aumento espetacular do desemprego, passando pela cumplicidade do aloprado maior com bandidos do MST e pelo aumento da inadimplência de pessoas físicas, todas apontam um futuro incerto para os brasileiros.

Enquanto isso, o "presidente" Luiz Inácio Lula da Silva, às vezes bobo da corte, às vezes um prevaricador sem limite, corre o país em campanha para promover a candidatura de Dilma "dossiê" Rousseff.

De quebra, Lula e PMDB discutem como "controlar" o Fundo de Pensão de Furnas, o que envolve recursos vivos da ordem de R$ 6,2 bilhões. Texto do Blog do Aleluia




VEJAM ALGUMAS DAS MANCHETES DE ONTEM E HOJE

- Desemprego foi trágico:
subiu para 13,1% em janeiro

- Ações de despejo por falta de pagamento sobem 22%

- Concessão de crédito cai 18%, informa Banco Central

- GM no Brasil vai demitir 1.600 temporários e dar licença a 900

- Calote no Brasil é recorde, maior nível desde 2002.

- Confiança do consumidor cai ao menor nível desde 2005

- Britânia fecha as portas e desemprega 370 na Bahia




Para Mantega, calote em janeiro é “NORMAL”


No mês passado, a inadimplência atingiu o mais alto patamar desde maio de 2002, quando chegou a 8,4%. Em janeiro de 2008, o indicador estava em 7,1%. O principal impulso à alta do calote veio do CDC de veículos (4,7%, 1,6 ponto percentual acima de um ano antes).

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, minimizou o dado.

- Não vi uma inadimplência superalta. Vi uma pequena elevação da inadimplência. É normal que haja isso em janeiro e fevereiro, quando você tem pagamento de IPTU, IPVA. Isso não significa nenhuma deterioração importante da economia brasileira - O Globo -





A GULA DOS CARTÕES CORPORATIVOS CONTINUA

Servidores mantêm a prática, condenada pelo próprio governo, de sacar dinheiro vivo nos caixas eletrônicos, o que abre brechas para irregularidades. CGU garante que denúncias estão sendo investigadas –

No início do ano, o governo anunciou uma queda de 27% nos gastos com cartões corporativos, depois que esse tipo de pagamento causou um grande desgaste político ao Palácio do Planalto, acarretando, inclusive, a demissão da ministra da Secretaria da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro. Apesar de as despesas terem diminuído, algumas práticas continuaram prevalecendo, o que pode abrir brechas para fraudes, como o uso dos cartões para evitar licitações, realização de compras aos domingos e feriados e o sigilo dos gastos.

Os extratos divulgados pelo Portal da Transparência da Controladoria-Geral da União (CGU) revelam que a metade do dinheiro gasto em dezembro pelos órgãos públicos, foi com o gabinete do presidente da República, Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e as áreas de informações da Polícia Federal, Marinha e Receita Federal.

Em janeiro passado, o ministro da CGU, Jorge Hage, afirmou que os fatos que apareceram na mídia foram episódios isolados, e, na quase totalidade, são justificados. Entretanto, o uso de cartão corporativo em várias situações anormais continuam aparecendo no Portal da Transparência. Na maioria dos casos são os saques diretos, uma medida condenada pelo próprio governo. Além disso, compras realizadas por diversos órgãos públicos chegaram a R$ 8 mil, limite máximo para que a aquisição de um bem não seja obrigado a passar por licitação pública. Uma unidade militar no interior de São Paulo, por exemplo, usou essa estratégia. Outra prática que foi utilizada em dezembro do ano passado, e também contabilizada no extrato de janeiro, foi o uso do cartão corporativo fora dos dias úteis. Isso aconteceu com um funcionário da Secretaria Nacional Antidrogas, que gastou R$ 21,68 em 7 de dezembro, em um estabelecimento chamado Frango Assado Sudoeste. O órgão, ligado ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, informou que o servidor estava à serviço, e a empresa, ao contrário do que sugere o nome, é um posto de gasolina na cidade paulista de Atibaia.

Ilegalidade
Depois da demissão de Matilde Ribeiro, que usou o cartão corporativo para aluguel de carros e pagamento de despesas de hospedagens, o governo recomendou que esse tipo de despesa fosse evitado. Porém, a prática continua em alguns setores, mas nem sempre constitui uma ilegalidade, como no Ministério do Esporte, onde os gastos com esse tipo de pagamento foram de R$ 2,3 mil em dezembro. Desse total, R$ 1,4 mil foi em hospedagens e a fatura estava em nome de uma funcionária. Na verdade, tratava-se de uma ordenadora de despesas e os hotéis foram pagos no Rio de Janeiro, em 11, 16 e 22 de dezembro, para o ministro Orlando Silva, que teve encontros com o governador Sérgio Cabral (PMDB) e autoridades estrangeiras em momentos diferentes.

No último mês de 2008, foram gastos pelo governo R$ 7,9 milhões, sendo que a metade está sob sigilo porque se refere a despesas com órgãos de segurança. O Palácio do Planalto consumiu, segundo o extrato de janeiro, R$ 1,6 milhão, perdendo apenas para a Polícia Federal, que usou R$ 1,7 milhão em cartão corporativo. Na terceira posição em pagamentos por esse meio está a Abin, que fechou o ano com R$ 484,8 mil. A novidade foi o aparecimento de dois novos serviços de inteligência no rol dos gastadores. O Centro de Informações da Marinha (Cenimar), com despesas de R$ 25 mil, e a Receita Federal, R$ 4,3 mil. Nenhuma das corporações pode se manifestar sobre os gastos realizados por causa do sigilo.

Segundo o secretário-executivo da CGU, Luiz Navarro, o órgão está fazendo uma avaliação de todas as despesas, separando as que considera sob suspeita. “Toda vez que surgem no Portal da Transparência informações que possam representar irregularidade, acendemos a luz vermelha”, diz Navarro, explicando que, quando isso acontece, o ministério responsável pelo gasto é acionado para dar explicações. O secretário reconhece que um dos problemas ainda são os saques diretos nos caixas, o que não pode ser controlado. Segundo ele, o Ministério do Planejamento está desenvolvendo um sistema para monitorar o uso indiscriminado dos saques.

“Toda vez que surgem no Portal da Transparência informações que possam representar irregularidade, acendemos a luz vermelha”
Luiz Navarro, secretário-executivo da CGU

O número
R$ 7,9 milhões foram gastos com cartões em dezembro de 2008, sendo que a metade está sob sigilo porque se refere a despesas com órgãos de segurança - Por Edson Luiz - Da equipe do Correio

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O MST está cada vez mais armado

NA FOTO, AS VÍTIMAS DO MST EM PERNAMBUCO



O MST divulgou esta foto dos seguranças mortos (no Terra Magazine), acusando as vítimas de fazer parte de uma milícia armada e perigosa. As vítimas são: João Arnaldo da Silva, 40; José Wedson da Silva, 20; Rafael Erasmo da Silva, 20; Wagner Luís da Silva, 25.

