Obama restaura o poder sindical

NOVA LEGISLAÇÃO FORTALECE SINDICATO

Eles aplaudem as mudanças

Sindicatos de várias categorias responderam com entusiasmo ao discurso de Joe Biden, ao dizer "sejam bem-vindos de volta à Casa Branca."

Obama havia dito que
"uma classe média forte exige a existência de um movimento sindical forte e assegurou “que os sindicatos não são parte do problema, e sim, parte da solução”. “Não se pode ter uma classe média forte sem um movimento trabalhista forte”.

Com essa declaração e a assinatura de três decretos, Obama restaurou privilégios dos movimentos sindicais que foram perdidos nos últimos anos, devolvendo-lhes parte do poder político e da influência social. “Acredito que temos que reverter muitas políticas voltadas para o movimento trabalhista organizado dos últimos oito anos, políticas com as quais eu discordo profundamente” - disse Obama.

Trata-se de uma decisão arriscada de Obama, que seguramente vai enfrentar criticas de um considerável segmento do mundo econômico, além do ceticismo de boa parte da população que vê os sindicatos com grande desconfiança.

Para muitos americanos, a intervenção dos sindicatos representa pressão ilegítima, burocracia e perda de competitividade, por isto, que o sindicalismo foi à mingua. Para os conservadores, os sindicatos são também os responsáveis em boa parte pela má situação das empresas nas quais atuam.

O ponto mais baixo da influência sindical, foi durante a Administração de George W. Bush, que permitiu às empresas fazerem campanhas de esclarecimento aos funcionários sobre as vantagens de não estarem sindicalizado.

Um dos decretos assinados ontem por Obama, não elimina essa possibilidade, porém, adverte para não fazerem campanhas junto aos funcionários sobre as desvantagens do sindicalismo.

Anteontem, Obama chamou de "sem vergonhas" os executivos dos bancos de Wall Street por repartirem entre si, no ano passado, 14.350 milhões de euros, com o propósito de fortalecer a classe media. Material do
El PaísTradução de Arthur para o MOVCC





DIÁLOGO ENTRE EUA E IRÃ DESAGRADA ISRAEL
Presidente Shimon Peres diz em Davos não crer em negociação com "fanáticos religiosos", que acusa de estimular terror.

O presidente de Israel, Shimon Peres, não escondeu seu desconforto com a perspectiva de que os EUA iniciem um diálogo direto com o Irã. "Não temos nada contra o povo iraniano, e sim contra fanáticos religiosos que querem controlar toda a região", disse Peres ontem em entrevista a um pequeno grupo de jornalistas. Como o diálogo não será com "o povo iraniano", mas com o governo que Israel considera dominado por "fanáticos religiosos", o desconforto fica explícito.

Explícito e explicável: para Peres - e para a maioria dos analistas independentes - o Irã é o padrinho de dois grupos fundamentalistas cuja principal pauta é a destruição do Estado judeu. São o Hizbollah (Partido de Deus), que opera no Líbano, e o Hamas (Movimento de Resistência Islâmico), que controla Gaza. Se essa análise é correta, um diálogo direto entre os EUA e o Irã se refletiria no Líbano e em Gaza, os dois pontos negros, no momento, para a segurança de Israel. "O Irã financia, arma e estimula esses dois grupos a utilizarem o terrorismo", diz Peres, para apontar para o que considera inimigo principal. Assinante da Folha de São Paulo leia mais
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EUA ENVIARÃO US$ 20,3 MILHÕES PARA AJUDAR GAZA
Todo mundo sabe que o dinheiro para recuperar Gaza vai direto para as mãos do Hamas, que só tem um objetivo: reconstruir os túneis destruídos e reiniciar o contrabando de armas e os ataques a Isarel. Agora, além dos países árabes, Europa, também os EUA enviam milhões de dólares para o Hamas, que deve estar mais rico ainda do que era antes do conflito. Segundo o enviado norte-americano para o Oriente Médio, George Mitchell, a abertura das fronteiras da Faixa de Gaza para a entrada de mercadorias ajudaria a impedir o contrabando de armas para o movimento islâmico Hamas. Leia mais
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ORA, POR QUE NÃO?!

Organizadores do Fórum Social disseram ao Lula que existe a possibilidade de a próxima edição do FSM ser montada em um país árabe ou nos Estados Unidos. Pelo andar da carruagem, não será nada improvável que Obama venha topar essa parada, de receber a escória nos EUA, na próxima edição do evento.


E, POR FALAR EM FÓRUM SOCIAL:
Manifestantes pedem legalização da maconha e aplaudem Tarso
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Uma juventude burra, suja e atrasada (mentalmente) só tem mesmo que aplaudir o fumador oficial. O Tarso Genro está desmoralizado perante o mundo, seus conceitos morais repousam na vala do crime. Só mesmo um evento retrogrado e melequento como este, em Belém, para abrigar manifestações desse tipo. Um país assolado pelas drogas e pela violência que ela produz, e os bocós (falo dos convertidos pela idiotia) pedindo a liberação da maconha, numa campanha descarada pela oficialização dos negócios do Fernandinho Beira Mar & Cia. Por
Gabriela/Gaúcho





SINAGOGA É ATACADA POR GRUPO ARMADO NA VENEZUELA


“Israel maldito, muerte”


Um grupo de 15 pessoas fortemente armado invadiu na madrugada de hoje (sábado) a sinagoga de Caracas, destruindo objetos religiosos do culto judeu e pichando as paredes com frases de ataque a Israel. Eles prenderam vigilantes em um dos recintos dentro da sinagoga por mais de quatro horas.

Elías Farache e David Bittan, presidente e vice-presidente da Associação Israelita na Venezuela, informaram aos jornais que os indivíduos “jogaram pelo chão os rolos sagrados do Torá e outros objetos do culto”. Também pintaram nas paredes consignas como “fuera, muerte a todos” e “Israel maldito, muerte”, e levaram os equipamentos que registram as gravações das câmaras de segurança. Efe – Via Notícias24 – Leia mais
aqui - Foto: AFP PHOTO/Thomas Coex y AP Foto / Carlos Hernández

Notícia como esta não sai na mídia

Uma foto real. Esta história devia aparecer nas manchetes dos jornais, e não as outras porcarias anti-americanas que conspurcam o nosso Ego.



Uma imagem de John Gebhardt no Iraque.

Esta é uma dura história de guerra, porém toca-nos o coração... A esposa de John GebHARDT, Mindy, diz que toda a família desta criança foi executada por iraquianos. Os executantes pretendiam também executá-la, e ainda a atingiram na cabeça, mas não conseguiram matá-la. A menina foi tratada no Hospital de John, está recuperando, mas ainda chora e geme muito.

As enfermeiras dizem que John é o único que consegue acalmá-la. Assim, John passou as últimas 4 noites segurando-a ao colo na cadeira, enquanto os 2 dormiam. A menina vem recuperando gradualmente. Eles tornaram-se verdadeiras "estrelas" da guerra. John representa o que o mundo ocidental gostaria de fazer.

Isto, meus amigos, vale a pena partilhar com o Mundo inteiro. Vamos a isso. Raramente se vêem notícias destas na TV ou na Mídia em geral. Se tocou você, envie a todos. Precisamos mostrar que ainda existe uma outra realidade: esta realidade! Em que pessoas como John, marcam a diferença, mesmo que seja só com uma pequena menina como esta.

Não podemos orientar o vento, mas podemos ajustar a nossa vela…

Fonte: Grupo MORTIMER

Niemeyer contra-ataca

ELE DIZ QUE É UMA AUDÁCIA CRITICAREM SEU PROJETO

O arquiteto diz que a briga sobre a Praça da Cidadania é boa, sugere a criação de comissão de notáveis e desqualifica representante do Iphan Elisa Tecles.

Oscar Niemeyer voltou a se manifestar sobre a Praça da Soberania e a polêmica em torno da construção do monumento na Esplanada dos Ministérios. Em texto enviado ao Correio, ele considera que "a briga está boa", mas que continua firme na "trincheira"

Niemeyer afirma ter acompanhado as manifestações favoráveis e contrárias ao projeto, "algumas merecedoras de resposta, pela maneira inteligente e elegante com que discutem os problemas, outras mais petulantes (.) com uma audácia que a falta de informação deveria deter". Audácia também é o termo usado para desqualificar o representante do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) que criticou o projeto de Niemeyer. Fonte: AsBEA – leia matéria completa
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A MÚMIA LENINE
Voltou a se manifestar praticamente deitada em seu caixão antes do velório.

A linguagem do Niemeyer é bastante rançosa, porém, adequada aos ouvidos dos ditadores sanguinários. A múmia continua firme e forte, embora quase deitada na "trincheira" - expressão utilizada pelo próprio - que usa do capitalismo para encher os "bolsos" e defender o comunismo para os outros.

A mais hilária dentre as propostas da múmia, é a construção de um obelisco na Praça da Soberania como símbolo do "progresso" do país.

Trata-se de mais um cinismo megalomaníaco dessa "organização" Lula da Silva, e de sua imensa vaidade golpista. Estamos atravessando uma das piores crises econômicas e o babaca preocupado em impingir sua sombra no museu dos ex-presidentes (como se ele não fosse tentar o golpe do 3º. Mandato), além de inventar uma bonança de araque - de que somos um país no auge do progresso.

A múmia ontem se irritou demais. Não aceitou as opiniões contrárias de vários especialistas do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, que criticaram seu projeto faraônico e sempre inútil. Oscar Niemayer – um velhaco fora de moda - prima pelos espaços sem função e desnecessários, cujo consumo em toneladas de concreto nada mais representa que sua ranzinza arrogância ditatorial.

Pois esperamos pelo bom senso do governador Arruda (Brasília), que informa não ter verba disponível para a construção desse monumento comunista que prega a mentira, através da linguagem arquitetônica, sobre o progresso do nosso país.

Existe uma "trincheira" entre a terra e o inferno, um vão bastante adequado para a múmia Niemayer tentar resistir sua última batalha, antes de ingressar no “paraíso” que ele merece. Por Gabriela/Gaúcho




O BRASIL CRESCERÁ ABAIXO DE 2%
A opção de Lula pelo clientelismo, pelo paternalismo, obstruiu o caminho do Brasil para um crescimento sustentável. Incompetente e mal assessorado, Lula recorre à emoção para sensibilizar os segmentos menos informados da sociedade, cooptados através de esmolas que esmagam a cidadania e esgotam qualquer possibilidade de que o brasileiro mais humilde viva com um mínimo de dignidade, como afirmou na noite desta quinta-feira no Jornal Nacional da TV Globo uma senhora contemplada com o Bolsa Família.




A MAIOR ALIANÇA DO OCIDENTE
Ganhe quem ganhar na segunda-feira as disputas para presidente da Câmara e do Senado, a mensagem mais eloquente é uma só: não existe lugar no planeta com uma massa de políticos tão sem ideologia como o Congresso Nacional.

E essa não é apenas a opinião de um repórter mal-humorado e habituado a conversar com deputados e senadores por dever de ofício. Há fatos mostrando de maneira escancarada o estado avançado de geléia geral no Poder Legislativo.

Antes das reclamações de sempre, faço a ressalva de praxe: há exceções. Mas são apenas os casos isolados confirmando a regra.

Na Câmara, montou-se uma aliança de 15 partidos totalizando 424 deputados (83% do total). O grupo foi batizado de blocão.

Nos anos 70, Francelino Pereira, um ex-governador de Minas Gerais, referiu-se à Arena como o maior partido do Ocidente. Tratava-se da sigla de sustentação da ditadura militar, que foi criada num ambiente de falsa democracia para abrigar os mais diferentes interesses sob o mesmo teto.

O blocão não é muito diferente
Guardando-se as devidas proporções -ninguém defende uma ditadura- , hoje estão abrigados embaixo do mesmo guarda-chuva PT, PSDB, DEM, PMDB e outras 11 siglas. Mas, tal como ocorria com a Arena em sua fase final, a aliança atual mais se assemelha a uma peneira dado o alto número de defecções.

Na eleição de segunda-feira, os dirigentes do blocão falam abertamente em 80 traições. Os opositores do blocão estimam em quase 200 o grupo de infiéis. O cenário não é propriamente uma surpresa. Mas sempre choca quando se vê ao vivo. Uma vitória do blocão servirá para que se conheça a atual taxa de traição dentro do Congresso. No caso de derrota, será a maior demonstração de hipocrisia e cinismo já produzida na política brasileira recente. Por Fernando Rodrigues UOL - via Folha de São Paulo

A ameaça paraguaia

EVENTO BANCADO PELO BRASIL É PALCO PARA AGRESSÕES AO PAÍS

O contribuinte brasileiro, que pagou sozinho a construção da hidrelétrica binacional de Itaipu e que tem de esperar até 2023 para receber, em parcelas, a parte que adiantou ao sócio do outro lado Rio Paraná, não pode baixar a guarda. Editorial do Estado de Minas

O presidente recém-empossado do Paraguai, Fernando Lugo, não se conforma de não ter até agora conseguido cumprir a promessa de campanha de melhorar a vida de seus eleitores com o dinheiro do Brasil, que seu partido sataniza como sendo um poderoso e malvado explorador dos pobres paraguaios. Ele aproveita qualquer holofote que a mídia brasileira lhe acende para soltar os cachorros contra o Tratado de Itaipu. É como se aquele documento fosse um decreto de submissão de seu povo ao nosso. Nesse sentido, o Fórum Social Mundial, realizado em Belém (PA), caiu como uma luva.

Afinal, foi um curioso palanque financiado com dinheiro público brasileiro para dar tribuna aos que ganham eleições no subcontinente para praticar o esporte da moda: agredir o Brasil. Não tem sido outra a trajetória do presidente boliviano Evo Morales, que usou o Exército para invadir instalações da Petrobras, e de Rafael Correa, o loquaz presidente do Equador, que expulsou empresas brasileiras e ameaçou dar calote em financiamentos do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Lugo sentiu-se à vontade para voltar à carga. Antes de uma reunião que teria com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aproveitou para atacar o governo brasileiro. Para o aplauso de milhares de basbaques que se dispuseram a passar vários dias em Belém repetindo palavras de ordem e agitando bandeiras dos anos 1950, Lugo usou um argumento típico de quem não tem mais nada a dizer em sua defesa. “Não creio que um tratado leonino, firmado num tempo de ditaduras em nossos países, possa continuar em vigência”, discursou o presidente do Paraguai. Apelar para um suposto vício de origem político para mudar um contrato de negócios juridicamente perfeito e que já serviu de modelo a vários países não é apenas ridículo. É a confissão da inexistência de argumentos técnicos aceitáveis.

Mas isso não quer dizer que o perigo passou. O Paraguai quer apagar a história real de 1973, quando, sem condições de obter financiamento internacional, só participou do negócio graças à disposição do Brasil de bancar sozinho o custo da gigantesca usina. Ao Paraguai foi permitido que quitasse sua parte em 50 anos, na única moeda que tinha, a própria energia. Lugo quer que Brasil pague mais caro pela energia lhe dê liberdade para vender sua cota eletricidade à Argentina, país sempre às voltas com o desabastecimento.

Interessa ao Brasil o fortalecimento da economia do país vizinho, parceiro no Mercosul. Brasília já se ofereceu para apoiar com financiamentos e tecnologia projetos de desenvolvimento do governo de Assunção, já que não encontrou nada que justifique uma alteração no contrato. Mas a preocupação dos partidários de Lula em fazer agrados aos novos caudilhos de viés esquerdista ainda pode levá-lo a se mover da posição sensata que adotou até agora de defender aqueles que o elegeram: os brasileiros. Na foto: Leonardo Boff do PT e Lugo-Hugo




ONGs LIGADAS A RAINHA SÃO ACUSADAS DE DESVIO
Ministério Público investiga repasses da União totalizando R$ 3,5 milhões
José Maria Tomazela – Estado de São Paulo

O Ministério Público Federal abriu processo administrativo para apurar denúncias de desvio de verbas repassadas pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário a duas organizações não-governamentais ligadas ao ex-líder do MST José Rainha Júnior. A Associação Amigos de Teodoro Sampaio recebeu em 2007 cerca de R$ 2,2 milhões para prestar assistência técnica a assentados na plantação de mamona destinada à produção de biodiesel no Pontal do Paranapanema. Já a Federação das Associações de Assentados e Agricultores Familiares do Oeste Paulista (Faafop), criada por Rainha para desenvolver o projeto do biodiesel, recebeu R$ 1,3 milhão no ano passado.

De acordo com denúncias encaminhadas à Procuradoria da República de Presidente Prudente, na prestação de contas enviada ao ministério teriam sido juntadas notas frias de transportes e prestação de serviços. As ONGs são presididas pelo vereador José Eduardo Gomes de Moraes (PV), presidente da Câmara de Teodoro Sampaio. Ex-coordenador do MST, Moraes participa com Rainha do controle de grande parte dos assentamentos e acampamentos do Pontal. Segundo o Ministério Público, as investigações estão na fase inicial. Os procuradores vão tomar depoimentos de supostos fornecedores das notas frias. A documentação será submetida a perícia.

Moraes disse que tomou conhecimento das denúncias pela imprensa. "Não recebi nada oficial, mas estou pronto para prestar todas as informações, pois não há nada errado." A primeira prestação de contas relativa ao projeto do biodiesel foi encaminhada ao Incra, segundo ele. "Recebemos mais verbas do que essas pela Caixa Federal e prestamos contas direitinho." O convênio com a Caixa, de R$ 7,2 milhões, destinou-se à construção de casas nos assentamentos. "Temos 1.500 casas em construção."

Rainha disse que não faz parte das ONGs, mas acompanha o trabalho delas. Ele atribui a denúncia "à direita do agronegócio" interessada no fracasso da reforma agrária no Pontal. "Se a gente não faz nada, dizem que os assentamentos são favelas rurais. Se monta um programa viável, em que o governo põe uma merreca de dinheiro, acusam de desvio."

O líder é investigado por suposto desvio de R$ 228 mil repassado em 1998 à Cooperativa dos Assentados da Reforma Agrária do Pontal do Paranapanema (Cocamp), ligada ao MST. Hoje afastado do movimento, na época ele era secretário-geral da cooperativa e alegou que sua conta fora usada para receber a verba porque a Cocamp estava inadimplente.

Ouvido pela CPI da Terra, disse que o dinheiro voltou para a cooperativa. As investigações ainda não terminaram, mas ele se diz "absolvido". "Se o governo voltou a repassar dinheiro para a Cocamp, é porque concluiu que não houve desvio." No fim do ano passado, o Ministério do Desenvolvimento Agrário destinou R$ 426 mil à cooperativa.

Tarso - o despudorado expoente trotskista do PT

O BIZARRO

Parlamentares do governo e da oposição da Itália se uniram nesta sexta-feira para criticar as declarações do ministro da Justiça, Tarso Genro, que afirmou que o país europeu ainda vive "fechado sobre os anos de chumbo", enquanto o Brasil passa por um processo de "pacificação política".

O político italiano Giuseppe Moles, membro da PDL, chamou o ministro da Justiça, Tarso Genro, de "ofensivo e vulgar". "Que Tarso Genro seja um ministro já é algo bizarro para qualquer país civil. Que seja ministro da Justiça é ainda mais", afirmou Moles, chamando o ministro brasileiro de "despudorado expoente trotskista do PT".