Os cínicos sentam-se sobre o próprio rabo para apontar para o alheio. A verdade é que o MST está armado até os dentes. Sabemos que eles costumam atacar com coquetel Molotov, e, agora, com revólveres. Repetimos: Por que o ministro da justiça não começa a fazer uma varredura, pelo país, nos acampamentos do MST? Ou será que a campanha do desarmamento de Tarso Genro só vale para os fazendeiros?

Eles têm a cara de pau de defender os assassinos, alegando a legítima defesa, acusando as vítimas de pertencer a uma “milícia armada”, isto, porque um deles - como se vê na foto - porta uma espingarda velha para encarar a falange do MST. Esse bando é um insulto à inteligência. Por Gaúcho/Gabriela




ORDINÁRIOS!

Nunca acreditamos nesse movimento do MST, como Movimento Social. Nunca achamos certo invadir propriedades alheias, depredar, bater e desorganizar a ordem, além de MATAR.

Sempre enxergamos que o maior responsável por esse “movimento de bandidos” é nada mais nada menos que o seu criador, Lula da Silva.

Ainda bem, que se levanta mais uma VOZ do alto da JUSTIÇA, a do Ministro Gilmar Mendes, contra essa canalha. Nós brasileiros estamos órfãos de JUSTIÇA, ÉTICA e MORAL.

Lula prepara seu crime para 2010, para fazer exatamente o que Chávez fez com a Venezuela. A Dilma nada mais é do que uma laranja à serviço dos ideais ditatoriais de Lula. Chega de vagabundos, terroristas, bandidos e assassinos na cúpula do PODER. Por Gabriela/Gaúcho




PROVOCAÇÃO:
MST ANUNCIA NOVA ONDA DE INVASÕES

A direção do MST ignorou as críticas do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e, em vez de reduzir, vai intensificar as invasões de terras em todo o país. Os meses de março e abril, na avaliação de um dos principais dirigentes nacionais do movimento, Gilmar Mauro, deverão ser marcados por uma das mais fortes jornadas de ações na história do MST. Por Vasconcelo Quadros – JB Online




PLANALTO SE IRRITA COM MENDES, MAS SILENCIA

Criticado pelo presidente do STF, Gilmar Mendes, que classificou como "ilegal" o repasse de recursos públicos para movimentos sociais que invadem terras, o governo preferiu o silêncio oficial. Mas assessores do Planalto consideraram inadequada a atitude do ministro. Qualificaram como descabido o fato de Mendes cobrar atos do Ministério Público, além de opinar fora dos autos. Para o governo, não há ilegalidade no repasse de recursos para o MST. Por Tânia Monteiro




MISSÃO

Por si só denota a gravidade da situação o fato de o presidente do Supremo Tribunal Federal alertar para a ameaça ao estado de direito representada pelo MST e outros grupos que atuam de maneira semiclandestina, sem a devida repressão. E não se venha interpretar como invasão de área privativa de outro Poder da República a declaração do ministro Gilmar Mendes de que o repasse de verba pública a esses grupos é uma ilegalidade. O presidente do STF fala em nome da instituição que é por excelência guardiã da Constituição. E a Carta é atropelada sempre quando dinheiro público financia atos contrários ao próprio estado de direito. É o caso. O Globo




ALGUÉM LEU A LEI

Enfim apareceu alguém, nos Poderes da República, que reproduziu para a sociedade brasileira, de forma simples, direta - e, justamente por isso, de maneira absolutamente inédita -, o que diz a Lei sobre as invasões e ocupações realizadas pelos sem-terra e a total complacência vigente, em relação a tal ilegalidade, que culmina com a concessão de dinheiro público a organizações clandestinas e criminosas, como o Movimento dos Sem-Terra (MST).

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, afirmou claramente que é ilegal o repasse de recursos públicos para movimentos sociais que ocupam terras. "O financiamento público de movimentos que cometem ilícito é ilegal, é ilegítimo", disse o ministro, enfatizando a verdade jurídica elementar, mas tão esquecida por autoridades do País: "No Estado de Direito, todos estão submetidos à lei."

Essas palavras do presidente da mais alta Corte de Justiça do País vieram a propósito do "Carnaval Vermelho", comandado pelo líder dissidente do MST José Rainha Junior, que durante o carnaval produziu 20 invasões, com cerca de 2 mil militantes, no Pontal do Paranapanema - o que comentamos no editorial Onde a Justiça pouco vale, publicado na edição de ontem. Nesse editorial também comentávamos, a propósito, o massacre dos quatro seguranças da Fazenda Consulta, em São Joaquim do Monte (no agreste pernambucano), cometido por quatro militantes do MST - e justificado pelo líder Jaime Amorim com o argumento de que "não mataram pessoas comuns". O brutal cinismo dessa explicação só poderia derivar da sensação de absoluta impunidade que essa organização tem desfrutado há muito tempo.

Gilmar Mendes cobrou uma participação mais efetiva do Ministério Público, tanto em relação às invasões quanto ao repasse de dinheiro público a movimentos fora da lei. E, para deixar ainda mais clara a interpretação da lei fixada pelo Supremo, lembrou que em 2001 o STF analisou a legalidade do Estatuto da Terra, que proíbe o repasse em caso de invasões. Na época, os ministros rejeitaram liminar para que partes da lei fossem derrogadas, pelo que Mendes reiterou que "o tribunal rechaçou a inconstitucionalidade".

Depois de condenar o massacre dos quatro em Pernambuco e referir-se ao tipo de violência "que começa com características de protesto", disse o presidente do Supremo: "Eu tenho a impressão de que a sociedade tolerou excessivamente esse tipo de ação, por razões diversas, talvez um certo paternalismo, uma certa compreensão, mas isso não é compatível com a Constituição, não é compatível com o Estado de Direito." De nossa parte - e não é de hoje que nesta página tratamos do MST e assemelhados - não cremos que a sociedade brasileira tenha um espírito de tolerância paternalista em relação a esses movimentos que, sistematicamente, praticam crimes contra as pessoas e desrespeitam (ou destroem) bens privados ou públicos. O que a sociedade tem sentido é impotência no combate a tais práticas, uma vez que o Poder Público não faz cumprir a lei ou não pune os que a desrespeitam. E quando proprietários de fazendas - às vezes as mais produtivas - tentam reagir a invasões, contratando seguranças para protegê-las, pois sozinho ou só com a própria família não terá como enfrentar centenas de pessoas, logo chegam as forças policiais para impedir que "perturbem a ordem"...