O político declarou ainda que Genro deve "pensar no que diz, em vez de dizer o que pensa". Em sua opinião, ninguém tem o direito de "dar lições de liberdade e democracia à Itália, sobretudo o senhor Genro". Moles disse que não admite que o ministro "faça considerações sobre a história trágica e dramática de um país como a Itália" e que o gesto do governo brasileiro demonstra "cumplicidade em relação ao terrorismo". Informações da Ansa





FILHO DE VÍTIMA VEM AO BRASIL
Alberto Torregiani, filho de Pierluigi, morto em Milão, no dia 16 de fevereiro de 1979 por um grupo do Proletários Armados pelo Comunismo (PAC) vem ao Brasil em fevereiro. Seu pai é uma das vítimas dos quatro crimes pelos quais Cesare Battisti é acusado de ter participado. A informação é de fontes seguras e o próprio Torregiani confirmou, no programa Italia chiama Italia, transmitido pela Rai esta semana. “Da mesma forma que fui à França para falar com Sarkozy, irei ao Brasil para tentar falar com o presidente Lula e com o ministro da Justiça. O propósito é simples, contar a outra parte da história que o país certamente não conhece”. Fonte: Redação Comunità Italiana





NESSE MATO DEVE TER MAIS COELHOS

É impossível ficar indiferente sobre esse imensurável amor que o Ministro da Injustiça demonstra ao Mundo, honrando, coroando e protegendo um bandido, como se fosse um pai ou um amante que atropela todas as regras da "justiça" e da diplomacia em nome dessa admiração pelo CRIME.

Nunca tivemos conhecimento de que nosso país tenha preferido quebrar a harmonia entre países amigos, em nome da defesa a que se dá a esse criminoso que, segundo suas próprias declarações, sentia prazer ao ver jorrar o sangue de suas vítimas. Isto, sem esquecer que além de assassino frio, Battisti também é um estruprador, e que provavelmente deve ter sentido muito prazer ao abusar sexualmente de pessoa incapaz: Em 25 de agosto de 1974,
Battisti seqüestrou pessoa incapaz e com violência obrigou-a a atos libidinosos – informação de Wálter Fanganiello Maierovitch , um juiz de direito aposentado

Será que Battisti conhece algum segredo do nosso Ministro da Injustiça, Tarso Genro? De acordo com a entrevista do Ministro, velhos tempos - os dois se encontraram na França. É certo que Tarso não passa de um despudorado, conforme afirmou acima o político italiano, mas cá entre nós: o Lula colocar em risco a cidadania italiana de toda sua família, em nome de um homicida tarado (....), tem alguma coisa nessa história que deve ser muito mais cabeluda do que podemos imaginar. Por Gabriela/Gaúcho





LULA TENTOU FALAR COM O HAMAS
Deu no Estadão: Se aproveitando da presença de ativistas europeus e americanos na reunião com os organizadores do Fórum Social, Lula criticou as negociações de paz no Oriente Médio, e relatou que em encontro recente com um diplomata palestino perguntou como o governo palestino avaliaria a possibilidade de ele, Lula, conversar com o Hamas. O diplomata respondeu que ele não seria recebido pelo Hamas.




LULA DIZ QUE BRASIL 'TEM LIÇÃO A DAR AO MUNDO’
Ele vai mostrar como se faz na “casa da mãe Joana”, e promete que vai “liberar geral". Anistia para os ilegais

Para o Lula, o Brasil é referência mundial no tratamento dispensado aos imigrantes, mas ele admitiu, ontem à tarde, que o governo poderá propor ao Congresso a aprovação de um projeto de anistia beneficiando todos os imigrantes ilegais atualmente radicados no país. “O Brasil pode dar o direito de as pessoas continuarem no Brasil. Este país tem uma lição a dar ao mundo sobre tratamento aos imigrantes que sempre foram tratados com respeito, diferente de alguns países europeus e ricos que acham que o problema do seu empobrecimento são os coitados dos imigrantes”, declarou o presidente. Por Gaucho/Gabriela





GANGORRA
Quando foi eleito, em 2002, Lula era visto em Bogotá pelo prisma das relações mantidas entre o PT e FARC

Já em 2000, porém, o atual comandante máximo da guerrilha, Alfonso Cano, evitava o contato, indicando o MST como aliado preferencial no Brasil. Mas, pouco antes de ser morto em bombardeio, em março último, o então “chanceler” rebelde, Raúl Reyes, agradeceu de público a concessão de refúgio a seu representante por aqui, Olivério Medina. Cano, um clássico “animal político”, range os dentes para os “conselhos generosos e não solicitados” dos que repetidamente sugerem que deponha as armas. Mas é capaz de identificar os interlocutores incontornáveis.

Tinta invisível

Quem acredita na possibilidade de uma nova abertura para a diplomacia no conflito colombiano chama a atenção para uma entrevista recente de Alfonso Cano à revista espanhola Cambio 16. Escritos como que com tinta invisível, permeiam a entrevista sinais de que, em meio ao momento mais difícil para as Farc desde os anos iniciais, na década de 60, o guerrilheiro formado na Juventude Comunista investe para reinserir suas tropas no cenário político. Ou, em suas palavras, nos “caminhos amplos e difíceis, porém civilizados, da tolerância”.

Fala, por exemplo, em “acordos que possam conduzir a uma troca de prisioneiros de guerra e (…) aplainar os caminhos para acordos de paz”. E não menciona mais, implicitamente, a desmilitarização de áreas para conversações. Em vez disso, exige “garantias de modo, tempo e lugar”. Admite até mesmo a idéia de conversar “com franqueza e rigor” com Uribe em pessoa — a quem, sintomaticamente, não agrega adjetivos. E, em meio às diatribes usuais contra “os gringos”, saúda a posse de Barack Obama, portador de “uma nova visão sobre o conflito (colombiano), com importantes consequências militares”.

Olho vivo
Enquanto as atenções se concentravam na selva colombiana, uma operação mais discreta se desenrolava na extremidade oposta da Amazônia.

Observadores do DAS, a polícia secreta do país vizinho, acompanhavam com toda a atenção as atividades do Fórum Social Mundial, em Belém, de olho nos contatos políticos das Farc. Desde o bombardeio que matou Raúl Reyes, o DAS coleciona informações preciosas, supostamente extraídas do computador do comandante rebelde. A inteligência colombiana garante ter nomes e algo mais sobre redes de apoio às Farc em oito países, inclusive o Brasil. O DAS chegou a sondar a possibilidade de uma operação conjunta com agentes brasileiros, mas tirou o time. - Conexão diplomática: - Por Silvio Queiroz – Correio Braziliense

Brasil - o paraíso dos bandidos e torturadores

UM ATO QUE REPRESENTA O SUICÍDIO DA RAZÃO E COMPROMETE A POLÍTICA EXTERNA

A concessão de refúgio político ao padre Olivério Medina, das Farc, fundamenta a decisão governamental de beneficiar com o mesmo estatuto a Cesare Battisti, à revelia do Conselho Nacional de Refugiados e de resolução da Corte Europeia de Direitos Humanos. Padre Olivério Medina contou com a intercessão de Dilma Rousseff, atual ministra do governo Lula e candidata à sucessão presidencial. Por sua vez, Battisti tem como advogado e padrinho o influente ex-deputado federal Luiz Eduardo Greenhalgh, envolvido em diversos escândalos que abalaram o país. Trata-se, portanto, de uma medida de explícito apoio a dois membros de quadrilhas mascaradas por legendas político-ideológicas que têm apenas uma função de autolegitimação do crime e da barbárie.

O ministro da Justiça defende, com base na Convenção de Genebra, da qual o Brasil é signatário, e da própria Constituição vigente, o imperativo legal da imprescritibilidade do crime de tortura, mas, paradoxalmente, ao conceder asilo político a Battisti, um criminoso condenado pela Justiça italiana, afoga-se no oceano da impunidade. O Brasil é, de fato, um país soberano no tocante às decisões que fortalecem e confirmam o sistema de impunidade dos donos do poder e uma relação obscura com o peculato e o crime internacional organizado, como no caso das Farc, com o narcotráfico.

O flagrante desrespeito à legislação internacional e à soberania italiana tem o mérito de pôr em evidência global que o Brasil é o paraíso dos bandidos de toda laia. E, além disto, reforça a possibilidade de intervenção de diversos países democráticos no país, a fim de processar e condenar os terroristas e torturadores de Estado que se beneficiam, cinicamente, a pretexto da Lei da Anistia, uma lei menor diante do que rezam a constituição brasileira e os textos internacionais de proteção aos Direitos Humanos.

A desmoralização imposta ao país terá consequências imponderáveis em tempos de crise global e de credibilidade nacional. Que não se esqueçam do caso do famigerado ditador Pinochet... como o Brasil é ainda um país neopatrimonislista, no qual a independência dos poderes é uma ficção para fins formais, é uma interrogação angustiante se o Judiciário, cooptado pelo governo, porá abaixo a medida ilegal outorgada pelo ministro da Justiça. É um momento de grande expectativa a revisão pelo STF de um ato de irresponsabilidade que representa o suicídio da razão e compromete a política externa do país. – Por Lucio de Brito Castelo Branco - Sociólogo e Professor da Universidade de Brasília (UNB) - Jornal do Brasil



LEIA TAMBÉM: Temor de perseguição a Battisti não se sustenta, diz comitê





GENERAL BADUEL SOFRE ATENTADO NA VENEZUELA


O general Raúl Baduel, ex-ministro da Defesa da Venezuela, foi atacado ontem por desconhecidos que fizeram disparos com armas de fogo e lançaram bombas de gás lacrimogêneo. Antigo aliado de Hugo Chávez, Baduel rompeu com o governo ao criticar a proposta de reforma constitucional rejeitada em referendo em 2007 e desde então é uma das figuras mais destacadas da oposição venezuelana. Ele não ficou ferido no atentado.