Aos invadidos restam as tentativas - às vezes tão insistentes quanto inócuas - de defender suas propriedades com pedidos judiciais de reintegração de posse, que ganham, mas não levam, visto que os invasores retornam, impunemente. Até podem haver iniciativas como a da União Democrática Ruralista (UDR), que pediu judicialmente a prisão do líder sem-terra José Rainha Júnior, por seu Carnaval Vermelho - até por ser este cidadão um recordista em processos judiciais, inclusive envolvendo crime de morte, dos quais sempre consegue escapar, mesmo depois de condenado, como está, a 10 anos de prisão. Há também fazendeiros que cogitam em processar o Estado e pedir indenizações pelo prejuízo sofrido em razão da leniência do Poder Público em relação ao MST e assemelhados. Para todos os que se sentem abandonados pela Justiça a declaração do presidente da Suprema Corte é uma mensagem de alento e de esperança. – Editorial - O Estado de São Paulo

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Repasse ilegal a invasores de terras chega a R$ 50 milhões

DINHEIRO PÚBLICO PARA INVASORES

Apesar de a lei proibir, Lula já repassou R$ 49,4 milhões para movimentos





Apesar de ser proibido por lei desde 2001, o repasse de dinheiro pelo governo federal a entidades que comandam invasões de terra chegou a R$ 49,4 milhões nos últimos sete anos. As verbas beneficiaram, principalmente, o MST e o MLST, sendo que o MST foi o que mais invadiu. Os presidentes do Senado, José Sarney, e da Câmara, Michel Temer, apoiaram o presidente do STF, Gilmar Mendes, que condenou os repasses ilegais e cobrou investigação.

Apesar de a legislação proibir desde 2001 o repasse de verbas públicas para entidades que comandam invasões de terra, o governo federal repassou, nos últimos sete anos, R$49,4 milhões para movimentos sociais invasores. Os recursos beneficiaram, principalmente, entidades ligadas ao Movimento dos Sem Terra (MST) e ao Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST). De 2002 a novembro de 2008, foram registradas 1.667 invasões de terra no país, e o MST foi o que mais invadiu.

Desde setembro de 2004, quando a Ouvidoria Agrária Nacional passou a identificar as entidades responsáveis pelas invasões, foram registradas 711 ocupações do MST - ou 66% de todas as ocupações no período.

Os repasses supostamente ilegais começaram em 2002, ainda no governo Fernando Henrique, quando duas entidades ligadas ao MST receberam R$2,1 milhões. Em 2003, já no governo Lula, o repasse para essas associações subiu para R$7,5 milhões. No ano seguinte, chegou a R$14 milhões, a maior cifra até 2008, segundo levantamento do Contas Abertas.

As instituições beneficiadas com maior volume de dinheiro são vinculadas ao MST: Associação Nacional de Cooperação Agrícola (Anca), Confederação das Cooperativas de Reforma Agrária (Concrab) e Instituto Tecnológico de Capacitação e Pesquisa da Reforma Agrária (Iterra). A Anca foi beneficiada com R$23,8 milhões; a Concrab, com R$10,6 milhões; e o Iterra, com R$9,2 milhões.

Na lista está também a Associação Nacional de Apoio à Reforma Agrária (Anara), ligada ao MLST, controlado por Bruno Maranhão, que comandou a invasão do Congresso, em 2006. A Anara recebeu R$5,6 milhões.

Ministro da área prefere o silêncio

Um dia depois de o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, lembrar que o repasse para entidades que organizam invasões é ilegal, o governo se manteve em silêncio. O ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, recusou-se a comentar e não deu qualquer explicação sobre os repasses ilegais.

O MST aparece com destaque entre os mais de 70 movimentos que invadem fazendas no país, e está sempre no topo da lista das invasões. Em 2007, a participação do movimento nessas ações atingiu, proporcionalmente, seu ápice: o MST foi o responsável por 217 (72,8%) das 298 invasões registradas no país naquele ano. Em 2008, o MST foi o responsável por 132 (57,3%) das 230 ocupações entre janeiro a novembro. Em 2006, o índice foi de 66,5% (171 ações).

Medida provisória editada no governo Fernando Henrique, além de proibir repasse de recursos, também vetou vistoria para fins de reforma agrária, durante dois anos, nos imóveis ocupados por sem-terra. Ministro do Desenvolvimento Agrário à época, o hoje deputado federal Raul Jungmann (PPS-PE) afirmou que a legislação não vem sendo cumprida pelo governo Lula:

- A lei não está sendo respeitada. Essas entidades, atrás das quais movimentos como o do MST se escondem, continuam recebendo recursos. O Incra nos estados é ocupado por pessoas do MST ou ligadas a ele. Como aplicar a lei contra eles mesmos? Por Evandro Éboli O Globo -




ISSO É A SOCIEDADE FINANCIANDO A VIOLÊNCIA

Gilmar Mendes volta a condenar financiamento para sem-terra; Rainha e MST reagem

Pelo segundo dia, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, que estava em Teresina, criticou o uso de dinheiro público para financiamento de movimentos como o MST. Para ele, isso significa que a sociedade está financiando a violência no Brasil. De acordo com Gilmar, movimentos que invadem terras e ocupam imóveis geram violência.

- Isso é a sociedade financiando a violência no Brasil - disse Gilmar, que acompanhou ontem, em Teresina, o início da inspeção do Conselho Nacional de Justiça, do qual também é presidente, na Justiça do Piauí.

Segundo ele, a lei proíbe esse tipo de financiamento porque os recursos são públicos e sua aplicação não tem essa finalidade. Por Efrém Ribeiro, Wagner Gomes e Soraya Aggege O Globo –

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Dirigentes do PT encomendaram o crime

Polícia vai pedir a prisão de 8 dirigentes do PT de Estância Velha


O editor apurou que a policia civil de Estância Velha ouviu nesta quarta-feira a tarde as duas testemunhas que faltavam para encerrar definitivamente as investigações da segunda etapa do inquérito policial que apura a autoria intelectual e os mandantes da tentativa de assassinato do ex-colunista do jornal o Minuano, de Estância Velha, Mauri Martinelli. Mauri, há tres anos, levou sete tiros, mas não morreu. O autor dos disparos foi identificado e confessou que foi contratado para executar o jornalista, que é também secretário Geral do PSDB.

A polícia já tem condições materiais para pedir a prisão preventiva de oito pessoas, entre elas a elite política do PT no município, uma cafetina e um prestador de serviços da prefeitura petista. O PT governou a cidade até dezembro. Por Políbio Braga





TRANSPLANTE DE MEDULA: UMA IRONIA

Faltam leitos para transplante de medula nos hospitais públicos. No Brasil, mais de 800 pessoas aguardam por doadores de medula óssea.

Quando a gente poderia imaginar que achar um leito de hospital para fazer o transplante de medula seria tão difícil quanto encontrar um doador. É uma ironia tão cruel que parece sadismo. O governo faz campanha por doações de órgãos. E, quando há doadores, o transplante de medula óssea tem que esperar por vaga no SUS.