O ataque ocorreu quando o ex-ministro dava uma palestra para estudantes na Universidade de Carabobo, na cidade de Valencia. Baduel disse à rede de TV Globovisión que não conseguiu identificar seus agressores. Segundo Iván Uzcátegui, presidente da Federação dos Centros Universitários de Carabobo, todos os membros do grupo que realizou os disparos estavam com os rostos cobertos. "Eles vestiam camisetas vermelhas e boinas verdes à la Che Guevara", disse Uzcátegui.

A oposição venezuelana acusa Chávez de fomentar a violência no país instigando seus aliados a atacar membros da imprensa e de grupos opositores. A tensão na Venezuela está aumentando porque será realizado no dia 15 um referendo sobre cinco emendas constitucionais que permitiriam a reeleição ilimitada de todos os cargos eletivos do país - projeto impulsionado pelo presidente. AP – Caracas via Estado de São Paulo

Crise - Lula se supera nas ações contraditórias

AÇÕES ERRÁTICAS

Pois não passou uma dia do anúncio do bloqueio no Orçamento de R$37,2 bilhões, como reação à queda na arrecadação tributária, para o mesmo presidente que anuncia prováveis cortes nos gastos determinar novas despesas, colocando mais zeros na já desmesurada conta do Bolsa Família. Ao elevar de R$120 para R$137 o teto da renda familiar dos beneficiários do programa, o Planalto acrescentou mais meio bilhão de reais na despesa anual com o Bolsa Família, de mais de R$11 bilhões. Com isso, o gasto, este ano, será de R$12,34 bilhões, para atender 12,9 milhões de famílias - um acréscimo de mais de um milhão de residências -, num universo total na faixa dos 50 milhões de pessoas, bem mais que toda a população da Argentina.

No momento em que pesquisas confirmam a deterioração nas expectativas de consumidores e empresários, o governo contribui para piorar o mau humor dos mercados ao emitir sinais contraditórios. Qual a mensagem que vale? A da acertada cautela com as contas públicas ou a da irresponsável gastança em rubricas de custeio - como é a do Bolsa Família -, as quais pouco ou nada contribuem como fator anticíclico para conter o desaquecimento da produção? A dúvida é mais um fator a levar empresas a postergar investimentos. Para realçar as ambiguidades, o mesmo Lula que privilegia o custeio e não trata os investimentos com a prioridade devida aconselha governadores a fazer o contrário, no conhecido modelo do "faça o que digo, não faça o que faço".

No bloqueio de verbas do Orçamento, já ficara visível a contradição entre um governo que demonstra sensatez diante das dimensões do impacto no país de uma crise mundial cujo tamanho ainda não é possível estimar - só se sabe que é a maior desde a depressão da década de 30 - e um outro que, na programação de cortes, prefere relegar a segundo plano os investimentos. Ou seja, desdenha de um instrumento que pode gerar emprego e renda com rapidez e dá prioridade a uma despesa em custeio sem maiores efeitos multiplicadores macroeconômicos.

E todas as decisões, para complicar o quadro, são tomadas com base num Orçamento que se converteu em absoluta peça de ficção, por ter sido feito com base em projeções irreais de crescimento para este ano - 4,5%, depois reduzidos a 3,5%, enquanto a última estimativa do FMI para o país é de 1,8%. Se o que move o governo são as eleições de 2010, o resultado deverá ser muito frustrante para o Planalto. Pois, por causa de um governo errático, a situação econômica poderá se agravar. Editorial O Globo





UNIÃO LIBERA R$ 86 MI PARA ORGANIZAÇÃO DE EVENTO

O governo federal repassou ao Pará R$ 86 milhões para investimento no Fórum Social Mundial. Do total, R$ 50 milhões foram destinados à polícia para compra de viaturas, armamento, munição e câmeras para serem instaladas por toda a capital. O restante veio de cinco ministérios e duas estatais das áreas de saúde, trabalho, educação e turismo. A governadora do Pará, Ana Júlia Carepa (PT), liberou R$ 338 milhões para obras nos bairros do Guamá e Terra Firme, conhecidos pelos altos índices de pobreza e violência. O prefeito Duciomar Costa (PTB) tem sido muito criticado. Os hospitais e postos de saúde não receberam nenhuma preparação para suportar o aumento de demanda. Costa justificou que a rede municipal de saúde está estrangulada pela demanda de pacientes vindos do interior do Pará. Ele reconhece que a situação é "dramática". Por Carlos Mendes O Estado de S. Paulo





FILANTRÓPICAS ANISTIADAS
O Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), do Ministério do Desenvolvimento Social, renovou os certificados que dão isenção tributária a 4.100 entidades filantrópicas. Passa a valer na prática um dos efeitos mais nocivos da medida provisória 446, editada há dois meses: a anistia a entidades suspeitas de práticas irregulares sob o manto da filantropia.

Calcula-se que cerca de 2.000 das entidades beneficiadas estejam sob investigação. Mais de R$ 4 bilhões deixam de ser recolhidos anualmente aos cofres públicos em razão dessas isenções. A edição da MP 446 procurava sanar esses problemas de vigilância do controle sobre as entidades e por isso, passou a ser feito pelos ministérios pertinentes, como Saúde e Educação, e não mais pelo CNAS. Mas a medida provisória também embutiu a escandalosa anistia que ao que ao abençoar centenas de entidades suspeitas de fraude, ofende o interesse público e deveria ser anulada. Folha de S. Paulo





PROTEGIDOS DA PRINCESA E DE COFRE MAIS CHEIO

Escola de samba catarinense, que tem senadora como madrinha, recebe incentivo fiscal equivalente ao de agremiações cariocas

Desconhecida do grande público brasileiro, a escola de samba Protegidos da Princesa, de Florianópolis, está feliz da vida. A entidade recebeu o aval do Ministério da Cultura para captar R$ 2,3 milhões de patrocínio com incentivos fiscais para o desfile de 2009. Uma quantia para fazer inveja a muitas escolas do tradicional carnaval carioca. Terceira colocada em 2008 no Rio, a Grande Rio conseguiu um valor menor: R$ 2,1 milhões. Campeã em 2006, a Vila Isabel pediu R$ 1,7 milhão, mas ainda não teve sua proposta aprovada. A popular Estação Primeira de Mangueira, por exemplo, obteve um pouco mais que a Protegidos da Princesa: R$ 2,7 milhões.

O site da escola de samba catarinense informa que a “madrinha da Velha Guarda” é a senadora Ideli Salvatti (PT-SC). A petista nega qualquer relação com o projeto aprovado pelo Ministério da Cultura.

Nenhuma das outras quatro escolas de samba de Florianópolis conseguiu privilégio parecido. A única que teve um projeto aprovado pelo ministério foi a Copa Lord, campeã de 2008. A entidade poderá buscar, com incentivo fiscal, patrocínios que atinjam R$ 590 mil. Ideli garante que a Copa Lord é a sua escola preferida, a do coração, mas desfilou na passarela do samba catarinense em todas, inclusive na Protegidos da Princesa.

A Aruc, a maior campeã do carnaval do Distrito Federal, nem de longe espera receber a autorização milionária dada à escola de Santa Catarina. O valor estimado de captação sem impostos à Protegidos assustou a comunidade do samba de Brasília. “Nós pedimos R$ 250 mil e ainda não conseguimos”, lamenta o presidente da entidade, Moacyr de Oliveira. A Aruc homenageia neste ano o carnavalesco Joãosinho Trinta. A Protegidos da Princesa preparou um enredo sobre o empresário do mundo country Beto Carreiro, que morreu no ano passado. “A arte a vida imitou/Pro Caubói do Brasil se consagrar”, diz trecho do refrão do samba de 2009.

Legislação
Por meio da Lei Rouanet, o Ministério da Cultura avalia e autoriza projetos culturais de captação de recursos com incentivo fiscal. A empresa patrocinadora pode deduzir 100% do que doou desde que o valor não ultrapasse 4% do Imposto de Renda devido no ano. Ou seja, a vida de uma escola de samba fica mais fácil com a postura do governo federal de abrir mão dos tributos.

De volta ao grupo especial no Rio de Janeiro, a tradicional Império Serrano teve um projeto aprovado no valor parecido ao da Protegidos: R$ 2,5 milhões. Em São Paulo, a Rosas de Ouro, sempre na lista de favoritas no carnaval paulistano, poderá captar, no máximo, R$ 900 mil com incentivos fiscais.

O aval para a Protegidos da Princesa captar R$ 2,3 milhões com isenção de impostos foi publicado no Diário Oficial da União no último dia 20. A assessoria de comunicação do Ministério da Cultura informou que a aprovação da proposta da entidade foi meramente técnica, por meio da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC). A Protegidos, explica a pasta, pediu R$ 3,5 milhões, mas obteve R$ 1,2 milhão a menos.

O presidente da Protegidos da Princesa, Moacyr Gomes, garante que não houve influência política na aprovação dada pelo Ministério da Cultura à escola. Segundo ele, o sucesso da entidade dentro da pasta se deve a um projeto bem elaborado. “Não teve força política. Fizemos um trabalho esforçado com uma consultoria de Brasília. Nenhuma escola de Santa Catarina conseguiu isso”, comemora. Ele, porém, avisa que pedirá ajuda de Ideli Salvatti para buscar os patrocínios a partir de agora. “A gente precisa da intervenção dela na captação desse recurso.” A senadora informou que soube pela reportagem da aprovação da proposta da escola de samba. Leandro Colon Correio Braziliense -




DEKASSEGUIS VOLTAM PARA O BRASIL
Os aviões que saem de cidades japonesas com destino ao Brasil estão lotados de dekasseguis. A estimativa é que pelo menos 500 pessoas despedidas de fábricas de automóveis, eletroeletrônicos e alimentos desembarcam por dia em aeroportos brasileiros. As previsões são pessimistas e, caso se confirmem, 70 mil dos 322 mil dekasseguis brasileiros terão perdido o trabalho em solo japonês entre o início da crise, em setembro do ano passado, e os primeiros meses deste ano. O fantasma do desemprego atinge principalmente os brasileiros terceirizados pelas fábricas japonesas; o mesmo tipo de trabalhador demitido também pelas montadoras brasileiras. São jovens entre 18 e 35 anos, de ambos os sexos.

Populistas querem destruir a democracia

“TESTE DE PATRIOTISMO” NÃO PASSA DE ANÁTEMA

Exceto nos últimos 25 anos, a democracia - pelo menos as liberdades civis, a separação de poderes e as eleições livres – se tornou uma estranha na América Latina. Opinião de
Marifeli Perez-Stable.com



Até a década de 1950, o tradicional era a figura do homem-forte, onde as ditaduras eram freqüentes, mas não a norma. Na moderna década de 1960, a institucionalização das ditaduras entrou em palco. Então, no final dos anos 1970 começaram as ondas democráticas que varreram estes regimes militares.

Mas isso não é toda a história. No populismo – o povo que foi o beneficiário das políticas do governo - deixou uma impressão profunda na cultura política da região. Líderes como Juan Domingo Perón e Getúlio Vargas inauguraram suas políticas na Argentina e no Brasil, que incluíam os trabalhadores e a promessa de melhorar suas vidas. Nesse sentido, esta primeira geração de populistas inicialmente fez bem para a América Latina.

Ao final, porém, o populismo começou a falhar. Por razões variadas, mas, principalmente porque o liberalismo começou a atravessá-lo.

Populistas até então santificados pelo povo começaram a ser desprezados; o cidadão que inicialmente dependia de uma liderança começou a exercer seus direitos de forma mais independente, a conhecer melhor o lema do líder populista – que ignorava a separação entre os poderes. Finalmente, o populismo olhou de soslaio para os mercados e para os lucros e, obviamente, se deu conta de que não poderia sustentar o crescimento econômico.

No entanto, na edição deste ano do calendário eleitoral, a meta é colocar de volta o atual populismo, de frente e ao centro.

• Em Jan. 25, bolivianos foram às urnas e aprovaram uma nova Constituição.

• No domingo passado, segundo informação do partido opositor - Equador Alianza País (AP) - o partido do presidente Rafael Correa realizou uma primária onde nomeou o presidente e seu Vice Presidente para as eleições gerais em 29 de abril.

• Em 15 de fevereiro, a Venezuela fará um referendo de duvidosa legalidade sobre a reeleição indefinida do presidente Hugo Chávez e de todos os governantes eleitos.

O presidente boliviano Evo Morales tem agora uma Constituição onde ele obteve 60 por cento dos votos dos bolivianos. Mesmo assim, a Constituição não vai estar operacionalizada até que o legislativo aprove a execução de mais de 100 leis. Algumas dessas reformas terão de passar pelo atual Congresso, bem como deverão ter uma lei eleitoral, em tempo, para o concurso de dez novos presidentes do legislativo. A oposição controla o Senado, embora ela esteja agora dividida e poderá não ser capaz de bloquear a aprovação da nova legislação.

A nova Constituição, além disso, não colocará fim no conflito entre as províncias orientais de La Paz. No leste, os eleitores rejeitaram o charter em grande parte, tal como no ano passado, eles votaram a favor da autonomia regional em referendos considerados ilegais por La Paz. Se a desobediência civil voltar nestas províncias, como já aconteceu em setembro, a Bolívia poderá enfrentar novas ondas de violência.

No Equador, a primária foi aberta à participação de todos os cidadãos e acabou por ser problemática. Membros da AP denunciaram irregularidades, incluindo escrutínios insuficientes ou incompletos e, em alguns casos, até a suspensão da votação. Correa disse que se estes problemas alterarem o resultado das primárias, o principal não será reformulado. ''Estes incidentes são uma benção disfarçada, porque eles nos ajudam a limpar as nossas fileiras, ''observou o presidente, dizendo que os membros da AP que alegaram fraude são “infantis, imaturos, e primitivos. ''

Na Venezuela, as sondagens dão uma vantagem relativa ao SIM, mas Chávez é obrigado a ter vários truques escondidos na manga. Ele é certamente o grande invocador do espectro da violência contra a “oposição antipatriótica que quer ganhar o referendo na base da guerra, e o povo poderá perder tudo o que foi adquirido no âmbito da revolução''. '' Delegados chavistas recorreram à língua circinal para defender a questão da reeleição indeterminada. Parece claro que Chávez não poderá correr riscos novamente, sobretudo porque em 2 de Dezembro de 2007 os venezuelanos já disseram não ao seu poder para sempre.

Constituições devem limitar o poder. Isso, porém, não é a opinião de Chávez, Morales e Correa. Todos os três tentam permanecer no poder, tanto quanto possível, com o menor controle possível sobre suas decisões. Cada um está em um momento diferente na trajetória do populismo contemporâneo. A Bolívia e o Equador estão nas fases iniciais de suas novas constituições.

Chávez, porém, é quem mais se aproxima de um clímax. Se ele ganhar em 15 de fevereiro, o que ele pretende fazer com a oposição? Já os militares (...) pretendem abrir fogo contra os manifestantes? Se ele perder, ele pode muito bem incitar a violência já que agora ele é uma predição.

''A democracia é um sistema em que partidos perdem eleições'' – eis um ditado que os novos populistas não aceitam para si próprios. A troca de ideais políticos que transforma qualquer desacordo em teste de patriotismo é um anátema. Por essa via, a democracia finalmente morre. Em breve assistiremos a isso na Venezuela.


Marifeli Pérez-Stable é Vice Presidente da governança democrática - a Inter-American Dialogue, em Washington, DC, e professor na Universidade Internacional da Flórida.
The Miami HeraldTradução de Arthur



COMENTÁRIO:
A imprensa em geral, costuma poupar o Lula da Silva das críticas – vide a análise acima publicada no Miami Herald. Tratam do tema como se o petista não fosse uma peça vital nessa engrenagem latino populista que pavimenta sua permanência indefinida no Poder.

Aliás, muito pelo contrário, com freqüência, Lula é citado pela imprensa como um grande líder desenvolvimentista e democrático, um dos mais bem quistos na América Latina, atrás de Álvaro Uribe (Colômbia), segundo as pesquisas.

Essa ausência de criticas à política de Lula parece um complô da mídia fazendo sombra à manobra do governo petista (como se isso fosse possível), cuja atual fase demonstra grande despreocupação ao expor seus repentes de autoritarismo.

Os últimos acontecimentos no país, permitem essa elucubração. A esquerda mundial reunida no Fórum Social em Natal, tem duas agendas: Na interna o tom é radical e declaradamente bélico aos Direitos constituídos do país - na agenda externa, o discurso é manso, pois a esquerda mundial está em fina sintonia em torno de uma
unanimidade.

Outro acontecimento recente bastante crítico foi a não extradição do criminoso Battisti, uma demonstração arrepiante de descaso às leis italianas. Por fim, citamos a provável aceitação de terroristas de Guantánamo (a filial da Jihad) em território brasileiro - num acerto direto com Barack Obama.

Eis os fatos que dão o tom sobre o nosso futuro (ou a falta dele), e torna possível vislumbrar a oficialização do Estado autoritário em 2010, consoante a doutrina comunista do Continente, sob as bênçãos dos organismos internacionais dos países que compõe o Eixo do Mal, e tudo indica dos EUA.

Por isto, Lula está seguro em sua política de afrontas. Por Gaúcho/Gabriela

Matar e morrer por Hugo Chávez

MILÍCIAS DA REVOLUÇÃO

Grupos paramilitares venezuelanos estão dispostos a defender a revolução à bala. "Quando falo de matar uma pessoa, falo do inimigo. Esses “carajos” nos obrigaram a agir dessa maneira” afirma Valentín Santana, o líder do grupo La Piedrita. Reportagem de Maye Primera do El País

"Bem vindos a La Piedrita em paz. Se vens em guerra, te combateremos. Pátria ou morte". Nem a polícia nem a Guarda Nacional estão autorizadas a entrar nos domínios do Grupo La Piedrita, no bairro 23 de Janeiro de Caracas, um dos mais pobres e populosos da capital venezuelana, distante a um quilômetro e meio apenas de Miraflores, o Palácio de Governo.

Somente em dias previamente combinados, como na semana passada quando Chávez foi em visita para celebrar um ato de campanha, os combatentes do La Piedrita admitem a entrada de outras armas em seu território, como as da Guarda de Honra presidencial. O permitem em cortesia a revolução, pela qual os integrantes do La Piedrita e de outros cinco grupos sociais que trabalham como paramilitares – dizem estar dispostos a morrer e a matar.

"Somos um grupo coletivo que faz trabalho social, porém, também como afirmou nosso comandante Hugo Chávez, estamos armados e dispostos a defender esta revolução pela via das armas", disse Valentín Santana, o líder do grupo.

La Piedrita conta somente com uns 50 homens, mas controla uma área de blocos de concreto, de casas humildes e ranchos nos quais vivem umas 3.000 pessoas. Ali também é o campo treinamento deles.