O governo bem que poderia honrar sua campanha por doação, cobrindo internações, onde faltar leito público, em hospital privado que possa fazer o transplante. Isso daria seriedade às campanhas, que vão e, voltam dependendo dos ciclos de abundância ou escassez de doadores. Um caso assim é desestimulante para esse belo ato de vida que é a doação. Por Alexandre Garcia – O Globo - Matéria completa
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BRASIL DOARÁ AO PERU 380 MIL COMPRIMIDOS CONTRA A AIDS

O Brasil irá doar 380 mil comprimidos para o tratamento da aids ao governo do Peru, segundo informou nesta quarta-feira a assessoria do Palácio do Planalto. Atendendo a pedido do presidente peruano Alan García, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disponibilizou os remédios na Fundação Oswaldo Cruz.

Segundo a assessoria, Lula teve uma conversa por telefone com García e aproveitou para pedir um relatório sobre os efeitos da crise financeira mundial no Peru. O objetivo de Lula é relatar a situação dos países sul-americanos durante a reunião do G20 (grupo das 20 principais economias do planeta), em abril, em Londres, Inglaterra. - Agência Brasil





“É NÓIS DA FITA”

1)
Depois do escândalo da sociopata Paula Oliveira, a pernambucana que afirmou ter sido agredida e torturada por três neonazistas na Suíça, agora, um estudante brasileiro de 25 anos foi preso ontem em Buenos Aires sob a suspeita de ter forjado o próprio sequestro. Ele foi detido na filial local do Banco do Brasil, quando estava com os dois supostos sequestradores para sacar o dinheiro do resgate. O estudante tentou extorquir o próprio pai, um empresário de Mato Grosso, dizendo ter sido seqüestrado e que os criminosos pediam US$ 100 mil.



2) 50 brasileiros presos por falsificação na Itália
A polícia da Itália prendeu um grupo de 50 brasileiros acusados de produção e uso de documentos falsificados. As prisões ocorreram durante uma operação realizada entre domingo e segunda-feira na província de Mantova, no norte da Itália. Leia matéria completa
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MST - Fora dos limites

O assassinato de quatro seguranças de uma fazenda em Pernambuco por líderes do MST coincidiu com mais uma onda de invasões no interior de São Paulo comandada por José Rainha, dissidente do movimento sem abandonar seus métodos.


O MST e grupos similares se firmam como organizações semiclandestinas, sem qualquer respeito ao estado de direito, embora cultivem - com a conivência do Planalto - uma relação ambígua e oportunista com o governo. Ao mesmo tempo em que veta a participação do presidente Lula em uma pajelança ideológica, no Fórum Social, em Belém, ao lado de Chávez, Evo Morales, Rafael Correa e Fernando Lugo, o MST não rejeita os milhões que recebe do governo, em dinheiro do contribuinte, parte do qual financia ações ilegais.

Tem razão o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, ao rejeitar qualquer ato de violência, de sem-terra ou de fazendeiro. A postura contrasta com a tibieza do Incra e do Ministério do Desenvolvimento Agrário diante dos assassinatos, em mais uma demonstração de que esse braço do Estado se tornou, com o beneplácito do governo, um aparelho de grupos radicais.

É importante o Estado agir com todo o rigor que lhe concede a lei para desestimular o MST e outros agrupamentos a cair em perigosas tentações inspiradas em dramas vividos na América Latina. O governo de São Paulo não pode mesmo deixar de reprimir o "Carnaval Vermelho", de José Rainha. Assim como o Ministério Público gaúcho tem de agir para coibir, como vem fazendo, o projeto de lideranças sem terra de montar um sistema paralelo de ensino para formar "revolucionários", numa canhestra e grave tentativa de fundar no Brasil madrassas, escolas que no Oriente dão a fundamentação religiosa aos quadros arregimentados para agir como terroristas em nome do Islã.

Nesse sentido, é oportuna a iniciativa do presidente do STF, Gilmar Mendes, de vir a público numa Quarta-Feira de Cinzas em defesa da atuação da Justiça e do Ministério Público na proteção do estado de direito. Que o Congresso e o Executivo façam o mesmo e ajudem a evitar o pior. Opinião do O Globo





ONDE A JUSTIÇA POUCO VALE

Tão acostumado está com a absoluta impunidade de que desfruta, em suas práticas criminosas - de há muito caracterizadas por variadas formas de violência, contra pessoas e bens -, que o MST, por declaração de seu líder Jaime Amorim, confessou tranquilamente o assassinato, a tiros, de quatro pessoas: João Arnaldo da Silva, José Wedson da Silva, Rafael Erasmo da Silva e Wagner Luiz da Silva. Estes trabalhavam na segurança da Fazenda Consulta, em São Joaquim do Monte, no agreste pernambucano, que fora ocupada por acampamento de sem-terra, mas obtivera na Justiça, há 15 dias, reintegração de posse e despejo dos invasores. Os sem-terra retornaram no sábado.

Segundo o delegado de polícia Luciano Francisco Soares, uma "testemunha-chave" dissera que só dois dos seguranças estavam armados e quando os quatro caíram, abatidos pelos tiros, foram recolhidas as armas de todos (dos seguranças e sem-terra) e levadas para um carro que dava suporte ao MST. Amorim justificou o assassinato praticado por seu grupo: "O que matamos não foram pessoas comuns." Portanto, não sendo "comuns", matem-nas e tudo bem! E agora o detalhe que até seria cômico se não fosse trágico: após o assassinato os sem-terra pediram proteção ao governo pernambucano. Isso levou o governo a comunicar que sua obrigação é dar proteção somente aos que estão sob custódia - referindo-se aos dois assassinos que conseguiu prender. Certamente o MST pretendia que o governo protegesse também os outros dois assassinos foragidos.

Em São Paulo, os sem-terra não deixaram por menos. Depois de anunciar "oficialmente", com a devida antecipação, a operação "Carnaval Vermelho", consistindo na invasão de 20 propriedades em 16 municípios do oeste paulista, o líder dissidente do MST, José Rainha Junior - por sinal um recordista em processos judiciais, inclusive por crime de morte -, coordenou a invasão de 16 áreas no Pontal do Paranapanema, em "protesto" contra o governo estadual. Diante disso, o secretário estadual de Justiça e da Defesa da Cidadania, Luiz Antonio Marrey, decidiu suspender a reunião que teria com Rainha e representantes de outros movimentos sociais do Pontal: "É uma manifestação política artificial que gera perturbação da paz na região do Pontal", disse o secretário. "Há lideranças do movimento que querem eternizar o conflito. Tem Carnaval Vermelho, Natal Vermelho, Abril Vermelho, Páscoa Vermelha. Não será surpresa se esses movimentos se intensificarem durante o ano."