Assim como a polícia respeita os limites de seu território, Santana também respeita o espaço dos outros "grupos coletivos sociais" que no vivem bairro e que estão comprometidos com o Governo, sendo alguns deles quase tão armados como a polícia de Chávez. São eles: a Coordenadora Simón Bolívar, o grupo Carapaica, o coletivo Montaraz, os Tupamaros, Alexis Vive e, no centro da cidade, o partido Unidade Popular Venezueana.

O 23 de Janeiro é sinônimo de revolução; seu nome comemora a queda de Marcos Pérez Jiménez - em 23 de janeiro de 1958, o último ditador venezuelano que durante 10 anos se reelegeu no poder.

Santana admite sem reparos que foram eles que, no início desta semana passada, lançaram bombas lacrimogêneas contra a sede do Vaticano em Caracas e contra a residência de Marcel Granier, diretor da da RCTV. Também reconhece a autoria de ataques anteriores contra o canal de notícias Globovisión, contra o Arzobispado de Caracas e contra a casa de Miguel Henrique Otero, diretor do diário El Nacional.

Não era um segredo, tampouco. Publicamente, La Piedrita declarou "objetivos militares" a todos os meios de comunicação os quais atacou. Santana disse inclusive, que ele estava disposto a ir mais além: "Eles estão conspirando de maneira aberta contra a revolução bolivariana e já está claro que lhes falta respeito ao nosso presidente.

“Se chegarmos a pegá-los, por certo que vamos fazer justiçamento. Se agarrarmos, por exemplo, o Marcel Granier, diretor de RCTV, nós vamos passá-lo pelas armas, sem vacilar. Corre essa mesma sorte o diretor do diário El Nacional e o diretor da Globovisión, se os cruzarmos pelas ruas.”

Desde os anos 60 e até que a revolução chegou ao poder, a UCV tinha como objetivo ser uma trincheira dos grupos radicais de esquerda do 23 de Janeiro. Porém os tempos mudaram. Santana já não compartilha das causas políticas desses estudantes, as combate e mantém com eles uma espécie de pacto entre cavalheiros que o permite fazer seu trabalho: "eu lhes disse: vocês se metem comigo e eu vôo em suas cabeças. Eu faço meu trabalho de segurança, e, se meterem-se comigo, seguramente que não vou ficar tranqüilo".

O Governo tem uma relação ambivalente com o La Piedrita. Em certa ocasião, Hugo Chávez os chamou de "terroristas", porém, na semana passada lhes enviou “un saludo”, como integrantes dos coletivos sociais que trabalham na campanha pela emenda constitucional. A propósito dos ataques com gases lacrimogêneos da última semana, o ministro do Interior e Justiça, Tarek El Aisami, pediu para que não se estigmatizasse o La Piedrita.

Já a defensora do povo e ex deputada do PSUV, Gabriela Ramírez, disse que pediria ao Ministério Público para que investigasse os atentados e as agressões contra as marchas estudantis, porque as "brigas eleitorais se ganham com votos e não com balas".

Tanto os diretores dos meios como seus empregados já denunciaram a ameaça desses grupos na Fiscalía General da República, e estão amparados por medidas cautelares de proteção emitidas pela Corte Interamericana dos Direitos Humanos. Porém, isso não lhes exime de continuarem sendo um "objetivo militar".

Além das razões políticas, Santana diz que tem motivos pessoais pendentes para que seus objetivos não mudem: "Quando falo de matar uma pessoa, falo do inimigo. Esses “carajos” nos obrigaram a agir dessa maneira. Os primeiros cinco anos de La Piedrita eram puramente de assuntos culturais. Mas a direita começou a avançar. Eles mataram um filho meu. A direita o matou. Isso nos obrigou a treinar e a nos preparar. E desde que me tiraram meu filho, uma parte minha se converteu em um monstro". Fonte
El PaísTradução de Arthur para o MOVCC

Foto: Cartel de apoio a Hugo Chávez no bairro 23 de Janeiro de Caracas - REUTERSo post

O Islamismo exige renúncia

O QUE ESTÁ NO NOME? Por Amil Imani

Um grande negócio. Democracia, fascismo e comunismo representam diferentes sistemas de governo. E Judaísmo, Cristianismo, Islamismo também são títulos de diferentes sistemas religiosos.

Considerando que a democracia é definida como a regra do povo, pelo povo, o Islã é definido como o primado de Deus, por Deus e seus emissários, tudo para o prazer de Deus. E quando as pessoas, por preocupação política ou por ignorância, descrevem o Islã como uma “religião de paz”, elas são, no mínimo, culpadas por este desvirtuamento.

A palavra "Islamismo" é derivada da palavra "taslim", que significa entrega. A palavra para a paz não é "taslim,", mas é "solh." Assim, quando os muçulmanos se comportam de forma violenta e bárbara, eles estão apenas obedecendo aos ditames do seu credo, apenas se rendendo aos sacrifícios em nome de Deus, tudo é a serviço da vontade e do prazer de Deus.

Evidentemente, que nem todos os muçulmanos renunciam totalmente à vontade de Deus. A grande maioria dos muçulmanos são apenas muçulmanos parciais. Eles podem fazer suas orações diárias obrigatórias, podem dar algum dízimo e manter o jejum de vez em quando. Podem também tomar algumas bebidas.

Mas o Islã é uma espécie de "perdão" religioso, especificamente para o sexo masculino. Se você negligenciar suas orações ou se você simplesmente não quiser fazê-las, você pode contratar alguém, de preferência um imã ou um Mullah, para rezar em seu nome. Se deslocar-se até Hajj for demasiado dispendioso e o afasta do prazer e do conforto de sua vida, você pode contratar alguém para ir em seu lugar. Você quer tomar uma bebida durante o seu tempo dedicado à oração? Basta enxaguar a boca e vá em frente com a oração. Mas, lembre-se sempre da vontade de Deus e de servi-lo. Cumpra com os seus deveres de subjugar os incrédulos, promover o Estado da sharia para que se torne a terra de Deus.

Se apenas as massas muçulmanas executam as ordens de Deus, então, Ele teria prometido o paraíso na terra do Islã, como exemplificado pelas regras adotadas pelo Talibã, Arábia Saudita, Sudão, e, naturalmente, pelo xiita de nirvana da República Islâmica do Irã.

Nestas sociedades de modelo islâmico, a liberdade de expressão, de culto, e de reunião é tomada de longe. As mulheres, por exemplo, são tratadas como bens imóveis. Jovens raparigas são sujeitas a mutilação genital bárbara para torná-las escravas sexuais desde o nascimento, sem a possibilidade de desfrutar de prazer nas relações sexuais. Menores são executadas, adúlteras são apedrejadas até a morte, os ladrões têm as suas pernas amputadas, e muito mais. Não deveria ser de todos a idéia de paraíso?

Esta misoginia da religião de Deus é feita à medida para o selvagem do sexo masculino. A um fiel seguidor de Deus é permitido ter quatro esposas permanentes - e a substituir qualquer uma delas a qualquer momento que queira -, bem como a ter um número ilimitado de noites ou de horas com outras mulheres, um luxo que varia de acordo com sua renda. Mas... ai da mulher que tiver amor por outro homem. E ela é só castigo. Nada menos do que a morte por apedrejamento.

A parcialidade muçulmana é aparentemente inofensiva e pode até parecer normal, mas deve ser muito observada. O que costuma prender nossa atenção é que o verdadeiro muçulmano não passa de uma pequena minoria. No entanto, esta campanha esgrimida por essa minoria é muito virulenta e age simultaneamente em duas grandes frentes. Ela trabalha para o rebanho parcial, em sua maioria muçulmana, e prega a derrota de todos os outros não-crentes, por todos e quaisquer meios.

É prudente ter em mente que todos os acontecimentos importantes na história da humanidade têm sido instigados por um indivíduo ou por um pequeno grupo. Estes indivíduos ou grupos têm sido os cães que direcionam os movimentos e atividades das massas - as ovelhas.

É exatamente isso que os verdadeiros muçulmanos, os islamitas, estão fazendo no mundo de hoje. É suicídio admitir que os islamitas sejam apenas um bando de zelotes inconseqüentes, e não uma franja do grupo que irá gravar a si mesmo. Infelizmente o suficiente, é a maior parte dos muçulmanos que os pundits retratam como "pacífica", irrelevante ou, muitas vezes que serve apenas como instrumento nas mãos dos islamitas. Um par de exemplos da história recente conclusivamente prova o ponto que é a fanática minoria que lança e executa as campanhas que infligem o sofrimento imenso sobre a maior parte da sociedade.

Na década de 1930, poucos alemães eram nazistas, mas muitos usufruíram do ressurgimento do orgulho alemão e muitos outros estavam ocupados demais com suas próprias vidas para se atentar ao fato. Assim, a Alemanha apresentou uma escarranchada de incontestável oportunidade para os nazistas impulsionarem sua agenda e reunir Poder, de forma que, quando se deram conta, já era demasiado tarde para qualquer outra força travar essa maré.

E todos nós sabemos do sofrimento que esse bando de radicais supremacistas infligiu a milhares de pessoas antes de sucumbir à sua própria morte.

O Khomeinism do Irã foi iniciado por um grupo de fanáticos xiitas que fazia oposição às regras do Xá, e fez muitas promessas às massas Islâmicas. Mal ascendeu ao poder e o Khomeinists fez a nação inteira de cativeiro, assassinou dezenas de milhares sem complacência, aprisionando, torturando, e criando um estado de ameaça islâmica para todo o mundo livre. A oposição quando despertou para o fato já era tarde.

A questão é que muitos islamitas são teimosos e permitem que o Estado continue falhando quando liquida as terras no Kafir. Os recém-chegados trazem consigo o ódio profundamente enraizado aos infiéis e acreditam que eles são, de fato, os legítimos proprietários de toda terra e que todos os outros não-muçulmanos são meros invasores que devem ser subjugados ou eliminados em conjunto.

Nesta implacável campanha, os islamitas têm um grande quadro de "especialistas", de "cabeças pensantes" para comprar os políticos e manter indefinidamente a difusão do falso mantra de que o Islã é a religião da paz. Este último bando é criminosamente cúmplice por tornar complacente a população e por promover o trabalho dos islamitas.

O Islã pode ser uma religião de paz, mas é o tipo de paz incorporada no seu próprio nome: Renúncia. As pessoas livres não devem ser intimidar pelos islamitas selvagens e devem ter sempre em conta os seus cúmplices desavergonhados que enganam o público sobre a verdadeira natureza do Islã

O Islã exige a renúncia de todas as pessoas livres e de tudo que prezamos e temos como sagrado. O Islã é uma doutrina patológica, há muito, um vestígio de barbárie que deve se entregar aos princípios sãos de liberdade das pessoas livres. Artigo do
Analyst-networktraduzido por Arthur para os leitores do MOVCC




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O sadismo cruel de Battisti

Conforme relato no processo que o condenou à prisão perpétua, Battisti dizia aos comparsas sentir prazer ao ver “jorrar o sangue” das vítimas. Por Cláudio Humberto



A VERDADEIRA FACE DO PRESIDENTE

Recente decisão "soberana" do presidente da República, somada às suas últimas declarações, aqui e lá fora, perfila com nitidez a verdadeira face de Lula: um líder ideológico e autoritário. Por Carlos Alberto Di Franco

Ao conceder asilo político ao terrorista italiano Cesare Battisti, condenado à prisão perpétua em seu país pelo assassinato de quatro pessoas nos anos 70, Lula invocou o conceito de soberania nacional. "A decisão do Brasil neste episódio é soberana", disse, em Corumbá, ao lado do presidente Evo Morales, da Bolívia. Lula alegou que o Brasil é "generoso" e Battisti foi sentenciado por crime antigo. "Quem o acusou nem existe mais para ser comprovada a veracidade do fato. Passado tanto tempo, ele já é outra pessoa, é um escritor", concluiu.

A generosidade presidencial, contudo, é seletiva. Atletas cubanos, fugitivos da "democracia" dos irmãos Castro, receberam tratamento bem diferente: foram deportados sob a surrealista alegação de que, de fato, desejavam ardentemente retornar à casa paterna.

Não é de hoje a fina sintonia de Lula com governos autoritários. O Foro de São Paulo, entidade fundada por Lula e Fidel Castro, entre outros, e cujas atas podem ser acessadas na internet, mostra que não há acasos. Assiste-se, de fato, a um processo articulado de socialização do continente de matriz autoritária. Tal processo passa, provavelmente, por uma tentativa de terceiro mandato do presidente Lula. Opinião do Estado São Paulo, leia mais
aqui




VÍTIMAS DO TERRORISMO CRITICAM O BRASIL
As famílias das vítimas do terrorismo na Itália protestam contra a carta enviada pelo Lula da Silva ao governo italiano justificando a decisão do Brasil de dar status de refugiado político ao extremista Cesare Battisti. Para as famílias, a decisão e a carta são “verdadeiros insultos ao povo italiano e às vítimas do terrorismo”. Por Jamil Chade - O Estado de São Paulo – Leia mais
aqui




TRANSIÇÃO PARA O SOCIALISMO
Muita gente imagina que há democracia no Brasil

Alguns trouxas, nas diversas mídias, para exaltá-la, aludem a vigência, no País, do clássico exercício da divisão de poderes – a indivisibilidade soberana e harmoniosa entre o executivo, legislativo e judiciário -, decantada na prosa iluminista de Montesquieu (no livro “O Espírito das Leis”) Na dura realidade, basta examinar com o mínimo de atenção o desempenho do Congresso para descobrir que ali não só não se pensa, como não se debate os seus interesses, não se labora pauta própria e muito menos se elabora projeto ou se promulga leis pertinentes ao interesse nacional. – Por Ipojuca Pontes – Leia matéria via Cláudio Humberto
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Apoio ao Paraguai contra o Brasil

MST - O VENDILHÃO DO BRASIL

E a soberania dos outros

O Paraguai quer fazer a reforma agrária e precisa de recursos para as devidas desapropriações, muitas delas em terras de brasiguaios. O Brasil tem um tratado com o país, o de Itaipu, que prevê o recebimento subsidiado de energia não utilizada como compensação pelo investimento solitário feito em 1973 na usina hidrelétrica. O Paraguai quer rever o tratado e receber mais do Brasil pela sua energia, para ter dinheiro e desapropriar, justamente, os brasiguaios. - Por Léo Gerchmann do Jornal Zero Hora

Em meio a essa situação complexa, o Itamaraty acena com o financiamento da industrialização paraguaia, via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o que levaria o país vizinho a consumir sua própria energia em vez de vendê-la a preço baixo. Seria uma forma indireta de ajudar o Paraguai, apoiando seu desenvolvimento.

O tema é delicado. Requer diplomacia. Aí, entrou em cena o MST, brasileiro – apoiando o governo guarani. O MST se prontificou com o presidente paraguaio, o ex-bispo de esquerda Fernando Lugo, a disseminar a tese de que a reivindicação de rever o tratado é justa. E isso tem sido feito nos acampamentos e assentamentos sem-terra, com a explicação de que o Paraguai necessita de recursos.

O MST, porém, tem se apoiado para defender os interesses guaranis na tese segundo a qual o acordo firmado pelos ditadores brasileiro Emílio Médici e paraguaio Alfredo Stroessner tinha conotação imperialista desde a origem.

Não estão descartadas, para as próximas semanas, manifestações de apoio aos vizinhos. De acordo com o líder sem-terra João Pedro Stédile, trata-se de “uma questão social e de soberania sobre os recursos naturais”. A proposta do governo paraguaio é transferir a dívida atual de Itaipu Binacional, que está em US$ 19,6 bilhões, para os Tesouros dos dois países. O do Paraguai ficaria com apenas US$ 600 milhões. O do Brasil, com US$ 19 bilhões.

O governo brasileiro tem buscado, nas últimas semanas, convencer o MST e outros movimentos sociais de que o tratado de Itaipu é perfeito e acabado: o Brasil assumiu o empréstimo para a realização da obra, e o Paraguai, que tem direito a 50% da energia gerada pela hidrelétrica, ficou de pagar a conta cedendo a baixo custo o que não fosse por ele utilizado. Tudo muito simples.



Novas bandeiras

MAIS INVASÕES


Veja quais são as principais transformações em andamento no perfil do movimento dos sem-terra, cristalizadas no encontro de Sarandi, no Rio Grande do Sul:

Uma das principais determinações emanadas do encontro encerrado neste fim de semana é a ampliação das invasões de terra ao longo de 2009. Essa decisão é sustentada por dois fatores estratégicos, segundo o ponto de vista dos líderes dos sem-terra: neste ano não há eleição, e as ações mais agressivas do MST costumam ser refreadas em períodos eleitorais para não desgastar aliados políticos. O segundo ponto é a descapitalização das empresas de celulose devido à crise financeira, que em tese deixa uma área maior disponível para assentamentos em vez de serem adquiridas para receber plantações de árvores.


CAMPANHA O PETRÓLEO É NOSSO
Ao lado da tradicional luta pela terra para transformar acampados em assentados, o MST promete transformar a campanha pelo controle exclusivamente estatal da exploração e dos lucros do petróleo descoberto na chamada camada de pré-sal. Dessa forma, o movimento resgata um dos principais slogans que já mobilizaram a sociedade brasileira, nascido na década de 40 para manter o monopólio estatal sobre essa riqueza. Ao eleger essa bandeira, o MST diversifica sua pauta de lutas e abre um novo campo de ação e uma nova forma de readquirir visibilidade e força política.


MOBILIZAÇÕES NA ÁREA URBANA
A busca dos sem-terra por novos campos de atuação inclui a geografia espacial. Uma das conclusões do encontro de Sarandi é de que o movimento deve reforçar sua presença e sua atuação nos centros urbanos. Esse reforço deverá ser feito com o auxílio de sindicatos de funcionários públicos e centrais sindicais. O MST deverá aumentar sua presença em mobilizações conjuntas realizadas nas cidades – e não estão descartadas ações mais incisivas como invasão de áreas urbanas ligadas de alguma forma às lutas do MST.


NOVAS ALIANÇAS
O futuro imediato do MST deve incluir novas parcerias e o estreitamento das relações com entidades com as quais os sem-terra já tinham afinidades. Sindicatos de servidores públicos, como o Cpers, no Rio Grande do Sul, e centrais sindicais como a CUT são algumas delas. Mas associações de petroleiros e outras entidades que também demonstrem interesse no controle nacional sobre as riquezas do pré-sal também são possíveis parceiros estratégicos dos sem-terra a partir de agora, ao menos nesta questão.


RUPTURA COM O GOVERNO LULA
O encontro de Sarandi marcou, de maneira mais formal, o rompimento do MST com o governo Lula. Aliado histórico do PT, o MST chegou a classificar o presidente como um “amigo dos inimigos” do movimento, como os ruralistas. Ninguém do governo federal foi convidado para a festa.