O secretário tem toda a razão, menos ao considerar "político" um movimento de pessoas fora-da-lei, que sempre desprezou a atividade política propriamente dita, pelo menos como se a entende numa democracia. Não deixa de ser estranho que uma reunião entre membros de um movimento ilegal e representantes de uma Secretaria de Estado só tenha sido suspensa pelo fato de esse movimento ter feito as invasões previamente anunciadas. Não é isso que esse movimento sempre faz? O esbulho possessório e outras modalidades de delitos devidamente capituladas na legislação penal não constituem a atividade rotineira desse movimento? Por isso, e para que o governo não parecesse coonestar a prática contumaz desses crimes, aquela reunião jamais poderia ter sido marcada. Autoridades não recebem esse tipo de delinquentes - prendem-nos.

Mas o secretário Marrey fez bem em defender o órgão estadual incumbido da reforma agrária - o Itesp -, em anunciar apoio às ações de reintegração de posse e em não revogar portarias que excluem a participação de movimentos sociais nas comissões de seleção de assentados. "O endereço para eles reclamarem é a Esplanada dos Ministérios. A reforma agrária é prerrogativa constitucional do governo federal e ao Estado cabem ações subsidiárias na arrecadação de terras devolutas", concluiu o secretário, fixando as devidas responsabilidades na questão. Só que não há como o governo estadual se eximir do aspecto policial da questão. Apoiar as ações de reintegração de posse significa fazer cumprir as decisões da Justiça. E reconheça-se que, a respeito dos conflitos do Pontal às ações do sr. José Rainha Junior, até agora as decisões da Justiça de pouco valeram. Editorial do Estado de S. Paulo

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MST - Lei proíbe repasse a movimentos invasores

CONTRIBUINTE FINANCIA FORMAÇÃO DO MST

Deputados radicais de “esquerda”, filiados ao PT e PSOL, e de estados diferentes apresentaram de forma organizada dezesseis “emendas individuais” para a mesma finalidade, no Orçamento da União: construir, na Universidade de Brasília, um “Centro de Convivência dos Técnicos Administrativos das Universidades Brasileiras”. Suspeita-se que o tal “centro” se destine à formação de militantes para facções como o MST. Por Cláudio Humberto





PRISÃO DE RAINHA

A União Democrática Ruralista (UDR) pediu ontem a prisão de José Rainha e de seu braço direito, Sérgio Pantaleão, por terem articulado as invasões do "Carnaval Vermelho".


Os pedidos foram protocolados pelo presidente da entidade, Luiz Antonio Nabhan Garcia, no Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter-8) de Presidente Prudente e na Procuradoria Geral de Justiça do Estado. A Procuradoria, órgão do Ministério Público Estadual, deve remeter o processo aos promotores criminais dos 16 municípios onde ocorreram invasões. A Polícia Civil informou que vários líderes das invasões já foram identificados e serão indiciados em inquérito. O Estado de São Paulo




STF: REPASSE DE VERBA PARA O MST É ILEGAL

Presidente do Supremo critica violência do movimento e diz que autoridades não podem tolerar invasões

As invasões de fazendas em São Paulo, coordenadas por José Rainha, e as ações do Movimento dos Sem Terra (MST) em Pernambuco - onde líderes do movimento assassinaram quatro seguranças de fazendas - causaram revolta no presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes. Ontem, ele convocou a imprensa para dizer que os repasses de dinheiro público a movimentos que atuam dessa forma são tão ilegais quanto as invasões realizadas durante o carnaval.

O governo federal transfere dinheiro a cooperativas ligadas ao MST. A Federação das Associações dos Agricultores Familiares do Oeste Paulista (Fafop) é uma delas. Ano passado, essa entidade recebeu do Incra R$ 1.373.598,25. O último repasse do convênio assinado com a federação foi feito em novembro, no valor de R$ 400 mil.

Lei proíbe repasse a movimentos invasores


Gilmar cobrou do Ministério Público a fiscalização desses repasses e a denúncia de autoridades envolvidas por crime de responsabilidade. O ministro frisou que a lei 8.629, que regulamenta a reforma agrária, proíbe repasses de verba pública a movimentos que invadam terras.

- Temos uma lei que estabelece a necessidade de que o poder público não subsidie tais movimentos, cesse de repassar recursos para esse tipo de movimento. O financiamento público de movimentos que cometem ilícito é ilegal, i1egítimo - disse. - Essas pessoas (autoridades) podem ser acionadas por responsabilidade. Cabe ao MP pôr cobro a esse tipo de situação.

Sobre os assassinatos de seguranças de fazendas em Pernambuco por líderes do MST, Gilmar disse que se trata de ação pública e que cabe ao MP tomar a iniciativa. O ministro voltou a criticar invasões:

- Os movimentos sociais devem ter toda liberdade para agir, manifestar, protestar, mas respeitando sempre o direito de outrem. É fundamental que não haja invasão da propriedade privada ou pública.

O ministro defendeu uma resposta adequada da Justiça, de forma "serena, mas firme". E disse que a sociedade tem tolerado indevidamente os radicalismos dos sem-terra.

O presidente do STF, Gilmar Mendes, disse que os repasses para movimentos de sem-terra que invadem propriedades são tão ilegais quanto as ocupações. O Palácio do Planalto não se pronunciou sobre as declarações do ministro. Por Carolina Brígido O Globo

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Lula vai gastar 72 Milhões com preservativos em 2009

A aquisição de mais 1,2 bilhão de camisinhas deverá ser a maior compra de preservativos já realizada no mundo


O Ministério da Saúde, logo nos primeiros dois meses do ano distribuiu cerca de 60 milhões de preservativos masculinos para os estados e municípios brasileiros. Nesta primeira remessa, estão incluídos os 10 milhões do período de carnaval. Para este ano, segundo o ministério, a expectativa é de que sejam repassados 500 milhões de camisinhas, cerca de quatro vezes mais do que a remessa disponibilizada há dois anos. Além disso, o governo federal pretende comprar, em março, mais 1,2 bilhão de preservativos, cujo valor total deve chegar a R$ 72 milhões. Leia mais
aqui, no Contas Abertas






BELÉM - Ana Júlia Carepa continua matando o povo. Falta de médicos no plantão provoca mortes


Cenas de superlotação se repetem diariamente na rede municipal de saúde de Belém. No maior pronto-socorro da capital, os pacientes sofrem com a falta de médicos. Muitos costumam voltar pra casa sem atendimento.

Numa mesma ambulância, encontramos três pacientes – duas crianças, uma delas com suspeita de pneumonia. Elas também não foram socorridas.

A prefeitura de Belém confirmou que três pacientes morreram neste mesmo pronto-socorro durante o Carnaval. A secretária municipal de Saúde, Rejane Jatene, não quis gravar entrevista. A assessoria da secretária informou que não há falta de médicos, mas os próprios funcionários do pronto-socorro desmentem a prefeitura. Veja reportagem completa
aqui



Comentário: De pensar que o Lula, a Ana Julia Carepa, mais a prefeitura,
gastaram R$ 145,3 milhões para realizar aquele encontro de bichos esquerdopatas, e agora deixam o povo morrer no pronto-socorro por falta de médico. Gente ordinária. Por Gaúcho/Gabriela





Crianças caminham 12 Km por dia para chegar a Escola no DF. Em um mês, distância equivale a uma viagem entre Brasília e Goiânia.


Devido à falta de transporte, estudantes do Distrito Federal andam até 12 quilômetros por dia para chegar à escola onde estudam. Essa é a rotina dos irmãos Danilo e Daniel, que moram na área rural de Paranoá, cidade-satélite de Brasília, e estudam em Itapoã, outra região administrativa da capital

Mais difícil que andar os 12 km diários é falar sobre o sonho que pode se perder pela estrada. “É muito cansativo. Muito ruim. É muito longe pra chegar lá”, desabafa o estudante Danilo da Silva, 13 anos. Ele chora ao falar sobre a esperança de ter outra vida. “Tudo isso ‘pra’ ter um futuro melhor, ‘pra’ gente poder trabalhar. É uma batalha muito dura.” Assista reportagem completa
aqui





A VIÚVA É RICA

Após a Petrobras abrir o cofre para financiar o Flamengo, o Corinthinas de Lula, o Cruzeiro de Aécio Neves e o Vasco, pagão, coitado, disputam cota de patrocínio da Eletrobrás. Futebol e energia, tudo a ver. Cláudio Humberto





RIO 2016

Foram divulgados os números ambiciosos para a candidatura brasileira a país-sede dos Jogos Olímpicos de 2016 - o evento seria realizado no Rio de Janeiro. Em dossiê de 538 páginas, o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman, anunciou investimentos de R$ 28,8 bilhões.

Em dólares, o custo do projeto brasileiro chega a 14,42 bilhões, o mais alto entre as quatro candidatas.

Há aspectos que favorecem a candidatura brasileira. O país já está organizando a Copa de 2014. Também sediou de maneira bem-sucedida o Pan-2007. Para compreender as reais chances, no entanto, o Comitê Olímpico Internacional dará seu veredicto em outubro-, é necessário comparar a candidatura carioca com suas principais concorrentes. Aí começam os problemas.

Em dólares, o custo do projeto brasileiro chega a 14,42 bilhões, o mais alto entre as quatro candidatas. É mais do que o dobro do que os seus concorrentes precisam investir. Chicago, Madri e Tóquio projetam orçamentos de, respectivamente, US$ 4,82 bilhões, US$ 6,13 bilhões e US$ 6,42 bilhões.

Tal disparidade é justificada pela necessidade de pesados investimentos para a cidade. A previsão é que 80% do montante -R$ 23,2 bilhões- seja gasto apenas com infraestrutura e serviços públicos.

A previsão bilionária de investimentos suscita muitas dúvidas. O orçamento é quase oito vezes maior do que o valor gasto com o Pan-2007. Nesse evento, houve notório desencontro entre o planejado e o executado. Orçado em R$ 409 milhões, o Pan custou R$ 3,7 bilhões -mais de nove vezes além do previsto.

Os gastos do comitê organizador -excluindo a infraestrutura- são estimados em R$ 5,6 bilhões. Desse montante, 31% deve vir do COI e de seus patrocinadores, 45% da iniciativa privada e 24% das três esferas de governo. Há dúvidas sobre a gestão desses recursos, dada a falta de transparência nos gastos do Pan-2007. – Editorial – Folha de São Paulo

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Curvando-se para o Taleban

O Paquistão está capitulando perante o Taleban no pitoresco Vale Swat, onde os islamitas pretendem introduzir a lei sharia. Agora o triunfo dos militantes ameaça encorajar radicais por toda a região.



SUSANNE KOELBL


A derrota foi comemorada como se fosse uma vitória. O ministro-chefe da fronteiriça província Noroeste saudou a delegação local do Taleban. Os líderes do Taleban, com as suas barbas longas e turbantes, vieram até o gabinete do governador para assinar um tratado. Após chegarem em grandes limousines, os homens sentaram-se em cadeiras revestidas de veludo e comeram alimentos que lhes foram servidos em bandejas de prata.

A seguir, os religiosos inimigos do governo de Islamabad receberam como presente um cobiçado pedaço do Paquistão.

Segundo o acordo, que os homens e o governador assinaram com bastante cerimônia, o Taleban terá permissão para implementar a sua interpretação da lei islâmica, ou sharia, no Vale Swat e outros distritos adjacentes no sopé dos Himalaias. "Hoje é um dia histórico", disse Amir Haider Khan Hoti, o ministro-chefe do governo provincial, procurando nitidamente dar uma conotação positiva ao fato de o Taleban estar assumindo o poder. "Uma antiga demanda do povo foi atendida. A nova regulação proporcionará um sistema legal mais eficiente".

Foi uma mentira descarada. A maioria dos paquistaneses encontra-se chocada diante da perspectiva de que, no futuro, no Vale Swat, ladrões possam ter as mãos decepadas como punição pelos seus crimes.


Céu azul e fanáticos

O Vale Swat na região de Malakand, com as suas pistas íngremes de esqui e hotéis elegantes, já foi uma das maiores atrações turísticas do Paquistão. O céu vasto tem quase sempre uma tonalidade azul clara, e as montanhas nevadas parecem estar tão perto que tem-se a impressão que é possível tocá-las. O Vale Swat, que fica apenas 250 quilômetros ao norte da capital, Islamabad, já foi um refúgio para os moradores ricos da cidade, que vinham até aqui para desfrutar o ar fresco e limpo ou para caminhar ao longo dos riachos das montanhas e pelos bosques de damasqueiros.

Os moradores do vale pouco têm em comum com o fanático Taleban. No ano passado, por exemplo, os cidadãos da região retiraram os islamitas do poder em uma eleição, e a maioria esmagadora dos eleitores votou no semi-secular e liberal Partido Nacional Awami. Mas eles foram novamente deixados nas mãos do Taleban, com o consentimento do exército e do presidente paquistanês Asif Ali Zardari.

A notícia da tomada de poder no Vale Swat pelos islamitas radicais foi tão alarmante para o resto do mundo quanto foi para muitos paquistaneses. Richard Holbrooke, o novo enviado especial dos Estados Unidos para a região, estava na Índia - ele tinha acabado de deixar o Paquistão após completar a sua primeira visita oficial ao país - quando recebeu a notícias "aterradora". Segundo Helbrooke, a vitória do Taleban demonstra que a Índia, o Paquistão e os Estados Unidos enfrentam um inimigo comum "que representa uma ameaça direta às nossas lideranças, às nossas capitais e aos nossos povos". No momento em que pressiona com sucesso crescente as tropas norte-americanas e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no Afeganistão, o Taleban deve sentir agora que a repressão e o terror contra a população e os soldados do exército do Paquistão farão com que obtenham mais ganhos.