– Não vamos dizer que Lula é nosso inimigo, mas também não é nosso amigo – afirmou, antes da realização do encontro, o líder nacional João Paulo Rodrigues. Essa ruptura não é absoluta, já que o movimento depende de repasses de verba oriundas do governo federal, mas marca uma nova postura pública dos sem-terra. Comentário: Nós do MOVCC não acreditamos, absolutamente, nesta informação. No nosso entendimento, trata-se de mera manobra do Lula para esquivar-se de responsabilidades. Por Gaúcho/Gabriela


USO DE TRANSGÊNICOS
Uma das principais e mais recentes bandeiras do MST é o combate ao uso de transgênicos na agricultura. Na visão dos sem-terra, a possibilidade de patentear sementes, como fazem multinacionais a exemplo da Monsanto, é um risco à segurança alimentar do planeta e uma forma de explorar os agricultores. No encontro de Sarandi, porém, os sem-terra admitiram usar sementes de soja geneticamente modificadas no assentamento Nova Sarandi, palco da festa de 25 anos do MST. Marina dos Santos, uma das porta-vozes do movimento, argumentou que isso não ocorre por vontade própria, mas por falta de opção decorrente do atual modelo de desenvolvimento. Na prática, marca uma flexibilização forçada dos sem-terra em relação a esse debate.


CRISE MUNDIAL
Para o movimento dos sem-terra, a crise financeira que aterroriza muitos países desde o ano passado é um fator circunstancial favorável à luta pela terra. Ao impor pesados prejuízos a gigantes da celulose como a Aracruz, interrompe a rápida expansão territorial que transforma milhares de hectares em área de plantio de pinus e eucaliptos. Devido à crise mundial e à falta de recursos para novos investimentos, sobrariam mais terrenos para aquisição por parte do governo federal a fim de receber assentamentos de sem-terra.




MST CAMINHA PARA AS CIDADES
O MST encerrou seu encontro em comemoração aos 25 anos de existência em Sarandi, no norte do Estado, impelido a marchar por novos caminhos. A preocupação em reconquistar espaço social e peso político perdidos.

O novo mapa dos sem-terra destaca os centros urbanos e o alto-mar brasileiro como alvos da nova mobilização campesina. Apesar disso, a ameaça feita ao final do evento é de que as tradicionais invasões de terra serão intensificadas este ano. A estratégia inclui chegar às cidades com o auxílio de sindicatos de servidores públicos e centrais de trabalhadores participando de mobilizações conjuntas, mas não exclui ações como invasões de empresas urbanas. Você lê a matéria completa
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PETRÓLEO PASSA A SER SLOGAN
A retomada do slogan “O Petróleo é Nosso” seria ainda uma maneira de reverter o processo de enfraquecimento político enfrentado pelos sem-terra nos últimos anos, conforme Gehlen. Esse fenômeno se expressa também de forma estatística. Com os 24,6 mil hectares de terra adquiridos pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no Rio Grande do Sul, por exemplo, o prometido assentamento de 1,5 mil famílias poderia esvaziar sensivelmente os acampamentos existentes no Estado. Por isso, diversificar as bandeiras de luta seria uma forma de garantir a sobrevivência do próprio movimento, que prometeu intensificar o processo de invasão de terras este ano. Leia mais
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LIDERADOS PELOS COM-TERRA
A decisão mais importante tomada durante o encontro do MST em Sarandi não é pública. A organização continuará sendo dirigida pelos agricultores assentados em lotes dos programas de reforma agrária do governo. O grupo dirigente é composto por sulistas aliados com paulistas que há 15 anos tomaram o poder e, desde então, manobram os acampados à beira das estradas para barganhar créditos altamente subsidiados do governo federal. – Leia mais
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Obama descarta retórica do 'eixo do mal'

E ESTENDE A MÃO A AHMADINEJAD

Pela primeira vez em 30 anos, um presidente dos Estados Unidos deixou claro que pretende estabelecer um canal diplomático com Teerã: "Estenderemos a mão aos países que descerrarem os punhos", garantiu Barack Obama, ao se dirigir diretamente ao mundo islâmico em seu discurso de posse. Com isso, o recém-empossado presidente deve reverter o maniqueísmo simplório de George Bush, que incluía o Irã no chamado "eixo do mal", infeliz rótulo criado pelo então redator dos discursos do presidente, o republicano David Frum , para definir governos considerados celeiros do terror.

– É um alívio que Obama queira se aproximar do Irã, pois a política dos últimos oito anos foi um desastre total, considerando a importância desse país na região – afirma o iraniano Mehrzad Boroujerdi, fundador do Programa de Estudos Sobre o Oriente Médio na Universidade de Syracuse, em Nova York. –

O grande ponto de interrogação é saber até que ponto Obama está disposto a ir e se sua iniciativa será recebida positivamente pelos iranianos.

Os primeiros sinais não são encorajadores, porque os iranianos acham que Obama está repetindo as mesmas coisas que ouvimos da antiga administração, como, por exemplo, a idéia de que não aceitam um programa nuclear iraniano, a percepção de que o Irã representa uma ameaça na região e, acima de tudo, a ênfase na segurança de Israel.

A rixa diplomática entre Irã e EUA foi sedimentada no dia 4 de novembro de 1979, quando cinco manifestantes universitários, entre eles o atual presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, invadiram a embaixada americana em Teerã e mantiveram 55 reféns por 444 dias. A crise dos reféns, resolvida apenas em janeiro de 1981, levou o governo dos Estados Unidos, então sob a liderança de Jimmy Carter, a romper relações diplomáticas com o Irã, um país que até a queda do xá Mohammed Reza Pahlevi tinha sido um de seus mais importantes aliados na região.

Embora a libertação dos reféns tenha sido uma das prioridades do governo democrata de Carter, seu fracasso em efetivar o final da crise contribuiu decisivamente para sua derrota contra o republicano Ronald Reagan na eleição de 1980. Os reféns foram libertados no dia da posse de Reagan (20 de janeiro de 1981) em troca do desbloqueio de fundos iranianos no valor de US$ 8 bilhões e da anistia dos seqüestradores.

Desde então, os EUA fecharam canais diplomáticos e impõem sanções que dificultam o desenvolvimento econômico do Irã, que por sua vez rebate com a retórica inflamada de Ahmadinejad, desdenhando Israel, ameaçando estruturas americanas na região e insistindo em prosseguir com seu programa nuclear.

– Os EUA e o Irã têm posições inteiramente divergentes sobre Israel e o programa nuclear iraniano – afirma Gary Sick, principal assessor da Casa Branca durante a Revolução Iraniana. – Mas não acho que as diferenças sejam maiores das que tivemos com a União Soviética no auge da Guerra Fria, e nunca deixamos de conversar com os soviéticos. Não acredito no conceito de que devemos conversar somente com quem concorda conosco. Precisamos desenvolver um mecanismo que nos permita resolver os problemas assim que eles surgem. Esta é a essência da diplomacia.

Sick garante que os EUA não conseguirão implementar uma política consistente na região sem lidar diretamente com o Irã, um dos maiores e mais influentes países do continente, e se mostra otimista em relação à postura de Barack Obama.

– Obama está interessado em atrair o Irã para o diálogo sem impor condições prévias, mas antecipando que será uma troca diplomática difícil – afirma Sick. – Isso não significa que os EUA de Obama irão abraçar governos com os quais temos desavenças. Mas estes são os países com os quais precisamos conversar.

Sick sugere que, por hora, Obama deve enviar sinais positivos ao Irã, indicar que está pronto para lidar com o país de maneira mais respeitosa e transparente, e que está aberto a discussões, mas adverte: Obama não deve se apressar em fazer propostas grandiosas, pois o país acaba de iniciar uma campanha presidencial que só terminará daqui a seis meses:

– Acho que, se fizermos grandes propostas de imediato, o Irã vai nos ignorar ou rejeitá-las abertamente, pois o país no momento se preocupa com a iminência das eleições. Por enquanto, devemos apenas mandar sinais positivos, e afirmar que não buscamos forçar uma mudança de regime. Ninguém negocia com alguém que está tentando matá-lo.

Sick aconselha o novo presidente a enviar diplomatas a Teerã para manter contatos contínuos com a base do governo. Deste modo, sugere Sick, os EUA saberão quando o país estiver pronto para conversar. - Por Joana Duarte - Jornal do Brasil




A GRANDE AMEAÇA É O IRÃ
Para o professor de ciência política Eytan Gilboa, do Centro Begin-Sadat de Estudos Estratégicos, a chave para solucionar o conflito entre israelenses e palestinos está em Teerã.

Que mudanças o governo Obama pode trazer ao processo de paz?

EYTAN GILBOA: A nomeação imediata de George Mitchell, tido como o arquiteto das negociações para a paz na Irlanda do Norte, mostra coragem e disposição. Mas o início será difícil. Obama ainda não tem experiência internacional e sabe que precisa agir com cautela, pois está num campo minado.

Sempre houve divergências entre as políticas europeia e americana em relação ao conflito israelense-palestino. Por que essa cooperação daria certo agora?

GILBOA: Os EUA já compreenderam que não podem mais agir sozinhos. E, apesar de toda a condenação pela ofensiva em Gaza, a Europa já compreendeu que o conflito reflete a rapidez com que o Irã está se infiltrando na região. Os tentáculos iranianos estão em Síria e Líbano, com o Hezbollah, em Gaza, com o Hamas, e ainda tentando desestabilizar o governo egípcio, com a Irmandade Muçulmana. A Europa acordou para a ameaça do Irã, que não se resume ao programa nuclear. Trata-se do país mais perigoso do mundo hoje.

E quanto à questão entre Israel e os palestinos?

GILBOA: Enquanto o Hamas estiver em Gaza, não haverá reconstrução e a diplomacia internacional pouco poderá fazer. A questão é saber quem vai se responsabilizar pela recuperação. Se for o Hamas, trata-se de uma vitória iraniana e, em pouco tempo, poderemos ver mais violência. Os palestinos têm uma decisão importante pela frente, que pode mudar o tabuleiro político de todo o Oriente Médio. (R.M.) - Por Eytan Gilboa – O Globo