Nesta semana, o chefe do exército paquistanês, Ashfaq Parvez Kayani, e o ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Shah Mehmood Qureshi, estão se reunindo com autoridades dos Estados Unidos em Washington como parte de conversações que devem servir de base para uma revisão da política norte-americana no Afeganistão. A situação no Paquistão desempenha um papel fundamental para esta política.

Em Islamabad, o presidente Zardari procurou minimizar a derrota, observando que o acordo com os radicais exige que estes abandonem as suas armas. Mas ninguém acredita nisso. Até mesmo as autoridades governamentais na região afetada admitem que "o Taleban está usando o cessar-fogo para rearmar-se". Na terça-feira (24/02), militantes do Taleban anunciaram que prorrogarão indefinidamente o cessar-fogo que deveria expirar nesta quarta-feira no Vale Swat , a fim de possibilitar que haja mais tempo para as negociações de paz com o governo. Mas um morador de Mingora suspeita que o único propósito do Taleban é evitar que as suas tropas sejam desarmadas.

Na verdade, o Paquistão, uma potência nuclear, abriu mão da sua soberania em uma parte importante do país.

O outrora idílico Vale Swat encontra-se em estado de guerra desde 2007. As forças armadas enviaram 12 mil soldados para a região em uma tentativa de conter a influência dos extremistas, que decapitaram 70 policiais, proibiram a educação de garotas e destruíram centenas de escolas no vale.

Os confrontos resultaram em um grande derramamento de sangue, incluindo a morte de pelo menos 1.200 civis e 180 soldados paquistaneses. Mas o resultado dessas operações militares foi fatal para o governo. Atualmente, o Taleban controla mais de 80% da região de Malakand. Há um ano o grupo controlava apenas um punhado de aldeias.

Os civis viram-se imprensados entre os combatentes. "O exército nos ordenou que deixássemos a aldeia antes do combate, mas o Taleban nos obrigou a ficar", relata um agitado proprietário de hotel, falando por telefone de uma vila próxima a Malam Jabba, que no passado foi uma popular estação de esqui. Assim como os 10 mil outros refugiados da região, ele encontrou abrigo temporário entre os parentes, mas pretende deixar a área assim que for possível. Segundo o dono de hotel, uma quantidade cada vez maior de moradores do Vale Swat está se submetendo ao Taleban em um esforço para sobreviver.

Muitos alegam até que as forças armadas pouparam deliberadamente a liderança do Taleban para evitar provocar ainda mais a animosidade do grupo em relação aos próprios militares e ao governo. Outros acreditam que as forças de segurança são simplesmente fracas demais para derrotar os 3.000 extremistas armados. Provavelmente as duas explicações são corretas. Os militantes instalaram o seu regime na região montanhosa após terem sido expulsos do Afeganistão em 2001.


Espionando traidores

Depois que o sol se põe no Vale Swat, pequenos grupos de homens entram na casa de Khalil Mullah. Os visitantes são espiões do Taleban, e eles vieram para informar a Khalil - cujo nome significa "amigo" em árabe - quem desrespeitou as leis de Alá na região que controlam. Eles denunciam quem foi visto dançando com alegria excessiva, raspou a barba, cometeu adultério ou expressou simpatia pelo governo de Islamabad - resumindo, quem é traidor.

Khalil Mullah dá início ao seu programa diário de rádio, na FM 91, uma estação radiofônica do Taleban, por volta das 20h. Os moradores do platô coberto de neve escutam a transmissão religiosa de Khalil para ouvir os nomes que ele lê no final. Atuando simultaneamente como juiz e promotor, ele anuncia os nomes daqueles que terão que responder a um tribunal da lei sharia do Taleban - e os daqueles que já foram sentenciados.

Os corpos desses infelizes moradores podem ser encontrados na manhã seguinte na praça do mercado em Mingora. Os cadáveres ficam dependurados pelas pernas, com as cabeças decepadas e colocadas sobre as solas dos pés, como forma suprema de desonra para os mortos. Uma nota afixada a cada corpo diz: "A mesma pena aguarda aqueles que ousarem remover ou enterrar esses espiões e traidores".

Os extremistas são liderados por Maulana Fazlullah, 33, um auto-proclamado clérigo que já trabalhou como operador de um elevador de estação de esqui. O povo de Malakand chama-o apenas de "o mulá-rádio". Foi Fazlullah que colocou pela primeira vez a rede terrorista nas ondas de rádio.

Nas suas transmissões, ele prometia mais eficiência e justiça para cidadãos desapontados com a corrupção e as letárgicas autoridades paquistanesas. Mas a estação transformou-se rapidamente em uma espécie de governo paralelo. Na transmissão de cada dia, os guerreiros religiosos de Fazlullah decretam novas regras que refletem uma interpretação própria da sharia. As mulheres já estão proibidas de ir aos mercados, sob pena de serem mortas, e as meninas não podem mais frequentar as escolas. Os policiais que obedecerem ordens de Islamabad arriscam-se a terem as orelhas decepadas ou a serem assassinados. Cerca de 800 policiais já desertaram para ingressar no Taleban.

A lista de morte não faz distinção de classes e inclui pessoas de todos os estilos de vida. As vítimas do Taleban incluem barbeiros, professores, líderes tribais, pregadores e clérigos mais liberais que se opõem a Fazlullah.


Negando a realidade

Os políticos em Islamabad há muito se auto-iludem quanto à extensão do poder já obtido pelo Taleban paquistanês. Em uma recente entrevista à rede de televisão norte-americana CBS, Zardari admitiu ter sido iludido quanto à magnitude dos problemas do norte do país. "Todos estavam negando a realidade, afirmando que o Taleban era fraco e que não conquistaria o poder - e que não seria capaz de representar um desafio para nós", disse ele à estação.

A constatação amarga de Zardari é consistente com o quadro que Mike McConnel, ex-diretor da Agência de Segurança Nacional (NSA, agência de inteligência dos Estados Unidos especializada em interceptação de sinais e comunicações em todo o mundo), percebeu quando visitou o Paquistão. Ele reuniu-se diversas vezes com lideranças militares em Islamabad no ano passado. Durante uma dessas reuniões, um general paquistanês de duas estrelas lhe disse porque o exército, que sempre foi o poder político dominante no Paquistão, atende às exigências dos políticos para que combata o Taleban e, ao mesmo tempo, apoia secretamente o grupo.

Os oficiais militares não esperam que os Estados Unidos permaneçam muito tempo no Afeganistão. Eles temem que a Índia ocupe o vácuo de poder que será deixado quando as tropas norte-americanas se retirarem. Por esse motivo, os paquistaneses não estão dispostos a abrir mão dos seus vínculos com a oposição afegã, que é o Taleban. Em um livro recém-lançado sobre os desafios políticos que o presidente Barack Obama herdou, o repórter do "New York Times", David Sanger, cita o general paquistanês de duas estrelas, que afirmou: "Nós temos que apoiar o Taleban".

As forças armadas paquistanesas continuam mais preocupadas com um conflito com a Índia do que com o terror islamita doméstico. Como resultado, elas aceitam a talebanização como um mal necessário, permitindo, por exemplo, mudanças radicais, como o fato de as mulheres não serem mais aceitas como freguesas em restaurantes ou lojas de roupas - até mesmo em Lahore, uma grande cidade liberal, que abriga diversos intelectuais. "A influência dos extremistas está sendo ignorada, e espalha-se como um vírus", observa Gregor Enste, diretor da Fundação Heinrich Boell em Lahore.

Apesar da imposição da lei sharia, muitos cidadãos da cidade de Mingora, no Vale Swat, comemoraram nas ruas e trocaram doces de presente. Após o derramamento de sangue dos últimos meses, eles estavam felizes por ver a paz restaurada na região, sob qualquer circunstância.

O chefe de negociações do Taleban, o islamista Sufi Mohammed, 77, é sogro de Maulana Fazlullah, o novo e brutal governante do Vale Swat. Sufi Mohammed começou agora a viajar pelas aldeias com a sua denominada caravana da paz, para comemorar o triunfo da sharia sobre a lei secular. O governo em Islamabad espera que o sogro um pouco menos radical exerça uma influência moderadora sobre Fazlullah, que é sedento de poder.

Mas não há motivos para se ter muita esperança. Como todos os islamitas, Sufi Mohammed é também um inimigo declarado da democracia, que ele sempre viu como um sistema que "foi imposto pelos infiéis". Durante a sua última peregrinação pelo Vale Swat, ele explicou várias vezes: "O verdadeiro islamismo não permite nem eleições nem democracia".

Zulfiqar Ali, em Peshawar, e Sayed Irfan Raza, em Islamabad, contribuíram para esta reportagem.

- DER SPIEGEL -Tradução: UOL – 25/02/2009

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PE - Líderes do MST vão responder por crimes

O Governo de Pernambuco não leva os parabéns, porque está fugindo à responsabilidade de criminalizar a entidade à qual pertencem os assassinos. Por Gaúcho/Gabriela


O governo de Pernambuco não vai atender ao pedido do MST de garantia de vida aos militantes que se encontram em acampamentos próximos às fazendas Consulta e Jabuticaba. Na tarde de sábado passado, eles se envolveram em um conflito com seguranças de uma das propriedades, que terminou com o assassinato de quatro seguranças por líderes do MST, no município de São Joaquim do Monte, a 137 quilômetros de Recife.

- A garantia de vida por enquanto está restrita apenas às pessoas que se encontram sob custódia do estado - disse ontem o secretário de Articulação Social, Waldemar Borges, referindo-se a Aluciano Ferreira dos Santos, de 31 anos, e Pedro Alves, de 62, os dois líderes do MST que foram presos e indiciados por homicídio qualificado, sob acusação de terem feito os disparos que mataram os quatro seguranças. Um terceiro integrante do MST, conhecido como Romero, está foragido, mas ontem o governador Eduardo Campos (PSB) informou que o cerco a ele está sendo formado e que deverá ser preso nos próximos dias.

Romero, no entanto, não é o único envolvido no conflito que está foragido. O delegado de São Joaquim do Monte, Luciano Francisco Soares, informou que tenta capturar "mais dois ou três diretamente envolvidos com o crime". Ele disse também que amanhã ouvirá um dos seguranças que sobreviveram à chacina. Romero, que está foragido, saiu ferido do incidente, chegou a ser atendido em um hospital do município de Agrestina e em seguida fugiu.

O governador Eduardo Campos disse que não vai criminalizar o movimento, mas fez uma advertência:

- Não vamos criminalizar o MST, mas vamos sim criminalizar todos aqueles que mataram. O governo de Pernambuco não admite nenhum tipo de violência. Nem do lado do MST ou de quaisquer movimentos sociais, nem do lado dos fazendeiros que atiram em trabalhadores rurais. Não queremos prejudicar ninguém, mas lugar de quem comete homicídio é na cadeia. O fato concreto é que eles (os sem-terra) mataram quatro e vão ter que responder na Justiça por isso - disse.

Na última segunda-feira, o MST divulgou nota pedindo garantias de vida para os militantes que integram acampamentos em São Joaquim do Monte, no agreste do estado. A região é tida como área de conflito social.

- O governo está tomando todas as providências para evitar novos conflitos, manter a ordem e seguir a determinação da Justiça - disse Borges.

Estado manda reforço policial para a região
O MST pede a desapropriação das duas fazendas, mas há desinformação quanto à área de uma delas. Os sem-terra alegam que ela tem mais de 800 hectares. Para o Incra e os proprietários, são apenas 250, o que dificultaria a execução da reforma agrária. Mas os lavradores acusam os donos de terem fracionado as terras nos cartórios locais para driblar o Incra. Uma fazenda já foi vistoriada, mas o processo de desapropriação encontra-se emperrado na Justiça. A outra ainda não teve vistoria. A chacina foi na Consulta, envolvendo sem-terra dos acampamentos das duas propriedades, que ficam próximas.

Segundo o governador, foi enviado reforço policial para o município. Ele também elogiou a ação da Polícia Civil, que prendeu rapidamente dois dos acusados.

Ontem o superintendente do Incra em Pernambuco, Abelardo Siqueira, disse que o que sabia do crime até então era somente pelo noticiário dos jornais. Ele viajará hoje para Caruaru, onde se reunirá com o coordenador do MST na região, Jaime Amorim, que justificou a ação dos sem-terra. Depois irá para São Joaquim do Monte, onde ouvirá policiais responsáveis pela investigação e também os sem-terra.

Por Letícia Lins – O Globo





MST DECIDE MANTER ESCOLAS ITINERANTES

Contrariando a decisão do Ministério Público tomada no dia 17, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) manterá em funcionamento as escolas itinerantes em acampamentos no Interior. Segundo o deputado Dionilso Marcon, ligado ao MST, a manutenção das aulas tentaria evitar que os alunos perdessem o ano.

– Não vai ter vaga nas outras escolas. E, se as famílias forem assentadas fora do local onde estão, os alunos terão dificuldades de se adaptar.

Apesar do término do convênio do Estado com a entidade que contrata os professores, o deputado garante que as aulas continuarão sendo ministradas.
– Falei com um professor hoje que me confirmou que vai trabalhar mesmo sem receber. Folha de São Paulo


Governadora Yeda
Tome as providências cabíveis, como sempre fez. Por Gaúcho/Gabriela

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